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Confiram o nosso TOP 10 Melhores Filmes de Terror de 2015! Concordam? Por Sarah Queiroz

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Vejam o nosso especial colaborações do cinema, em que percorremos a filmografia do realizador Neil Blomkamp que conta com a colaboração de Sharlto Copley. Por Sarah Queiroz

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TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror"

Confiram o nosso TOP 10 Melhores Filmes "Body Horror". Por Sarah Queiroz

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Happy Halloween!

O Depois do Cinema... deseja um Happy Halloween para todos!
Aqui ficam algumas sugestões de filmes que podem ver hoje à noite:


Para quem não viu ainda, aproveitar e ver no cinema:

Photobucket






- Paranormal Activity (2009)


- The Exorcist (1973)



- Saw (2004)



- Texas Chainsaw Massacre (1974)




- Halloween (1978)



- The Shining (1980)



- Bram Stoker's Dracula (1991)



-
The Strangers (2008)




Outros títulos igualmente bons para se ver no Halloween, mas que não assustam muito:

- Scary Movie (2000)



-
Nightmare Before Christmas (1993)



- Beetle Juice (1988)



- Casper (1995)



- The Corpse Bride (2005)



- Ghostbusters (1984)



- The Haunted Mansion (2003)



- The Addams Family (1991)



- Edward Scissorhands (1990)



- Sleepy Hollow (1999)



- Daybreakers (2009)



- Zombieland (2009)



A lista continuaria... mas tornar-se-ia infinita.

Não se esqueçam que também temos neste blog vários TOP's de Terror :



domingo, 30 de outubro de 2011

The Woman (2011)

The Woman foi indiscutivelmente o nome mais sonante e mediático da edição de 2011 do MOTELx. Pollyanna McIntosh regressa ao papel que já tinha interpretado em "Offspring" (2009), filme escrito por Ketchum, do qual "The Woman" é a sequela. The Woman pode ser visto sem se ter visto o primeiro, pois não há qualquer elo de ligação sem ser a personagem principal. Este filme bizarro circunda a vida de um homem aparentemente normal, casado e com três filhos, que após uma ida ao bosque, depara-se com uma mulher selvagem. Decide aí, trazê-la para casa tendo em vista "civilizá-la", assumindo esse projecto com a sua família, em que cada um tem uma determinada tarefa. Só que à medida que o filme se desenrola, vamos nos aperceber que a família perfeita não é tão perfeita assim, e conseguem ser menos "civilizados" do que a própria mulher selvagem... A questão que se coloca é quem será o verdadeiro selvagem.

The Woman é muito forte e talvez difícil de digerir, centrando-se muito no conceito da força da natureza humana. É um filme que tem um desenrolar lento. Porém, à medida que a narrativa vai avançado, mais tensão e expectativa se vai criando, o que claramente torna o filme interessante e intrigante, na medida em que o espectador quer desesperadamente saber o que vai acontecer de seguida. As cenas de diálogo entre a família são particularmente perturbadoras; A dinâmica familiar completamente falsa, em que o pai se esconde por trás da máscara de bondade, para depois se revelar a pessoa que é, é aterrador. É bastante interessante a forma como o realizador nos faz descobrir a verdade sobre cada personagem. Se bem que não é propriamente dos film
es mais surpreendentes, isto porque a trama até é bastante previsível. Para além disso, o realizador também não soube concretizar da melhor maneira certas situações/cenas, que em nada fizeram evoluir a história. Confesso que estava à espera de mais violência, dado ao género que é, e especialmente devido ao facto de ter ouvido falar da pessoa que saiu a meio da sessão no Festival Sundance. A verdade é que não achei particularmente violento, talvez à excepção da cena final, que na minha opinião pareceu-me um bocado apressada e forçada. Mas não deixa, na generalidade, de ser um filme poderoso e sangrento, apesar de uma abordagem menos bruta de violência (uma questão que também não deixa de ser subjectiva). Há quem considere que a violência psicológica e gráfica é intensa; Eu acho que há filmes bem piores nesse aspecto. Mas não é a violência o ponto de destaque do filme. The Woman destaca-se de outros filmes precisamente por ser diferente, e forcar-se mais nos problemas das personagens do que na violência explícita. O realizador contorna a violência de maneira a envolver num suspense interessante.

Outro dos problemas do filme cinge-se aos efeitos sonoros e à escolha da banda sonora, penso que foi de
masiado recorrente, o que por vezes parecia que se estava a assistir a imensos videoclips do que propriamente a um filme. Relativamente ao elenco, na generalidade, não há actuações de destaque do filme, devendo apenas realçar o excelente trabalho por Pollyanna McIntosh. Apesar de não proferir qualquer palavra no filme, e ao assumir verdadeiramente o comportamento de um animal selvagem, está de parabéns. A sua linguagem corporal diz tudo, transmite bastante intensidade. Sean Bridges é responsável pela interpretação das personagens mais detestáveis que tive oportunidade de ver num filme. É um verdadeiro vilão, e protagoniza as cenas mais desconfortáveis do filme.

