Depois do Cinema

TOP Ficção Científica - Década de 70

By Jota Queiroz - terça-feira, março 15, 2011
Os anos 70 foram excelentes para o género de Ficção Científica, maravilharam audiências e são inesquecíveis. Houve um "avanço" dos efeitos especiais e introdução a clássicos como Star Wars e Alien, que realmente deixaram uma marca no género.

Alien (1979)


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Alien é o clássico supremo de Sci Fi dos anos 70, e um grande, grande filme realizado por Ridley Scott e com um elenco fantástico. Quando a tripulação da aeronave Nostromo investiga uma transmissão emitida de um planeta desolado encontram uma forma de vida que utiliza humanos como hospedeiros para os seus ovos. Agora, a tripulação tem de combater não só pela sua sobrevivência mas também pela sobrevivência de toda a humanidade.
Um filme com um ambiente claustrofóbico, é tanto Sci Fi como é terror.

Crítica: Brevemente
Trailer:




A Clockwork Orange (1971)

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Convenhamos: o realizador Stankey Kubrick é brilhante, e em Sci Fi deu-nos 2 filmes gigantes (o maior é na década de 60). O uso se música clássica que contrasta com temática de violência e violação, a linguagem utilizada por Alex e outros aspectos são pertubadores mas geniais. Alex de Large (Malcom) tem uma maneira muito própria de se divertir: roubar, dançar e violar. Alex sofre uma "lavagem ao cérebro" através de uma experiência, que o transporta de um pertubado punk a um respeitável cidadão.
A Clockwork Orange não é um filme fácil de se ver, mas é um filme inteligente e constituiu uma sátira.

Crítica: Brevemente
Trailer:




Star Wars (1977)

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Acho que não é preciso dizer rigorosamente nada, basta ler "Star Wars" para se perceber que é completamente ICÓNICO. No entanto, prefiro o filme que se segue na saga (The Empire Strikes Back).

Crítica: Brevemente
Trailer:




Solaris (1972)

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Têm que concordar que Solaris é uma obra prima, uma autência masterpiece de Tarkofsky.
O filme é um drama psicológico genial, que conta a história de um psicólogo que é enviado à uma base espacial Russa que orbita em torno do planeta Solaris, após relatórios de acontecimentos bizarros e alucinações por parte dos tripulantes. Pouco tempo passa após o psicólogo começar a comportar-se da mesma maneira.
Recomendadíssimo.

Crítica: N/A
Trailer:




Young Frankenstein (1974)

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Realizado por Mel Brooks, Young Frankenstein constitui uma comédia de ficção científica muito divertida, uma sátira ao filme de 1931.
Um jovem neuro-cirurgião herda o castelo de seu avô, o famoso Dr. Victor Von Frankenstein. Ele descobre como reanimar um corpo sem vida: assim, com a assistência de Igor e de Inga ele cria um monstro que apenas quer ser amado.

Crítica: N/A
Trailer:




Close Encounters of the Third Kind (1977)

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É um filme de aliens realizado por Steven Spielberg, e não, não se assemelha ao ET de 1982. Tem uma história fascinante, e conta com a interpretação de Richard Dreyfuss.
Roy Neary (Richard Dreyfuss) é um chefe de família que, ao testemunhar a chegada de alienígenas, tem o seu comportamento alterado. Como ele diversas outras pessoas sentem a presença extraterrestre e rumam para o local do pouso da nave.

Crítica: N/A
Trailer:




The Andromeda Strain (1971)


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The Andromeda Strain é um bom filme de Sci Fi desta década, com a premissa simples de um grupo de cientistas que investiga um novo vírus alien que chegou à Terra antes que se espalhe e seja tarde de mais.
Houve em 2008 uma mini-série baseada neste filme, mas não supera o original.

Crítica: N/A
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Outros:

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E ainda:
Loga's run, Superman, Rollerball, Slaughterhouse Five, The Omega Men


por Joana Queiroz
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The Great Dictator (1940)

By Jota Queiroz - sexta-feira, março 11, 2011

"A blonde world...and a brunette dictator."


Estava a ver que nunca mais escrevia a crítica do meu filme favorito de Chaplin. Ele é a figura icónica do Cinema, sendo um dos mais brilhantes cineastas de sempre: The Great Ditactor (o 1º filme falado de Chaplin) é um excelente exemplo disso. 

O início da ablução planetária proposta pela Alemanha liderada por Hitler seria dado com o extermínio do povo judeu: começava assim a 2ª guerra, com a invasão da Polónia em 1939. Pouco tempo depois, surge O Grande Ditador, um filme controverso que antecipou o fenómeno Hitler na Alemanha, através de uma sátira ao nazi-fascismo e clamor pela paz. Contudo, Chaplin disse que se soubesse o que estava para vir, nunca teria feito o filme.

O filme começa durante a 1ª Guerra Mundial e é passado na nação fictícia da Tomânia. Após ter salvado Schultz (Reginald Gardiner) um barbeiro judeu (Chaplin) perde a memória e é enviado para o hospital, passando lá os próximos vinte anos. Muitas mudanças acontecem na Tomânia: O Grande Ditador Phooey Adenoid Hynkel (Chaplin), sátira ao Fuhrer Adolf Hitler, perseguia judeus com a ajuda dos ministros Garbitsch e Herring, sátiras a Joseph Goebbels e Hermann Göring respectivamente. Hynkel começa a ficar obcecado com a dominação mundial. O General Schultz é contra, sendo enviando para um campo de concentração juntamente com o barbeiro (que é apanhado numa das invasões ao gueto). Hynkel disputa com Benzino Napaloni (Jack Oakie), sátira a Benito Mussolini, ditador da Bactéria, a invasão a Osterlich, que é o primeiro passo para conquistar o mundo. Napaloni visita Hynkel para ambos discutirem um tratado para que nenhum dos países invada Osterlich; depois de diversas tentativas dos dois líderes mostrarem sua superioridade, eles culminam numa divertida discussão sobre um tratado de paz (que inclui comida, ver imagem). Uma vez assinado o tratado, Hynkel inicia a invasão. O barbeiro consegue escapar do campo de concentração, e algo inesperado acontece. 

