Depois do Cinema

TOP Ficção Científica - Década de 90

By Jota Queiroz - terça-feira, fevereiro 15, 2011
A década de 90 foi uma boa década para o género.
Aqui fica uma lista dos filmes que considero ter sido os melhores de Ficção Científica, e não hesitem a partilhar a vossa opinião!


The Matrix (1999)


Não vou elaborar um texto maior do que este, pois há apenas uma palavra para descrever este filme e o seu impacto nos anos 90: MATRIX. É que basta dizer essa palavra para saber que The Matrix constituiu o derradeiro clássico da década e revolucionou completamente o género.

Crítica: Aqui
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Gattaca (1997)

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Para quem me conhece bem, sabe que Gattaca é um dos meus filmes de eleição, não só no género de Ficção Científica mas também de uma maneira geral. Conta com a interpretação de um dos meus actores favoritos, Ethan Hawke, como também Jude Law, Uma Thurman e Alan Arkin. Recomendo vivamente.
Num futuro não tão distante, os ricos podem criar descendentes perfeitos, manipulando os genes. A pessoa que não surgir disso é considerada inválida. Vicente (Ethan Hawke) é considerado como tal. Disposto a tornar-se um astronauta da corporação Gattaca, ele elabora uma estratégia: compra os genes perfeitos de um jovem acidentado Jerome (Jude Law) e consegue transformar-se nele. Alcança o seu sonho, mas o assassinato do director de Gattaca complica qualquer plano.


Crítica:
Aqui
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Apollo 13 (1995)

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Ok... Tom Hanks + Kevin Bacon + Lua = filme obrigatório. Como já sabem, filmes que envolvam a NASA são sempre agradáveis para mim.
"Houston, we have a problem." Suspensos a mais de 350.000 mil quilómetros da Terra numa nave espacial avariada, três astronautas vêem-se imersos numa desesperada batalha pela sobrevivência.
Um filme brilhante, cada vez que o vejo faz com que o meu sonho de ir à Lua seja esquecido (temporariamente).

Crítica:
Brevemente
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Jurassic Park (1993)

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Tinha dois anos quando o filme estreou, é um facto, mas lembro-me de o ver quando tinha 5 aninhos e de ter adorado.
Quando era mais pequena era completamente viciada em dinossauros e sabia tudo sobre eles, pelo que Jurassic Park tornava-se obrigatório para mim.

É um clássico do realizador Steven Spielberg.


Crítica: N/A
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Terminator 2: Judgment Day (1991)


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Terminator 2 constitui a sequela de Terminator de 1984. Foi mais caro, com mais efeitos especiais e melhor sucedido nas bilheteiras. Na minha opinião, é mesmo o melhor da saga realizada por James Cameron.
O andróide T-101 que no primeiro filme tentou matar Sarah Connor tem agora que proteger o filho adolescente desta, John Connor, de um novo andróide modelo T-1000 que tem ordem para o matar.


Crítica: N/A

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Twelve Monkeys (1995)


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Twelve Monkeys é bem capaz de ser o filme de Ficção Científica mais incompreendido do Cinema. É realizado por Terry Gilliam, um realizador conhecido por fazer filmes muito complexos e incompreendidos, todavia brilhantes.
O filme passa-se no ano 2035. Após um vírus mortífero ter assolado a Terra, os sobreviventes refugiam-se em comunidades subterrâneas. Cole (Bruce Willis) oferece-se para viajar até ao passado e conseguir uma amostra do vírus, com a qual os cientistas poderão fabricar um antídoto. Mas Cole terá ainda de encontrar o Exército dos 12 Macacos, um grupo radical associado à doença causada pelo vírus.

Crítica:
Brevemente
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The Fifth Element (1997)

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The Fifth Element conta com um elenco extraordinário e com efeitos especiais magníficos para a altura. Adorei o filme!
O filme é passado no distante ano 2257. Uma esfera do tamanho de um planeta, representando o mal supremo, está a aproximar-se da Terra a uma velocidade imparável, ameaçando exterminar todos os organismos vivos, a não ser que quatro pedras antigas que representam os elementos: terra, vento, fogo e água, sejam unidas com um misterioso 5º Elemento.


Crítica: N/A

Trailer:




Armageddon (1998)


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A
comunidade científica não morre de amores por Armageddon, pelas suas irremediáveis falhas. No entanto, devo dizer que, apesar de não ser um filme excelente, é agradável e é dos filmes que vi mais vezes (e não me farto). Billy Bob Thornton e Bruce Willis estão excelentes nos papéis que desempenham.

A NASA tem conhecimento de que um asteróide do tamanho do Texas está em um curso de colisão com o nosso planeta. Se houver colisão, qualquer forma de vida deixará de existir na Terra, como o que exterminou os dinossauros. A única solução possível é enviar astronautas até a superfície do asteróide e perfurar 800 pés para colocar um bomba nuclear, detonando-a por controle remoto. Para cumprir essa tarefa é chamado o mais famoso perfurador de petróleo (Bruce Willis) que exige que a sua equipa de técnicos o acompanhe, equipa essa com um comportamento nada convencional para os padrões do governo.

Crítica:
Brevemente
Trailer:




Mars Attacks (1996)

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Se nunca viram este filme, aconselho que o vão ver o mais depressa possível. É um filme de comédia e ficção científica realizado pelo visionário Tim Burton. Não é o melhor filme por aí, mas não deixa de ser bom e constituir um clássico.
A Terra está a ser invadida por Marcianos munidos com armas intrigantes e um cruel senso de humor. O Presidente dos EUA, inicialmente convencido de que os Marcianos vieram em paz, rapidamente se vê impotente perante a ameaça que recai sobre o seu país e toda a humanidade. Contudo, é descoberta uma arma surpreendente pelos humanos, que não tardam em ripostar.


