Depois do Cinema

Burlesque (2010)

By Jota Queiroz - quarta-feira, janeiro 05, 2011
"It takes a legend...to make a star."

Burlesq
ue é um musical que está nomeado para alguns Golden Globes, e que conta com um bom elenco, incluindo as divas Cher e Christina Aguilera.
Não sou propriamente fã de musicais, salvo raras excepções (ex: Sweeney Todd, Phantom of
the Opera). No entanto, Burlesque conseguiu captar alguma atenção da minha parte, sem se tornar monótono; foi uma surpresa agradável, pois não estava com grandes expectativas relativamente ao filme em si (só mesmo à performance de Aguilera, que abordarei mais à frente).

A história é bastante usada e cheia de clichés. Ali (Christina Aguilera) é uma rapariga de uma pequena cidade do Iowa, e é dona de uma voz potente e incrível, fazendo com que sonhe com os grandes palcos da c
idade. Um dia decide deixar a sua vida para trás e partir para Los Angeles, onde percebe que as oportunidades de mostrar o seu talento são raras. Até que descobre o Burlesque, um cabaré em decadência gerido por Tess (Cher), para quem o espectáculo é a sua vida. Decidida a fazer parte de tudo aquilo, fica a trabalhar como empregada de mesa, conquistando a simpatia do alegre empregado de bar Jack (Cam Gigandet),e de Sean (Stanley Tucci), o talentoso director de cena e confidente de Tess. Não demorará muito até que Ali tenha a oportunidade da sua vida, ao demonstrar que, para além dos seus dotes físicos como dançarina, a sua voz singular é capaz de arrebatar o público e, com isso, resgatar o Burlesque da quase total falência.

O filme é escrito e realizado por Steven Antin, e devo dizer que a realização e a escrita não são a componente mais forte. O argumento está transbordado de clichés, desde a "rapariga da pequena cidade com a grande voz", ao "cabaret em decadência mas há alguém que o salva de uma maneira imprevisível", "senhora que não se deixa impressionar pela rapariguinha no primeiro contacto" e assim sucessivamente. Nota-se que o filme tem um conteúdo reciclado, tem elem
entos muito usados, faltando-lhe alguma originalidade, e os diálogos são um pouco aborrecidos e bastante repetitivos. A storyline é fraca e algumas cenas parecem ser tiradas do filme Cabaret. Mas nem tudo é mau para o realizador! Steven Antin conseguiu um espectáculo recheado mesmo e trazer para o grande ecrã um musical agradável.
No lado musical, Burlesque consegue ser bastante positivo. Christina Aguilera é estrondosa e talentosa, e é magnífica nas suas performances. Cada música é interpretada de maneira perfeita.Cher não me impressionou vocalmente, apenas na última música, que comove. Os espectáculos são brilhantes, coloridos e visualmente muito apelativos, mas parecem ser reciclados dos vídeoclips das Pussycat Dolls: podiam ser ligeiramente mais originais, mas são agradáveis e dão mais interesse ao filme. Comprem a banda sonora do filme, está muito boa! (geez, I'm a rock chick, mas apreciem a voz de Aguilera.)

Christina Aguilera fez a sua estreia como actriz, e devo dizer que teve uma interpretação decente. Excluindo os momentos musicais, Aguilera foi bastante credível e agarrou bem o seu papel, apesar do cliché
de "rapariga do campo com a grande voz". Em relação aos dotes vocais de Christina Aguilera, nem é preciso descrevê-los, pois são realmente de arrepiar. É sempre um prazer ver Cher a actuar, e realmente foi uma senhora. A personagem que Stanley Tucci interpreta, o adorável amigo Sean, é fantástica; no entanto, parece que já foi feito, vamos lá a ver: amigo gay da senhora mais velha e amigo mentor da miúda mais nova... oh meu deus! É o Diabo Veste Prada outra vez, e interpretado pelo mesmo actor, que bom. Em relação ao resto dos actores, apenas tenho a apontar que Kristen Bell e Cam Gigandet fizeram um óptimo trabalho. Em relação a este último actor, devo fazer um aviso: pois bem, não há só eye candy para os meninos, mas também há para as meninas, se é que me faço entender.

O filme surpreendeu-me, e é visível e entretém, no entanto falta-lhe muita substância. É tudo muito brilhante e superficial, faltando mais qualquer coisa. A partir do momento em que se começa a ver Burlesque, sabe-se exactamente como vai acabar, e apesar de cliché atrás de cliché e da previsibilidade, o filme consegue trazer alguma magia que pode agradar a alguns. Não está ao nível de outros musicais de Hollywood, mas creio que o devem ver, pois poderá surpreender.


