Crítica - Pompeia (2014)

Análise ao novo filme épico do realizador Paul WS. Anderson que retrata a tragédia de Pompeia. Por Sarah Queiroz

Especial Colaborações do Cinema: Neill Blomkamp e Sharlto Copley

Vejam o nosso especial colaborações do cinema, em que percorremos a filmografia do realizador Neil Blomkamp que conta com a colaboração de Sharlto Copley. Por Sarah Queiroz

TOP 5 Melhores Filmes: Scarlett Johansson

Confiram a nossa lista dos 5 melhores filmes protagonizados pela bela Scarlett Johansson. Por Sarah Queiroz

TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror"

Confiram o nosso TOP 10 Melhores Filmes "Body Horror". Por Sarah Queiroz

Crítica - Afflicted (2013)

Análise ao filme-sensação do género found-footage. Por Sarah Queiroz.

sábado, 8 de agosto de 2015

Especial Colaborações do Cinema: Neill Blomkamp e Sharlto Copley



Vamos continuar o nosso especial Colaborações do Cinema, trazendo agora em destaque a dupla sul-africana que, na minha opinião, faz maior furor no mundo Sci-Fi: Neill Blomkamp e Sharlto Copley.

Sharlto Copley e Neill Blomkamp

   Blomkamp e Copley representam uma verdadeira lufada de ar fresco no mundo cinematográfico. As suas colaborações parecem ser das mais genuínas que há, e não é possível ver algum dos filmes e não notar isso. A filmografia do realizador não é extensa, mas todos os seus filmes contaram com a presença do actor Sharlto Copley. Neill Blomkamp é um realizador extremamente inteligente e adoro as temáticas implícitas que aborda, enchendo os seus filmes com metáforas sobre a identidade, seja individual ou social. Após três filmes, tão parecidos e tão distintos, é de ansiar o que aí vem por parte do realizador, e esperemos que conte sempre com o magnífico actor!
   Vejamos, então, os filmes que contam com a colaboração de Neill Blomkamp e Sharlto Copley. Qual é o vosso preferido e porquê? Partilhem connosco a vossa opinião!


District 9 (2009)





   "District 9" marcou a estreia no mundo da realização de longas-metragens por parte de Neill Blomkamp, e que estreia de grande impacto foi esta... Na minha opinião foi o melhor filme de 2009. Produzido por Peter Jackson, o filme deixou automaticamente o público intrigado antes da estreia, pela imensa publicidade que teve. Não é fácil fazer um filme de Sci-Fi que seja inteiramente competente, mas felizmente foi Blomkamp a comandar a película, e devido à sua grande habilidade, trouxe-nos dos melhores filmes Sci-Fi da década. É impossível ignorar a critativade narrativa, especialmente quando conjugada pelo estilo cinematográfico de falso-documentário.

Um grupo de extraterrestres, que aterraram na Terra há 28 anos atrás, vive segregado dos humanos numa área degradada chamada Distrito 9 em Joanesburgo, África do Sul. A MNU é a empresa que fica responsável pelo controlo dos alienígenas e pela relocalização da sua população, mas tem também outro interesse: tomar posse da sua biotecnologia. A tensão entre humanos e extraterrestres cresce, sobretudo quando Wikus van de Merwe (Sharlto Copley) um operacional da MNU, contrai um vírus contagioso que modifica o seu DNA. Wikus torna-se no homem mais procurado do mundo sendo obrigado a fugir. Sem saber para onde ir, só tem um lugar onde se esconder: o Distrito 9, onde poderá encontrar uma forma de inverter o processo que está a acontecer ao seu corpo.

   O filme é, na sua simples essência, genial: a narrativa inteligente (como se de uma alegoria política se tratasse), combinada com uma abordagem super original e com uma interpretação formidável de Sharlto Copley, não deixou ninguém indiferente. É absolutamente inesquecível, inovador e ousado. A realização é de uma competência soberba, os efeitos especiais estão fantásticos (tendo em conta o budject subjectivamente modesto), sendo que o maior destaque vai mesmo para o actor, que interpreta Wikus de uma maneira assombrosa, em que se torna impossível não criar uma ligação com a personagem. "District 9" foi nomeado aos Óscares de Melhor Filme e Melhor Argumento Original. É caso para dizer que a primeira colaboração de ambos revelou ser perfeita, pelo que seria complicado ultrapassarem este marco...