Crítica:
Brevemente
Trailer:




Pi (1998)

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Pi constitui o primeiro filme realizado pelo brilhante Darren Aronofsky, e que conta com um score de Clint Mansell. É um filme de thriller e sci fi, extremamente complexo mas genial!
Max (Sean Gullette) é um matemático brilhante, atormentado e evita contacto com pessoas. Conseguiu construir um supercomputador que lhe permitiu descobrir o número completo do pi, que lhe permitiu descodificar o padrão numérico por trás do mercado de acções. À medida que vai se aproximando da solução, o caos vai engolindo o mundo à sua volta. Passa a ser cobiçado por representantes de Wall Street e também por uma seita que busca decifrar os mistérios da matemática.

Crítica:
Brevemente
Trailer:




Outros:

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E ainda:

Contact, Truman Show, Astronaut's Wife, Mary Shelley's Frankenstein, Stargate, Star Trek Generations,Godzilla, Deep Impact, My Favorite Martian

por Joana Queiroz
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The Fighter (2010)

By Sarah - segunda-feira, fevereiro 14, 2011
"Every Dream Deserves a Fighting Chance."

Se a minha caríssima colega Joana Queiroz para o “Cisne Negro” teve apenas duas palavras (Natalie Portman), para este filme eu volto também a ter duas palavras: Christiane Bale. Uma interpretação A-R-R-E-B-A-T-A-D-O-R-A. Esta interpretação de Christiane Bale vem confirmar que estamos na era das interpretações secundárias. Depois de Alan Arkin, Javier Bardem, Heath Ledger e Christopher Waltz nos deixarem a pensar que é impossível igualar o seu nível, acho que a personagem de Christiane Bale vem dar continuidade a esta tendência. A grande questão é que não é só ele. Este filme tem uma direcção de actores como eu não via há muito tempo. Personagens para todos os gostos, interpretadas uniformemente e disciplinadamente, que enchem o ecrã e abrilhantam este filme duma forma soberba. Há muito tempo que não sentia esta sensação de redenção perante tantos actores de uma vez só e penso sinceramente que este filme vai receber os Óscares para interpretações secundárias, em ambos os géneros, não por Amy Adams, mas sim por Melissa Leo. Depois, é também um filme que confirma que o Boxe é um excelente mote para qualquer película. Mais uma vez temos a história de um lutador desacreditado (Mark Wahlberg) que acaba por conseguir um enorme feito, com a ligeira nuance de que desta vez é constantemente “assombrado” pelo seu irmão (Christiane Bale), uma antiga glória do Boxe, que lhe ensinou tudo o que sabe.

O filme está muito bem escrito e é aqui que reside a chave para que não nos venha à cabeça aquela sensação de “já vi isto em qualquer lado”. Há momentos de desinibição e de dispersão da história principal que são cruciais. O filme chega a ter muitos momentos cómicos que sabem muito bem. Há ainda toda uma atmosfera de valores e costumes americanos da década de 90 que são muito bem explorados neste filme. O paralelismo entre as duas carreiras de boxe dos dois irmãos também está muito bem conseguido e mais uma vez saliento as relações que são construídas entre as personagens. Este mesmo argumento é bem transportado para o ecrã por David O. Russel, mas mesmo assim não conseguiu nada que me impressionasse. Planos cansados, insuficientes e inadequados em certas situações. Lembro-me muitas vezes de pensar “mas porque raio está a ele a filmar isto, quando se está a passar aquilo ali atrás?”, isto claro, falando numa linguagem muito prática.

A banda sonora é espectacular mas não muito inovadora e peca por isso. A fotografia não me chamou à atenção em muitas alturas do filme, excepto nas cenas de luta em pleno ringue de boxe, mas isso não é algo que nunca tenha sido explorado. Voltando à história, sim é uma boa história, tem alguns contornos desviantes da típica história do lutador de boxe, mas saio do filme convencido de que foram os actores que elevaram este filme a uma fasquia muito alta. Fazendo a inevitável comparação com os Óscares, sou muito breve: este é o filme dos actores, sem dúvida. Acho a realização de David O.Russel e o filme no seu todo insuficientes para as nomeações de Melhor Realizador e Melhor Filme. Quanto ao argumento, muito bom sem dúvida, mas não terá hipóteses contra o “Inception” e o “The King’s Speech”.

Em suma, são alguns minutos de bom entretenimento, mas fico triste por saber que ficou ali algo por explorar, facilmente teria sido um filme totalmente arrebatador. Uma última nota para a duração do filme que é extremamente longo, o que é escusado.
Agora, esquecendo o filme, um pequeno desabafo que preciso de partilhar com vocês:
Não sei quem é o Senhor Correia Ribeiro, mas espero sinceramente que ele seja despedido de seja onde for que faz a tradução e a legendagem de filmes. É VERGONHOSO e INCONCEBÍVEL aquilo a que assisti quando fui ver este filme. Partes do filme sem legendas, traduções ridículas de muitas das frases do filme. 6,10 € por um bilhete e deparo-me com isto? Com isto e com as “digitalisses” da Zon Lusomundo, que em vez de prestar atenção ao lixo que anda a exibir quer é fazer um autêntico show-off de qualidades que não tem. Parece que o disparo de lucros dos últimos anos os fez esquecer de pequenas coisas que dão conforto e satisfação aos seus clientes. Façam reclamações como eu fiz, esqueçam a filosofia do “não vai adiantar de nada”, isso é que não vai mesmo adiantar nada.

