Depois do Cinema

Blade Runner (1982)

By Rodrigo Mourão - segunda-feira, agosto 13, 2012
Um sci-fi policial e noir? Sim... e do melhor!

Ridley Scott é dos realizadores mais versáteis que conheço (já fez dramas, comédias, épicos, terror, acção, filmes de gangsters, ficção científica, enfim!) mas, para mim, é mesmo na ficção científica que se destaca. Se com "Alien" de 1979 Scott apresentou aquele que considero o primeiro e melhor filme de sempre de terror mesclado com sci-fi, então em Blade Runner conseguiu pegar no mesmo género mas levá-lo magistralmente para os campos do policial e do filme noir!

A história centra-se em Deckard (Harrison Ford), um Blade Runner, que tem que localizar e eliminar quatro Replicants que assaltaram uma nave espacial e regressaram ao planeta Terra em busca do seu criador.

Bem, como qualquer filme de Ridley Scott, também Blade Runner tem uma director's Cut; só que neste caso existem mesmo 7 versões do filme! As mais conhecidas e vistas são a Versão Original de Cinema de 1982, a Director's Cut de 1992 (que, na verdade, não foi feita seguindo as indicações de Ridley) e a Final Cut de 2007 (a única versão completamente remasterizada em Blu-ray, sendo esta a verdadeira Director's Cut de Scott).

A Direcção de Arte e os efeitos visuais do filme são simplesmente de cortar a respiração! Tal como Alien, 2001- A Space Odissey e Star Wars, Blade Runner é dos filmes que melhor envelheceu com o tempo, tão credível hoje como o era à 30 anos aquando do seu lançamento.

Aconselharia qualquer pessoa a ver primeiro a versão original de cinema e , logo a seguir, a Final Cut. É que não só são substancialmente diferentes (a narração de Harrison Ford na versão original confere ao filme um estilo mais neo-noir e altera por completo a percepção que se tem da sua personagem e do final, que tem mais uma cena do que aquela que marca o final da Final Cut; já a Final Cut omite a narração e acaba um pouco antes o que confere uma sensação mais simbólica, abstracta mas também bem mais complexa e aberta a todo o enredo) como todo o restauro de topo feito na Final Cut obriga qualquer pessoa ao seu visionamento!


A música é bastante interessante. Nunca faz por enfatizar que está lá, antes acompanha-nos e marca o ambiente das cenas e da personagem de Deckard, muito ao estilo de um verdadeiro policial. No entanto também temos uma ou outra faixa mais romântica nas cenas entre Deckard e Rachael (Sean Young), assim como no final a música avança um pouco para o ambiente de acção. Mas nunca exagera, está lá para cumprir o seu papel e fá-lo muito bem.

O argumento é dos mais inteligentes que já vi e toca em questões tão importantes e actuais como a legitimidade da escravatura, da engenharia e manipulação genéticas, a busca do sentido da vida, a tragédia da mortalidade e o peso das emoções no nosso destino. Se há coisa que adorei nesta película foi o facto de Ridley Scott nos apresentar Replicants tão perfeitos que até conseguem ser mais humanos que os humanos, enquanto os verdadeiros humanos são seres mais frios, calculistas e impiedosos que perseguem estes andróides a todo o custo e lhes limitam a vida para sua própria protecção! Até que ponto uma criação deixa de ser do seu criador? Até que ponto é justificável controlar "algo" que passou a sentir tornando-se, como qualquer humano, um ser racional? É sem dúvida de mestre o final do filme, quando nos apercebemos que os Replicants só queriam gozar a sua vida e que se confrontam com os mesmos problemas que nós: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Quanto tempo nos resta?

Tenho mesmo que fazer uma vénia a Rutger Hauer por todo o brilhantismo que teve a interpretar Roy, o último Replicant, ao longo de todo o filme! Todas as suas expressões faciais e olhares são simplesmente deliciosos e significam mais do que qualquer palavra...Toda a confrontação final entre Deckard e Roy é das melhores cenas de sempre na história do cinema. Roy não procura vingança pela morte dos seus amigos e , sabendo que também não lhe resta muito tempo, prefere usá-lo ensinando uma lição a Deckard, fazendo-o interrogar-se sobre qual o nosso papel neste mundo, como podemos aproveitar a nossa efémera estadia por este espaço e a tristeza de não conseguirmos transmitir todo o nosso conhecimento para as gerações seguintes. Há coisas que não estão escritas no ADN e outras que vivem dentro de nós e não são apreensíveis por mais ninguém. Quando morremos, tudo o que os nossos olhos viram "desaparece como lágrimas na chuva".

Também toda a sequência do sonho de Deckard e a sua ligação no final com o unicórnio de origami feito por Gaff (interpretado pelo grande Edward James Olmo) é muitíssimo bem conseguida e é a melhor pista para decifrar a verdadeira natureza do protagonista... Eu cá tenho a minha opinião... e se essa conclusão não era tão óbvia na versão original, Ridley Scott vai claramente nesse sentido na sua Final Cut.

Enfim, Blade Runner é uma obra de culto, uma fresh-approach de Ridley Scott ao género do sci-fi e , para além disso, um dos filmes mais inteligentes e visualmente deslumbrantes que o cinema contém. Então com a fotografia e som restaurados da Final Cut, está mesmo mais imperdível do que nunca!