O argumento é fictício, mas baseado em factos reais (pois constituiu uma sátira aos mesmos). Uma coisa que difere da História, por exemplo, em que os destinos da Itália e da Alemanha se cruzam, no filme os dois líderes são concorrentes. Chaplin escreveu o argumento numa altura em que a ameaça Nazi ainda se começava a formar, e consegue dar-nos um relato tocante sobre a destruição provocada pela guerra e luta entre as supostas “raças”. Gosto do facto de Chaplin interpretar as duas personagens principais: a do barbeiro judeu e a do ditador da Tomânia. O barbeiro judeu é claramente baseado na mediática personagem Charlot; agora, a esse juntou-se a visão de Chaplin ao maior ditador da História. A abordagem que Chaplin teve foi muito complexa, toda a fita é um imenso jogo de paralelismos. Chaplin quis mostrar-nos que até a figura mais terrível, Adenoid Hynkel, é um homem ingénuo e nem é totalmente mau, nem o barbeiro é totalmente santo. Mas sejamos claros, o objectivo de Chaplin com o filme é denunciar Hitler, e temos a concretização da premissa na cena final, no discurso em que o barbeiro faz-se passar por Hynkel: contudo, já não temos nem o ditador nem o barbeiro, mas sim Charlie Chaplin, que expõe claramente as suas ideias democráticas, opondo-se às ideias anti-semitas. Esse discurso é completamente de arrepiar.

O filme tem outros detalhes interessantes que devo destacar: Chaplin não só satirizou a suástica como também a oratória de Hitler que, na minha opinião, foi um bocado exagerado mas muitíssimo engraçado. O giro é que a língua que ele falava não era totalmente Alemão, mas sim uma mistura de sons, palavras e até tosse num registo histérico. Devo também realçar que, sendo um filme do génio Chaplin, garanto-vos que se vão rir. No entanto, algum humor começa a ser repetido e às vezes é difícil de absorver numa primeira instância. O humor de Chaplin é o mais inteligente do Cinema, o que me agrada bastante. A banda sonora, apesar de típica da altura, é perfeita em algumas cenas e dá um toque incrível ao filme. 
Relativamente aos actores, só posso dizer elogios. Charlie Chaplin e Jackie Oakie receberam nomeações aos Óscares pelas suas interpretações, e bem merecidos. Mas destaco Chaplin, que consegue passar de uma personagem a outra de uma maneira impecável e sempre com o seu jeito peculiar. 

Em suma, o Grande Ditador não é um filme perfeito, mas quase. Porém, tem momentos icónicos que marcam o Cinema e tem um argumento inteligente. A estrela Charlie Chaplin perdura na mente de todos os cinéfilos por alguma razão, e acho que ao verem o filme perceberão porquê. Diz-se que Adolf Hitler viu o filme, reconheceu o talento do realizador e expressou a vontade de o visionar outra vez. Façam o mesmo.



EXAME


Realização: 10/10 
Actores: 9.5/10 
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 8/10 
Banda Sonora: 8.5/10 
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média global: 8.9/10 

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação 

Título em português: O Grande Ditador
Título original: The Great Dictator
Ano: 1940
Realização: Charlie Chaplin
Actores: Charles Chaplin, Paulette Goddard, Jack Oakie,Reginald Gardiner, Maurice Moscovich

Trailer do filme:





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TOP Ficção Científica - Década de 80

By Jota Queiroz - quinta-feira, março 10, 2011
A acção, aventura, e monstrinhos dominaram a Ficção Científica nesta década, que nos brindou com imensos clássicos que serão eternamente recordados.

No entanto, existem filmes maus (Superman IV, Masters of the Universe).


Star Wars: The Empire Strikes Back (1980)

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O episódio V é capaz de ser o melhor de toda a saga.The Empire Strikes Back constitui a melhor sequela já vista em Sci Fi, uma obra prima de George Lucas e tem a melhor banda sonora de sempre. AH! E a cena mais icónica do cinema (spoiler alert xD).
Luke Skywalker (Mark Hamill) tenta encontrar o Mestre Yoda, que poderá ensiná-lo a dominar a Força, com técnicas avançadas para torná-lo num Jedi. No entanto, Darth Vader planeia levá-lo para o lado negro da Força, até que um segredo é revelado. Nerd mode? Definately on.

Crítica: Brevemente
Trailer:




Back to the Future (1985)

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Toda a saga de Regresso ao Futuro é boa, mas o primeiro é simplesmente ICÓNICO e um dos meus personal favorites. Michael J.Fox e Christopher Lloyd estão fantásticos aqui.
O filme tem lugar no ano de 1985 em que Doc Brown (Christopher Lloyd) inventa a Máquina do Tempo. Ele e Marty McFly (Michael J.Fox) vão até ao ano de 1955, em que Marty impede acidentalmente os seus pais de se conhecerem, pondo a sua própria existência em risco. Formidável!