EXAME

Realização: 6/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Banda Sonora: 8/10

Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Final: 6.8/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação

Título em português: Burlesque
Título Original: Burlesque
Ano: 2010
Realização: Steven Antin
Actores: Christina Aguilera, Cher, Eric Dane, Cam Gigandent, Kristen Bell

Trailer do filme:

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Inglourious Basterds (2009)

By Sarah - domingo, janeiro 02, 2011
"A basterd's work is never done"

São neste momento 06:27 da manhã. 

Parece-me uma boa hora para voltar a escrever para vocês, leitores atentos deste blogue que não esmorece devido à grande contribuição da Joana e da Sara. Desde já peço desculpa pela minha prolongada ausência, a qual não irei justificar, pretendo brindar-vos apenas com o meu regresso às críticas.
Bom, apesar de não me ter portado bem ultimamente no que toca a críticas de cinema, parece-me a mim que o cinema não se andou a portar melhor no ano que agora fechou e foi por isso preciso que eu voltasse ao arquivo dos grandes filmes de 2009 para arranjar algo que servisse de mote a uma boa crítica. E porque o filme em questão retrata uma vingança que caso tivesse acontecido teria ficado para a história, eu vou vingar a honra e a essência deste filme que ficou para a história e que foi injustiçado na última entrega dos Óscars. Sei que sou suspeito para falar, mas aqui vou eu, pela primeira vez, fazer a crítica de um filme do meu realizador favorito: “Sacanas Sem Lei” de Quentin Tarantino.

Se vos disser que começo esta crítica enquanto ouço uma das peças que Enio Morricone compôs para o filme, logo vocês têm a certeza absoluta de que se trata de riqueza musical, porque se há coisa em que Tarantino não falha é na banda sonora e isto já não é novidade nenhuma. Novidade será a motivação que Tarantino encontrou neste filme. Este grande realizador deixou os seus “contos” cheios de grandes personagens vindas da sua imaginação e pegou numa história batida, cansada e épica e recriou-a ao seu estilo. A última frase do filme é dita pelo seu protagonista, Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) e eu estou convicto que Tarantino quis aqui passar uma mensagem a todos os espectadores do seu inigualável cinema: “Bem, acho que esta é a minha obra-prima”.
Passemos então a falar do filme em si. Tal como Quentin Tarantino disse numa das muitas entrevistas que deu, a história não tem nada de especial, é apenas a trama de um bando de pessoas que vai atrás de outras. Mas tudo muda se esse bando de pessoas que vai atrás de outras for um grupo de touros enraivecidos com descendência judaica, sedentos de vingança de Hitler e de todo o seu Terceiro Reich, orquestrando uma vingança e um ataque que se realmente tivesse acontecido teria mudado toda a História para sempre. ^

Voltando àquilo que não é novidade nos filmes de Tarantino, o argumento desta história é uma autêntica obra de arte. Se analisarmos todo o filme pensando nas palavras que foram escritas para levar àquele conjunto de imagens, conseguimos perceber que um filme destes tem de começar num grande argumentista. E quem refere as imagens refere os diálogos, é impressionante o ritmo e a fluência com que são representadas as principais conversas deste filme. A primeira cena do filme, o encontro entre o Coronel Landa (Christoph Waltz) e Monsieur LaPadite (Denis Menochet) é épica e deveria ficar para a História do Cinema como um dos diálogos mais bem representados de sempre! A beleza das contracenas deste filme deixam-nos totalmente aterrados ao contemplá-las. Percebe-se tão bem que Tarantino transmitiu a todos os actores tudo aquilo que queria até ao último pormenor e volta a não ser novidade as grandes personagens que este homem reinventa para os seus filmes, carregadas de manias e de traços caracterizadores que as tornam únicas.
Quanto a actores, eu diria que estão todos na mesma linha de desempenho, dirigidos por alguém que desde o início da rodagem os inseriu num ambiente que os ajudasse a representar os seus personagens da melhor forma. No entanto, Christopher Waltz tem, na minha opinião, um desempenho que poderá muito bem ser o melhor da década. Alguém que lhe faça frente? Talvez Heath Ledger ou Mo’nique, porque o que este senhor faz neste filme, isto sim é representar. Numa única personagem Tarantino consegue enfatizar a esquizofrenia total que era vivida pelos representantes de um regime mortífero. A forma bizarra como o Coronel Landa actua, as fracas motivações que o levam a matar e a sua forma hilariante de discutir por exemplo “o fim da 2ª Guerra Mundial” à mesa, com dois copos de vinho, marcam aquela que é uma das grandes personagens da década. Brad Pitt está como eu nunca o vi, um desempenho brilhante deste menino bonito de Hollywood que caiu nas teias de Tarantino e finalmente revelou algo impressionante, dando continuidade ao excelente desempenho em “Benjamin Button”. Até o esquecido Mike Myers nos seus 3 minutos de fama consegue estar assombroso. E o Hitler, já vi muitos “Hitler’s”, mas um tão extravagante, delinquente, obcecado e insano como este, penso que não há nenhum e por isso tiro também o chapéu a Martin Wuttke pelo seu desempenho. A única falha que detecto a nível representativo é mesmo a contracena demasiado longa e por vezes enfadonha entre Fredrick Zoller (Daniel Bûrlh) e Shoshana Dreyfus (Mélanie Laurent). É dado demasiado tempo de antena a estes dois actores e corta um pouco o ritmo do filme. Para estas duas personagens era preciso mais genica, mais palavras, menos cortesia e mais raiva e apenas vemos isso na cena em que se matam um ao outro, numa altura em que só queremos perceber o que se vai passar dentro do cinema onde está todo o ninho Nazi. De resto, todos os actores têm performances esplêndidas, com destaque para as personagens de Hugho Stiglitz (Til Schewreiger), Donny Donowitz (Eli Roth), Archie Wicox (Michael Fassbender) e Omar Ulmer (Omar Doom).

