domingo, 8 de maio de 2011

Saving Private Ryan (1998)


"The mission is a man."

Não há experiência cinematográfica tão poderosa como o filme Saving Private Ryan. Este, para além de inolvidável, é absolutamente brilhante e permanece indubitavelmente na História do Cinema. O filme arrecadou 5 Óscares, um de Melhor Realizador e os restantes 4 na categorias técnicas, vertente essa que se encontra perfeita na película. O filme tem início no dia 6 de Junho de 1944, o famoso dia D durante a Segunda Guerra Mundial, que consistiu numa operação para invadir a Normandia. O Capitão Miller (Tom Hanks) e o seu batalhão desembarcam na praia de Omaha, frente à artilharia alemã; após uma intensa batalha, o Capitão é destacado para uma outra missão: resgatar com vida o soldado James Ryan (Matt Damon), o mais novo de quatro irmãos, dentre os quais três morreram em combate. Para isso, é necessário o seu paradeiro, percorrendo diversas regiões do território em guerra, enfrentando inimigos e obstáculos.Agora, até que ponto valerá a pena arriscar a vida de oito soldados para salvar um?


As sequências iniciais devem ser muito poderosas de modo a dar projecção ao resto do filme, e nisso Saving Private Ryan acerta em cheio. Filmes como The Big Red One e Longest Day têm boas cenas do desembarque da Normandia, mas em Saving Private Ryan é uma experiência completamente diferente, transcendendo o perfeito. A cena inicial abrange toda uma dimensão que Steven Spielberg geriu com muita inteligência. Durante toda a cena somos levados até ao limite, todo o impacto sonoro condiz com as sequências e estratégias de guerra. Saving Private Ryan consegue explorar imensamente bem os horrores da guerra e transmiti-los ao espectador, distanciando-se dos demais. O filme é credível e verdadeiro: soldados moribundos na costa, esvaiados em sangue; pelotões que poderão ser exterminados por machine guns em menos de 10 segundos, é tudo muito assustador. Não gosto de ver filmes de guerra quando as sequências não me atingem e às quais fico indiferente. Nem tudo é perfeito neste filme, e infelizmente tem falhas. Após uma poderosa sequência inicial, o filme abranda no ritmo; não se torna necessariamente pior, mas perde alguma genialidade, escolhendo o caminho de drama de guerra com ligeiros mas não pertubadores clichés, como os soldados que eram cidadãos comuns e foram obrigados a estarem presentes na atrocidade da guerra. Outro aspecto negativo, na minha opinião, foi o facto de terem ignorado as contribuições de outros países no dia D (por exemplo, os ingleses), numa tentativa de americanizarem mais o filme. O filme tem rigor Histórico (principalmente na sequência inicial) e, apesar da história do Soldado Ryan ser ficção, é tudo inspirado em factos Históricos, não perdendo pontos por isso. A história do filme permite-nos ter uma diferente visão de um outro mundo infernal desenhado com cenários de guerra, desconhecido para nós (felizmente).

Se para muitos, é Jaws-Tubarão que define Steven Spielberg, para mim é a temática da Se
gunda Guerra Mundial; Schindler’s List é outro perfeito exemplo do brilhantismo do realizador. Já tive a oportunidade de ver muitos filmes sobre o Holocausto, e Schindler's List é um dos que marcam mais. Steven Spielberg é genial em Saving Private Ryan, todos os ângulos da câmara são perfeitos e muito bem estudados, como também as transições entre cenas. Há toda uma dinâmica perfeita entre o argumento, a banda sonora, a realização e a fotografia: todos se conjugam imensamente bem e dão ao filme o seu toque especial. A componente técnica, como já referi anteriormente, é imbatível neste filme.
Spielberg fez também uma inteligente escolha de actores. Para liderar o elenco, temos um enorme Tom Hanks e um surpreendente Matt Damon. Edward Burns, Vin Diesel e o restante pelotão são competentes e fazem um belíssimo trabalho.

Em tom de conclusão, aqui fica das mais elevadas recomendações que posso fazer. Dos melhores filmes do género, Saving Private Ryan dispõe de todos os ingredientes necessários a uma boa experiência cinematográfica, pecando em alguns detalhes a nível de guião e na excessiva duração. Tenho saudades de filmes épicos como este...


EXAME

Realização: 10/10
Actores: 10/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Efeitos/Fotografia: 9/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8.7/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação

Título em português: O Resgate do Soldado Ryan
Título Original: Saving Private Ryan
Ano: 1998
Realização: Steven Spielberg
Actores:Tom Hanks, Matt Damon, Edward Burns, Vin Diesel



Trailer do filme:





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6 comentários:

  1. Não é o meu filme favorito de Steven Spielberg. Eu cá sou dos clássicos como o Tubarão, mas este filme é excelente para fãs de filmes de guerra e realmente é dos melhores do género.
    Boa análise Jota!

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  2. Esse filme é incrível, só os primeiros minutos e toda aquela sessão já vale o ingresso, a locação, a exibição!

    Enfim, incrível

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  3. Acho que esse foi o último grande filme de guerra que eu vi...depois dele tudo se tornou clichê ou passou a tentar abordar outras visões! Um GRANDE FILME!

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  4. Estou ali com o João, também não é dos meus favoritos de Spielberg, mas sem dúvida que é dos melhores do género. Adorei!

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  5. @ João Figueiredo: Sendo fã do género, Saving Private Ryan é obrigatório para mim :)

    @ Marcelo Cândido: Definitivamente, or primeiros minutos valem tudo :D!

    @ Equipe Cinema Detalhado: É verdade... depois deste filme, os clichés imperaram em todos os filmes, uma tristeza!

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  6. Assino embaixo, é uma obra-prima do gênero, mas difícil dizer que é um dos melhores do Spielberg, já que são tantos filmes bons... Enfim, ótimo texto!

    http://cinelupinha.blogspot.com/

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