EXAME

Realização: 9/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Efeitos/Fotografia: 9/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8.6/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão

Informação

Título Original: Blade Runner
Título em Português: Blade Runner- Perigo Iminente
Ano: 1982
Realização: Ridley Scott
Actores: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmo

Trailer:



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Madagascar 3: Europe's Most Wanted (2012)

By Jota Queiroz - domingo, agosto 12, 2012
Madagáscar em tons psicadélicos.

Relativamente a filmes de animação, considero que a PIXAR alberga todos os meus favoritos: Up, Wall-E, Ratatouille e The Incredibles. Contudo, há filmes de animação sem ser da PIXAR que simplesmente adorei, nomeadamente da DreamWorks como Shrek e a saga Madagáscar. Madagáscar 3 constitui assim o terceiro capítulo das aventuras do leão, da zebra, da girafa e da hipopótamo mais conhecidos de sempre, fechando um ciclo que começou em 2005. Apesar dos clichés e das piadas gastas, Madagáscar consegue ainda ser um filme divertido e um bom entretenimento familiar.
A história do filme começa onde o segundo capítulo acabou. Alex (Ben Stiller), Marty (Chris Rock), Melman (David Schwimmer), Gloria (Jada Pinkett Smith)e o rei Juliano (Sacha Baron Cohen) deixam o continente africano rumo à Europa atrás dos pinguins e dos chimpanzés. Eles vão parar ao Mónaco, onde são perseguidas por uma agente de controlo animal Chanted DuBois. Na sua fuga, encontram abrigo num circo em crise. Sabendo que o circo poderá ter uma oportunidade de turné na América, o quarteto depressa vê a oportunidade de voltar para casa mais próxima.

Madagáscar 3 oferece-nos uma animação notável e um espectáculo frenético de cores. Está visualmente deslumbrante, com o seu próprio estilo. Os animais estão muito bem feitos, e a atenção ao detalhe é incrível. Gosto particularmente as cenas do circo, que juntamente com uma mexida banda sonora resultam bastante bem. Temos aqui um bom trabalho do trio de realizadores, que conseguiram criar uma história coerente que por vezes torna-se exagerada, mas com entretenimento garantido. Contudo, considero que Madagáscar 3 está distante das duas obras anteriores. A nível de argumento, este é fraco e não contém a complexidade nem a componente dramática como por exemplo os filmes da PIXAR, mas nem é esse o seu propósito. Considero porém que Madagáscar 3 apresenta-nos uma óptima mensagem a reter, uma viagem de auto-conhecimento.

Vi a versão portuguesa pois, tal como acontece por exemplo em Shrek, acho que as versões portuguesas conseguem ter muito mais piada. Na saga Madagáscar sempre contámos com as conhecidas vozes de Pedro Laginha como Alex, Rui Oliveira como Marty, Leonor Alcácer como Glória e Bruno Nogueira como Melman. E tal como em cada capítulo, há novas personagens: estas estão extraordinariamente bem conseguidas, dando um novo sabor à narrativa e dão alguma consistência ao filme. É caso para dizer que, apesar do quart
eto principal conquistar, o destaque vai para as novas aquisições. É verdade que o Rei Juliano e os pinguins também são mediáticos, mas nem eles conseguiram dar o toque habitual à longa. Acrescentando então a este novo capítulo temos em destaque Sónia Tavares como a terrível capitã Chantel DuBois e José Pedro Gomes como Vitaly. Vitaly, o tigre, foi a personagem que mais gostei neste filme e que garantiu todas as minhas gargalhadas no cinema. É verdade que, e por já não ser novidade, o filme já não tem a componente cómica tão forte como anteriormente e nem algumas cenas têm o efeito desejado. Verdade seja dita: as quatro personagens principais já deram tudo o que têm, sendo que as “algumas” das gargalhadas virão da parte das personagens novas como já referi, nomeadamente Vitaly, com a voz e o sotaque ucraniano do fabuloso José Pedro Gomes.

Não deixem o facto de o filme não ter a componente cómica tão forte vos impeça de ir ver este filme. Continua a ser uma longa-metragem divertida e com entretenimento garantido. Os três realizadores fizeram um bom trabalho, presenteando-nos uma história cheia de aventura, personagens incríveis, uma animação de qualidade e com óptimos efeitos visuais. Porém, é aconselhado que não deva existir um Madagáscar 4, pois tal como Shrek ou Ice Age, isso arruinaria a saga por completo e afundaria o estatuto de “icónicas” às personagens.


EXAME

Realização: 7/10
Vozes: 8/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Banda sonora: 7/10
Animação: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10


Média Global: 7.2/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação


Título em português: Madagáscar 3
Título Original: Madagascar 3: Europe's Most Wanted
Ano: 2012

Realização: Eric Darnell, Tom McGrath e Conrad Vernon
Actores: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary

Trailer:

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The Amazing Spider-Man (2012)

By Sarah - quinta-feira, agosto 09, 2012
Apostar neste reboot foi, sem dúvida, um enorme risco, pois poderia revelar-se um fracasso total. Isto porque, para muitos, a adaptação cinematográfica do Spider-Man de Sam Raimi era o Spider-Man, já bastante familiarizado pela comunidade cinéfila, não obstante a desilusão com o último filme da trilogia. A decisão de se fazer um reboot desta série era, assim, considerada arriscada, precoce e até ridícula, à falta de melhor expressão. Confesso que, pessoalmente, estava bastante de pé atrás. Felizmente, o risco foi tomado, e indiscutivelmente superou as expectativas do público, mesmo por parte dos cépticos que não acreditavam num possível sucesso do filme. Faço parte desse grupo. Vou ser honesta, não esperava mesmo muito desta nova adaptação da história do Homem-Aranha, e as dúvidas suscitadas pelo anúncio do filme pareciam-me absolutamente inultrapassáveis.