Resumindo, “Sacanas Sem Lei” é mais um filme que se insere num estilo desenvolvido por Quentin Tarantino e quem vir o filme tem de o ver devidamente contextualizado neste estilo. O filme acaba ainda por fazer duas coisas que me parecem a mim extremamente importantes: encerra a nível cinematográfico a questão da 2ª Guerra Mundial, dando-lhe o final que merecia com a morte de Adolf Hitler e todos os seus subordinados, e faz uma ponte que será impossível deitar abaixo entre Hollywood e os grandes agentes do cinema europeu.
Por todas estas razões que não representam nem metade daquilo que são os pontos fortes deste filme, venho também tomar uma posição pessoal neste blogue onde posso dar a minha opinião livremente. Se há 15 anos atrás foi imperdoável a derrota de “Pulp Fiction”, perdendo 7 dos 8 Óscars para os quais estava nomeado, parece-me que na actualidade a Academia ter rebaixado novamente o talento e a exclusividade de Tarantino já se trata de uma questão de ignorância, especialmente em prol de um filme como “Estado de Guerra” e de uma realizadora que nada de novo ofereceu à 7ª arte, se a compararmos ao legado deste Mestre. É 

espectacular fazermos filmes baseados em histórias verídicas, mas não será mais espectacular fazer filmes que não o sejam? Partindo do zero? Reinventado uma história e criando novos intervenientes? Mal o menos, ainda assim a Academia teve a decência de entregar a Christoph Waltz o mais que merecido Óscar de Melhor Actor Secundário e o mesmo Cristoph Waltz foi um “gentleman” no discurso que fez, atribuindo toda a “culpa” daquele Óscar que ele mesmo ganhou ao maravilhoso mundo de Quentin Tarantino.

Termino esta minha crítica aconselhando fortemente este filme a todos os leitores e fazendo um apelo: abram horizontes a nível cinematográfico para realizadores inovadores e contadores de histórias impressionantes. Não deixem que o nojo ou o sangue ou o sexo sejam as grandes marcas de um filme. Vangloriem ou deitem abaixo os desempenhos dos actores, os cenários, a história e o contexto em que está inserida e o trabalho da direcção do filme.
“Sacanas Sem Lei” é para mim, o perfeito exemplo de que não é preciso um grande projecto cheio de milhões e pormenores excêntricos para fazer um grande filme. Tal como diria o Professor Madeira Correia: KISS – “Keep It Simply Stupid”.


EXAME



Realização: 10/10

Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 10/10
Duração/Conteúdo: 10/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 10/10


Média Final: 9.8/10


Crítica feita por Pedro Gonçalves

Informação

Título em português: Sacanas Sem Lei

Título Original: Inglorius Basterds
Ano: 2009

Realização: Quentin Tarantino
Actores: Brad Pitt, Eli Roth, Diane Kruger, Mike Meyers, Michael Fassbender


Trailer do filme:




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Harry Potter Special - Coming Soon 2011

By Sarah - sexta-feira, dezembro 31, 2010
Harry Potter. É incrível como duas palavras conseguem definir o herói de uma geração. Os filmes de Harry Potter definiram a década de 2000 e marcaram a indústria cinematográfica, deixando um legado inegável.

Vi "Harry Potter e a Pedra Filosofal" com apenas 10 anos, e a nostalgia invade-me quando verifico que será no ano de eu completar 20 anos que verei o último, "Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte II". Tal como eu, há imensa gente que cresceu com os filmes de Harry Potter, e é com tristeza que vemos a saga chegar ao fim.

Como não podia deixar de ser, o Depois do Cinema decidiu fazer um post especial dedicado à saga Harry Potter, onde serão recordados todos os filmes, com fotos, poster e trailers, como também uma pequena crítica a cada um deles.

