quinta-feira, 9 de setembro de 2010

The Dark Knight (2008)

"Some man just like to watch the world burn."


Excelente. Inteligente. Surpreendente. Imprevisível. Intocável. Ah, e… já disse excelente, não já?
The Dark Knight é o filme de 2008 que constitui a sequela do filme Batman Begins de 2005, realizado por Christopher Nolan.
Foi nomeado para oito Óscares da Academia, tendo ganho dois: um deles foi de melhor actor secundário para Heath Ledger, que interpretou o clássico Joker: muito bem merecido.
Não é o típico filme de super-herói como a saga de Batman de Tim Burton, nem um típico filme de acção. É um inteligente reflexo da sociedade que nos rodeia, da condição humana dos dias de hoje. 
O filme arranca primeiramente com um assalto ao Banco de Gotham City, administrado por Joker e em plena luz do dia. É perceptível que a criminalidade em Gotham City está pior do que nunca. Batman e Jim Gordon decidem incluir o novo promotor público, Harvey Dent, no seu plano de acabar o crime. A aliança de Jim Gordon, Batman e Harvey Dent contra o crime revela-se eficaz, até que se deparam com a mente brilhante e caótica de Joker. Este vilão força Batman a pisar a linha entre o ser herói e o ser vigilante, enquanto leva Gotham para a anarquia.
Mais da sinopse não devo revelar: o filme tem uma história incrível e tem surpresa atrás de surpresa.

O realizador fez uma sequela BRILHANTE. As cenas de acção estão magnificamente equilibradas com cenas mais moderadas e dramáticas. Christopher Nolan utilizou a tecnologia IMAX em algumas das cenas de acção, incluindo a grandiosa cena inicial, e ter visto isso no cinema foi excepcional. As cenas gravadas em Hong Kong são espectaculares. Agora, que tenho o filme em Blu-Ray, consigo desfrutar de cada pormenor de cada cena, com uma fotografia lindíssima!
Todas as críticas aclamam o filme, e eu não vou ser excepção. A história é incrivel, tanto como a premissa, que é concretizada de uma maneira magnífica e mergulhada em metáforas inteligentes. A premissa da linha que separa o correcto do errado e do infindável sofrimento das nossas emoções e que nos fazem ultrapassar essa linha. Isto é levado ao extremo em Dark Knight, e é perceptível nas personagens: Bruce Wayne, quando tem de fingir ser alguém que não pode ser,na Rachel Dawes, ao testar a sua fidelidade, no Jim Gordon, para bem da família e no Harvey Dent que nem preciso de explicar porquê. A cena das pessoas presas nos barcos confrontadas com uma escolha impossível é a concretização completa desta premissa, da escolha. A premissa de que, com a dose certa de caos, todos nós nos podemos tornar em psicopatas assassinos.

O filme tem um excelente argumento, diálogos perfeitos, cenas muito bem trabalhadas e com as doses de acção muito equilibradas, tal como a sua dose de comédia: nunca esquecerei a mediática cena do "Nurse Joker".
Os paradoxos estão presentes, e estão tão suavemente destacados que é uma
delícia observar. Posso dar um exemplo:o nome de White Knight do Harvey Dent, em contraste com Dark Knight de Batman, e da conclusão final de que a salvação nem sempre está na luz. O filme é grande, mas não se nota.

A minha personagem favorita, escusado será dizer, é o Joker. O nada conseguir tocá-lo, comovê-lo e a imprevisibilidade que impera na sua cabeça é impressionante. Genialmente caótico .Não se pode negociar com ele, como o parar? Faz-me lembrar a magnífica fala de Alfred, o mordomo : "Some man just like to watch the world burn..." . O Heath Ledger fez um magnífico trabalho com a personagem (bye Nicholson!). A interpretação é lendária e conseguimos mesmo ver que o Joker é, de facto, o maior inimigo do Batman. Poderia fazer uma crítica inteira apenas sobre o magnífico trabalho do Heath Ledger ! O actor roubou completamente a ribalta ao protagonista; e não é que seja indigno: é fantástico observar o desenvolvimento da personagem Joker, ao passo que já pudemos assistir a esse mesmo do Batman/Bruce Wayne, no filme anterior. Os restantes actores estão igualmente suberbos, de realçar Christian Bale - em que se nota uma crescente evolução, Gary Oldman - mais sólido do que o filme anterior e Aaron Eckhart, que me surpreendeu pela positiva e fez uma interpretação magnífica de Harvey Dent ! O mesmo não posso dizer de Maggie Gyllenhaal... preferia que Katie Holmes continuasse a desempenhar a personagem Rachel Dawes.

Para acompanhar a atmosfera sombria, temos uma excelente banda sonora, com dois brilhantes maestros: James Newton Howard e Hans Zimmer. De tirar o chapéu!


Para concluir, quero salientar que esta crítica diz realmente muito pouco do que o filme é realmente. Não consigo resumir mais, nem poderei dizer mais para não estragar a visualização do filme. Há quem ache que o filme é sobreestimado; eu cá acho que o Cavaleiro das Trevas é o melhor filme de 2008, senão o de sempre. Uma obra prima genial!

EXAME

Realização: 9/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 10/10
Duração/Conteúdo: 9/10
Efeitos/Fotografia: 10/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 9/10

Média Global: 9.3/10


Crítica feita por Joana Queiroz


Informação
Título em português: O Cavaleiro das Trevas
Título original: The Dark Knight
Ano: 2008
Realização: Christopher Nolan
Actores: Christian Bale, Heath Ledger, Gary Oldman, Aaron Eckhart, Michael Cane

Trailer do filme:

3 comentários:

  1. Não sou assim entusiasmado pelo filme, considero-o apenas um bom filme de super-heróis e pouco mais, artisticamente falando. Mas gostei do texto! ;)

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - Há 2 Anos na Estrada do Cinema «

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  2. Muito boa crítica.
    Não dá para apontar nenhuma falha facilmente vísivel num filme destes.
    No entanto considero-o um pouco grande, mas nem por isso, é totalmente mau, ou errado.
    Quem não tiver já visto o primeiro filme, "Batman Begins", não perde assim tanto ao só ver este, no entanto não deixa de ser um bom filme, que contem alguns promenores que são completados ou finalizados neste segundo. Adorei todas as caracterizaões, um grande filme com especial destaque para Christian Bale e Heath Ledger, que a meu ver estão muitissimo bem para os papeis atribuidos, nao só como encarnam a personagem, com mostram o que verdadeiramente é ser o completo oposto entre o bem e o mal, prefazendo um belo par de génios =P
    A cena do barco, entre outras, com especial destaque também, ao mostrar a barbariade que o ser humano possui quando posto em frente a uma sociedade desmorodada
    Exelente Filme.
    Bom trabalho ;)

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  3. O melhor filme de sempre é uma exagero. Mas considero-o, sem dúvida, o melhor filme de 2008 a par do "Changeling" (pelo menos dos filmes que vi e tomei conhecimento cuja produção é de 2008). Acho injusto o Heath Ledger ter sido nomeado para o Oscar de Melhor Actor Seecundario. Se era para o nomearem e ele ganhar alguma coisa era o Oscar de Melhor Actor (ele é que é protagonista, ninguém vai ver o filme pelo Christian Bale, que cada vez mais parece o Keanu Reeves a representar...) Talvez assim o Robert Downey Jr. tivesse ganho o Oscar de Melhor Actor Secundario pelo "Tropic Thunder" (outro grande actor e desempenho, sem duvida). Muito boa critica Joana.

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