Sinopse (PUBLICO): Peter Parker (Andrew Garfield) é um adolescente inteligente mas introvertido que iniciou há pouco uma relação com Gwen Stacy (Emma Stone), uma colega de turma que, ao contrário de si, é alegre e popular. Desde muito cedo a viver em Nova Iorque, com os tios May e Ben (Sally Field e Martin Sheen), Peter cresceu com o estigma do abandono dos seus pais, que sente nunca ter sido suficientemente explicado. Certo dia descobre uma mala misteriosa que pertenceu ao progenitor. Decidido a descobrir tudo o que se possa relacionar com o passado da sua família, o jovem procura o Dr. Curt Connors (Rhys Ifans) que terá sido parceiro do pai no laboratório Oscorp. Porém, essa viagem ao passado terá o seu preço: o perigoso confronto com Lagarto, o terrível alterego de Connors, e a descoberta de segredos que mais valeriam ter ficado na sombra.


É uma visão completamente nova do Homem-Aranha, perspectiva divergente ao máximo. No entanto, esta nova adaptação não está isenta de falhas. Creio que o realizador por vezes foi ligeiramente apressado "a contar a história", há cenas que evidenciam pouco equilíbrio. O exemplo mais flagrante creio que seja a cena da transformação. Talvez ligeiramente apressada. E não só, por vezes deparamos-nos com aquele tipo de coincidências convenientes, mas pronto, tem que se sustentar a trilogia de alguma maneira, é claro. Porém, facilmente essas falhas são ultrapassadas, não só pela globalidade de aspectos positivos, pois como também a nível técnico o filme roça a perfeição (talvez o uso do CGI na personagem de Lizzard poderia estar ligeiramente melhor, mas mesmo assim, não me é possível criticar), e a fotografia é de cortar a respiração.

Contudo, é inevitável não se proceder a comparações. Apesar de considerar o elenco deste filme absolutamente excepcional, não consigo deixar de pensar que a química dos anteriores protagonistas era ligeiramente superior. E isto é mesmo dizer muito, pois a química que existe entre Andrew Garfield e Emma Stone é bastante evidente também. Em relação ao vilão, sem detrimento da fantástica performance pelo actor Rhys Ifans que interpreta o Dr. Curt Connors aka Lizard, parece-me que não chega perto ao que foi o Dr. Octopus, o vilão do segundo filme da triologia Raimi, e o melhor na minha opinião. Só que o Lizard de Rhys Ifans não deixa de ser um vilão muito bem conseguido; Adoro a construção da personagem. Talvez o que me tenha limitado um bocado foi a inevitável associação do actor ao filme "Nothing Hill". Fiquei incrédula com a versatilidade de Rhys Ifans, pois apresenta um registo completamente diferente, uma verdadeira metamorfose.

Uma das razões pelas quais eu adoro o Homem-Aranha está relacionado com o facto de eu idolatrar a personagem Peter Parker. Talvez por isso, no fundo, até estava com algumas expectativas em relação ao filme, para ver como é que Andrew Garfield iria assumir as rédeas de tão popular personagem. Porque apesar das críticas feitas a Tobey Maguire, não considerava que fosse mau, exceptuando no terceiro filme da saga anterior. Peter Parker é das melhores personagens de sempre e assenta em grandes qualidades, pois é destemido, inteligente, ágil, astuto... Enfim, podia continuar. E o melhor de tudo é que essas qualidades se coadjuvam com aquela inocência da adolescência. Porque o Peter Parker não passa de um adolescente. E é exactamente por esse motivo que Andrew Garfield encaixa-se melhor no papel de Peter Parker, na medida em que é o espelho da adolescência idealista, ao enfrentar as confusões e mudanças de uma maneira muito mais realista e autêntica do que o Tobey Maguire. Sinceramente estava a ficar horrorizada com o rumo que a personagem estava a levar em "Homem-Aranha 3" de Sam Raimi. O que faz este filme ser de elevadíssima qualidade, como já tive oportunidade de referir, é a abordagem mais realista das histórias de Peter Parker, o que não seria possível sem a visão apurada de Marc Webb. A preocupação do realizador foi apresentar um lado muito mais humano do aracnídeo, e isso é extremamente positivo. Mas isso acontece em todas as personagens, pois todas são mais realistas, credíveis e mais facéis de identificar. É um elenco muito mais à vontade nos seus papéis.

Em suma, muito contrariamente ao que a maioria pensou, The Amazing Spider-Man, é um filme incrivelmente satisfatório, mesmo tratando-se de um reboot. É uma verdadeira lufada de ar fresco sendo uma nova versão extremamente bem adaptada a partir dos livros de banda desenhada com um enredo arrebatador e inovador. Felizmente vai ser uma trilogia, portanto é caso para dizer, que venham os restantes! 