O Mega Post será feito quando a Parte II do Deathly Hallows estrear, no segundo semestre de 2011.
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Shutter Island (2010)

By Sarah - sexta-feira, dezembro 31, 2010
"Someone is missing."

De Martin Scorsese podemos esperar tudo: tudo menos um mau filme. Este realizador habituou-nos bem a isso, isto porque não há nenhum filme dele que seja de má qualidade. Não é um filme típico do realizador, mas evidentemente que não foi com Shutter Island que Scorsese começou a surpreender-nos pela negativa (duvido que esse dia chegará). A verdade é que Martin Scorsese raramente desilude, e com este filme demonstra mais uma vez a sua genialidade e versatilidade.
Tal como outras colaborações entre Leonardo Dicaprio e Martin Scorsese, este filme é obrigatório de se ver. Receio já estar a ser conclusiva, mas a verdade é mesmo essa. Adianto já: este é dos melhores filmes de 2010.
Shutter Island é acima de tudo um filme inteligente, que nos permite puxar pela cabeça. É dos melhores thrillers psicológicos de sempre, pois tem uma estrutura complexa e é intelectualmente desafiante, sendo capaz de requerer mais visualizações para se perceber inteiramente. Aliás, é um filme que eu recomendo que se veja uma segunda vez. Digamos que a perspectiva será totalmente diferente, perceberão porquê.
Porém, não duvido que seja um filme capaz de dividir o público, na medida em que é um bocado particular e exige muita atenção, podendo por vezes até tornar-se confuso.

Fazer uma crítica deste filme é complicado, pois não quero revelar nada que vos roube a grande experiência cinematográfica que é a visualização deste filme. Vou tentar não revelar grandes pormenores.
Leonardo DiCaprio interpreta Teddy Daniels, um US Marshall que se desloca a um hospital psiquiátrico com o seu parceiro Chuck (Mark Ruffalo), para investigar o misterioso desaparecimento de Rachel Solando (Emily Mortimer), uma paciente de lá. Só que ninguém parece querer colaborar com a investigação, tanto os funcionários como o próprio director da instituição Dr. Cawley (Ben Kingsley), o que os deixa intrigados. Logo aí deparamo-nos com o mistério, intriga e paranóia caracterizadores do filme. Para piorar a situação, os agentes vêm-se totalmente presos na ilha com a chegada de um furacão, instalando-se o caos, vendo-se envoltos num ambiente psicótico e perigoso que os leva a questionar a sua própria sanidade. Seria imoral da minha parte debruçar-me mais sobre o argumento, mas posso garantir que é fantástico.

O interessante, intrigante, genial, e inovador argumento de Shutter Island consegue manter-nos presos de início ao fim, especialmente devido à sua imprevisibilidade e à atmosfera tensa e perturbadora que nos proporciona. Não é um filme de terror, mas posso adiantar que há algumas cenas assustadoras.
O espectador é testado intelectualmente com este filme; A história não é inteiramente concreta, e vemo-nos a tentar juntar as peças do puzzle durante o filme. É um torneio intelectual e um "resolver do mistério" criado por Scorsese da melhor maneira possível. Requer mesmo atenção e pode tornar-se complicado. O realizador foi simplesmente fenomenal na concretização do filme... Claro está que para o excelente resultado final de Shutter Island também contribuíram a fantástica banda sonora e fotografia. Estão verdadeiramente magníficas, criando um ambiente envolvente e cenários obscuros, que vão alimentando o argumento.

Outro elemento importantíssimo, é que o filme conta com um elenco fantástico. Leonardo DiCaprio é simplesmente dos melhores actores da actualidade. Creio que está na altura de ganhar um Óscar. 2010 foi o seu ano, sem dúvida. E neste filme superou tudo. Na altura em que vi o Shutter Island até me questionei se seria possível DiCaprio fazer melhor performance do que esta. Claro está que uns meses depois fui surpreendidíssima com o filme "Inception". Mas essas já são outras conversas. Mark Ruffalo surpreendeu-me muito pela positiva, não estava à espera que desempenhasse tão bem o seu papel.

Shutter Island está muito bem conseguido, Scorsese consegue mais uma vez demonstrar a sua visão de uma maneira brilhante. Recomendadíssimo!


EXAME

Realização:
9/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7.5/10

Média Global: 8.3/10

Crítica feita por Sara Queiroz



Informação

Título em português: Shutter Island
Título Original: Shutter Island
Ano: 2010
Realização: Martin Scorsese
Actores: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Emily Mortimer

Trailer do filme:



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Sarah

By Sarah - quinta-feira, dezembro 30, 2010
"20 anos, estudante de Direito da Universidade de Lisboa. Cinéfila irreversível, os seus géneros predilectos são o Terror e o Thriller, sendo as suas críticas maioritariamente desses géneros."