Crítica: Brevemente

Trailer:




ET: The Extraterrestrial (1982)

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ET-The Extraterrestrial é considerado a obra-prima de Steven Spielberg. O filme é mesmo um miminho.
O filme conta-nos a história de um alienígena que está perdido na Terra, e que estabelece uma amizade com Elliott (Henry Thomas), um rapaz de dez anos. Elliott protege-o e de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia pelos Serviços Secretos. Dessa forma, Elliott ajuda o ET a regressar ao seu planeta de origem.

Crítica: Brevemente

Trailer:




The Fly (1986)

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Realizado pelo grande David Cronenberg, e protagonizado pelos carismáticos Jeff Goldblum e Geena Davis, o filme é um clássico instantâneo. A primeira vez que o vi era muito pequena e lembro-me de ter adorado, mas morrido de medo. Agora, o medo é nulo, mas continuo a adorar este clássico de Ficção Científica!
A premissa do filme centra-se num cientista brilhante e excêntrico (Jeff Goldblum) que lentamente começa a transformar-se num gigante híbrido - mistura de mosca com humano - após uma experiência que correu terrivelmente mal. Recomendado.

Crítica: N/A

Trailer:




Aliens (1986)

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Uma coisa é inegável: James Cameron sabe trazer-nos bons filmes de Ficção Científica. A década de 80 foi uma boa década para Cameron, como verão mais à frente. Aliens tem sequências de acção maravilhosas e constituiu uma sequela fantástica e ao nível do Alien de 1979.
Ripley (Sigourney Weaver), foi a única sobrevivente da nave Nostromo. Os seus relatos sobre o que aconteceu são encarados com cepticismo - até ao misterioso desaparecimento de colonos em LV-426. Ripley é enviada para o planeta com um esquadrão de marines para investigar os desaparecimentos. Clássico.

Crítica: N/A

Trailer:




Ghostbusters (1984)

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"Who you gonna call? GHOSTBUSTERS!" Clássico, clássico.
O elenco é constituido pelos icónicos Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Ernie Hudson , que são o quarteto fantástico de investigadores paranormais que caçam fantasmas.
O filme é extremamente engraçado e uma grande contribuição para a Ficção Científica cómica.

Crítica: N/A

Trailer:




The Terminator (1984)

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Mais um de James Cameron nesta lista. The Terminator constitui o primeiro de uma saga inesquecível e marcante do Cinema. Arnold Schwarzenegger e a sua personagem permanecerão imortais, decididamente.
A história é simples, mas implacável: um cyborg aparentemente humano (Schwarznegger) é enviado do futuro para matar Sarah Connor (Linda Hamilton). Kyle Reese (Michael Biehn) é o único que a pode ajudar.

Crítica: N/A

Trailer:




Predator (1987)

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Arnold Schwarznegger não é uma actor assim tão bom, mas neste filme está melhor! Predator é um grande filme que combina elementos de Sci Fi, terror e de muita acção!
Alan "Dutch" Schaefer (Arnold Schwarzenegger) é líder de uma equipa de resgate para encontrar um Ministro e funcionários do Governo que se perderam numa floresta da América Central. O Exército acredita que eles estejam nas mãos de guerrilheiros, mas o que eles não imaginam é que a floresta esconde uma ameaça mortal, um ser de outro planeta, fortemente armado, que sente enorme prazer em matar - o Predador. Imperdível!

Crítica: N/A

Trailer:




The Abyss (1989)

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The Abyss é um filme de James Cameron que combina o Sci Fi com suspense constante.
Um grupo de cientistas numa platorma de exploração de petróleo vê-se com a missão de tentar resgatar o USS Montana, um submarino nuclear que afundou misteriosamente com 156 tripulantes e, após o ocorrido, não houve mais contato. O Tenente Coffey (Michael Biehn) supervisionará as operações. Contudo, Bud Brigman (Ed Harris), um mergulhador que chefia a plataforma, diz à operação que acaba de pressentir que sua equipe corre perigo, mas Brigman não poderia imaginar que iria se deparar com algo totalmente surpreendente-

Crítica: N/A

Trailer:



Outros:
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E ainda:

Wargames,
2010. O Ano do Contacto, Tron


por Joana Queiroz
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District 9 (2009)

By Jota Queiroz - quarta-feira, março 09, 2011

"And always remember that a smile is cheaper than a bullet."

Uau: uau, uau e uau! District 9 é um marco na Ficção Científica o novo culto de Sci-Fi decididamente. Peter Jackson apresenta-nos um surpreendente filme de Neil Blomkamp que agradará não só os fãs de Sci-Fi, como o público em geral. Sou um pouco exigente, mas com District 9 nem precisei: reúne todos os elementos que adoro.

Um grupo de extraterrestres, que aterraram na Terra há 28 anos atrás, vive segregado dos humanos numa área degradada chamada Distrito 9 em Joanesburgo, África do Sul. A MNU é a empresa que fica responsável pelo controlo dos alienígenas e pela relocalização da sua população, mas tem também outro interesse: tomar posse da sua biotecnologia. A tensão entre humanos e extraterrestres cresce, sobretudo quando Wikus van de Merwe (Sharlto Copley) um operacional da MNU, contrai um vírus contagioso que modifica o seu DNA. Wikus torna-se no homem mais procurado do mundo sendo obrigado a fugir. Sem saber para onde ir, só tem um lugar onde se esconder: o Distrito 9, onde poderá encontrar uma forma de inverter o processo que está a acontecer ao seu corpo.