Elysium (2013)





   Depois da sua estreia em grande com "District 9", era de esperar que Blomkamp se começasse a envolver em grandes produções. E eis que fê-lo precisamente com "Elysium", em que é perceptível a intenção de seguir os passos do seu antecessor, contando novamente com Sharlto Copley. Pese embora o facto de ter ficado a léguas da qualidade de "District 9", gostei do facto de Blomkamp ter arriscado com um argumento bastante diferente e original, que faz novamente o espectador reflectir sobre a desigualdade. Tecnicamente impecável, o aspecto visual de Elysium é impactante, aliás como o seu antecessor, podendo-se até dizer que é quase como uma "marca" do realizador. O grande mérito é que não é exagerada, como inúmeras outras produções do género.

Em um futuro não muito distante, a Terra está doente. Enquanto a população vive em condições precárias, um grupo elitista de terráqueos habita um oásis flutuante. Nessa estação espacial, Elysium, o poder da cura é uma realidade, mas a luta pelo poder ainda é uma doença. É quando o interesse por salvação de Max (Matt Damon), trabalhador infectado por radiação e com cinco dias de vida pela frente, converge com um golpe de estado planejado por uma ambiciosa secretária de defesa (Jodie Foster). Mas eles estão em lados opostos e os planos de ambos poderão sofrer uma drástica mudança.

Elysium é um bom momento de entretenimento, que, na minha opinião, sofre apenas da abordagem tipicamente "hollywoodesca", uma vez que não é profundo o suficiente, não obstante a temática ser novamente original (como esperado das sátiras de Blomkamp). Eu gostei por ser fã, mas decerto que os mais exigentes poderão implicar com esta película.





Chappie (2015)




Em 2015, a hype em torno de "Chappie" era quase que palpável. A dupla sul-africana, apesar de relativamente jovem no mundo cinematográfico, já estava consolidada o suficiente para ser considerada a grande dupla do género ficção-científica (ainda que Elysium tenha sido criticado). É sem dúvida um filme ambicioso, que procurou combinar os elementos sci-fi, com comédia, suspense, cyber-punk e até drama. O problema com o resultado final foi a confusão e falta de coerência que acabou por gerar. Estava com bastantes expectativas em relação ao filme, uma vez que Neill sempre conseguiu concretizar as suas ideias com um detalhe incrível, mas talvez por ter visto com ideais exigentes é que acabei por me desiludir. Porque é claro que tem os seus méritos, e entretém. A fotografia, como sempre está fantástica... mas não consigo ultrapassar o facto do elenco ter deixado ligeiramente a desejar, especialmente a dupla de Ninja e Yo-Landi Visser, que conseguiram fazer o oposto (de dar credibilidade) em relação ao que se propunham. Sharlto Copley mais uma vez este impecável, desta vez no papel de Chappie, uma vez que a movimentação do robô está bastante convincente e bem captada. Os efeitos especiais são, sem dúvida, um grande destaque. 

Num futuro próximo, a polícia transformou-se numa força opressora robotizada que defende os interesses governamentais, sem olhar para as injustiças e dramas da população. É então que é criado um "robot" dotado de uma programação mais avançada que, para além dos seus poderes sobre-humanos, lhe confere ainda sentimentos e inteligência própria. Chappie "nasce" assim para a vida como uma criança, capaz de aprender, improvisar e transformar-se a cada dia. Ao mesmo tempo que alguns encontram nele a esperança de que precisavam para agir contra a corrupção policial, as autoridades vêem em Chappie uma verdadeira ameaça à lei e à ordem estabelecida. Por isso, estão determinados a destruí-lo e garantir que nunca mais seja replicado.

Depois de ter visto o filme, e sendo já o terceiro do realizador, é inevitável fazer comparações. Apesar de ser uma película que mexeu com as minhas emoções (a carga emocional até é demasiada, estando o ambiente sci-fi muito pouco explorada), é fácil notar a queda de qualidade no argumento. Novamente faz a sua alegoria política, e é sem dúvida inteligente, especialmente por tentar abordar as questões de consciência e personalidade do indivíduo, mas perde-se a meio do caminho, não respondendo a tantas questões que são abordadas. O que é pena, porque é sabido que Blomkamp é um realizador de extremo potencial, mas honestamente tem que superar o sucesso de "District 9" para poder se reafirmar. 



VEREDICTO: É certo que a filmografia de Blomkamp não é longa, mas não há dúvidas de que, com esta dupla, filmes de enorme qualidade e inteligência é o que se pode esperar, e estou bastante entusiasmada com possíveis futuras colaborações. Já se sabe que caberá a Neill Blomkamp a realização do tão esperado "Aliens 5", agora é esperar se Copley terá algum papel no filme, uma vez que participou em todos até agora. Gostava mesmo! O meu filme preferido desta dupla é, indiscutivelmente, "District 9". Foi, sem dúvida, um novo marco no Sci-Fi e a sua qualidade é indubitável.