Nome: Sarah Queiroz
Data de Nascimento: 18/12/91
Idade: 20

Géneros: Terror e Thriller
Filmes favoritos:
The Matrix & Reservoir Dogs
Actrizes: Michelle Rodriguez e Helen Bonham Carter
Actores: Johnny Depp e Peter Saarsgard
Realizador: George A. Romero

Frase: "Shoot me in a dream, you better wake up and apologize.”


Clica aqui
para veres as Escolhas de Sarah (Top 20 de filmes)

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Estreia da Semana !

By Sarah - quinta-feira, dezembro 30, 2010

"Burlesque " estreou hoje, quinta-feira, nos cinemas portugueses, e conta com as imponentes divas Cher e Christina Aguilera. É da realização de Steven Antin e também conta com as performances de Cam Gigandet, Julianne Hough, Alan Cumming, Peter Gallagher, Stanley Tucci e Kristen Bell.

A sinopse é típica história americana da rapariga que vem de uma pequena cidade, e derepente vê o seu sonho tornado realidade: A jovem Ali (Christina Aguilera) é dona de uma extraordinária voz. Vive numa pequena cidade do Iowa, mas sonha com os palcos da grande cidade. Um dia decide deixar a sua vida para trás e partir para Los Angeles, onde percebe que as oportunidades de mostrar o seu talento são raras. Até que descobre o Burlesque, um cabaré em decadência gerido por Tess (Cher), para quem o espectáculo é a sua vida. Decidida a fazer parte de tudo aquilo, fica a trabalhar como empregada de mesa, conquistando a simpatia de Jack (Cam Gigandet), o alegre empregado do bar, e de Sean (Stanley Tucci), o talentoso director de cena e confidente de Tess. E não demorará muito até que Ali tenha a oportunidade da sua vida, ao demonstrar que, para além dos seus dotes físicos como dançarina, a sua voz singular é capaz de arrebatar o público e, com isso, resgatar o Burlesque da quase total falência.

Trailer:
(de notar que em 1:11 são capazes de ficar com arrepios.)

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Black Swan (2010)

By Sarah - quinta-feira, dezembro 30, 2010
" I just want to be perfect. "

Black Swan= Filme de Ballet? Errado. O ballet é apenas um background no qual a história angustiante e de certo modo perturbadora se gere. Geralmente consigo ser bastante objectiva, contudo vou ser um bocadinho suspeita nesta crítica, pois admito que amei o filme. Nomeado para 5 Óscares da Academia, incluindo Melhor Filme, Black Swan recebeu uma ovação em pé. Não vou ser excepção.

Nina (Natalie Portman) é uma excelente bailarina que pertence a
uma Companhia de Bailado, e a sua vida é completamente preenchida com o ballet e a sua obsessão de atingir a perfeição a nível técnico. Nina vive com a sua mãe (Barbara Hershey), uma antiga bailarina, que exerce sobre ela um sufocante controlo.Quando o Director Artístico da Companhia (Vincent Cassel) decide substituir a prima ballerina Beth (Winona Ryder) no bailado Lago dos Cisnes, Nina é a primeira escolha. No entanto, este bailado requer uma bailarina que consiga personificar ambas as personagens de Cisne Branco (com inocência e graciosidade) e de Cisne Negro (com sensualidade e paixão); Nina personifica na perfeição o Cisne Branco, mas para personificar o Cisne Negro, Nina vai desenvolvendo ao longo do filme uma pertubação mental, que contrasta inteligentemente com a sua personalidade de Cisne Branco; Nina descobre o seu lado negro: lado esse que ameaça destruí-la.

O filme é realizado por Daren Aronofsky, realizador este que, pessoalmente, se tem tornado num dos meus realizadores favoritos. Realizou grandes filmes c
omo Requiem for a Dream,The Fountain e Pi. Ao verificar que Black Swan seria realizado por este visionário, consegui prever o pedaço de paraíso cinematográfico que estaria por abalar a História do Cinema. Aronofsky foi inteligente nas escolhas que fez, não consigo apontar nenhum ponto negativo na realização. É digno de todas as excelentes críticas que vai receber. Aronofsky simplesmente causa-nos sensações singulares através da sua câmara. Os ângulos, os closer shots, os enquadramentos,as sequências são deveras brilhantes, concebidos e realizados com muito detalhe. As cenas de ballet per se são muito bem filmadas, gostei bastante da atmosfera criada; cria-se uma tensão que não nos larga durante o filme.