O filme foca-se em algumas temáticas como a xenofobia, racismo e segregação social, que são levados avante sendo aplicados aos extraterrestres. Aliás, a premissa do filme é inspirada em eventos que ocorreram no District Six, na Cidade do Cabo durante o Apartheid. As alegorias ao Apartheid tornam District 9 numa metáfora gigante e inteligente a quem ninguém pode escapar. Outros temas focados são a corrupção humana e a sua débil condição, pois mostra-nos (e finalmente) os humanos como os maus da fita.A mentalidade, a ambição e a malignidade da espécie humana são exploradas pormenorizadamente: ouso até dizer que a atitude dos humanos em relação aos alienígenas é paralela à atitude dos nazis em relação aos judeus. District 9 tem outros aspectos muito interessantes: o retrato que faz dos seres humanos, e da maneira como não compreendem outra espécie; o egoísmo do ser humano, que é capaz de eliminar outro para seu próprio lucro; a opressão a que sujeitam outrem devido ao preconceito; a aproximação de Wikus aos alienígenas e desenvolvimento de uma relação; o reverso da medalha, em que Wikus se vê na posição de oprimido e compreende finalmente o que os alienígenas sofrem, entre outras coisas. Apenas aponto que a tensão entre humanos e extraterrestres poderia estar melhor explorada, e outras coisas poderiam ser explicadas, apesar de dedutíveis.


Toda esta crítica social está magnificamente bem “misturada” na ficção científica e nos tons documentais. O realizador Neill Blomkamp teve uma abordagem fantástica, pois o filme é filmado num estilo de falso documentário, e acho que resulta imensamente bem: há um equilíbrio e variação entre ficção e documentário, a dualidade na narrativa é mesmo de louvar! Neill Blomkamp dirigiu com competência, e o filme é provido de magníficas e interessantes sequências de acção que nunca perdem a vida. O argumento é desenvolvido de uma maneira impecável, que nos leva a ansiar pelo grande clímax. Devo também referir que é impossível não haver ligação com algumas personagens, de referir o extraterrestre Christopher, que creio que está muito interessante.
Devo destacar os efeitos especiais que, apesar de simples, são satisfatórios e impecáveis para o baixo orçamento que tinha. Aliás, com este filme confirma-se que não é necessário um grande budget para fazer um grande filme. A grande surpresa do filme é Sharlto Copley, que interpreta Wikus de uma maneira interessante e competente, mostrando-nos como é que um indivíduo aparentemente tosco de repente se consegue afirmar. O resto do elenco está igualmente competente e muitíssimo credível, mas o maior destaque vai mesmo para Sharlto Copley, que era desconhecido. Bravo!

District 9 constitui um filme inovador e ousado, com magníficas características que o tornam inesquecível. Já está na minha lista de favoritos: é um filme obrigatório.



EXAME


Realização: 8/10 
Actores: 8/10 
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 8/10 
Efeitos/Fotografia: 8/10 
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média global: 8.2/10 

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação 

Título em português: Distrito 9
Título original: District 9
Ano: 2009
Realização: Neill Blomkamp
Actores: Shartlo Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt



Trailer do filme:

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The Descent (2005)

By Sarah - terça-feira, março 08, 2011

"Face Your Deepest Fear."

The Descent, escrito e dirigido por Neil Marshall, apresenta-se aparentemente como mais um filme de terror facilmente esquecível. Dada a franca decadência do filmes de terror actualmente, é normal duvidarmos da qualidade dos que vão aparecendo. Felizmente, as aparências iludem, e este filme tornou-se dos melhores filmes de terror britânicos, senão mesmo do género em termos globais, da década de 2000.

Um ano após um terrível acidente onde o seu marido e filha morrem, Sarah (Shauna MacDonald) e mais cinco amigas reencontram-se para a sua aventura anual nas montanhas remotas dos Apalaches. Quando o grupo decide explorar umas grutas, deparam-se com um cenário pouco animador: não só uma rocha bloqueia o único local que as poderia conduzir de volta à superfície, como também verificam que não estão sozinhas. Rapidamente se inicia uma luta pela sobrevivência contra um horror inexplicável...

Estamos perante uma premissa simples, mas que resulta na perfeição, muito devido ao excelente trabalho do realizador na execução da mesma. Neil Marshall é fantástico, não só pela realização soberba e sublime, em que aproveita muito bem os planos de câmara e a iluminação no intuito de criar um ambiente absolutamente tenso e claustrofóbico, como também nos dá uma óptima construção das personagens, o que é sempre muito importante. Na verdade, o mérito do filme assenta muito neste elemento, visto que não se preocupa simplesmente em ser um festival de sustos. É uma história sólida com um argumento bem escrito e personagens bem construídas, com as quais nos podemos identificar. Penso que o enredo só peca por não nos dar uma explicação muito concreta em relação às figuras estranhas que se encontram nas grutas. Mas mais uma vez dou ênfase ao ambiente claustrofóbico que experienciamos durante o filme. O realizador foi tremendamente bem sucedido nesse aspecto, pois durante os 90 minutos de filme, a sensação de sufoco é quase que inevitável. Como facilmente nos colocamos no papel das personagens, não se surpreendam se derem por vocês a suster a respiração durante algumas cenas, é que chega a ser incómodo! Na minha opinião, o principal elemento que contribui para o sucesso do filme é o facto da realização ser energética, não perdendo tempo com rodeios.