The Woman é um filme que recomendo. Não está, claramente, isento de falhas, mas penso que são ultrapassáveis. Não me surpreende que este tenha sido o filme mais marcante do MOTELx, pois é, sem dúvida, um filme intenso que deve ser visto pelos fãs do género.

EXAME


Realização:
6/10
Actores:
7/10
Argumento/Enredo:
6.5/10
Duração/Conteúdo:
6/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador:
7/10

Média Global: 6.5/10


Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título em português:

Título Original: The Woman
Ano: 2011
Realização:
Lucky McKee
Actores:
Pollyanna McIntosh, Sean Bridgers, Carlee Baker, Shana Barry, Marcia Bennett

Trailer:


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Don't Be Afraid of the Dark (2011)

Don't Be Afraid of The Dark teve como principal trunfo a figura do seu produtor e argumentista: Guilhermo Del Toro, nome sonante e prestigioso do cinema, responsável pelos sucessos Labirinto de Fauno e a saga Hellboy, é a principal razão da mediatização deste filme, e fez com que hipoteticamente se considerasse que fosse possuir os efeitos dos seus anteriores sucessos. Pelo menos é o que se esperava, isto porque Del Toro está sempre associado a grandes produções que envolvem verdadeiro terror, que costumam cair nas graças do público. Infelizmente, o filme realizado por Troy Nixey está muito aquém das expectativas, sendo completamente desprovido de originalidade, o que faz com que seja das desilusões mais marcantes do ano, independentemente do destaque dado à presença de Guilhermo Del Toro.

Casa assombrada, gritos, sombras, violência implícita, atmosfera agonizante. Todos estes elementos são a
queles que supostamente compõem um sólido e bem sucedido filme de terror. Só que este filme simplesmente não entrega o que promete. Sally (Bailee Madison), de nove anos, muda-se para uma mansão do século passado para viver com o seu pai (Guy Pierce) e sua namorada (Katie Holmes). Ao explorar o lugar, a criança depara-se com uma cave fechada que lhe desperta a atenção, e descobre que lá vivem certas criaturas que a querem para "brincar". Quando depois se apercebe das suas intenções malignas, Sally tenta alertar o pai e a madrasta para o facto de a casa estar assombrada. Mas nada os parece convencer de que ela fala a verdade... Don't Be Afraid of The Dark tinha um tremendo potencial, especialmente devido à cena inicial, que vos deixará intrigados com certeza. Infelizmente não se conseguiu manter esse nível de interesse, chegando em certos pontos a atingir o ridículo. Não estou a falar somente ao terem recorrido ao cliché da casa mal assombrada. Não é isso, não há mal a narrativa girar em torno disso. O facto é que neste filme não funciona, e em vez de nos assustar, acaba por gerar algumas risadas involuntárias. O grande problema reside mesmo nas criaturas em si: essas sim é que gerarão gargalhadas. O que supostamente devia ser o elemento ameaçador do filme, acaba por não sê-lo, o que provoca um certo desinteresse, pois não mete medo algum.

Mas há que mencionar os aspectos positivos; A fotografia do filme está muito boa e envolvente. A mansão antiga e o sótão assombrado provocam uma sensação de constrangimento e inquietude, que está bem caçada pelo realizador. Assenta muito na atmosfera que cria, não é propriamente assustador. É só pena que seja desperdiçado pelo roteiro em si, pois limita-se a criar expectativas que depoi
s não são concretizadas. O suspense criado podia ter sido muito mais explorado e intensificado. Existem, aliás, diversas cenas sem sentido, e perceberão o que estou a dizer quando virem o filme. São os chamados "plot holes", que neste existem bastante. O que arruína um bocado o filme é mesmo a existência destas falhas a nível de argumento, que descredibilizam o que tem vindo a acontecer até então.

No entanto, outro aspecto positivo assenta no elenco, ou melhor dizendo, em Bailee Madison, que é a verdadeira estrela do filme. A actriz interpreta a jovem Sally, e não poderia tê-lo feito de melhor maneira. É incrível a sua credibilidade, é quase que agonizante assistir às cenas, pois é mesmo visível o medo que a personagem está a sentir. Excelente trabalho por parte da jovem actriz, que decerto terá uma carreira promissora. Já em Just Go With It fez um trabalho fenomenal. Em relação ao elenco adulto, os elogios já não serão tão belos. Guy Pierce e Katie Holmes apenas cumprem o seu papel, mas não se destacam pela positiva. Até me senti um bocado enganada pelas suas performances, muito fracas em relação ao que estava à espera.