O argumento está excelentemente bem desenhado. O realizador e argumentistas inspiraram-se no bailado alemão O Lago dos Cisnes cuja história gira em torno de uma rapariga sensível e pura, que se vê presa no corpo de um Cisne Branco. A liberdade só é atingida com o amor verdadeiro, que é de facto encontrado sob a forma de um príncipe; antes que eles possam consu
mar o amor, a irmã do Cisne Branco, o Cisne Negro, seduz o príncipe. Arrasada, o Cisne Branco salta de um precípicio, morrendo: na morte, encontra a liberdade.
Atenção que o argumento de Black Swan não é o mesmo que o Lago dos Cisnes, mas conseguimos encontrar paralelismos evidentes. Na minha opinião, todo o filme é uma metáfora, conseguimos perceber que como a Nina se concentra demasiado no papel e acaba por se tornar nele. Há medida que o filme vai decorrendo, a evolução é notória e fascinante. Existe uma metamorfose perfeita e que nos transcende: ao início, Nina é aquela rapariga boazinha, ou seja, um Cisne Branco, mas gradualmente, quando o dia do espectáculo se aproxima, o seu lado de Cisne Negro começa a ser exteriorizado,ficando mais agressiva. Tudo isto baseado no Lago dos Cisnes de uma maneira muito inteligente e bem encaixado, transmitindo muito bem a mensagem das consequências da busca pela perfeição. Ao longo do filme, adorei o recurso a símbolos, que representam a loucura de Nina e a metamorfose em Cisne Negro: a pele, as asas, os espinhos, os olhos vermelhos. A premissa é completamente concretizada no final, e que belíssimo final! É de facto épico, não há palavras. Os últimos 30 minutos do filme são de facto muitíssimo empolgantes.

Relativamente aos actores, tenho duas palavras: NATALIE PORTMAN. Esta actriz faz o filme, assombrosa, belíssima! É de facto a personagem da sua carreira, e tem que ter o Óscar. Encarnou as duas personagens de uma forma nunca antes vista, brilhante mesmo, consegue levar-nos mais além e faz com que nos identifiquemos com que o que ela passa durante o filme. Natalie Portman concretiza de facto a premissa, a loucura e esquizofrenia que a bailarina passa. Não há palavras. No entanto, o filme conta igualmente com um elenco de luxo que a acompanha, incluindo Vincent Cassel e Winona Ryder que, a meu ver, foram muitíssimo bons e credíveis. Mila Kunis e Barbara Hershey desempenharam um bom papel, surpreendentes.

A banda sonora é de facto majestosa, as peças de Tchaikovsky estão excelentemente bem conseguidas e tratadas por Clint Mansell. Este último é simplesmente brilhante, e é sempre a escolha número 1 para o realizador. Se repararem, Daren Aronofsky e Clint Mansell têm uma parceria duradoura.
Esta crítica não faz justiça ao filme, mas não me posso alongar muito mais. Aconselho que vejam o filme, é de facto uma experiência assombrosa. Poderão, depois do filme, nem saber o que pensar, pois é muita coisa para processar. No entanto, este filme marcar-vos-á.
Resta aplaudir assim, como todos os espectadores de grandes espectáculos, uma obra deliciosamente de cortar a respiração: evoca, de facto, qualquer emoção.

EXAME

Realização: 10/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 9/10
Banda Sonora: 10/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 9.2/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação


Título em português: Cisne Negro
Título original: Black Swan
Ano: 2010
Realização: Daren Aronofsky
Actores: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Winona Ryder, Barbara Hershey

Trailer do filme:

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Happy New Year !

By Sarah - quinta-feira, dezembro 30, 2010
Após um hiatus de aproximadamente um mês, estamos de volta!
Esperamos que tenham tido um óptimo Natal e desejamos um Feliz Ano Novo para todos ! Que passem uma excelente passagem de ano, sempre com muita moderação e diversão ^^

Desejamos também que 2011 seja um ano ainda melhor que 2010 em termos da indústria cinematográfica :)

- Sarah e Jota


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SAW 3D (2010)

By Sarah - sábado, novembro 20, 2010
"The final chapter. In eye-popping 3D"

O capítulo final da saga SAW chegou! Quer dizer, esperemos que seja de facto o último. Não me surpreenderia se daqui a um ano víssemos posters a anunciar "SAW VIII - O capítulo finalíssimo".
Claro que a minha curiosidade em relação a este filme era descabida. Como é que será que esta saga terminará? É de facto uma tremenda responsabilidade atribuir um final digno e épico a esta saga que, apesar de se ter extendido demasiado, não deixa de ser uma saga de peso. O seu final teria que ser fantástico, não só para compensar a imensa espera, mas também para haver finalmente um filme do mesmo nível que o primeiro. Recordo com nostalgia o primeiro filme, é o meu preferido.
Adianto desde já que não há grande diferença de qualidade relativamente ao Saw VI. Digo mesmo que, na minha perspectiva, não há qualquer melhoria. É mais do mesmo. Contudo, como foi a primeira vez que vi um SAW no cinema, acaba sempre por ser uma experiência diferente (Muito obrigadaaa ao meu colega das críticas Pedro Gonçalves por me conseguir arrastar de casa para ir ver a sessão da meia noite!). Vou primeiramente frisar o meu total desagrado relativamente à tecnologia 3D... É que neste filme foi muito mal utilizado mesmo, não fez praticamente diferença nenhuma. Sinceramente não percebo a contínua necessidade de utilizarem 3D para tudo quando há claramente filmes que não necessitam. Querem mesmo ganhar uns dinheirinhos extra. Mas é melhor nem entrar muito por aí porque senão não páro de escrever.