EXAME 

Realização: 8/10 
Actores: 9/10 
Argumento/Enredo: 8/10 
Duração/Conteúdo: 7.5/10 
Banda sonora: 8/10 
Efeitos especiais/Fotografia: 9/10 
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 9/10 

Média Global: 8.4/10 

Crítica feita por Sarah Queiroz 

Informação 

Título em português: O Fantástico Homem-Aranha 
Título Original: The Amazing Spider-Man 
Ano: 2012Realização: Marc Webb 
Actores: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary 

Trailer:
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Master Harold... And The Boys (2010)

By Rodrigo Mourão - terça-feira, agosto 07, 2012
" You know what that bench means now. All you have to do is stand up... and walk away from it"
  
Esta fita, baseada na peça de mesmo nome de Athol Fugard, passa-se na África do Sul durante o período do Apartheid e conta a história de um rapaz branco, Hally (Freddie Highmore) e da sua relação amistosa com os seus dois criados negros, principalmente Sam (Ving Rhames) que ensinou muito a Hally e sempre o tratou como igual. Esta amizade pode ser posta em causa quando o pai de Hally, bêbado e racista, se prepara para voltar do hospital para casa, voltando a atormentar a vida do rapaz.

Dos melhores filmes que já vi na minha vida! Um low-budget que, mesmo assim, mostra que a única coisa que é necessária é um bom guião e bons actores. Este filme é uma lição histórica contra o racismo que se verificou e um filme altamente emocional e psicológico com interpretações magistrais de Freddie Highmore (acho que nunca vi este miúdo melhor e é por isso que não me canso de dizer que tem um talento que pode fazer dele dos melhores actores desta nova década se continuar!) e Ving Rhames, que nos levam a ver as consequências que certas ideias têm.

O enredo está mutíssimo bem construído (principalmente para um filme onde a acção decorre quase sempre nos mesmo cenário), começando, apesar da época em causa, com um clima positivo que nos introduz o estado "normal" de Hally e a sua interacção com os outros dois intervenientes, os criados Sam e Willie (Patrick Mofokeng). Ao mesmo tempo ficamos a saber de algumas das convenções sociais da época para as pessoas de "raça negra". Na segunda parte do filme vemos uma transformação brutal do protagonista que, sabendo do regresso do pai e agindo como este, maltrata os seus dois únicos verdadeiros amigos. Através de flashbacks e símbolos, como o papagaio-de-papel, apresentados nos momentos mais certos (apesar de ser o primeiro filme do realizador de TV Lonny Price, percebe-se que este compreende mutíssimo bem a obra, não tivesse interpretado já Hally na Broadway...) percebemos toda a relação de Hally com o seu pai e toda a "vergonha" e carga psicológica que acompanha o adolescente. A vergonha que o rapaz sentia pelo pai tornou-se numa vergonha para consigo mesmo que ameaça tranformá-lo no que ele mais odeia, sentimento que Sam sempre tentou combater de Hally, mostrando-lhe todo o caminho e possibilidades existentes. Assim que sabemos o que certas acções representam, basta-nos afastar delas e fazer o que é correcto e , sobretudo, saudável para nós mesmos. Assim, o filme acaba com uma nota de esperança e com uma lição poderosíssima, ainda que a relação de Hally e Sam possa nunca mais vir a ser a mesma.

Esta película merecia nomeações para Oscars, mas por ter sido tão pouco distribuida até que agora saiu em DVD tal nunca se deu... Enfim, mais uma injustiça da vida...

 
EXAME

Realização:
7/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Banda sonora: 6/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10


Média Global: 7.6/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão


Informação
Título em português: Não possui
Título Original: Master Harold... and the Boys
Ano: 2010
Realização: Lonny Price
Actores: Ving Rhames, Freddie Highmore e Patrick Mofokeng

Trailer do filme:

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The Hunger Games (2012)

By Sarah - sexta-feira, agosto 03, 2012

O substituto da saga Crepúsculo? Sem dúvida que não.

The Hunger Games constitui a primeira parte de uma saga que promete tomar de assalto o mundo cinematográfico. Contudo, se há coisa que odeio, é que comparem The Hunger Games com Twilight. É certo que esta última franchise já está no fim, mas não é por isso que agora uma nova saga tem de obrigatoriamente substituir uma outra. É que não tem mesmo nada a ver. Quer dizer - ambos são protagonizados por uma rapariga adolescente e são baseados em best sellers; mas as semelhanças param mesmo por aqui. Apesar de não odiar Crepúsculo, digo com pura certeza que The Hunger Games é melhor, pela mais sólida e madura narrativa.
Num futuro pós-apocalíptico não muito distante, no território outrora conhecido como América do Norte, existe Panen, uma nação administrada por um governo totalitário que domina os seus 12 distritos. Uma anterior insurreição fracassada dos distritos contra o Capitólio resultou no extermínio de um 13º e num acordo tácito de rendição entre os restantes. Assim, a viver no limiar de pobreza, numa existência de quase escravatura, os seus habitantes são constantemente relembrados da sua posição de obediência perante o governo. Todos os anos, cada distrito envia dois adolescentes entre os 12 e os 18 anos para participar nos Jogos da Fome, competições de vida e morte em que apenas um sairá vencedor. Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) é uma jovem de 16 anos que, após a morte do pai, se tornou no único sustento da família. Quando Primrose (Willow Shields), a sua irmã de 12 anos, é seleccionada para os jogos, Katniss voluntaria-se para a substituir. Agora, sabendo como a sua vida é crucial para a sobrevivência da família, ela está disposta a lutar com todas as suas forças e tornar-se na única sobrevivente daqueles divertimentos bárbaros... 