Em relação às interpretações, não tenho absolutamente nada de negativo a apontar. Todas as actrizes interpretam com competência os seus papeís, e penso que o facto de quase todas serem relativamente pouco conhecidas atribui ainda uma maior dose de realismo ao filme. A actriz que se destaca na minha opinião é Natalie Mendoza, que interpreta Juno. Muito boa mesmo!

Sem dúvida que é um filme acima da média que recomendo vivamente. É capaz de ser ligeiramente pesado para algumas pessoas, na medida em que a quantidade de gore presente no filme é considerável, ou seja, secalhar não é tão recomendável a pessoas susceptíveis. Óbvio que será mais apelativo para os fãs do género. Posso dizer que fiquei verdadeiramente surpreendida com o filme, bastante original e interessante.

EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7.5/10

Média global: 7.9/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação

Título em português: A Descida
Título original: The Descent
Ano: 2005
Realização: Neil Marshall
Actores: Shauna MacDonald, MyAnna Buring, Craig Conway, Natalie Jackson Mendoza

Trailer do filme:
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The Others (2001)

By Sarah - terça-feira, março 08, 2011
"Sooner or later they'll find you."

"Os Outros" é um filme de 2001 protagonizado por Nicole Kidman, que é intrigante de início ao fim, e decerto não desiludirá os mais exigentes. The Others revela ser bastante surpreendente, sendo, na minha opinião, dos melhores filmes de suspense da década de 2000. O realizador Alejandro Amenábar demonstra uma grande competência na direcção, pois consegue envolver o espectador unicamente através do clima aterrador e pesado (a cinematografia do filme está qualquer coisa!), sem necessitar daqueles elementos de terror explícito, caracterizadores da maior parte dos filmes de terror dos últimos anos. Absolutamente desnecessários. Não é propriamente inovador, e é comparado ao Sexto Sentido, apesar de eu pessoalmente considerar que em pouco se assemelham, talvez apenas na imprevisibilidade do final é que poderão ter algo em comum. Digo mesmo que The Others foi uma lufada de ar fresco, e uma surpresa bastante agradável.

A história é simples, mas neste caso simplicidade é, sem dúvida, sinónimo de qualidade. O filme decorre durante a Segunda Guerra Mundial em que Grace (Nicole Kidman) e os seus dois filhos, mudam-se para uma casa esperando que o marido volte da guerra. As crianças sofrem de uma doença misteriosa, que os impedem de apanhar luz solar. Três novos empregados são contratados para substituir os anteriores, que desapareceram misteriosamente, e precisam aprender regras importantes: a casa tem de estar sempre escura, nunca se deve abrir uma porta antes de fechar a anterior, entre outras. Mas estas regras são quebradas, ao mesmo tempo em que eventos assustadores e sobrenaturais começam a acontecer. Alguns poderão considerar que é um filme de desenvolvimento lento. Poderei concordar, mas encaro como algo positivo, pois é da maneira que se assiste a uma construcção gradual da história em que ficamos a conhecer melhor as personagens, sem apressar nada. E o certo é que o final compensa!

Mesmo com um orçamento modestíssimo, a cinematografia do filme é brilhante e inovadora. Os ângulos da câmara, a fotografia, a iluminação, tudo no filme resulta e cria o ambiente envolvente de suspense perfeito. Tecnicamente e visualmente é um filme apelativo, e o mesmo se passa a nível sonoro. O filme é assustador e estes elementos contribuem para a inevitável sensação de tensão e perturbação. As pessoas gostam de se assustar com os filmes, e garanto que com este, apesar dos sustos não serem constantes e assentarem mais naquela fórmula de construcção de suspense, ao invés da fórmula do susto com o impacto sonoro, ainda se vão assustar! Está imensamente bem conseguido e é dos poucos filmes que conseguem arrepiar verdadeiramente.
A interpretação de Nicole Kidman e das duas crianças é soberba. Em primeiro lugar os três têm uma interacção fantástica, e é muito realista a forma como interpretam as personagens. Atrevo-me a dizer que é capaz de ser das melhores interpretações de Nicole Kidman, pelo menos a nível de credibilidade. Mas isto também é difícil de dizer, visto que Kidman já nos proporcionou excelentes interpretações e escolher só uma para ser a melhor é, de facto, complicado.


Em suma, é um excelente e arrepiante filme que deverão ver se ainda não o fizeram. Não se irão arrepender, é sublime! Recomendadíssimo.

EXAME

Realização:
9/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7.5/10

Média global: 8.1/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação

Título em português: Os Outros
Título original: The Others
Ano: 2001
Realização: Alejandro Amenábar
Actores: Nicole Kidman, Christopher Eccleston, Fionnula Flanagan

Trailer do filme:



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Letters from Iwo Jima (2006)

By Jota Queiroz - segunda-feira, março 07, 2011

"He studied the Americans. So he knows how to beat them."

Clint Eastwood é, sem sombra de dúvida,um cineasta brilhante. A Segunda Guerra Mundial é uma temática envolvente e trabalhosa, mas Eastwood brinda-nos com um filme japonês absolutamente estrondoso sobre a épica batalha de Iwo Jima. Como se sabe, este filme é a segunda parte de Flags of Our Fathers (não a continuação, mas sim o segundo filme da "saga" de Iwo Jima), mas que retrata a óptica japonesa da mesma batalha. Vi ambos, e digo que a perspectiva japonesa em filme está claramente superior.