O filme volta a ser protagonizado pelo Detective Hoffman (que parece ter 7 vidas), que continua a montar as suas armadilhas e anda à procura de Jill Tuck (Betsy Russell) que se encontra "protegida" por Matt Gibson (Chad Donella). A vítima principal deste filme é Bobby Dagen (Sean Patrick Flannery), um "suposto" sobrevivente do Jigsaw, que ganha dinheiro a vender essa falsa história. Claro está que isso não passou imune, portanto ele agora será verdadeiramente posto à prova. E contamos com o regresso de uma personagem docemente familiar que atormentará Hoffman. O enredo gira sempre em volta da mesma coisa, apresentando já uma fórmula esgotada.
O sentimento de estar a torcer pela vítima principal que me tinha sido devolvido no Saw VI, neste voltou a desaparecer. Isto porque as personagens são tão mázinhas que acabamos por não sentir nada, qualquer ligação com elas. Não percebo sinceramente a escolha de actores neste filme... Está horrível, e não há outra palavra. O meu querido Tobin Bell e Cary Elwes, personagens essenciais à saga SAW, aparecem apenas durante uns 5 minutos, se é que tanto. Não tenho dúvidas nenhumas que empobreceu o já pobre cast, porque foram os únicos que deram brilho á tela. Sem contar com Costas Mandylor que conseguiu uma performance minimamente positiva. E o filme depois tem coisas um bocado estúpidas, erros mesmo flagrantes. Assim um mais descarado que me lembre foi quando o Bobby arranca os molares para descobrir um código e depois, mesmo após esse acto de sacrifício, consegue professar o seu amor à mulher, falando normalmente. Sim, aquilo não deve doer nada. Claramente ninguém consegue falar normalmente após arrancar dentes.

A acção em Saw 3D, devo reconhecer, é imparável. Nunca ficamos aborrecidos com o filme, está constantemente a passar-se alguma coisa, o que é bom. Temos um óptimo desenrolar da acção. Podemos contar com imensas armadilhas, e imensamente sádicas e sangrentas. Até penso que este filme contem mais armadilhas que qualquer outro da saga. No entanto, é mais do mesmo. É sempre mais do mesmo. Não é novidade haver aquela "armadilha principal" em que o sujeito tem de passar por vários obstáculos num determinado período de tempo mais longo, em que vai ter que ir "salvando" pessoas. E haver um "surpreendente" twist no final, que costuma ser o elemento definidor do filme, acaba por já não ser surpreendente. E sinceramente, neste filme, apesar do final ter algum impacto, o seu conteúdo irritou-me particularmente... Penso mesmo que o material do filme já está completamente reciclado, e se formos a ver com atenção todos os filmes, com certeza que haverá coisas que não baterão certo.
Sendo o capítulo final, esperava um final mais inteligente, mas não deixo de pensar que ficámos com uma tentativa falhada do realizador de juntar as peças soltas dos filmes anteriores. Foi uma coisa apressada e mal pensada. Acho que extender a saga a sete filmes já foi demasiado e ainda por cima para depois acabar assim... Não sei, fiquei com uma sensação de vazio. Não era bem assim que esperava que acabasse. Só espero que não tenham a infeliz ideia de fazer um oitavo, aí é que descredibilizam na totalidade a saga. Claro está que isto é uma opinião inteiramente subjectiva, não duvido que haja quem goste do final.

EXAME

Realização:
5/10
Actores: 5/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 6/10

Média Global: 5.8/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação

Título em português: Saw 3D
Título Original: Saw 3D
Ano: 2010
Realização: Kevin Greutert
Actores: Tobin Bell, Costas Mandylor, Cary Elwes, Betsy Russell

Trailer do filme


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Estreia da Semana !

By Jota Queiroz - quinta-feira, novembro 04, 2010

"Social Network - A Rede Social " estreia hoje, quinta-feira, nos cinemas portugueses, e promete ser um filme avassalador "que define a década de maneira brilhante."

Simplificando a sinopse do filme : Numa noite em 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), que é um analista de sistemas graduado em Harvard, começa a trabalhar uma nova ideia. Apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Zuckerberg torna-se no mais jovem bilionário da história com o sucesso da rede social Facebook. O sucesso, no entanto, leva a complicações em sua vida social e profissional.