E o vosso? Partilhem connosco a vossa opinião!




por Sarah Queiroz


sexta-feira, 24 de julho de 2015

TOP 5 Melhores Filmes: Scarlett Johansson




   Estamos de volta com mais um TOP 5 Melhores Filmes, e a actriz-alvo é a bela Scarlett Johansson. Mas para além de ser lindíssima, é uma actriz bastante versátil, uma vez que existe poucos géneros que ela não tenha experimentado. Desde filme indie a grandes blockbusters, a actriz já conta com excelentes filmes na sua carreira. O grande mérito dela é que nunca teve medo de fazer escolhas ousadas.
   A tarefa de elaborar um TOP 5 dos melhores filmes de Scarlett não é, de todo, fácil. Descubram os nossos preferidos e partilhem connosco a vossa opinião!


5. The Avengers (2012)


   "The Avengers" é o meu filme preferido de super-heróis, em que sou capaz de ver e rever, dia sim dia não, e continuar a lançar gritos "nerdy" como se da primeira vez se tratasse. É o terceiro filme mais lucrativo nas bilheteiras de todos os tempos, e óbvio que há razões para isso. É uma verdadeira celebração da "nerdice", e Joss Whedon foi perfeito na sua construção. Scarlett Johansson desempenha o papel da Viúva Negra, e sinceramente não imagino ninguém melhor para a personagem: é implacável, sensual, e de uma presença inigualável.












4. Under The Skin (2014)


   "Under the Skin" é um filme estranho e atípico... mas hipnotizante... Scarlett consegue sobressair, sendo uma presença bastante forte. Aliás, consegue ser até aterrorizante, pela sua crueldade e apatia, sendo que depois consegue evoluir de maneira completamente oposta ao início do filme. A obra proporciona-nos uma experiência extremamente sensorial, pelo que não será do agrado de todos. Mas, para o que o filme ambicionava, Scarlett foi perfeita, e este filme é formidável.





3. Vicky Cristina Barcelona (2008)

 
Eis um filme que é bastante diferente do usual "Woody Allen", mas que é obrigatório para os apreciadores. É uma obra com uma grande lição, aliás, como o realizador sempre faz. Não é por acaso que Allen é um mestre da realização. "Vicky Cristina Barcelona" é um drama romântico bastante intenso, sensual e inovador, que retrata vários ciclos de romance em que as personagens têm visões opostas do amor, marcadas por uma derradeira imprevisibilidade. Scarlett Johannson é a musa de Woody Allen, e aqui tem um desempenho brilhante.




2. Matchpoint (2005)


   Mais uma grande colaboração de Johansson com Allen. Adorei este filme: Woody Allen é, sem dúvida, um realizador peculiar e os seus filmes não são para toda a gente, mas creio que com este filme reinventou a sua carreira. "Match Point" é dos meus preferidos dele, porque a sua construção narrativa acaba por ter aquela pontadinha de Hitchcock ao fazer uma memorável reflexão acerca de como a sorte ou azar, ou qualquer escolha, influenciam a vida de cada um. A actriz revelou-se deslumbrante, com uma personagem que evolui de confiante, a maníaca e perigosa.




1. Lost in Translation (2003)


   O filme, só por si, é absolutamente inesquecível, sendo inclusive o meu preferido da realizadora Sofia Coppola. A história retrata dois solitários no Japão que estão a ultrapassar uma crise existencial, colocando em causa os seus casamentos. Ao conhecerem-se, começam a passar todo o tempo juntos, e estabelece-se uma relação de compreensão mútua que vai-se consolidando à medida que o tempo passa. Adoro a abordagem subtil da realizadora à carga de emoções que a solidão pode trazer, e Scarlett Johansson (com apenas 19 anos na altura) desempenhou na perfeição o seu papel. O filme é profundo e de uma sensibilidade bastante especial, sendo, na minha opinião, o melhor filme da carreira de Johansson.





por Sarah Queiroz

sábado, 18 de julho de 2015

TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror"


   "Body-Horror" é um sub-género do Terror que se foca na destruição, deformação ou qualquer tipo de horror inimaginável do corpo humano. Digamos que faz questão de passar qualquer limite com o objectivo singular de nos fazer sentir muito pouco confortáveis. Seja por doenças misteriosas, experiências científicas e médicas, ou qualquer outra coisa que um cineasta se decida lembrar, o certo é que este subgénero, além de extremamente gráfico e explícito, consegue ser sublime e implícito nas metáforas que faz, relacionadas com as variadas maneiras de retratar o decair do ser humano.