The Hunger Games é baseado no livro com o mesmo título escrito por Suzane Collins. Não o li,portanto não poderei fazer quaisquer comparações (para quem é fã convicto dos livros, pode não impressionar... mas vou ler a saga). Porém, é importante referir que Suzanne Collins é produtora e co-argumentista do filme, pelo que o seu envolvimento directo no filme deve ter contribuído para uma adaptação cinematográfica minimamente fidedigna. Relativamente ao argumento adaptado,creio que o enredo do filme é credível e ambicioso, deixando o expectador sempre a querer mais. Intrigou-me bastante este mundo excêntrico, incrível e futurista, como também as personagens inquietantes e multidimensionais. A película foi realizada por Gary Ross, e este ganha ao não conferir ao filme uma atmosfera ultra-romântica e cliché, mas aposta num ambiente duro e real: consegue pegar num romance destinado a adolescentes e conferir-lhe uma visão perturbante de uma sociedade em decadência. Este mundo retrata uma dicotomia entre a pobreza e a riqueza, entre os oprimidos e os agentes de poder. O sofrimento dos pobres oferece um entretenimento para os ricos, e mesmo a tecnologia envolvida faz lembrar uns tão familiares reality shows. 

Um aspecto negativo que devo realçar em The Hunger Games é que este está subdividido em dois pequenos filmes: o primeiro, coerente e interessante, em que as personagens são devidamente desenvolvidas ao ritmo ideal e a crítica à sociedade está bem intríseca - apesar de pensarmos que a excentricidade das personagens poderosas e a transposição de jogos de fome no mundo real são irrisórias, se pensarmos um pouco existem essas “personagens” por aí, nomeadamente em Hollywood ou mesmo no jet set português. Aliás, digo com certeza que é na forte crítica à sociedade que o filme ganha, e que confere à narrativa um carácter maduro e ambicioso. O segundo pequeno filme começa precisamente na segunda metade, em que este perde substância. Esperava que, à medida que os jogos desenrolavam, a narrativa se fosse tornando mais forte e entusiasmante, mas ao invés disso torna-se apenas uma corrida de cenas banais e previsíveis. Creio que existem cenas cruciais que deveriam ter sido mais trabalhadas, pois só assim funcionariam. O filme é longo, e talvez isso corte a força da narrativa. Esperava um final mais completo e explosivo, o que não acontece. O foco de The Hunger Games é mesmo Katniss, a rapariga em chamas, e o seu instinto de sobrevivência. Jennifer Lawrence desempenha Katniss de forma brilhante e carismática, levando o filme às costas, principalmente na segunda metade do filme. Ela insere-se na personagem de forma natural e sem qualquer esforço. 

Em suma, apesar The Hunger Games ter falhas inegáveis,constitui de facto uma boa revelação, sendo um filme muito interessante e que vale a pena esperar pelos capítulos que vêm. 


EXAME

Realização: 8/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Efeitos/Fotografia: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 7.5/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação

Título em português: The Hunger Games- Os Jogos de Fome
Título Original: The Hunger Games
Ano: 2012
Realização: Gary Ross
Actores: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Liam Hemsworth

Trailer:

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The Dark Knight Rises (2012)

By Rodrigo Mourão - quinta-feira, agosto 02, 2012
Mais um filme bom para o género, mas com umas falhas no argumento que o impedem de ser o final desejado e o melhor da trilogia...

Estreio-me neste blog acabadinho de chegar do cinema para analisar o filme mais aguardado do Verão e um dos mais aguardados do ano- The Dark Knight Rises. Christopher Nolan revolucionou como nunca o nível de realismo e profundidade a que as películas de super-heróis podiam aspirar, não deixando de ser também filmes de entretenimento. The Dark Knight Rises é o culminar de uma viagem iniciada há 7 anos pelo realizador/argumentista com "Batman Begins". Se o primeiro filme criou toda uma origem sólida e um leque de personagens cativantes para a lenda do Cavaleiro Negro, então a sua sequela de 2008 brindou-nos com um dos melhores vilões (e prestações!) de sempre- o Joker- que nos mostrou a linha ténue existente entre a luz e a escuridão, uma contraposição nunca explorada de forma tão brilhante e crua num filme deste género. Estas obras sempre procuraram ser mais do que as suas predecessoras, mas consegue o capítulo final responder às expectativas criadas?

A história do filme começa quando Batman (Christian Bale) já não é visto em Gotham City há oito anos. Depois de assumir a morte do procurador Harvey Dent, o Cavaleiro das Trevas passou de herói a vilão. Mas tudo muda quando aparece Bane (Tom Hardy), um terrorista mascarado disposto a tudo para destruir Gotham City, levando Batman a abandonar o exílio. Pelo meio surge uma gata de mãos leves, Selina Kyle (Anne Hathaway).