Para evitar me estender muito mais, vou concluir rapidamente. Don't Be Afraid of The Dark não é um filme que pessoalmente recomende. Acho que existem muito melhores do género e não vale mesmo a pena empregarem 5 euros para vê-lo. Só mesmo se for pela Bailee Madison e pela bela fotografia do filme, porque de resto... Substancialmente vale muito pouco.


EXAME


Realização: 5/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 5/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 5/10

Média Global: 5.4/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título em português: Não tenhas Medo do Escuro
Título Original: Don't Be Afraid of The Dark
Ano: 2011
Realização: Troy Nixey
Actores: Katie Holmes, Guy Pierce, Bailee Madison

Trailer:

domingo, 23 de outubro de 2011

Paranormal Activity 3 (2011)

"It runs in the family."

A fórmula a que nos habituámos nos dois primeiros filmes parecia já estar gasta. No entanto, com este terceiro filme há uma evolução e o elemento surpresa, conseguindo juntar a “velha essência” à novidade. A saga de Actividade Paranormal renasceu com este Paranormal Activity 3.
Numa primeira nota, se viram o trailer, preparem-se para um filme completamente diferente: a maior parte das cenas não está no filme. Um medium a ir lá a casa? Não. A casa a arder? Não. A mãe arrastada pelo quarto? Não… Bom, esse facto não me desiludiu, porque aconteceu exactamente a mesma coisa aquando o release de PA 2. Contudo, há um facto inegável: este terceiro capítulo consegue ser melhor e mais interessante que os seus antecessores.
O filme constitui uma prequela, concentrando-se na infância de Katie e Kristi, passada em 1988. As meninas têm uma mãe céptica e um padrasto chamado Dennis (que se parece bastante com o Micah do primeiro filme). Ele filma casamentos e gosta de estar sempre a filmar o dia-a-dia. Após um terramoto filmado em casa, descobre-se que uma figura emerge do pó. Naturalmente, Dennis insiste em continuar as suas filmagens, descobrindo que essa figura é um amigo imaginário chamado Toby e que tem uma conexão com Katie e Kristi…

Depois da visualização deste filme creio que é obrigatório um quarto, pois criaram-se novas questões para ser respondidas. De facto, acho que estão a criar demasiadas questões antes de responder a outras primeiro. Nesse sentido, não se desenvolvem muitos dos temas que expõem e deixam-se demasiadas ideias subentendidas. Seria do meu agrado que um possível quarto filme se focasse na actualidade, para sabermos o paradeiro de Katie e Hunter.
A história está razoável, mas existem algumas falhas inegáveis no argumento escrito por Christopher B. Landon. Não poderei explicá-las, porque estaria a dar spoilers.
Os elementos dos dois primeiros filmes continuam: os sustos imprevisíveis, um início mais lento e uma segunda metade do filme muito rápida; contudo, acho que este terceiro filme está melhor no sentido em até nos dá uma boa dose de humor, um comic relief para nos aliviar de tanta tensão gerada. Em relação às câmaras, há imensa inovação. Há a inserção de um novo tipo de câmara giratória, havendo mais cenas em movimento e enquadramentos profundos- tudo isso ajuda a compor este terceiro capítulo.

Acredito que após o insucesso dos sustos do segundo filme, os criadores de Paranormal Activity decidiram que realmente teriam que mudar. Contrariamente ao segundo, onde havia imensa antecipação para depois não acontecer nada, este terceiro filme é um festival de sustos. Existem cenas que nem dá para antecipar, não estamos mesmo à espera. O realizador soube usar o timing e tensão para gerar os sustos. Apesar dos espectadores já conhecerem a fórmula, esta prequela consegue ser fantástica nesse sentido. Aconselho a irem ver ao cinema, para que a experiência sonora contribua ainda mais para os sustos que vão ter. Sabem a sensação na barriga quando andam de montanha russa? É essa mesmo que sentirão.
Destaco as performances das talentosas rapariguinhas, sobretudo Jessica Brown (Kristi), que para além de ser muito fofinha (e sinistra) é bastante credível em todas as cenas.

Paranormal Activity 3 vale pelos sustos que gera e o ambiente familiar, sendo obrigatório para os fãs da saga e do género. Contudo, deixa demasiadas ideias subentendidas, tem inegáveis falhas no argumento e um final mal explicado que custa a digerir. De qualquer maneira, a tensão, as pipocas no ar e os saltos na cadeira do cinema estão garantidos.