   Decidi elaborar o meu TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror", sendo que nunca é demais relembrar que estas listas são sempre subjectivas, pelo que esta estará condicionada às minhas preferências. E vocês? Quais os filmes que vos fizeram relembrar da aterrorizante vulnerabilidade do corpo humano?


10. Tusk (2014)


   Ok, conselho de amiga: nunca vejam este filme se estiverem literalmente doentes do estômago. Infelizmente, foi o que me aconteceu e foi o pior que poderia ter feito... estando naquelas condições, claro está. "Tusk" é, sem dúvida, controverso. Nunca me vou esquecer de ter ficado apática a olhar para o ecrã enquanto os créditos passavam, porque ainda não sabia muito bem o que pensar daquilo tudo. Mas o grande trunfo acaba por ser essa mesma surrealidade, misturada com a gota de sátira, que tornam o filme interessante (ah e o Johnny Depp faz a melhor cameo de sempre). A trama é bastante simples: um jovem podcaster (Justin Long) viaja até ao Canadá em busca de uma entrevista com uma celebridade involuntária da internet, mas quando lá chega, o indivíduo está morto, o que faz com que o jovem tenha que encontrar outro.  Ao deparar-se com um idoso solitário desejoso de companhia, mal vai saber que este é um puro sádico que deseja transformá-lo numa morsa... Enfim, eu achei este filme francamente pesado. Não será do agrado de todos, mas acho que funcionou bem e atingiu aquilo a que se propunha.




9. Cabin Fever (2002)



   Antes de "Hostel", Eli Roth realizou "Cabin Fever", estreando-se no mundo da realização com um filme que gerou choque, tornando-se mais conhecido por isso do que propriamente pela divulgação que teve. De baixo orçamento, passou despercebido na altura, mas pode-se afirmar que hoje em dia está a tornar-se cada vez mais um filme de culto. Se bem que a sua "simplicidade" pode não agradar a todos. Este filme faz muito lembrar o estilo "cabin in the woods", com influências dos anos 80, podendo ser considerado como um "Evil Dead" da década de 2000. É nojento, é visceral (A cena do segundo gif é de uma pessoa ter que virar a cara). Mas nada a que Eli Roth não continuasse a fazer com o filmes que veio a realizar; "Cabin Fever" é obrigatório para os fãs do género. 













8. Slither (2006)



   "Slither" é um excelente exemplo de que um bocadinho de gore a mais não estraga a qualidade de um filme. Um objecto vindo do espaço apodera-se do corpo de Grant, que aos poucos vai sofrendo uma transformação animal, ficando completamente deformado. A sua mulher Starla, começa a desconfiar do comportamento do marido, mas quando efectivamente se apercebe do que se passa, já é tarde demais, uma vez que a criatura já depositou os ovos...  O argumento, por mais exagerado que seja, é igualmente inteligente, e adoro os elementos que nos fazem recordar os anos 80 ou até 70. É uma verdadeira black comedy, com um elenco bastante sólido (a Elizabeth Banks é fantástica!). Para quem não viu, devia ver.




7. Videodrome (1983)


   Cronenberg é um dos maiores mestres do Terror, e muito facilmente seria possível incluir mais do que dois filmes dele nesta lista. Uma das razões pela qual Cronenberg é um génio, é que com este filme, ele demonstrou estar muito à frente da generalidade das pessoas ao fazer a sua crítica sobre as tecnologias influenciarem bastante a cultura e sociedade (basta ver o que se passa hoje em dia), e a maneira mais explicita de o fazer foi retratar o conceito no sentido mais literal possível, em que se assiste a uma verdadeira desconstrução existencial da personagem. Por este motivo, acho que muitos concordam comigo ao afirmar que é o filme mais louco e surreal de Cronenberg, 





6. Excision (2012)


   Foi um filme-sensação em 2012 e percebe-se o porquê: está muito bem conseguido, pela densidade dramática e psicológica que carrega. Somos apresentados a Pauline (AnnaLynne McCord), uma típica adolescente perturbada que tem como principal ambição estudar medicina e exercer cirurgia. Vemos o seu dia-a-dia, a sua relação com a família e amigos, e as dificuldades que tem em sustentar tais relações. O seu escape, no entanto, reside numa estranha obsessão em corpos mutilados e fantasias sexuais ligeiramente perturbadoras, que condiciona a 100% a maneira de ser dela, e a forma como encara a própria vida. O filme gira, assim, em torno das ilusões macabras de Pauline, e do seu caminho de auto-descoberta, que revela ser o menos encantador possível... Sadismo é o que mais podemos esperar. 