O filme começa em 2005: um grupo de arqueólogos japoneses exploram os túneis da ilha de Iwo Jima, e eis que encontram algo no solo. O filme retrocede 61 anos, Junho de 1944.
O Japão colocou o destino de Iwo Jima, considerada a última linha defesa do país, nas mãos do General Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe) que estudara nos Estados Unidos e conhecia o exército ocidental. Ele supervisiona a construção de uma fortaleza subterrânea, feita de túneis que concedia a estratégia ideal contra os EUA, que começam a desembarcar na ilha em 19 de fevereiro de 1945. Nos meses que antecederam a batalha e na batalha propriamente dita, os japoneses escreveram várias cartas, relatando o seu dia-a-dia nos últimos dias da sua vida naquela ilha, e é aí que a narrativa se baseia.

Basicamente, é a história nunca antes contada da vida dos soldados japoneses que aborda a batalha de Iwo Jima que opôs os EUA ao Japão aquando da Guerra do Pacífico. Este confronto decorreu entre 19 de Fevereiro de 1945 a 26 de Março desse mesmo ano e foi o primeiro em solo japonês. Pode parecer pouco tempo, mas a vitória das tropas norte-americanas não foi pêra doce, devido à preparação dos soldados japoneses.
O argumento foi deduzido através das cartas escritas pelos soldados japoneses encontradas, e houve um excelente trabalho por parte dos argumentistas:está poderoso e fundamentado Historicamente. Os diálogos são inteligentes, ambíguos e espelham a mentalidade japonesa de honra e disciplina, aliada à emoção.
A realização de Clint Eastwood é majestosa e rigorosa. As sequências de guerra estão absolutamente fantásticas, contrastando com as cenas mais emotivas. Está tudo muito bem filmado e há shots magníficos, em que o espectáculo visual impera. Eastwood fez uma boa direcção de actores e transpôs o argumento de uma maneira brilhante!

Kyle Eastwood, compositor e filho de Clint Eastwood, uniu-se mais uma vez a Michael Stevens e compôs uma magnífica e envolvente banda sonora. Outro merecido destaque vai para Tom Stern e a sua fotografia, que consegue captar maravilhosamente a emoção e frieza dos acontecimentos, que está representada pelos tons apagados mas lindíssimos.
"Mas então, ó Joana, não há nenhum aspecto negativo?!". Bom, não digo negativo, mas sim menos positivo: o filme é um pouco extenso e poderá haver cenas em que é um pouco slow-paced, isto é, a acção desenrola-se de uma maneira lenta.
Relativamente aos actores, só posso dar elogios! Há uma variedade estrondosa de maravilhosas interpretações, mas destaco Ken Watanabe, o meu actor japonês favorito, que interpreta o general Tadamichi Kuribayashi . Os actores Hiroshi Watanabe , Ryo Kase e Kazunari Ninomiya também estão muito consistentes, retratando brilhantemente o dia-a-dia dos corajosos soldados.

Clint Eastwood brinda-nos assim com um filme despido de estereótipos, honroso, objectivo e absolutamente brilhante. Envolto num espectáculo visual e com um magnífico argumento, não penso duas vezes ao dizer que Letters from Iwo Jima é uma obra prima e um dos melhores filmes de guerra e de 2006.


EXAME

Realização: 10/10 
Actores: 9/10 
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 7/10 
Banda Sonora: 9/10
Fotografia: 10/10 
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média global: 8.9/10 

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação 

Título em português: Cartas de Iwo Jima
Título original: Letters from Iwo Jima
Ano: 2006
Realização: Clint Eastwood
Actores: Ken Watanabe,Hiroshi Watanabe, Ryo Kase e Kazunari Ninomiya

Trailer do filme:



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Passengers (2008)

By Sarah - domingo, março 06, 2011
"One accident. Ten survivors. One mystery to be solved."

Ontem à noite eu e a minha prima decidimos ver um filme. Sábado à noite e tal, tinhamos que fazer um bom serão! Eu fiquei responsável pela escolha e decidi enveredar por um filme de suspense que nunca tinha visto ou sequer ouvido falar. Esse filme foi o Passengers, protagonizado por Anne Hathaway. O que me suscitou o interesse foi o facto de não imaginar Hathaway a fazer um filme destes. O certo é que nem devia tê-lo feito. Vou já adiantar que me arrependo solenemente de ter escolhido Passengers para filme de sábado à noite... O filme convida-nos á sonolência e é totalmente esquecível.

Após a queda de um avião, um pequeno grupo de sobreviventes passam a ser consultados pela terapeuta Claire Summers (Anne Hathaway), especialista em traumas que procura minimizar os danos psicológicos dos sobreviventes, e também descobrir mais detalhes do incidente. Entretanto, envolve-se romanticamente com o mais misterioso dos sobreviventes, Eric (Patrick Wilson). Porém, à medida que o tratamento vai avançando, um a um os sobreviventes começam misteriosamente a desaparecer, o que faz com que Claire pense que haja uma grande conspiração por detrás do acidente e que a companhia aérea esteja a esconder alguma coisa. Com a ajuda de Eric, Claire tenta desvendar este enigma, mas será que estará preparada para se deparar com a verdade avassaladora?