EXAME

Realização
: 7/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo:
6/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador:
6/10

Média Global: 6.7/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português: Actividade Paranormal 3
Título Original: Paranormal Activity 3
Ano: 2011
Realização: Henry Joost e Ariel Schulman
Actores: Katie Featherston, Sprague Grayden, Chloe Csengery, Jessica Tyler Brown e Christopher Nicholas Smith


Trailer do filme:





VER TAMBÉM:

Paranormal Activity (2007) , por Sarah Queiroz


Paranormal Activity 2 (2010), por Joana Queiroz

sábado, 22 de outubro de 2011

Incendies (2010)

Finalmente tive oportunidade de ver o tão aclamado filme de 2010 realizado por Denis Villeneuve, que foi um dos nomeados ao Óscar de melhor filme estrangeiro na edição de 2011, e que somente agora estreou nos cinemas portugueses. Adiantando-me já na minha apreciação, posso mesmo dizer que Incendies é absolutamente extraordinário. Isto é cinema! Não posso deixar de referir que é mesmo uma pena que este filme passe em salas tão limitadas, merecia uma maior distribuição, sem dúvida. É daqueles filmes que merecia maior divulgação e exibição em mais salas.

Sinopse (PUBLICO): Após a morte prematura da mãe, Jeanne e Simon (Mélissa Désormeaux-Poulin e Maxim Gaudette) recebem, em testamento, dois envelopes distintos dirigidos ao pai, supostamente falecido, e a um irmão que não imaginavam sequer existir. Conscientes dos segredos que precisam ser revelados, deixam
as suas vidas para trás e partem em direcção à sua terra de origem, no Médio Oriente, em busca do pai e do irmão que não conhecem, tentando cumprir o último desejo da progenitora. E é desta maneira improvável, cruzando fronteiras e épocas, que eles conhecem o passado e a cultura da sua família e encontram as respostas que sempre procuraram: quem foi a sua mãe e quais os mistérios que circundam a sua vida.

A trama propõe-nos um verdadeiro "jogo de detective", em que o mistério em torno da verdade é o que faz o filme caminhar.
A história é densa e cativante, prendendo o espectador de início ao fim, e é nessa medida que o filme é um verdadeiro primor na direcção e roteiro. Villeneuve optou por um filme inteligente, maduro e surpreendente a nível de narrativa, especialmente devido à grande força dos diálogos. De realçar igualmente a fotografia, que é outro grande aspecto positivo do filme, pois são extremamente poderosas e inesquecíveis as imagens e cenas em Incendies, que captam inevitavelmente a atenção do espectador.

O filme está sequencialmente bem construído, é recheado, e não tem momentos baixos. É uma verdad
eira montanha-russa, que culmina nos melhores finais que tive oportunidade de ver. Qual M. Night Shyamalan qual quê... Apesar do final chocante, o filme não vale só por isso. São todos os elementos que tornam Incendies verdadeiramente fenomenal! Isto porque o elenco é algo absolutamente extraordinário, somos brindados com actuações fantásticas, especialmente por parte de Lubna Azabal, que revela o seu magnífico talento através da complexa transformação da sua personagem ao longo das décadas.

O certo é que à muito não assistia a um filme tão arrebatador na sua essência: argumento belíssimo, com uma precisão na realização e elenco, para além de um final incrível. Decerto que não serei a única que fiquei ligeiramente atordoada após a visualização do filme, tal o impacto que teve. Isto tudo faz com que Incendies e a sua história impactante seja das melhores de 2010. Recomendo vivamente, é um filme imperdível!


EXAME

Realização: 9/10
Actores:
9/10
Argumento/Enredo:
8/10
Duração/Conteúdo:
7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8.4/10


Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação


Título em português: Incendies - A Mulher que Canta
Título Original:
Incendies
Ano: 2010
Realização:
Denis Villeneuve
Actores:
Lubna Azabal, Mélissa Désormeaux-Poulin, Maxim Gaudette

Trailer:


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

TOP 10 Cinema Alemão



Vamos prosseguir com o nosso Especial Cinema Europeu, desta vez apresentando o nosso TOP 10 do cinema alemão.

Devo realçar novamente que as listas são inteiramente subjectivas, ou seja, esta lista vai reflectir apenas o meu gosto pessoal e, claro está, o conhecimento que tenho do cinema alemão. Partilhem a vossa opinião!



10. Sophie Scholl Die letzten Tage – The Final days (2005)


Munique, 1943. Hitler está a devastar a Europa. Um grupo de jovens universitários recorre à resistência passiva para combater os nazis, formando o movimento Rosa Branca. Sophie Scholl era a única mulher do grupo, de apenas 21 anos.
O filme retrata os seus últimos dias da activista. Julia Jentsch, que também está muito boa em The Edukators, personifica Sophie lindamente e consegue fazer com que nos prendamos à personagem.

Crítica: N/A
Trailer:


9. Die fetten Jahre sind vorbei - The Edukators (2004)


Três estudantes berlinenses acreditam que o capitalismo é o único responsável por todo mal da humanidade . Por conta disso, resolvem fazer a "revolução" invadindo e cometendo actos de vandalismo em mansões burguesas, nomeando-se os "educadores": precisam deixar claro para os mais ricos que eles já têm "demais".
Um grande filme que ataca a globalização e os gigantes corporativos, com uma boa performance dos três principais, destancando Daniel Brühl.