Começo desde já por dizer que o filme é bom (não estivéssemos nós a falar de um filme de Nolan...) mas desilude em alguns aspectos, o que o impede de ultrapassar os dois anteriores e de ser o melhor capítulo da trilogia.

Focando-me nos pontos positivos começo logo por Tom Hardy e a sua interpretação de Bane (a cena inicial do avião está espectacularmente realizada)! Apesar do exagero de efeitos que lhe puseram na voz, Bane consegue ser dos melhores vilões alguma vez presentes num filme de Batman: tem um objectivo muito bem explicado e um plano meticulosamente pensado para o concretizar; a sua voz é calma e no entanto sentimos o terror e a escuridão da sua pessoa só pela sua presença e pelo seu olhar (aqui sem dúvida que uma imagem vale mais do que qualquer palavra poderia explicar...); ele é o derradeiro desafio para Batman, pois tem a mente de um estratega e o corpo de um colosso! Na minha opinião, a visão de Nolan e a prestação de Hardy até conseguiram tornar Bane superior a Joker, pois trata-se de uma personagem muito mais humana/autêntica e profunda. Joker é a anarquia em pessoa, mas Bane é o caos necessário antes do renascimento. Anne Hathaway dá-nos uma Catwoman tão boa quanto a de Michell Pfeiffer e está simplesmente deslumbrante tanto nas cenas de acção como nos diálogos. Adorei o aparecimento da sua personagem e a relação que desenvolve com Batman. O pormenor dos óculos do seu fato formarem as orelhas de um gato quando virados para cima é simplesmente genial! Christian Bale dá-nos mais daquilo a que já nos habituou: um Batman sólido e um Bruce Wayne tão interessante quanto o morcego. Gary Oldman continua o melhor James Gordon de sempre. Michael Caine (Alfred) tem poucas cenas neste último filme, mas sem dúvida que proporciona os momentos mais sentidos do mesmo... enfim, que dizer... é mesmo um actor de topo. A relação de Alfred e Bruce nunca seria a mesma sem ele... A prestação de Marion Cottilard como Miranda Tate também foi bastante boa, mas não consigo parar de pensar que a sua personagem e a sua relação com Bruce Wayne caiem no enredo do filme muito de rompante e podiam estar melhor explicadas.

O argumento está muito bem estruturado e são muito bem conseguidas as ligações com pontos estabelecidos nos filmes anteriores, principalmente o primeiro. Percebe-se mesmo que os irmãos Nolan e David S. Goyer quiseram retomar o ciclo e confrontar Batman com questões que ele se recusou a aceitar quando tomou a decisão de combater o crime e a injustiça, estando também em jogo mais do que nunca, tanto para Gotham como para o herói. O filme tem 2 horas e 44 minutos, tornando-o o filme mais longo de sempre tanto de Batman como de Nolan, mas com tanto que tem para mostrar acaba por não se dar muito pelo tempo passar. Enfadonho é que não é de certeza...

A montagem de som e a banda sonora são, mais uma vez, de topo! Apesar de não ter James Newton Howard a ajudar (e a banda sonora só não é melhor do que a das histórias anteriores por falta de temas mais dramáticos e humanos que eram o campo deste compositor), Hanz Zimmer conseguiu manter o geral da atmosfera dos antigos filmes, assim como subtilmente introduzir novos temas cantados em coro que tanto simbolizam o caos de Bane e de Gotham, assim como o renascimento de Batman para poder impedir Bane. Ligada com momentos de total silêncio mutíssimo bem conseguidos, o som conduz magistralmente o filme e mantém-nos sempre à espera de mais!

Visualmente o filme tem uma fotografia lindíssima e efeitos especiais estrondosos... mas talvez tente ser visual de mais. Um dos pontos negativos é o excesso de efeitos e acrobacias nalgumas cenas de acção... É um aspecto a ter cuidado quando se tenta fazer um filme supostamente realista apesar de baseado numa banda desenhada, até porque diminui por completo o impacto emocional de tudo o que está a acontecer à volta...

O próprio final desiludiu-me... Não querendo revelar nada, sinto que guardaram muitas revelações para os últimos 20 minutos e que o "desfecho" encontrado para Batman e para Bruce Wayne não foram os melhores, principalmente com o estado de coisas em Gotham... Algumas das últimas cenas caiem em clichés completos que estragam alguma seriedade que se procurava (a sério que não esperava isso vindo de alguém como Nolan...). No entanto deixa um final aberto que, ao mesmo tempo que "concluí a lenda" de Batman, permite a perpetuação do seu legado pois, tal como Bruce Wayne diz, "Batman is a symbol".

Em suma: estamos perante um bom filme, com óptimas prestações, um dos melhores vilões de sempre, um argumento cheio de referências, uma banda sonora óptima como de costume, mas também algumas cenas de acção irrealistas e alguns clichés que o impedem de ultrapassar os anteriores e de ser excelente. Não era a conclusão que esta história merecia, mas é sem dúvida mais uma obra superior ao seu género, que tem que ser vista e que marca uma das melhores trilogias de sempre.Veremos o que o futuro reserva para os próximos filmes de super-heróis, como Man Of Steel.