Trailer:


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Paranormal Activity 2 (2010)

By Jota Queiroz - segunda-feira, novembro 01, 2010
"Your sleepness nights are about to return."

Fui ver este filme no dia de Halloween, à sessão da meia noite: o ambiente estava criado. Sou fã do primeiro filme e fiquei ligeiramente desiludida com este segundo. Apesar deste filme ser minimamente razoável, tem inúmeras falhas. Eu não quero fazer muitas comparações com o primeiro, mas devo realçar que como o primeiro constituiu uma novidade, penso que este segundo já se torna um pouco repetitivo; apesar de ter ligeiras inovações, não é melhor que o primeiro filme.

A premissa é simples. A família da irmã de Katie chega de uma viagem e vê que a casa foi invadida. Na casa moram Kristi (irmã de Katie), Daniel, (marido de Kristi), Ali e Hunter (sobrinhos) e a cadela Abby. São instaladas câmaras de vigilância para apurar o que aconteceu. A empregada mexicana Martínez é despedida por pensar que a casa tem espíritos maus. Daniel, não acredita na presença sobrenatural; no entanto, a sua opinião rapidamente irá mudar.
A fórmula é clonada do primeiro filme. Porém, neste segundo filme nada é completamente original, pelo que se sabe o que podemos esperar. Não é novidade (a única coisa que realmente constituiu inovação foram as câmaras de vigilância). Não acho o argumento brilhante, mas cumpre os requisitos mínimos para um filme do género. Só acho é que a acção do filme é desenrolada muito lentamente,sendo muitíssimo longo para o conteúdo que tem. Achei demasiado aborrecido em partes, e consegue ser bastante confuso ao início, tendo partes completamente desnecessárias.E tenho quase a certeza que deve haver um terceiro filme na saga de Paranormal Activity,a produtora quer fazer desta saga a próxima grande franchise de terror.

A realização é competente. Achei genial o facto deste segundo filme se passar antes do primeiro, para depois haver uma intersecção entre os dois. Achei igualmente bom por parte do realizador ter criado o conceito das "câmaras de vigilância por toda a casa", contrariando com o primeiro filme, em que havia só uma câmara. Desse modo, há mais variedade e muito para se explorar. No entanto, o aproveitamento do potencial das cenas foi péssimo. Passo a ilustrar: o uso das câmaras de vigilância foi uma boa ideia, mas não foi tão eficaz como o uso da câmara no quarto do primeiro filme (que até a nível de cor era mais assustador). Dou outro exemplo... e quem viu o filme com certeza que concorda. O que seria realmente assustador era se o realizador tivesse utilizado melhor a piscina. Sim, porque o aspirador da piscina foi o melhor actor. Cenas na piscina, principalmente à noite, teriam imenso potencial para sustos!
Apesar do filme ter alguns, achei que faltavam muito mais, pois houve imensas oportunidades para tal, em que o suspense era criado e ficava-se por ali.Há imensa antecipação para depois não acontecer nada. Digo-vos, vi imensa gente no cinema a tapar os olhos porque pensavam que vinha aquele grande susto, mas depois zero. Mas fica o suspense, pelo menos isso. Contudo, achei que os sustos que fizeram saltar as pipocas estavam bem feitos. Não se preocupem, que alguma tensão será criada e apanharão alguns sustos, nem que seja apenas pelo som.

Em relação aos actores... adorei ver as caras familiares de Katie e Micah, já são uns veteranos. Adorei a personagem do pai-céptico-que-não-acredita-no-paranormal , estava sempre a querer que lhe acontecesse algo para ele acreditar. A filha adolescente irritou-me um pouco e achei que não foi muito credível, principalmente em algumas cenas cruciais. De facto, achei que o filme foi razoável mas chato no desenvolvimento das personagens ; a personagem de Martine,a empregada mexicana, poderia ter sido melhor explorada, e Kristi não me disse rigorosamente nada, o que é uma pena, porque sei que ela é uma personagem fundamental.

Resumindo, é um filme que poderia ser muitíssimo melhor. No entanto, se gostaram do primeiro filme, não hesitem em ver este! Estabelecerá elo de ligação e poderá responder a muitas perguntas que colocaram no fim do primeiro (e criará outras). Constitui uma boa experiência para se ver no cinema . Se não foram fãs do primeiro, acho muito difícil serem deste pois é da mesma natureza ; assim, provavelmente não irão gostar.

EXAME

Realização
: 6/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo:
6/10
Duração/Conteúdo: 2/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador:
7/10

Média Global: 5.5/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português: Actividade Paranormal 2
Título Original: Paranormal Activity 2
Ano: 2010
Realização: Todd Williams
Actores: Katie Featherston, Micah Sloat, Brian Boland, Sprague Grayden, Molly Ephraim, Tim Clemens


Trailer do filme:

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