EXAME

Realização:
6/10
Actores: 10/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 5/10
Banda Sonora: 7.5/10
Fotografia: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média global: 7.5/10

Crítica feita por Pedro Gonçalves

Informação

Título em português: The Fighter - Último Round
Título original: The Fighter
Ano: 2010
Realização: David O. Russell
Actores: Mark Wahlberg, Christian Bale, Amy Adams

Trailer do filme:


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Festivais & Prémios

By Sarah - domingo, fevereiro 13, 2011


AWARDS SEASON 2011


  • 68ª Edição dos Globos de Ouro - Vencedores e Comentário
  • 83ª Gala dos Óscares - Previsões
  • 83ª Gala dos Óscares - Vencedores e Comentário
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O Discurso do Rei (2010)

By Sarah - domingo, fevereiro 13, 2011

"It takes leadership to confront a nation's fear. It takes friendship to conquer your own"

No outro dia tentava encontrar uma única palavra para descrever este filme e houve alguém que sugeriu: “inspirador”. Não se podia adequar melhor. Tom Hooper pegou numa história simples e algures perdida nos meandros da 2ª Guerra Mundial e realizou um filme épico, único e refrescante. Oferecendo uma visão redutora à actual actividade cinematográfica: temos o terror, as comédias, os romances, a acção, o drama e mais alguns. E depois temos o “Discurso do Rei”. Se tenho condenado a Academia à forca com algumas das escolhas que faz, desta vez dou o braço a torcer e parece-me que 12 nomeações é um número totalmente justo para esta obra-prima.

E quem diria que estamos na presença de um realizador que sempre se dedicou às lides televisivas das mini-séries. A mestria com que este filme é realizado, eu sem hesitar atribuiria a Scorcesse, a Tarantino, a Meirelles e a tantos outros que espalham tanta magia por esses ecrãs em todo o mundo. Tom Hooper explora o lado mais natural e ao mesmo tempo mais brutal de uma história que identificou um povo e uma época. Basicamente, a personagem de Colin Firth é o Rei George VI de Inglaterra, que adquiriu este título depois do seu pai falecer e do seu irmão abdicar do trono. No entanto, em plena 2ª Guerra Mundial, o povo precisava de um líder com voz firme para enfrentar a guerra e a ira alemã. E é assim que perante a sua gaguez, o Rei George VI procura os serviços de Lionel Logue, um terapeuta da fala com métodos peculiares.
A relação construída entre estas duas personagens é apaixonante e é consolidada de uma forma grandiosa. A rejeição inicial do Rei George aos métodos de Lionel e a forma como se vai deixando ir nas suas manhas conferem àquela história ainda mais realidade e potencialidade. Lionel age como se conhecesse “Bertie” (como carinhosamente lhe chama) desde há muitos anos e conquista a sua confiança duma forma inacreditável, acabando mesmo por se tornar seu conselheiro. Para mim, são duas personagens épicas, construídas duma forma íntegra e perfeita. Todo o filme anda à volta destes dois intervenientes e essa perspectiva é um autêntico deleite para os nossos olhos.

Temos ainda algumas sequências de humor ligeiro e de descontração, que ajudam a compreender e a digerir o filme. O diálogo boémio e de certa forma um pouco excêntrico das personagens são também uma particularidade atractiva deste filme. Volto ainda a Tom Hooper que capta planos perfeitos com a câmara e arranca das suas personagens o melhor que elas têm para dar. O argumento é genial e transporta uma carga emocional e um impacto para toda aquela sequência de imagens que enriquece cada segundo deste filme. A banda sonora é mais do que suficiente e o trabalho que é feito com os cenários e com a fotografia é também de aplaudir.
Depois há uma analogia que poderá não chegar a todos os espectadores. Enquanto o rei discursa, há toda uma sequência de imagens que mostra pessoas nervosas, ansiosas, apreensivas e arrepiadas com as palavras de um líder que deve representar voz e a intenção de um povo. Hoje não há nada disso, lembro-m
e de pensar que estava de facto a ver um filme que retrata algo que aconteceu há muitos anos atrás e adorava que todos reconhecêssemos toda aquela autoridade e todo aquele poder na voz de um líder. Tudo o que gira à volta daquele Rei George VI é de arrepiar. Enfim, se eu continuar penso que não vou conseguir parar de falar deste filme. Volto a dizer que se 2010 foi um ano para esquecer, 2011 brinda-nos com este esplêndido filme que merece todo o crédito que está a ter. E apenas para vos colocar mais um pouco de água na boca, a cena final desta película, em que é feito o verdadeiro “Discurso do Rei” deveria entrar para a História do Cinema.

Para terminar, sei que os nomeados para Melhor Actor provém de cinco interpretações dignas de muitos prémios (esperem só para ver James Franco em 127 Horas), mas se o Óscar não for para Colin Firth, nunca mais falo sobre os Óscares em lado nenhum, apaga-os totalmente das minhas opiniões. Um trabalho soberbo, uma personagem que nos causa arrepios! Quanto a Geofrey Rush, uma mestria inabalável, que penso que apenas será ultrapassada por Christiane Bale em “The Fighter”. Apenas para não deixar de falar de Helen Bonham Carter, sou suspeito para falar do legado de Tim Burton, mas não me impressionou nada mesmo, está igual a ela própria, digo dela o que já disse do Johnny Depp, parece que não se desligam de certas personagens que interpretam. Tinha curiosidade em ver Michelle Williams ou Reneé Zellweger a desempenhar este papel.
Um grande filme, que poderá muito bem bater recordes. Inspirador, arrepiante, emocionante e épico.