A premissa do filme é potencialmente intrigante, mas não é a mais interessante. Aliás, roça o aborrecido, tornando-se ainda mais desinteressante pela maneira como foi concretizada. Até mesmo o suposto surpreendente final chega a não surpreender. A direcção de García é confusa e a sua tentativa de nos maravilhar com um twist falha redondamente devido à sua tremenda previsibilidade. Confesso que quase que me apanharam desprevenida, mas isto porque me debati durante o filme inteiro para não adormecer. O verdadeiro esforço até é esse, e não o de perceber o filme. Passengers é um filme extremamente mal elaborado de pouquíssimo suspense e sequencialmente sem nexo e entendiante. Basicamente corresponde a uma tentativa frustradíssima de fazer um bom thriller psicológico, mas o certo é que não há lógica nenhuma na história, e "sobreviver" ao filme é um desafio. Sinceramente, é um filme confuso e decepcionante.

A carismática Anne Hathaway é sem dúvida uma actriz com potencial. Porque é que ela haveria de escolher estes filmes horríveis? Ela não sabe escolher filmes, estou a ver. No entanto, desta vez o problema maior nem foi a escolha, mas a interpretação em si. O facto é que Hathaway neste filme está simplesmente mal, esperava mais dela. Outro problema reside na falta de originalidade, suspense, acção e de personagens memoráveis, o que torna este filme imensamente aborrecido. No entanto, para quem se identifique com este tipo de filmes, ou para quem adore a Anne Hathaway, são capazes de ficar satisfeitos. Mesmo assim eu acho difícil.
Não vou extender muito mais a crítica, pois este é daqueles filmes que simplesmente não valem a pena! E a questão nem é ser exigente ou não; Eu costumo ser exigente nos filmes em que criei expectativas, ora em relação a este filme não esperava rigorosamente nada, pois nada sabia da história. Mas a desilusão foi igualmente gigante. Não recomendo, só se tiverem problemas em dormir, que aí sim, este filme é solução!

EXAME

Realização: 5/10
Actores: 5/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 4/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 5/10

Média global: 4.8/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação

Título em português:
Passageiros
Título original: Passengers
Ano: 2008
Realização: Rodrigo Garcia
Actores: Anne Hathaway, Patrick Wilson, David Morse

Trailer do filme:


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Rango (2011)

By Jota Queiroz - sábado, março 05, 2011
"The name's Rango."

Atenção cinéfilos de todo o mundo. A PIXAR tem, oficialmente, competição! Adoro os seus filmes, especialmente Wall-E e Up!, mas já há imenso tempo que não havia um filme de animação sem ser da PIXAR que marcasse impacto em mim. Rango é um animated western que só pelo trailer tinha despertado imensa curiosidade. Com Johnny Depp a dar a sua voz ao protagonista, este filme prometia.


O filme conta-nos a história de um camaleão que vive uma vida solitária. Faminto por alguma companhia, Rango vai passando os dias com a sua imaginação fértil, tendo como amigos um peixe-relógio laranja e uma Barbie decapitada. De repente, o camaleão vê-se perdido no Deserto de Mojave. Procurando refúgio, ele encontra uma Vila que é habitada por criaturas do deserto que vão tentando sobreviver à ausência de água. Após derrotar uma temível ave-de-rapina, Rango ganha o título de xerife da Vila. Agora, todas as esperanças da comunidade do
deserto são depositadas em Rango, com a esperança de que ele mude a situação. Mas as coisas não vão ser assim tão fáceis…

Achei o argumento em si um pouco insípido e cliché, com uma fórmula “feita”, do “estranho que vem para a vila e que se torna o imprevisível herói para salvar o dia”. Contudo, não deixa de ser um argumento sólido, querido e com bons diálogos. Rango tem crises existenciais que se focam em questões filosóficas que realmente nos fazem pensar, e identificamo-nos com o protagonista. O realizador Gore Verbinski não nos desilude a nível de acção: tem sequências maravilhosas, que entretém bastante. Verbinski traz-nos um filme fascinante e divertido, com as piadas no timing certo; as sequências com pouco diálogo, onde a música épica impera e a cinematografia nos fascina, são as melhores do filme. Devo realçar um ponto negativo, na minha opinião: passado uma hora e meia, já se sente que o filme é demasiado longo, numa tentativa desesperada de ter um slower vibe de alguns clássicos westerns.

Havia alturas em que o filme parecia real, não estou a brincar. Está visualmente fascinante, com uma excelente cinematografia. Há um trabalho fabuloso a nível de modelos, iluminação e texturas, a atenção ao detalhe é incrível! A animação em si é muito subtil, fluida, excêntrica e é uma lufada de ar fresco a comparar com outras animações que vemos por aí. As paisagens são perfeitas e dão imensa vida ao filme.
O compositor Hans Zimmer compôs a banda sonora do filme, e é um dos meus compositores favoritos (aparte de Danny Elfman e Clint Mansell), com scores de Gladiator, The Dark Knight e Inception. Rango sem a música característica não tinha tanta piada.


As personagens em Rango são magníficas, donas de uma singularidade e personalidade di
stintas que têm direito ao seu lugar ao sol. O principal, claro, é Johnny Depp que dá vida a Rango, e devo dar os meus sinceros parabéns. Depp vive a personagem, fazendo com que nos esqueçamos que é ele que está a dar a voz e permitindo ao camaleão ser a verdadeira estrela. Isla Fisher dá a sua voz de uma maneira muito peculiar e divertida a Beans (Feijoca fica muito mais engraçado), com um característico sotaque redneck e uma sensibilidade cómica que fica muito bem. Alfred Molina e Abigail Breslin são competentes, mas Bill Nighy está perfeito como o antagonista Rattlesnake Jake.
Devo realçar a banda Mariachi, composta por 4 mochos que nos vão guiando pela história de Rango. Brilhantes.