NOTA: Hoje (madrugada de 02/12/12), depois de rever o filme, vejo-me obrigado a reanalisar esta crítica feita dia 1/08/12, descendo a nota do filme do inicial 8.6 para 8 . Isto prende-se com plot holes tais como o facto de Bruce conseguir fugir da prisão no meio de nenhures e regressar a uma Gotham em caos, onde supostamente ninguém conseguia entrar nem sair; a reviravolta existente perto do fim, que não é suportada pela personagem Miranda Tate, que mal foi desenvolvida no filme, não tendo muito interesse (mais valia terem mantido o foco no Bane, pois a estrutura da narrativa consolidava melhor essa posição, para além deste vilão ter muito mais desenvolvimento e interesse); a maneira como o vilão Bane é "despachado", que é tão inglória e "sem sal"; mais uma vez o destino que é dado à personagem Batman/Bruce Wayne, que cai num completo cliché que não esperava por parte de Christopher Nolan (seria completamente admissível noutro qualquer filme de estúdio sobre superheróis, mas não nesta trilogia com aquilo que Nolan já tinha conseguido evoluir...). Mas bem, isto é a minha opinião lá está. Muitos não esperavam mais, outros gostam daquele tipo de final e outros também os há, que gostam daquele tipo de reviravoltas (que eu acho que, objectivamente, não é suportada pela narrativa nem pela personagem).

EXAME

Realização:
8.5/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 7.5/10
Duração/Conteúdo: 7.5/10
Banda sonora: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão

Informação
Título em português: O Cavaleiro das Trevas Renasce
Título Original: The Dark Knight Rises
Ano: 2012
Realização: Christopher Nolan
Actores: Christian Bale, Tom Hardy, Anne Hathaway, Morgan Freeman, Michael Caine, Gary Oldman, Joseph Gordon-Levitt e Marion Cottilard

Trailer do filme:
















VER TAMBÉM:

The Dark Knight (2008), por Joana Queiroz
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Terror em 2012 - Antevisão

By Sarah - quarta-feira, agosto 01, 2012
Estamos em Agosto, e já fomos brindados com alguns filmes do género Terror, tais como Underworld Awakening, The Woman in Black e The Grey. O que esperar do próximo semestre de 2012? Sendo o meu género predilecto de filmes, aqui fica uma lista dos filmes que podemos esperar nas salas de cinema até ao fim do ano. Poderão faltar alguns títulos, mas estes são os que pessoalmente me saltam mais à vista. E tu? Que esperar deste segundo semestre de 2012? Partilha connosco a tua opinião.


 The Cabin in The Woods




Com estreia prevista em Portugal a 16 de Agosto, eu sinceramente não poderia estar mais expectante. Cinco amigos vão para uma cabana remota algures na floresta e, claro está, coisas bastante más começam a acontecer. Pelo trailer consegui perceber que será um filme que vai mudar o género! Confiram.


Trailer
  




Piranha 3DD 


Sinceramente não gostei muito do seu antecessor, para não dizer mesmo que desgostei completamente. A sequela nos EUA não teve nem de perto o sucesso de Piranha 3D, portanto não sei mesmo o que esperar deste filme, pois não sei como será possível ser pior que o primeiro. Tem estreia prevista a 23 de Agosto em Portugal. 

 Trailer

  




The Apparition


Estreia a 24 de Agosto nos EUA, e ainda não tem data prevista para Portugal. Para os fãs de Twilight, sim, Ashley Greene entra neste filme. Mas decerto que num registo bastante diferente a que estamos habituados. Quando começam a ocorrer eventos assustadores em sua casa, o jovem casal Kelly (Ashley Greene) e Ben (Sebastian Stan) descobrem que estão sendo perseguidos por uma presença que foi conspirada por acidente durante um experimento de parapsicologia na universidade. A horrível aparição se alimenta dos seus medos e tormentos sem importar por onde tentem escapar. Sua última esperança é um expert em sobrenaturalidades (Tom Felton), mas mesmo com a sua ajuda pode ser que já seja muito tarde para salvarem a si mesmos dessa força aterrorizante…

Trailer




The Possession 


Estreia prevista a 30 de Setembro de 2012. O filme é sobre uma caixa que contém um demónio que se apropria do corpo duma menina de 10 anos. O seu pai fará de tudo para descobrir o segredo dessa caixa, pois só isso possibilita a salvação da sua filha.

Trailer
 





House at the End Of the Street 


Jennifer Lawrence está a ter um ano excelente. Pessoalmente adoro-a enquanto actriz, e depois do sucesso de Hunger Games, eis que chega House at the End of the Street, que só pelo trailer, parece-me bastante interessante. Uma mulher divorciada, Sarah (Elizabteh Shue), e a sua filha adolescente, Elissa (Jennifer Lawrence), mudam-se para uma nova cidade e descobrem que a casa que fica ao lado da sua foi habitada por uma rapariga que assassinou os seus pais e poupou a vida do seu irmão (Max Thieriot). À medida que se adaptam à vizinhança,  descobrem que essa trágica história está cheia de pormenores sombrios que nunca foram bem explicados e que parecem implicar o irmão da homicida que entretanto desenvolveu uma estranha obsessão por Elissa. Tem estreia prevista para 11 de Outubro de 2012 em Portugal. 

Trailer 





Resident Evil Retribution




Não é segredo nenhum que sou completamente maluca com a saga Resident Evil. O 5º capítulo desta saga estreia a 20 de Setembro de 2012 em Portugal, e desconfio que será o melhor até agora.