EXAME

Realização: 9.5/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 10/10
Duração/Conteúdo: 9/10
Banda Sonora: 9/10
Fotografia: 9.5/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 9.5/10

Média Global: 9.4/10

Crítica feita por Pedro Gonçalves

Informação

Título em português: O Discurso do Rei
Título original: The King's Speech
Ano: 2010
Realização: Tom Hooper
Actores: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Jennifer Ehle, Guy Pearce, Derek Jacobi, Timothy Spall, Michael Gambon

Trailer do filme:


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The Baader Meinhof Complex (2008)

By Jota Queiroz - sábado, fevereiro 12, 2011


“The children of the Nazi generation vowed fascism would never rule their world again."


Dez anos após a extinção da RAF, ou do grupo Baader-Meinhof, a indústria cinematográfica alemã brinda-nos com Der Baader Meinhof Komplex. É um filme baseado no livro biográfico com o mesmo nome de Stefan Aust, que retrata a história da RAF. A História Contemporânea da Alemanha não só é negra como também muito “comercializável”; dá para fazer inúmeros filmes sobre essa época, pois há sempre muitas temáticas a abordar.

O filme tem lugar na Alemanha, em finais da década de 60/década de 70. Nesse período imperavam ataques bombistas e assassinatos, por parte de um fanático grupo: RAF (Rote Armee Fraktion/Red Army Faction) . A RAF era uma facção de extrema esquerda que se destacava de outros grupos radicais que ameaçavam a democracia do território alemão Ocidental, devido à violência das suas acções. O seu principal objectivo era unificar a Alemanha à ideologia comunista da URSS, como também lutar contra o imperialismo americano e um Estado fascista, para criar uma sociedade mais humana. No entanto, os métodos utilizados pelos membros eram desumanos. Eram um grupo com uma ideologia comunista; espalhavam o terror e pânico numa época da Alemanha pós-guerra. Nessa época havia uma enorme fragilidade política e económica, devido à divisão do capitalismo e comunismo.A tríade principal da RAF era constituída por Ulrike Meinhof, por Andreas Baader e Gudrun Ensslin.

O argumento gira em volta desse movimento que rondou a Alemanha durante alguns anos. Claro está, é fortemente baseado em factos históricos, apesar de alguma dramatização. É natural que se houver pessoas que não tenham conhecimento algum sobre a RAF podem ficar um bocadinho confusos com o conteúdo do filme. O filme mostra-nos as origens e efeitos das acções da RAF, como também as suas ideologias. O filme não nos dá muitas respostas em concreto, nada de explicações teóricas, tudo é dirigido para a acção. Nesse sentido, não existe um brilhante e conclusivo final.

O filme pode ser dividido em duas partes. Uma primeira parte, mais apagada e slow paced em que nos é apresentado Ulrike Meinhof, pacata e aparentemente uma mãe dedicada. Após as manifestações estudantis de 1968, Meinhof deixa a sua família, juntando-se aos activistas Andreas Baader e a Gudrun Ensslin, formando a RAF. Assim, a primeira parte do filme é uma introspecção às acções destes três e à maneira como eles conseguem dissuadir a polícia durante 5 anos. Foca também as relações diplomáticas que tinham com organizações terroristas que partilhavam o “ódio” pelos EUA. Uma segunda parte, em que após a prisão dos membros originários, a RAF é formada por uma nova geração ainda mais violenta, liderada por outra mulher. Brigitte Mohnhaupt elabora uma série de atentados contra alvos alemães (que relatam os dois ataques que de Outono de 1977).


O filme são duas horas e meia de lições de História. Claro que, devido à variedade de eventos e personagens, o filme nunca se torna aborrecido, antes pelo contrário. Um outro problema é que,se na primeira parte tudo é slow paced na segunda a acção passa-se à velocidade da luz. É tudo muito rápido, sequência após sequência. Isto deve-se ao facto do filme ser 99% fiel ao livro, pelo que retratam todos os acontecimentos, o que obriga a colocar 10 anos bem retratados em duas horas e meia. A introdução às personagens é feita, mas apenas Meinhof tem direito a uma maior profundidade. Porém, acho que esse desenvolvimento é necessário (ok, nem todas as personagens precisam de um background), mas de repente vemos muitas personagens novas que não foram bem introduzidas. Ao menos explicavam como é que recrutaram essas novas personagens para o grupo (as da 2ª geração). Se o realizador optasse por desenvolver cada uma das personagens interessantes o filme tornar-se-ia infindável, o que não daria muito jeito; assim, não era mau pensado dividir o filme em dois. Uli Edel optou por uma violência e conteúdo sexual durante o filme ao qual os espectadores acabam por se habituar, não chocando muito. As sequências de acção estão bem filmadas e muito bem feitas, especialmente as explosões. A atmosfera de anos 70 impera, literalmente pensamos que estamos nessa época.

Relativamente a actores, é tudo muito positivo, não só por parte dos actores principais como também pelo elenco que os acompanha. As performances do trio principal Martina Gedeck, Moritz Bleibtreu e Johanna Wokalek são excepcionais e altamente credíveis, como também de Bruno Ganz. Apesar de uma interpretação discreta, foi impecável.