Crítica: N/A
Trailer:



8. Good Bye, Lenin! (2003)


Christiana (Katrin Sass) é uma senhora socialista que sofre um ataque cardíaco após ter testemunhado a detenção do seu filho Alex (Daniel Brühl). Assim, fica em estado comatoso durante a queda do muro de Berlim e da República Democrática Alemã, acordando após estes eventos. Sabendo que ao mínimo choque a sua mãe poderá ter algo fatal, Alex elabora um esquema para manter em segredo a queda da Alemanha Oriental.
Um filme com traves cómicos e tristes ao mesmo tempo, está bastante interessante e é altamente recomendado. Daniel Brühl no seu melhor.

Crítica: Brevemente
Trailer:




7. Der Untergang - Downfall (2004)


Der Untergang foi controverso na Alemanha devido ao retrato muito "humano" de Adolf Hitler- uma controvérsia pouco inteligente,na minha perspectiva. É uma longa que retrata os últimos dias do ditador, encerrado num bunker de uma Berlim em ruínas, cercada por russos e já irremediavelmente perdida.
Bruno Ganz é um dos melhores actores da Alemanha e neste filme contestamos esse facto, encarnando Adolf Hitler na perfeição. O realizador Oliver Hirshbiegel conseguiu um grande relato de um dos maiores tiranos da História.

Crítica: Aqui
Trailer:




6. Der Baader Meinhof Komplex - The Baader Meinhof Complex (2008)


Der Baader Meinhof Komplex retrata a história da RAF, que era um grupo com uma ideologia comunista: espalhavam o terror e pânico numa época da Alemanha pós-guerra, ameaçando a democracia do território alemão ocidental. Nessa época havia uma enorme fragilidade política e económica, devido à divisão do capitalismo e comunismo.

O filme é valioso e denso, e que retrata História alemã contemporânea que as pessoas deviam conhecer. Conta com a performance magnífica do actor Moritz Bleibtreu (dos meus favoritos, verão que durante este TOP ele voltará a aparecer algumas vezes).

Crítica: Aqui
Trailer:



5. Die Welle - The Wave (2008)


Paralelamente a Das Experiment, Die Welle também retrata uma "lavagem cerebral", uma experiência pedagógica com base numa pergunta: será de novo possível emergir um regime político semelhante ao nazi-fascismo? Durante sete dias, um Professor propõe aos alunos da sua turma que deverão reproduzir comportamentos baseados nos elementos centrais da ideologia fascista. A pergunta inicial acaba por ser respondida e os comportamentos trazem repercussões inesperadas.
A abordagem do realizador prendeu-me do início ao fim. A performance de Jürgen Vogen é estonteante. Uma obra inteligente que deve ser vista!

Crítica: Aqui
Trailer:




4. Das Experiment – The Experiment (2001)


O cinema alemão inclui este interessante Das Experiment, que conta a história de uma experiência social de 14 dias, em que vinte desconhecidos são separados entre dois grupos, prisioneiros e guardas, e são submetidos a diversos tipos de situações.
É um filme que tem como pontos positivos a realização e o elenco (mais uma vez, com o magnífico Moritz Bleibtreu), mas que tem a sua narrativa exposta de uma maneira bastante irreal ; consegue ser simples e exagerado ao mesmo tempo, mas não deixa de ser muito interessante. É um filme a não perder!

Crítica: Aqui
Trailer:



3. Das Leben der anderen - The Lives of Others (2006)


Das Leben der Anderen passa-se em 1984, Alemanha Oriental. O filme retrata o sistema de espionagem existente durante o período da Guerra Fria. Um casal suspeito de ser infiel à ideologia comunista passa a ser observado pelo frio e calculista Capitão Gerd, temido agente dos serviços secretos, que fica começa a ficar fascinado pelas suas vidas e personalidades.
Digo com muita certeza que é dos melhores filmes alemães de sempre, e que deve ser obrigatoriamente visto e revisto. Foi a estreia do realizador Florian Henckel von Donnersmarck, e acertou em cheio! O actor Ulriche Muhe está sublime, que interpreta o agente.
Crítica: N/A
Trailer:




2. Lola Renntz - Run Lola Run (1998)



Lola Renntz é icónico! É um filme em que o tempo é a personagem principal da história, pois dita as acções de Lola e as suas consequências. A história começa com um telefonema de Manni, que explica a Lola em desespero que precisa de 100,000 marcos em vinte minutos, senão é um homem morto. A partir daí, seguimos Lola na tentativa de ajudar o namorado e resolver a situação, com três finais diferentes.
Temos excelentes interpretações de Franka Potente e do magnífico e aqui jovem Moritz Bleibtreu. Amantes de trance e techno, adorarão a banda sonora. Um filme que pode não ser para todas as pessoas, mas é um excelente techno mind game.

