segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Moulin Rouge! (2001)


Falar de Moulin Rouge é falar da maior película cinematográfica de 2001. É falar do mundo fantástico visionado e concretizado da melhor maneira possível por Baz Luhrmann. 10 anos passaram desde a sua estreia, mas intemporal permanece, e atrevo-me a dizer que assim o permanecerá. Aliás, já é considerado um clássico do cinema, pelos milhões de fãs que tem e pelas críticas bastante positivas que obteve. Luhrmann demonstra aqui a razão pela qual é um verdadeiro cineasta: aquilo que idealiza, executa na perfeição. É um verdadeiro criador que não tem medo de arriscar, e a sua ousadia em Moulin Rouge revelou ser a certa. É um filme diferente que pouco se assemelha aos restantes musicais, mas é essa mesma diferença e extravagância que destaca e eleva Moulin Rouge a um patamar respeitável e o tornam num filme de culto.

Mas claro está que essa tendência para o exagero poderá provocar reacções adversas: muitos adorarão, mas alguns poderão não gostar tanto. Eu faço parte do primeiro grupo, e encaro a realização energética de Lu
hrmann como dos aspectos mais positivos do filme. Imaginação é o que não falta ao realizador, e sequencialmente é um filme que se apresenta como quase perfeito, pois nunca se torna confuso ou cansativo. O filme conta a história de Christian (Ewan McGregor) um jovem inglês acabado de chegar a Paris na viragem do século XIX com o intuito de se tornar um escritor. Conhece Satine (Nicole Kidman) através do pintor Toulouse-Lautrec (John Leguizamo), uma cortesã do fantástico cabaret Moulin Rouge, por quem acaba por se apaixonar. Ambos vivem um amor impossível, contrariado pelo Duque que acaba por exigir "exclusividade" sobre Satine, para financiar a transformação do cabaret num teatro. O filme gira em torno deste triângulo amoroso que se revelará fatal.

O enredo não é propriamente original, caindo até mesmo na previsibilidade, mas o facto é que é um defeito mínimo ao estar envolto em fantásticos cenários que criam um verdadeiro e fascinante universo. Como j
á tive oportunidade de referir, a energética realização de Lurhmann faz mesmo a diferença, pois a maneira como a história é contada é muito atractiva. Aqui é que a trilha sonora tem um papel crucial; Temos um enredo que está muito bem articulado com músicas contemporâneas entre nós muito bem conhecidas, reinventadas e masterizadas na perfeição! Todas as músicas do filme estão excelentes e, de referir, muito bem interpretadas. "Come What May" é a única música original, e curiosamente das mais belas do filme.

Nicole Kidman proporciona a melhor interpretação da sua carreira. Kidman demonstra-no
s a sua versatilidade e verdadeiro talento, ao interpretar na perfeição a cortesã Satine. Para além de ser uma actriz fantástica, também faz um óptimo trabalho a cantar. E não deve ser nada fácil soar bem quando a pessoa com quem se faz duetos é o maravilhoso Ewan Mcgregor. Sem dúvida que Nicole arrasa neste filme e, na minha opinião, deveria ter ganho o Óscar de Melhor Actriz. Todo o elenco faz um trabalho admirável, estamos inquestionavelmente perante excelentes actores que criam excelentes personagens.

Moulin Rouge é, sem dúvida, aquele clássico inegável que deve ser visto e revisto, e até mesmo ter o DVD em casa. Decerto que a maior parte das pessoas já o viu, mas para quem não tenha visto, recomendo vivamente. Não é necessário ser grande fã de musicais para se apreciar este filme. Qualquer um não ficará indiferente.

EXAME


Realização:
9/10
Actores:
9/10
Argumento/Enredo:
7/10
Duração/Conteúdo:
7/10
Banda Sonora:
9/10
Fotografia:
8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador:
8/10

Média Global: 8.1/10


Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação


Título em Português:
Moulin Rouge!
Título Original:
Moulin Rouge!
Ano:
2001
Realização:
Baz Luhrmann
Actores:
Nicole Kidman, Ewan McGregor, John Leguizamo

Trailer do Filme





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6 comentários:

  1. Ótimo blog... adorei
    Já vou colocar-lo como indicação no meu.
    Parabéns pelo trabalho.

    Abraço.

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  2. Que bela critica Sara! Realmente este filme está (e será daqueles que estará sempre independentemente dos próximos filmes que veja e adore) no meu top 10 de filmes favoritos! As sequências, a cinematografia, a reinvenção musical, as interpretações... está tudo perfeito... A forma como o filme combina a comédia e o drama numa mesma história está num auge como eu apenas vi num pequeno punhado de filmes... É, sem dúvida, a minha interpretação favorita de Nicole Kidman, que é uma beleza fisica com uma voz doce e angelical num grau proporcional ao seu talento dramático. Este filme provou-me também a versatilidade de Ewan McGregor e, tal como Star Wars, deu-o a conhecer ao público em geral, visto que ele não costuma fazer muitos filmes mainstream.
    Uma obra-prima do princípio ao fim, que continua a fazer-me rir e também chorar naquele grande final...
    Pena só ter uma música original (a "Come What May) e que mesmo assim tinha sido escrita para o "Romeu e Julieta" do Baz, mas que não tinha sido utilizada. É que assim, este filme que é um dos melhores musicais da 7ª Arte, não pôde ter nenhuma nomeação para as categorias musicais dos Oscars (melhor banda sonora, melhor música original, etc...).
    Este é um filme que me toca intemporalmente como poucos outros e que é visto religiosamente uma vez por ano.

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  3. Vais ver que vais gostar Sara :) O Super 8 está mesmo bom :)
    Moulin Rouge na minha opiniao é um dos melhores filmes até hoje.

    Beijos,
    Nicole Winslet

    www.osbastardosingloriosos.blogs.sapo.pt

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  4. Adorei a review. Penso que este é mesmo um dos melhores filmes do género, se nao o melhor. Destaco também a prestação de Jim Broadbent que, na minha opiniao, é fabulosa.

    Para quando as reviews da saga Harry Potter?

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  5. Um dos maiores musicais do cinema, um filme belissimo, cativante e inesquecível.

    http://cinelupinha.blogspot.com/

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  6. Um dos melhores filmes do inicio do século xxi , na minha modesta opinião um dos melhores e mais belos filmes feitos ate aos nossos dias, as cores, a forma como foram usadas as musicas... é aquele tipo de filme que podia ter corrido mal e correu muito bem.
    Sem qualquer sombra de duvida, uma joia.
    A ver e rever... é o que eu faço, pelo menos revejo-o 1 vês por ano, tenho em DVD mas não resisti em comprar o BD.

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