Em suma, Der Baader Meinhof Komplex mostra que o cinema europeu é bastante valioso, e que consegue ser mais consistente do que o americano. É um filme denso e fascinante, porém poderia ser melhor em alguns aspectos. Retrata um pedaço de História alemão que as pessoas deviam conhecer. Para quem não tem paciência para ler o livro ou ver documentários, vejam o filme.


EXAME

Realização: 8/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 8/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português: O Complexo Baader Meinhof
Título original: Der Baader Meinhof Komplex
Ano: 2008
Realização: Uli Edel
Actores: Martina Gedeck, Bruno Ganz, Moritz Bleibtreu, Johanna Wokalek

Trailer do filme:


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TOP Realizadores

By Jota Queiroz - sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Inúmeros cineastas transpuseram as suas magníficas visões para o grande ecrã, traduzindo-se em grandes filmes que permanecem e permanecerão na história do cinema.
Nesse sentido, conclui-se que por detrás de grandes filmes estão grandes mentes, sendo estas as de brilhantes realizadores.

Aqui fica uma lista de realizadores que consideramos serem dos melhores da indústria.
Existem inúmeros realizadores excepcionais que não foram incluídos, nomeadamente realizadores do cinema clássico , pois dificilmente tentámos manter a lista curta.



Charles Chaplin

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O maior génio cineasta de todos os tempos, dispensa qualquer introdução. Não só brilhava como actor e argumentista, mas também como realizador.

Top 3 Filmes:
The Kid, Modern Times e The Great Ditactor

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Alfred Hitchcock


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Alfred Hitchcock não só é considerado um dos melhores realizadores na época clássica de Hollywood, the Golden Age, como também fora dela. Não há visão mais misteriosa e imortal como a de Hitchcock.

Top 3 Filmes: Rear Window, Vertigo e Psycho
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Steven Spielberg

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Este realizador tem bastante nome, praticamente não há quem não o conheça. Felizmente, Steven Spielberg realizou e realiza grandes filmes, alguns deles que permanecem inquebráveis.

Top 3 Filmes: ET The Extraterrestial, Schindler's List e Saving Private Ryan
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Clint Eastwood

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Excelente actor, mas ainda melhor realizador, Clint Eastwood é um colosso do cinema. Realizou inúmeros filmes bem sucedidos, incluindo Mystic River. Já está no business há algum tempo, e promete estar para mais (e ainda bem!).

Top 3 Filmes: Million Dollar Baby, Letters from Iwo Jima e Gran Torino
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Martin Scorsese

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É inegável, Scorsese é um realizador de culto, sendo considerado dos grandes nomes da indústria cinematográfica. O seu estilo único e genialidade sem dúvida que contribuem para esse estatuto.
EDIT: Em 2010, realizou o excelente Hugo, bravo!

Top 3 Filmes: Taxi Driver, Cape Fear e Shutter Island
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Christopher Nolan

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Detentor de um soberbo talento e inegável mestria, Christopher Nolan já nos demonstrou inúmeras vezes que estamos perante um realizador fantástico. Todos os seus filmes são extraordinariamente bons.

Top 3 Filmes: Memento, The Dark Knight e Inception
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Tim Burton

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Com o seu estilo característico dark humour yet beautiful e uma genialidade incomparável, Tim Burton cria filmes que definem a indústria cinematográfica. Não há quem não se deixe encantar pelo mundo fantástico de Burton.

Top 3 Filmes: Edward Scissorhands, The Corpse Bride e Sweeney Todd
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Stanley Kubrick

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O já falecido Stanley Kubrick, indiscutivelmente dos maiores cineastas de todos os tempos, teve uma carreira como poucos actualmente têm, sólida e notável. A maior parte dos seus trabalhos tornaram-se clássicos instantâneos.

Top 3 Filmes: 2001 A Space Odissey, The Clock Orange e The Shining
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Darren Aronofsky

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Dotado de uma magnífico "poder", Darren Aronofsky mostra-nos magia através da sua câmara, sempre com grande mestria em todos os filmes que realiza. É, de facto, um realizador brilhante!

Top 3 Filmes: Requiem for a Dream, The Wrestler e Black Swan
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Quentin Tarantino

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Um realizador fácil de entender mas difícil de compreender é Quentin Tarantino. Dotado de um estilo inteligente e característico, há que apreciar as obras de arte que Tarantino nos brinda, apesar de não serem para todos.

EDIT: Em 2012 realizou o fantástico e incrível Django Unchained.

TOP 3 Filmes: Reservoir Dogs, Pulp Fiction e Inglorious Basterds
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George A. Romero

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O icónico George A. Romero, também conhecido como o "Grandfather of The Zombie", é o mais lendário e aclamado realizador do género, o que o eleva ao nível dos melhores cineastas de sempre.

TOP 3 Filmes: Night of the Living Dead, Dawn of the Dead e Land of the Dead
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James Cameron

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Para muitos, é considerado um dos realizadores mais sobrevalorizados do Cinema e alguns podem não concordar com o facto de James Cameron estar incluído nesta lista. Contudo, não se pode negar a sua extraordinária visão.

Top 3 Filmes: Terminator 2 Judgement Day, Titanic e Avatar
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Roman Polanski


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Polanski quando quer, ganha, e bem.

Top 3 Filmes: Rosemary's baby, Chinatown e The Pianist
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Ridley Scott


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Ridley Scott teve os seus filmes menos bons, mas qual o realizador que não tem? Scott prova que é um mestre no Cinema, realizando dos melhores filmes em vários géneros, por exemplo, Cercados nos de guerra.

EDIT: Em 2012, voltou a atacar o sci-fi com Prometheus.