Crítica: Brevemente
Trailer:





1. Das Boot - The Boat (1981)


O que seria um TOP alemão sem ter em primeiro lugar Das Boot? O tema do nazismo é sempre interessante em filme, mas Das Boot consegue ser ainda mais. Recomendo vivamente este grande clássico e obrigatório filme, que nos transmite com bastante veracidade o terror passado nos submarinos durante a guerra.
Das Boot passa-se em 1941, na França ocupada. A jovem tripulação alemã dum submarino classe U tem a sua noite de despedida antes de se fazerem ao mar: divertem-se como se amanhã não existisse, pois sabem que dos 40.000 tripulantes alemães do submarinos, somente 10.000 regressarão vivos a casa.

Crítica: Aqui
Trailer:





Outros:

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E ainda:
Die brucke

A woman in Berlin
23


Honorable mentions :

Metropolis (1927)
Matou (1931)
Das Cabinet des Dr. Caligari (1920)
Nosferatu, eine Symphonie des Grauens (1922)
Frau im Mond (1929)
M - Eine Stadt sucht einen Mörder (1931)

* Triumph des Willes - Triumph of the Will (1934)

* Nota: Triumph of the Will é um filme de propaganda nazi, e que marca o cinema Hitleriano.
Apesar da sua natureza, não deixa de ser um bom filme de propaganda.

por Joana Queiroz

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

TOP 10 Cinema Francês

Vamos iniciar o nosso Especial Cinema Europeu, apresentando o nosso TOP 10 de filmes oriundos da França. O cinema francês teve um papel muito importante no próprio desenvolvimento desta arte, e a maior parte dos filmes realizados na França são considerados marcos relevantes, desde os da escola vanguardista aos da Nouvelle Vague.

A minha lista será pouco convencional. Devo realçar novamente que as listas são inteiramente subjectivas, ou seja, esta lista vai reflectir apenas o meu gosto pessoal e, claro está, o conhecimento que tenho do cinema francês. É nessa medida que poderá faltar alguns nomes considerados importantes, portanto contarei convosco para contribuírem com a vossa opinião!


1.
O Fabuloso Destino de Amélie (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain - 2001)

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Sem dúvida que é o filme merecedor do 1º lugar da minha lista. É um filme belíssimo, com conceitos muito interessantes e uma cinematografia fantástica, para além de ter cenas bastante engraçadas. O filme conta a história de Amélie (Audrey Tautou), uma rapariga que vive em Paris e que trabalha como empregada em um pequeno café. Porém, a sua vida vai sofrer uma transformação radical no dia em que descobre uma antiga caixa cheia de objectos infantis no seu apartamento. Amélie assume, assim, a missão de encontrar seu dono e essa jornada irá conduzi-la a um mundo totalmente novo, excitante, cheio de aventuras e esperança.




2.
O Ódio (La Haine - 1995)

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La Haine, realizado por Mathieu Kassovitz, é um filme que aborda a violência dos subúrbios de Paris, sendo extremamente realista e fulgrante relativamente às tensões raciais e dignidade humana. Sou grande fã do Vincent Cassel, que nesta película faz um grande papel. Filmado a preto e branco, num estilo muito vintage, o filme acompanha a vida de 3 homens, que demonstram o que é viver nos subúrbios de Paris. Em duas palavras, é intenso e arrebatador.




3.
Os Coristas (Les Choristes - 2004)

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Tenho uma especial adoração por este filme. A primeira vez que o vi foi numa aula de Francês à uns anos, e foi um filme que me tocou bastante. Conta uma história de amor incondicional de um professor por jovens desprezados ou esquecidos pela sociedade, e o poder transformador deste sentimento através da música. É um filme que, sem dúvida, edifica e faz pensar.





4. Léon: The Professional (1994)

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Léon é um filme sensacional, Luc Besson de primeira categoria, pois prende a atenção do início ao fim. Para além de ter um elenco imperdível com talento (conta com a Natalie Portman, de apenas 12 anos no filme) que faz com que este seja dos melhores filmes com produção francesa, tem uma óptima e realista história. Um filme de acção e suspense sobre um par incomum, reunindo um matador profissional, uma rapariga que se torna sua protegida e um relacionamento que resulta de seus mundos diferentes.




5.
A Gaiola das Malucas (La Cage Aux Folles - 1978)

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6. Martyrs(2008)

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Não é um clássico do cinema, mas achei por bem ver o género de terror aqui representado. E nada melhor que Martyrs, o filme mais perturbador, provocador e chocante que tive a oportunidade de ver. Consigo definir o filme com uma simples palavra: "brutalidade". Intrigante e surpreendente, Martyrs conta a história de Lucie, uma rapariga que havia desaparecido à um ano e quando é encontrada, mostra sinais de ter sido torturada. Descobre-se que Lucie tinha sido mantido presa e sofria abusos. É levada para um orfanato onde conhece Anna e as duas ficam muito amigas. Passados 15 anos, Lucie, ainda visivelmente atormentada pelos traumas, decide vingar-se dos seus raptores, mas acaba por arrastar Anna consigo. Entram num ciclo de violência inevitável em que as repercussões serão gigantes, e ambas poderão pagar um preço bem alto...