5. Martyrs (2008)


   Sou acérrima fã do terror europeu e esta obra é das mais espectaculares de todos os tempos, sendo até mesmo dos meus filmes predilectos. "Martyrs" é perturbador, provocante e chocante, e eleva a palavra "brutal" ao sentido mais literal possível. Intrigante e surpreendente, é-nos contada a história de Lucie, uma rapariga que havia desaparecido à um ano e quando é encontrada, mostra sinais de ter sido torturada. Descobre-se que Lucie tinha sido mantido presa e sofria abusos. É levada para um orfanato onde conhece Anna e as duas ficam muito amigas. Passados 15 anos, Lucie, ainda visivelmente atormentada pelos traumas, decide vingar-se dos seus raptores, mas acaba por arrastar Anna consigo. Entram num ciclo de violência inevitável em que as repercursões serão gigantes, e ambas poderão pagar um preço bem alto...O facto do filme ter bastante substância e o haver uma mensagem clara transmitida, é que o tornam de uma qualidade exorbitante.












4. American Mary (2012)



   Bizarro, extravagante e uma agradável surpresa. O filme conta a história de Mary (Katherine Isabelle), uma promissora e talentosa estudante de medicina, que é vista pelo seu professor (David Lovgren) como capaz de se tornar das melhores cirurgiãs do país. Por esse facto, é constantemente pressionada por este. Só que, estando coberta de dívidas, Mary decide trabalhar como stripper num clube nocturno. Porém, é confrontada com outras opções, pelo que começa a prestar serviços médicos clandestinamente, e entra no meio das cirurgias de modificação corporal clandestinas e bizarras. É de destacar o carácter criativo e inovador trazido pelas realizadoras, que com certeza se consolidarão ainda mais dentro do género. Achei o filme único: apesar de efectivamente sádico e sangrento, tem uma vertente psicológica de tensão crescente e de vingança bastante acentuada, que torna inevitável não estabelecermos uma ligação com a personagem. 












3. Contracted (2013)


   Este é um filme que captou de imediato a minha atenção pela sua premissa bastante interessante: Samantha, que se encontra numa fase difícil após acabar o relacionamento com Nikki. Assim, ela decide ir a uma festa para se divertir, mas acaba por ser violada por um desconhecido. Apesar da experiência já por si ser horrível, Samantha começa a aperceber-se de um mal maior que advém da violação. Com o passar dos dias, o seu corpo começa a apresentar sintomas muito estranhos, levando a crer que a sua experiência sexual lhe trouxe outras consequências. Agora, Samantha terá que descobrir o que está a acontecer com o seu corpo apodrecido, antes que seja tarde demais. "Contracted" faz qualquer pessoa contorcer-se, consegue mesmo gerar choque. Vale a pena ver a película sabendo muito pouco acerca dela, na medida em que é bastante surpreendente e intrigante. A abordagem é mais do que inovadora e original, e o final é de grande impacto, podendo mesmo considerar que é a melhor cena do filme. 












2. The Thing (1982)


   "The Thing" é, indiscutivelmente, o melhor filme de John Carpenter e um verdadeiro marco na história deste sub-género. Carpenter é um realizador icónico e visionário, que conseguiu mesmo fazer um filme perfeito: claustrofóbico, inteligente, rico e com os efeitos especiais bastante razoáveis para a altura. É fazer uma explícita abordagem ao mesmo tempo que se faz uma "inversão de abordagem" e usar este subgénero para metáforas bem sucedidas... Isto porque a premissa do filme tem sido muito interpretada (dada a altura em que foi lançado), como uma metáfora ao comunismo, às inúmeras doenças que apareceram, e até mesmo a imigração ilegal. Perfect horror movie.












1. The Fly (1986)


    O "remake" de David Cronenberg do filme original de 1958 é indiscutivelmente do mais genial de sempre, e é um filme que tem de ser visto obrigatoriamente pelos fãs do género. A abordagem de Cronenberg é assombrosa, ao pegar na premissa do original e conseguir levá-lo a mais extremos, expandindo o seu conteúdo a níveis muito mais satisfatórios, tal como a inclusão da metáfora sobre o processo de envelhecimento. Sem contar que Jeff Goldblum e Geena Davis estão fenomenais neste filme. Mas é claro que o filme de '58 protagonizado por Vincent Price, é igualmente fantástico. Não poderia haver outro filme sem ser este no nº1. Não concordam?














Menções Honrosas

Tetsuo: The Iron Man (1989)
Teeth (2007)
Re-Animator (1985)
Hellraiser (1987)
Society (1989)




por Sarah Queiroz