Top 3 Filmes: Alien, Thelma & Louise Louise e Gladiator
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Outros:
Oliver Hirshbiegel
Top Filmes:
Das Experiment e Der Untergang
David Fincher
Top Filmes :
Se7en, The Curious Case of Benjamin Button e The Girl With the Dragon Tattoo
Peter Jackson
Top Filmes: The Lord of the Rings trilogy, King Kong e The Hobbit: An Unexpected Journey
George Lucas
Top Filmes: Star Wars franchise
Francis Ford Coppola
Top Filmes: The Godfather, Apocalypse Now e Bram Stoker's Dracula
Woody Allen
Top Filmes:
Midnight in Paris, Match Point e Manhattan

Hayao Miyazaki
Top Filmes:
Ponyo, Howl's Moving Castle e Castle in the Sky
Pedro Almodôvar

Top Filmes: Volver e Habla con ella

E ainda:
David Cronenberg, Takashi Miike,John Ford, F.W. Murnau, D.W. Griffith, King Vidor, Sam Peckinpah, Robert Zemeckis, Orson Welles, Billy Wilder, Terrance Mallick,Terry Gilliam, Steven Soderbergh, Ron Howard, Cohen Brothers
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A Tale of Two Sisters (2003)

By Sarah - quarta-feira, fevereiro 09, 2011
"Every family has its dark secrets"

“A Tale of Two Sisters” (Janghwa, Hongryeon) é um filme de terror sul-coreano de 2003 realizado por Kim Ji-Wun e protagonizado por Su-jeong Lim e Geun-yeong Mun, nos papeís das duas irmãs que o título refere. Sou grande apreciadora do cinema asiático, especialmente das obras de Takashi Shimizu, Hideo Nakata e Takashi Miike. Sim, são maioritariamente realizadores de filmes de terror japoneses, mas what can I say? Sou mesmo grande fã do género. Aproveito para explicar o porquê: o cinema japonês aborda o terror de maneira completamente diferente, usualmente focando temáticas verdadeiramente únicas em que há uma vertente implícita do terror, o chamado terror psicológico, que na minha opinião atribui muito mais credibilidade aos filmes. Claro que agora faço a analogia ao cinema de terror coreano, isto porque aborda quase sempre os mesmos temas e aspectos que o cinema japonês, sendo muito o mesmo estilo.
Permitam-me desde já adiantar que, A Tale of Two Sisters, é uma obra verdadeiramente única que se destaca dentro dos filmes do género, apresentando-se como um brilhante thriller psicológico em que a realização é sublime. Desde o argumento super intrigante, a uma fotografia esplêndida, e a um elenco satisfatório, todos os aspectos deste filme foram "orquestrados" de uma maneira lindíssima.

O filme gira em torno de duas irmãs que regressam de uma instituição mental e são recebidas pelo pai e pela madrasta, esta última que revela ser uma mulher imensamente cruel, pois "tortura" constantemente a irmã mais nova. Só que todos ali estão envoltos num mistério, e acontecimentos perturbadores e sobrenaturais começam a acontecer que irão provocar um verdadeiro horror naquela casa. Mas muitas perguntas precisam de resposta: porquê o ódio da madrasta? Quem atormenta a casa? Qual é o segredo negro que envolve aquela família?
O argumento tem muito que se lhe diga, a sua profundidade e complexidade permitem a constante manipulação do espectador, pois deparamos-nos muitas vezes com imensas perguntas sem resposta e puzzles enigmáticos, mas isso, na minha opinião, é o que mantém o interesse do filme, pois somos obrigados a puxar pela cabeça para decifrar a história. Sem dúvida que o realizador fez um excelente trabalho na criação de uma atmosfera gélida e tensa durante o filme, pois posso dizer-vos que os sustos são recorrentes, e não são propriamente provenientes de impacto sonoro ou aquele terror directo. Há uma construcção gradual de uma tensa atmosfera verdadeiramente gritante e o medo aumenta proporcionalmente, mas é um enredo que é quase paradoxal, pois por um lado maravilha e aterroriza, mas por outro pode confundir. Mais uma vez é daquele tipo de filmes que poderá confundir depois de uma primeira visualização, que poderá requerer uma segunda. Podemos considerar isso como outro ponto positivo, é daqueles filmes em que a subjectividade é elevada, sendo susceptível a algumas interpretações. No entanto, não posso deixar de dizer que considero algumas cenas no filme desnecessárias (especialmente depois de vermos o filme é que nos apercebemos disso, cheguei mesmo a pensar que algumas cenas eram ridículas), e o filme poderia ser bem mais curto. Penso que a extensão do filme não se justifica, e se fosse mais curto, ficaria perfeito, especialmente por também ser um pouco slow-paced.

As personagens são, de facto, inesquecíveis e contam com interpretações muito boas mesmo, de arrepiar. Não sei se sabem, mas este filme conta com um remake americano que estreou em 2009, o "The Uninvited". Nunca vi o filme, mas confesso que estou com receio de vê-lo. É inevitável a existência daquela pré-ideia de que os remakes são sempre piores, e ainda por cima sei que as críticas não foram muito positivas... Mesmo assim acho que vou dar uma oportunidade ao filme. Mas para quem nunca viu nenhum dos dois, é que nem hesitem! Vejam primeiramente o Tale of Two Sisters, nada melhor que o original, e garanto-vos que passarão umas boas duas horas.
Recomendo, principalmente para quem é fã do género, no entanto, também penso que é um filme que poderá agradar a mais gente, pois existe um equilíbrio entre o drama e o terror.

EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 7.4/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação

Título em português: A História de Duas Irmãs
Título em Inglês: A Tale of Two Sisters
Título Original: Janghwa, Hongryeon
Ano: 2003
Realização: Kim Ji-un
Actores: Im Su-jeong, Yeom Jeong-a, Kim Kap-su, Mun Geun-yeong, Pak Mi-hyeon, Wu Gi-hung, Lee Seung-bi, Lee Dae-eon

Trailer do filme:


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Inception (2010)

By Sarah - segunda-feira, fevereiro 07, 2011
"The dream is real"

Christopher Nolan é um génio. É um senhor que já nos demonstrou o seu talento e mestria, especialmente em The Dark Knight, que revolucionou completamente o cinema. É impressionante a evolução de Nolan, está constantemente a superar-se a si próprio, proporcionando-nos filmes cada vez mas fantásticos, complexos e densos. Em Inception, não desilude e volta a mostrar-nos que estamos perante um grande realizador, através de um filme que nos mantém vidrados de início ao fim devido à sua genialidade e complexidade. O realizador "arquitectou" um filme interessante, brilhante e multifacetado (literalmente), tanto na narrativa como na própria temática do filme, em que exige dos espectadores absoluta atenção e concentração para que seja possível perceber-se na íntegra. A mínima desconcentração pode fazer com que se perca o fio à meada, mas apesar da complexificação de Inception ser inegável, considero-o, e tenho a certeza que muitos irão concordar comigo, como dos melhores filmes de 2010. Ou pelo menos, nenhum filme é capaz de suplantá-lo em termos de originalidade.

Nolan conseguiu o improvável, pois fazer um filme como Inception, em que a dicotomia entre percepção e realidade está tão bem explorada e aprofundada, e em que se cria labirintos enigmáticos que nos fazem questionar as nossas próprias concepções do que é o real, não é algo que se faça com facilidade. Isto porque filmes sobre sonhos e subconsciente são usualmente categorizados como "estranhos", e são de difícil concretização. Só prova mais uma vez o indiscutível talento de Nolan, não só porque teve a ideia, mas porque também foi capaz de concretizá-la. Como a personagem Cobb bem diz "What is the most resilient parasite? An Idea!". A premissa de Inception tem várias camadas de complexidade, e o facto de Nolan ter conseguido executá-la na perfeição, é fenomenal. Mas como referi, não é um filme fácil de se perceber de início, mas sendo merecedor da vossa atenção total, não se tornará assim tão complicado, e ao fim dos 148 minutos de filme, ficarão totalmente perplexos, maravilhados e satisfeitos.

Não vou sequer tentar explicar a fundo o enredo, pois é dotado de imensas e inteligentes reviravoltas, e como já devem ter percebido, é simplesmente difícil fazê-lo devido à sua elaborada história. Até o próprio Nolan nunca revelou muito da história até à sua estreia... Deve concordar comigo, pois na minha opinião, sem dúvida que a melhor maneira de se visionar o filme é mesmo a saber pouco e tendo uma mente aberta. O impacto será muito maior.
A temática do filme não é nova, a questão do real e dos sonhos e a exploração dos mecanismos da mente, mas a original abordagem de Christopher Nolan, coloca Inception num nível completamente acima dos demais. É importante realçar outro ponto muito positivo. O filme está envolvido numa magnífica banda sonora por Hans Zimmer! Eu penso que um bom filme tem sempre que ter uma fantástica banda sonora. O som é algo que inevitavelmente atrai, e em Inception, está mesmo qualquer coisa de extraordinário.

E ainda para mais, quando o filme tem o elenco que tem - Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Lewitt, Cillian Murphy, Michael Caine, e Marion Cotillard -, é impossível questionar-se a qualidade do filme. Os actores são, de facto, outra mais-valia que contribui para seu grande sucesso. Pois verdade seja dita: Um filme pode ter as cenas de acção mais espectaculares de sempre, mas quando as personagens são mázinhas, interpretadas por actores mauzinhos, o filme perde o interesse todo. Felizmente, isso não acontece em Inception. Temos personagens muito bem construídas, diferentes umas das outras, e grandes actores a interpretá-las. Leonardo DiCaprio teve um grande ano, e soube mesmo escolher os papeís. É um grande actor. Sinceramente não percebo porque não foi reconhecido individualmente pela Academia, começo a considerar que o problema poderá ser pessoal! Marion Cotillard está absolutamente genial, proporcionando-nos a melhor interpretação do filme.
Como poderei concluir? É um filme obrigatório de se ver que nos faz pensar, é assustadoramente belo! Recomendadíssimo.


EXAME

Realização:
10/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Banda Sonora: 10/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7.5/10

Média Global: 8.9/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação

Título em português:
A Origem
Título original: Inception
Ano: 2010
Realização:
Christopher Nolan
Actores: Leonardo Dicaprio, Marion Cottilard, Michael Caine, Cillian Murphy

Trailer do filme:



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Black Swan (2010)

By Jota Queiroz - sexta-feira, fevereiro 04, 2011

" I just want to be perfect. "


Black Swan= Filme de Ballet? Errado. O ballet é apenas um background no qual a história angustiante e de certo modo perturbadora se gere. Geralmente consigo ser bastante objectiva, contudo vou ser um bocadinho suspeita nesta crítica, pois admito que amei o filme. Nomeado para 5 Óscares da Academia, incluindo Melhor Filme, Black Swan recebeu uma ovação em pé. Não vou ser excepção.