Trailer





Sinister



Ora este é um filme que me parece deveras interessante. E não, não é por ser protagonizado pelo belíssimo Ethan Hawke. Quer-se dizer, até poderá ter a ver com isso, visto que sou uma grande fã do seu trabalho. Sinister, que tem data prevista para 25 de Outubro de 2012 em Portugal, conta a história de um novelista (Ethan Hawke) que, ao descobrir uma filmagem, irá descobrir como uma família foi assassinada na sua nova casa, que estará rodeada de entes supernaturais.

Trailer




  Paranormal Activity 4 



 Este é daqueles que é praticamente obrigatório ver-se no Halloween no cinema. Sou bastante fã do género mockumentary/found footage, e sinceramente considero esta saga a revitalizadora do género. O que esperar do 4º capítulo? Temos que esperar até Outubro para sabê-lo. 

  Trailer




  Frankenweenie 

O Tim Burton volta ao género stop-motion, e verdade seja dita, só este realizador é que consegue torná-lo verdadeiramente apelativo. Frankenweenie conta a história do pequeno Victor, que faz uma experiência com o intuito de fazer ressuscitar o seu cão Sparky, para mais tarde ter que lidar com monstruosas consequências. O filme conta com as actrizes Winona Ryder e Catherine O'Hara, tendo estreia prevista a 18 de Outubro em Portugal. 

  Trailer





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Ted (2012)

By Jota Queiroz - terça-feira, julho 31, 2012

Family Guy no grande ecrã.

Decerto que o nome Seth MacFarlane e o seu humor característico não deve ser indiferente para ninguém, mesmo para quem não acompanhe o seu trabalho no pequeno ecrã. Assim, Seth McFarlane arrisca e oferece-nos Ted, marcando precisamente a sua estreia não só como realizador mas como produtor e argumentista no grande ecrã. Foi precisamente por esse facto que corri para ir ver o filme, pois esperava que o humor fosse igual ao das séries como Family Guy ou American Dad - e é igualmente por esse facto que este filme pode dividir audiências.

O filme retrata a história de um menino de oito anos, John Bennett (Mark Wahlberg) que nunca teve amigos. No Natal, recebeu um ursinho de peluche chamado Ted (voz de Seth McFarlane), que imediatamente se torna o seu único amigo. Numa noite, o desejo de ter um amigo real em Ted concretiza-se, e a partir desse momento eles tornam-se os melhores amigos. Deste modo, os anos passam e ambos crescem juntos. Na sua fase adulta, John Bennet vive com o seu ursinho de peluche, numa amizade que parece ser indestrutível embora tenha um senão: Lori (Mila Kunis), namorada de longa data de John, considera Ted e o seu comportamento um obstáculo para a dinâmica da sua relação. Assim, chega o momento que Ted e John sempre quiseram evitar: o ursinho de peluche tem de assumir a sua independência e começar a viver a sua própria vida.

Ted constitui a estreia de Seth MacFarlane como realizador no grande ecrã, e não desilude. Desde cedo que estamos habituados ao seu humor provocador e hilariante ou às paródias sociais, religiosas e culturais. Aliás, satirizar a sociedade americana é uma constante no seu trabalho, e MacFarlane propõe-se em concentrar todo esse poder num ursinho de peluche. De facto, o realizador demonstra habilidade nessa função, mas verdade seja dita - o melhor de MacFarlane está patente no urso mesmo; não só a sua voz, mas mesmo o comportamento que é tão familiar como as personagens a que estamos habituados.

O argumento foi igualmente escrito não só por ele, mas também por Alec Sulkin e Wellesley Wild, que também trabalham em conjunto no Family Guy. Assim, e quem conhece bem o trabalho de MacFarlane, verá em Ted material reciclado e re-utilizado, que por vezes torna-se forçado ou não resulta tão bem. A premissa de "um menino que deseja vida no seu urso de peluche e o desejo é concretizado" também não é propriamente original, contudo, esta ganha com outros elementos que conferem vida - o ursinho é um rebelde, regendo-se praticamente pelo lema "sex, drugs, and rock n' roll". Se tivesse de realçar outro aspecto mais negativo no trabalho de MacFarlane em Ted teria inevitavelmente de sublinhar a vertente dramática do filme; o realizador tem uma notória dificuldade em lidar com o género, parecendo mesmo um pouco constrangedor em alguns momentos. O embarque em alguns clichés (particularmente a partir da segunda metade do filme) é algo que também não esperava, que me fez arrefecer um pouco.

Em síntese, se Ted ganha com as gargalhadas garantidas que o filme proporciona, óptimas interpretações e uma familiar banda sonora, peca com a previsibilidade e algumas características típicas de "comédia romântica" que são desnecessárias. Mesmo assim, fica o aviso: se gostam e são fãs de American Dad, The Cleveland Show ou Family Guy, este filme é obrigatório; se, por outro lado, não são apreciadores do humor violento de Seth MacFarlane, evitem esta longa-metragem.


EXAME

Realização: 7.5/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Banda sonora: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 7.7/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação


Título em português: Ted
Título Original:
Ted
Ano: 2012
Realização: Seth McFarlane
Actores: Seth McFarlane, Mark Wahlberg, Mila Kunis

Trailer:

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