sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Total Recall - Desafio Total (2012)

Explosões, robôs e reviravoltas mentais! Ah, e muitas perseguições...



Ficção científica é, sem dúvida, um dos meus géneros favoritos da 7ª Arte. Total Recall é um sci-fi flick e um remake do filme de 1990 (sendo o original protagonizado por Arnold Schwarzenegger). Estes filmes costumam surpreender pelo estilo visual, banda sonora arrojada e intriga vanguardista que costumam apresentar. Será que este novo Total Recall honra essa qualidade?

No momento em que a história começa já só existem dois territórios no planeta: a Colónia e a Federação Unida da Bretanha (que ocupa todo o globo excepto o minúsculo espaço da Colónia). Entre estes dois territórios só há um meio de transporte chamado "A Queda". Douglas Quaid (Colin Farrel) é um simples operário e cidadão da Colónia com uma bela esposa (Lori, interpretada pela excelente Kate Beckinsale) que, um dia, decide ir à Rekall, uma empresa que se orgulha em transmitir aos seus clientes recordações excitantes que quase parecem reais na sua mente. Quando o procedimento corre para o torto, Quaid é acusado de ser um espião e passa a ter o exército todo à sua perna. Enquanto foge para sobreviver, ele também procurará descobrir quem é (com a ajuda de Melina- interpretada por Jessica Biel) e qual o seu verdadeiro papel na guerra entre a Federação (e o seu ministro Cohaagen- interpretado por Bryan Cranston) e os rebeldes da Colónia.
Antes de mais, uma nota: eu não vi a versão original, por isso na minha análise não poderei tecer comparações com Arnolds, mulheres com três seios e viagens a Marte (que, aviso já, não estão presentes neste remake).

Visualmente o filme está arrebatador. Não só temos efeitos visuais de topo (saliento os soldados robôs), cenários interessantes (se bem que a cidade me fez pensar se estava a ver "Blade Runner"... é só Chinatown e fumo por todo o lado!), uma fotografia muito boa e planos muito bem coreografados (aquele plano contínuo a 360 graus que aparece no trailer com Quaid a matar os soldados todos é simplesmente dos mais fascinantes a que assisti em filmes). Só por esta ordem de razões, o filme vale mais a pena visto numa tela grande, como o cinema...

As interpretações estão boas (umas melhores que outras, mas todas competentes), mas em minha opinião quem se destaca mais nem é tanto Colin Farrel mas sim Kate Beckinsale que é uma autêntica femme fatale ao dar a Quaid uma perseguição sem quartel e nos proporcionar algumas cenas de luta sempre interessantes.

Mas como nem tudo é rosas chegámos à morte do artista: a história. Ao início é extremamente interessante e mantém-nos confusos, mas intrigados à espera de explicações. Depois de chegar a primeira revelação temos perseguições a todo o gás durante uma meia hora de filme... E depois chegam-nos umas revelações mais pequenas e não tão interessantes (porque vão na senda da primeira e também não acrescentam muito mais...) mescladas com... imaginem lá... mais perseguições! Ah e depois acho que aparece lá no meio a personagem da Jessica Biel que cai tão de para-quedas e é tão bidimensional e mal aproveitada que se Quaid fizesse a sua busca sozinho também não fazia grande diferença... E depois chegamos a um clímax "bom", mas que não passa disso... Achei que o argumento e a ideia do filme podiam estar muito melhor estruturadas (porque são, sem dúvida, interessantes) e que podiam desenvolver melhor a antiga vida que Quaid tinha (e mostrar, através de mais do que dois mini-flashbacks, como é que ele chegou ao ponto de "trocar de lados"), em vez de apenas dizerem que "ele era assim ou assado"... Mas pronto, podia ser pior.


A banda sonora também não se destaca muito (excepto por uma pequena faixa que aparece lá perto do fim do filme) e ainda por cima é composta por Harry Gregson Williams, um dos meus compositores favoritos... Se tivesse que caracterizar a música, diria que é um fusão da banda sonora de Metal Gear Solid 4: Guns Of The Patriots (jogo cuja composição musical também tem a assinatura de Williams) com as buzinas que se houvem a toda a hora em Shutter Island. Não é memorável, mas conduz o filme de forma adequada.

No final do dia Total Recall é um sci-fi que aposta muito bem no estilo visual (em todos os sentidos) mas que tem um argumento com algumas falhas estruturais para a ideia que quer passar, o que acaba por afectar o desenvolvimento de algumas personagens e , dessa forma, as performances dos actores que as suportam. É bom para passar o tempo, mas não é um must.

EXAME

Realização: 7/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 6/10

Efeitos/ Fotografia: 8.5/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 6/10

Média Global: 6.7/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão


Informação

Título original: Total Recall
Título em português: Total Recall- Desafio Total
Ano: 2012
Realização: Len Wiseman
Actores: Colin Farrel, Kate Beckinsale, Jessica Biel, Bill Nighy, Bryan Cranston

Trailer:

3 comentários:

  1. eu adorei a versao original.
    tinha o governator na sua fase mais carismatica e cenas de acção bem boas. Nao era uma grande obra de cinema mas era um filme que fazia um rapaz de 10 anos sonhar =)

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  2. Divertido enquanto ficção cientifica moderna feita pra agradar as massas. Mas é absolutamente vazio e desnecessário quando comparado ao original.

    avozdocinefilo.blogspot.com.br

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  3. Remake do filme do Schwarzenegger, na, esqueçam não será melhor que o original de certeza.

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