7.
8 Mulheres (8 femmes - 2002)

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8.
La vie en Rose (2007)

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9.
A Turma (Entre les murs - 2008)

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Entre Les Murs, é um drama realizado por Laurent Cantet que ganhou o prestigioso Palme d'Or no Festival de Cannes em 2008. E não é para menos, pois estamos perante um grande filme, refrescante e realista. O filme é uma adaptação da obra de François Bégaudeu, e é largamente inspirado pelas próprias experiências do autor enquanto professor de Francês no liceu, e nessa medida o filme oferece uma perspectiva bastante realista dos dramas que podem ocorrer entre um professor e uma turma problemática.




10.
As Diabólicas (Les Diaboliques - 1955)

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Outros: Nikita, Incendies, L'illusioniste, À l'interieur, Un Prophet, De battre mon coeur s'est arrêté

por Sarah Queiroz

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Contágio (2011)

"Nothing spread likes Fear."

Contagio
n é o novo thriller médico de Steven Soderbergh. O filme conta com um elenco cheio de nomes populares da indústria cinematográfica, que dispensam apresentações: Matt Damon, Marion Cotillard, Kate Winslet, Gwyneth Paltrow, Laurence Fishburne e Jude Law. É mesmo pelo facto do filme comportar tão elevado número de "estrelas" que as expectativas e a curiosidade em torno dele são tão elevadas. Aliás, é já um golpe muito usado em Hollywood, de modo a atrair o público. Confesso que o excelente elenco me deixou curiosa, mas os temas médicos levam-me sempre às salas de cinema.
A história é simples e não é nova. Contágio segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que mata em poucos dias. Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Numa igual luta contra o tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver numa sociedade que se desfaz.

O filme per se é sobre uma doença misteriosa e as explicações científicas sobre ela são constantes. Assim sendo, Contágio tem uma componente educacional e científica que, para mim, é bastante positiva. À primeira vista, e mesmo pelo trailer, parece que temos em mãos um filme catástrofe cheio de acção. Contudo, não é bem assim: Soderbergh não nos quis entregar a "catástrofe", mas sim fazer com que acompanhemos a reacção do cidadão comum, optando por um drama íntimo, mais realista e num plano mais pessoal. A abordagem de Soderbergh, em querer mostrar a resposta científica a uma pandemia e o conjunto de factores a que levam ao pânico social, é bastante interessante.
Esta abordagem mais real é de facto positiva, no sentido em que poderíamos ver mais dos actores; mas é mesmo aqui que o filme se contradiz, pois as personagens carecem de profundidade. Contágio não segue uma linha clássica de narrativa, e tive alguns problemas com a estrutura do filme. O argumento é limitativo e por vezes forçado; as personagens estão minimamente definidas (fazendo com que não queiramos saber quem é que fica infectado ou não, à excepção de uma personagem) e há um conjunto de sub-plots que acabam por não ser conclusivos, como a história do blogger interpretado por Jude Law. No entanto, devo dizer que é através desta personagem que uma boa temática é abordada no filme, que é a Ética dentro do jornalismo e a responsabilidade que os blogs têm ao transmitirem informação fidedigna.

Positivamente, Soderbergh consegue fazer com que, no final do filme, o expectador queira mais, e a questão de “E se fosse real?” é uma constante: saímos do cinema a pensar. Devo destacar a câmara, que com os seus close-ups característicos que são valorizados pelo igual uso de planos distantes conferem ao filme um tom mais clínico. O estilo cinematográfico de Soderbergh está presente, em que foca nos objectos que são tocados pelas pessoas infectadas e se tornam vectores, ligando as personagens e sublinhado a multi-narrativa presente na longa.Um outro ponto bastante positivo é a banda sonora do filme, que me fez lembrar um pouco a de Inception. Algumas faixas encaixavam muitíssimo bem nos momentos de suspense do filme.

A existência de tantas personagens tem dois pontos negativos: a pouca profundidade destas e a impossibilidade de haver grandes performances por parte dos actores. Gwyneth Paltrow consegue estar fraca na pouca exposição que tem, Laurence Fishburne parece um robot, Jude Law poderia ter tido um papel interessante mas tem uma performance vazia (nem o sotaque inglês o salva) e Marion Cotillard não me convence como Epidemiologista. Matt Damon e Kate Winslet são os dois que tiveram as melhores interpretações, destacando Winslet que consegue sempre impressionar.

Concluindo, Contágio tem uma boa abordagem e componente alarmante, mas carece de toda uma intensidade e dimensão dramática que supostamente deveria existir: fica-se pelas actuações breves e explicações menores, não indo além do ser razoável.