Das melhores animações dos últimos anos, Rango é definitivamente um must-see. Uma combinação forte de personagens lendárias, vozes excepcionais, uma banda sonora inspiradora e referências filosóficas para os adultos mastigarem, que peca a nível do cliché da história e na sua duração. Rango é entretenimento puro, e não deixem o facto de ser Western vos prive de o irem ver. Ah, e não pensem que é um filme para crianças. Se não for nomeado para nenhum prémio, o mundo está oficialmente louco. Recomendado!


EXAME


Realização:
8/10

Vozes/Actores:
9/10

Argumento/Enredo:
7/10

Duração/Conteúdo: 6/10
Banda Sonora:
8/10
Animação:
9.5/10

Transmissão da principal ideia do filme para o espectador:
7.5/10


Média global: 7.9/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português:
Rango

Título original:
Rango

Ano:
2011

Realização:
Gore Verbinski

Actores:
Johnny Depp, Isla Fisher, Bill Nighy, Abigail Breslin, Alfred Molina

Trailer do filme:


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Splice (2009)

By Jota Queiroz - sexta-feira, março 04, 2011
"She's not human...not entirely."

Splice, para além do óbvio género de ficção científica, é considerado um filme de terror. Na minha opinião, é um erro; Splice de terror não tem nada, de assustador tem apenas duas cenas de sexo perturbadoras e um pouco de sangue. Este é o novo filme de Vincenzo Natali, o visionário por de trás do grande filme The Cube. No entanto, há coisas que não se repetem, e Natali não conseguiu transpor a sua visão para este novo filme. É um filme extremamente decepcionante.

A história é simples. Elsa (Sarah Polley) e Clive (Adrien Brody) são dois cientis
tas do laboratório N.E.R.D, que combinam códigos genéticos de diferentes espécies, visando curar doenças. Elsa quer arriscar e quer combinar DNA humano para criar clones híbridos. Devido a questões éticas e morais, o casal não recebe autorização para o fazer. Contudo, decidem avançar na investigação secretamente, criando Dren (Delphine Chanéac), uma criatura extraordinária, diferente de todas as formas de vida conhecidas. Mas o ritmo acelerado com que cresce e a acumulação de conhecimentos rapidamente a torna em algo tenebroso.

A história do filme, apesar de ter algumas coisas bizarras, é inegavelmente interessante e mantém-nos colados ao ecrã até ao fim do filme. É um filme com uma temática estimulante, pelo menos para mim, que sou uma rapariguinha da Ciência e gosto sempre de ver estes assuntos abordados. A prática de clonagem e o “brincar de Deus” são questões morais levantadas. Splice também propõe uma reflexão moral da metáfora da criação: Adão e Eva, respectivamente as personagens interpretadas por Adrien Brody e Sarah Poley, que geram uma nova espécie, Dren. Esta premissa está muito boa e é inteligente, já a execução é muitíssimo pobre. Vincenzo Natali não conseguiu nada de brilhante aqui, tudo poderia ser bastante melhor.

O filme tem um ritmo médio, ao início tudo flui rapidamente e mal vemos o tempo passar. No entanto, depois parece que estagna e que nunca mais acaba. Se esperam muita acção poderão ficar desiludidos. Admito que estava à espera que a premissa se desenrolasse de outra maneira. Seria muito mais interessante, apesar de cliché, se Dren escapasse da quinta onde estava e espalhasse um pouco de terror na comunidade. Não tem q
uase nenhuma reviravolta, apenas um último twist final e bastante previsível; desta maneira, poderá haver cenas em que ficarão entediados, pelo menos os mais exigentes por sangue e acção. Um ponto positivo que podemos retirar daqui é que há alguma concentração no diálogo, que de certa maneira não está mau e é inteligente, é há desenvolvimento das personagens. A personagem de Elsa tem uma evolução excepcional, e apesar de Dren ser o objecto de atenção é Elsa que é a alma do filme. Adrien Brody não está no seu melhor, já Delphine Chaneac faz um trabalho aceitável.

A fotografia está muito b
oa, não conseguimos tirar os olhos do ecrã. Os efeitos estão muito bem conseguidos e intrigantes, principalmente na criatura Dren, adorei a evolução. Existe uma certa dualidade nesta estranha mas adorável criatura: por um lado, o seu olhar meigo quase faz-nos sentir compaixão por ela, e por outro as suas estranhas asas, acções macabras e sons produzidos causam um certo desdém. A aparência de Dren está muito bem conseguida, aliada ao seu figurino que a tornam ainda mais humana, mas não inteiramente.

Talvez se Guillerme Del Toro tivesse realizado ao invés de
ter produzido, o resultado seria outro. Splice recebeu críticas maioritariamente negativas, mas creio que devem criar uma opinião própria e irem ver.
Consegue entreter de diversas maneiras paradoxais: faz rir e chorar, faz vomitar e perturba, mantém o interesse e promove o aborrecimento, apanham um susto ou não… enfim, muitos pratos no menu, que depois têm duas saídas: ou gostam ou não gostam.


EXAME

Realização:
5/10

Actores:
6/10

Argumento/Enredo:
6/10

Duração/Conteúdo: 5/10
Efeitos/Fotografia:
8/10

Transmissão da principal ideia do filme para o espectador:
7/10


Média global: 6.1/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português:
Mutante

Título original:
Splice

Ano:
2009

Realização:
Vincenzo Natali

Actores:
Adrien Brody, Sarah Polley, Delphine Cheneac

Trailer do filme:


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