Nina (Natalie Portman) é uma excelente bailarina que pertence a uma Companhia de Bailado, e a sua vida é completamente preenchida com o ballet e a sua obsessão de atingir a perfeição a nível técnico. Nina vive com a sua mãe (Barbara Hershey), uma antiga bailarina, que exerce sobre ela um sufocante controlo.Quando o Director Artístico da Companhia (Vincent Cassel) decide substituir a prima ballerina Beth (Winona Ryder) no bailado Lago dos Cisnes, Nina é a primeira escolha. No entanto, este bailado requer uma bailarina que consiga personificar ambas as personagens de Cisne Branco (com inocência e graciosidade) e de Cisne Negro (com sensualidade e paixão); Nina personifica na perfeição o Cisne Branco, mas para personificar o Cisne Negro, Nina vai desenvolvendo ao longo do filme uma pertubação mental, que contrasta inteligentemente com a sua personalidade de Cisne Branco; Nina descobre o seu lado negro: lado esse que ameaça destruí-la.

O filme é realizado por Daren Aronofsky, realizador este que, pessoalmente, se tem tornado num dos meus realizadores favoritos. Realizou grandes filmes como Requiem for a Dream,The Fountain e Pi. Ao verificar que Black Swan seria realizado por este visionário, consegui prever o pedaço de paraíso cinematográfico que estaria por abalar a História do Cinema. Aronofsky foi inteligente nas escolhas que fez, não consigo apontar nenhum ponto negativo na realização. É digno de todas as excelentes críticas que vai receber! Aronofsky simplesmente causa-nos sensações singulares através da sua câmara. Os ângulos, os closer shots, os enquadramentos e as sequências são deveras brilhantes, concebidos e realizados com muito detalhe. As cenas de ballet per se são muito bem filmadas, gostei bastante da atmosfera criada; cria-se uma tensão que não nos larga durante o filme.

O argumento está excelentemente bem desenhado. O realizador e argumentistas inspiraram-se no bailado russo O Lago dos Cisnes cuja história gira em torno de uma rapariga sensível e pura, que se vê presa no corpo de um Cisne Branco. A liberdade só é atingida com o amor verdadeiro, que é de facto encontrado sob a forma de um príncipe; antes que eles possam consumar o amor, a irmã do Cisne Branco, o Cisne Negro, seduz o príncipe. Arrasada, o Cisne Branco salta de um rochedo, morrendo: e na morte, encontra a liberdade.
Atenção que o argumento de Black Swan não é o mesmo que o Lago dos Cisnes, mas conseguimos encontrar paralelismos evidentes. Na minha opinião, todo o filme é uma metáfora, conseguimos perceber que como a Nina se concentra demasiado no papel e acaba por se tornar nele. Há medida que o filme vai decorrendo, a evolução é notória e fascinante. Existe uma metamorfose perfeita e que nos transcende: ao início, Nina é aquela rapariga boazinha, ou seja, um Cisne Branco, mas gradualmente, quando o dia do espectáculo se aproxima, o seu lado de Cisne Negro começa a ser exteriorizado,ficando mais agressiva. Tudo isto baseado no Lago dos Cisnes de uma maneira muito inteligente e bem encaixado, transmitindo muito bem a mensagem das consequências da busca pela perfeição. Ao longo do filme, adorei o recurso a símbolos, que representam a loucura de Nina e a metamorfose em Cisne Negro: a pele, as asas, os espinhos, os olhos vermelhos. A premissa é completamente concretizada no final, e que belíssimo final! É de facto épico, não há palavras. Os últimos 30 minutos do filme são de facto muitíssimo empolgantes. A acção é desenvolvida lentamente ao início, é um facto, mas não prejudica muito o filme.


Relativamente aos actores, tenho duas palavras: NATALIE PORTMAN. Esta actriz faz o filme, assombrosa, belíssima! É de facto a personagem da sua carreira, e tem que ter o Óscar. Encarnou as duas personagens de uma forma nunca antes vista, brilhante mesmo, consegue levar-nos mais além e faz com que nos identifiquemos com que o que ela passa durante o filme. Natalie Portman concretiza de facto a premissa, a loucura e esquizofrenia que a bailarina passa. Não há palavras. No entanto, o filme conta igualmente com um elenco de luxo que a acompanha, incluindo Vincent Cassel (que devia ser mais reconhecido!) e Winona Ryder que, a meu ver, foram muitíssimo bons e credíveis. Mila Kunis e Barbara Hershey desempenharam um bom papel, surpreendentes.
A banda sonora é de facto majestosa e perfeita, as peças de Tchaikovsky estão excelentemente bem conseguidas e tratadas por Clint Mansell. Este último é simplesmente brilhante, e é sempre a escolha número 1 para o realizador. Se repararem, Daren Aronofsky e Clint Mansell têm uma parceria duradoura.

Esta crítica não faz justiça ao filme, mas não me posso alongar muito mais. Aconselho que vejam o filme, é de facto uma experiência assombrosa. Poderão, depois do filme, nem saber o que pensar, pois é muita coisa para processar. No entanto, este filme marcar-vos-á.
Fico muito contente por saber que ainda se fazem filmes destes!
Resta aplaudir assim, como todos os espectadores de grandes espectáculos, uma obra deliciosamente de cortar a respiração: evoca, de facto, qualquer emoção.

EXAME

Realização: 10/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 9/10
Banda Sonora: 10/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8.5/10

Média Global: 9.3/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação



Título em português: Cisne Negro
Título original: Black Swan
Ano: 2010
Realização: Daren Aronofsky

Actores: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Winona Ryder, Barbara Hershey


Trailer do filme:
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