EXAME

Realização: 7/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Banda Sonora: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 7/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português: Contágio
Título Original: Contagion
Ano: 2011
Realização: Steve Soderbergh
Actores:
Matt Damon, Marion Cotillard, Kate Winslet, Gwyneth Paltrow, Laurence Fishburne e Jude Law

Trailer:





domingo, 16 de outubro de 2011

Midnight in Paris (2010)

Os filmes de Woody Allen têm uma determinada especificidade que torna imediatamente reconhecível quem os realizou. É um cineasta único, e nessa medida, a fasquia é sempre alta no que toca aos seus filmes. Daí que, cada vez que um filme de Woody Allen é anunciado, é quase que inevitável criar-se expectativas. Porque Allen é um verdadeiro visionário, e a sua extensa e fantástica filmografia são prova disso. Em Midnight in Paris, Woody Allen regressa ao seu registo habitual e demonstra mais uma vez as suas fantásticas capacidades, ao brindar-nos com um filme brilhante e humorístico que, para variar, tem muito que se lhe diga. Há qualquer coisa, de facto, em relação à meia-noite... Não sei se será algo mágico, especial, ou até místico, mas o certo é que vemos o verdadeiro impacto dessa hora no nosso protagonista, quando se apercebe que é aí que tem a oportunidade de se deparar com aquilo que verdadeiramente admira e sonha (dispensando-se o motivo).

Sinopse (PUBLICO): Gil e Inez (Owen Wilson e Rachel McAdams) estão noivos e de visita a Paris. De casa
mento marcado, eles têm ainda algumas dificuldades em acertar agulhas no que diz respeito à vida em comum. Ele é um argumentista de Hollywood com "síndroma da Idade de Ouro" que sonha viver em Paris e escrever o romance da sua vida seguindo os parâmetros dos grandes escritores da história da literatura. Já ela é uma mulher pragmática que aspira a uma vida estável e luxuosa em Malibu, nos EUA. Uma noite, embriagado pela beleza da cidade (e algum vinho), Gil perde-se na cidade e vive a mais extraordinária experiência da sua vida num encontro com personagens que ele julgava existir apenas nos livros e que o farão reformular toda a sua existência...

Em primeiro lugar, devo realçar que achei a cena de créditos inicial belíssima, se bem que ligeiramente extensa, em que o realizador convida o espectador a apaixonar-se por Paris, através das deslumbrantes imagens da capital francesa. Falando já da narrativa em si, o argumento acaba por ser brilhante, por mais imaginário e louco que seja: Ao misturar a comédia com uma pitada de fantasia, evidentemente que traz um certo irrealismo que provoca cenas bastante caricatas, especialmente as cenas de interacção entre Gil e as personagens com que se vai deparando na suas "aventuras". Estamos perante um humor ao mais alto nível, hilariante até dizer chega, especialmente nas cenas protagonizadas por Adrien Brody, Owen Wilson e Michael Seen. Quem diria que Owen Wilson protagonizaria um filme de Woody Allen, e melhor ainda, se sairia muito bem no papel? Fiquei verdadeiramente impressionada com a sua performance, aliás, todo o elenco está perfeito para o filme. Owen encara na perfeição o sujeito insatisfeito à procura de mais, e neste filme demonstrou a sua versatilidade; Marion Cotillard, belíssima actriz, ilumina qualquer sala de cinema simplesmente pela presença. E, claro está, apesar de ter pouco tempo de antena, Adrien Brody está qualquer coisa de extraordinário no papel de Salvador Dali. Mas prefiro nem me debruçar sobre isso, para não "estragar" a surpresa.

Meia Noite em Paris
é um filme propositadamente fácil. A intenção de Woody Allen não é ser simbólico
ou susceptível de diversas interpretações... Não, o objectivo é somente o contar de uma história, por mais peculiar que seja, em que nos apercebemos que o presente parece sempre ser insuficiente, e não há limites para quem sonha. A premissa do filme acaba por ser clara: estamos sempre insatisfeitos. Sem surpresa, Woody Allen faz-nos pensar: são filmes que apelam ao espectador. Embora imperfeito, ao sair do cinema, fiquei com a sensação que assisti a um filme profundamente mágico e apaixonante, portanto não percam a oportunidade de vê-lo, especialmente se forem nostálgicos incorrigíveis. Não é uma obra-prima, mas uma verdadeira beleza clássica.

EXAME


Realização:
8/10
Actores:
9/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 7.5/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador:
8/10

Média Global: 8.1/10


Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação


Título em português:
Meia-noite em Paris
Título Original:
Midnight in Paris
Ano:
2010
Realização:
Woody Allen
Actores:
Owen Wilson, Marion Cotillard, Rachel McAddams, Adrien Brody, Kathy Bates, Michael Sheen

Trailer