Depois do Cinema

The Hangover (2009)

By Sarah - segunda-feira, agosto 30, 2010
"Some guys just can't handle Vegas."

"The Hangover" é um filme, permitam-me já adiantar, bastante refrescante e inovador. Desde um bebé abandonado num armário a um tigre enfiado numa casa de banho, este filme tem de tudo. Apesar do filme parecer que vá ser daqueles filmes de comédia super comerciais com um argumento pouco profundo que não valem grande coisa (o trailer não me impressionou), "The Hangover" acaba por superar qualquer expectativa e torna-se numa deveras agradável surpresa. Hilariante é dizer pouco. Ou talvez seja dizer tudo, pois "The Hangover" quase que é a definição da palavra. O filme proporciona momentos verdadeiramente caricatos, especialmente as cenas protagonizadas por Zach Galifianakis.

Aliás, Bradley Cooper, Ed Helms e Zach Galifianakis são o trio perfeito e estão absolutamente fantásticos no filme. Posso dizer que foi dos poucos filmes que conseguiu fazer-me cair da cadeira de tanto rir.
Fiquei um bocado hesitante relativamente a Bradley Cooper, isto porque não sabia que ele era capaz de fazer comédia tão bem. Cooper no filme está um idiota completo. Já Ed Helms, comediante contemplado, bastante subestimado na minha opinião, fez o papelão que já esperava que ele fizesse. Zack Galifianakis rouba o espectáculo, que show que este homem dá! O filme também conta com a participação de Heather Graham e Mike Tyson, ambos também a contribuir bem para o sucesso do filme.

"The Hangover" conta a história de 4 homens. Phil (Bradley Cooper), é um professor casado que está completamente aborrecido com a sua vida. Stu (Ed Helms), é um dentista "nerd" que tem uma namorada horrível que controla-o constantemente. Alan (Zach Galifianakis), é um homem um pouco estranho e anti-social, cuja irmã se vai casar com Doug (Justin Bartha). Ora o filme desenrola-se em Las Vegas onde estas 4 personagens decidem passar a despedida de solteiro de Doug. No dia seguinte deparam-se com uma situação de doidos: o quarto de hotel está completamente destruído, têem um bebé no armário, um tigre na casa de banho e Doug está desaparecido. Para além destes problemas, ainda há outro. Eles não se lembram de nada e o Doug vai se casar no dia seguinte. Alan, Phil e Stu terão que fazer de tudo para descobrir o que fizeram durante a noite e encontrar Doug antes que seja tarde demais.
O filme conta com um argumento bastante engraçado, é uma história simples que envolve momentos absurdos e hilariantes, que por vezes apresenta sequências um pouco irrealistas e estúpidas, mas penso que faz parte do género. O que importa é que apesar do irrealismo de algumas cenas, as cenas mesmo assim são executadas na perfeição e concretizadas convenientemente. Para além deste, outro pontos negativos que devo realçar, é o pouco desenvolvimento das personagens. O enredo, assim, não é nada de especial, mas a sua concretização soberba eleva "The Hangover" ao filme cómico do ano, se não dos melhores filmes de comédia da década.


É um filme altamente recomendável e imperdível, pois é genuinamente engraçado. Todd Phillips está de parabéns, pois realizou um grande filme. Que venha o "The Hangover 2", já anunciado para uma estreia a Julho de 2011.



EXAME

Realização: 8/10
Actores: 10/10
Argumento/Enredo: 7/10
Banda Sonora: 7.5/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 7.9/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: A Ressaca
Título Original: The Hangover
Realização: Todd Phillips
Ano: 2009
Actores: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Mike Tyson

Trailer do filme:

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SAW VI (2009)

By Sarah - domingo, agosto 15, 2010
A saga Saw sempre constou nas minhas preferências. O primeiro filme é de uma genialidade imensa, e o facto de ser low budget ainda é mais impressionante, pois conseguiram um filme fantástico com tão poucos meios. E os filmes que sucederam não foram muito maus, mas ficavam sempre na sombra do primeiro. Só que a qualidade dos filmes ia decaíndo, e bastante mesmo. Isto porque o SAW V, na minha opinião, é mesmo o pior filme da saga, e deixou-me com uma sensação de vazio imensa. Demasiados flashbacks, muito confuso. Basicamente foi apenas uma desculpa para fazerem outro filme.
Pergunto-me: "Será que o SAW já deu o que tinha a dar, e estão a esticar demasiado o conceito ao ponto de se tornar cansativo? O que é que o SAW VI poderá trazer de novo, para ser de facto um filme bom?". Foram com estas perguntas na minha cabeça que fui ver o filme, ou seja, com uma disposição espectacular e com umas boas expectativas.

Devo já adiantar que o SAW VI apresenta uma melhoria imensa relativamente ao filme anterior. Nem se compara. A história está melhor trabalhada, isto é, apresenta uma estrutura sequencial mais organizada que devolveu-me o sentimento de estar a torcer pela personagem principal, o que já nao acontecia à muito (dava por mim a querer logo que as personagens morressem para acabar logo com a minha tortura...)! Outro ponto positivo em relação ao SAW V, é que no sexto já não temos um desenrolar lento da acção, isto porque as cenas acontecem mais rápido e mais fortes, com armadilhas mais inovadoras, e com plot twists do melhor e é isso basicamente que define o conceito do filme (que perdeu-se imenso no SAW V). Isso não quer dizer, no entanto, que o argumento seja espectacular, não obstante a melhoria na organização e na exposição.
O filme segue duas linhas de acção, a primeira conta com o Detective Hoffman a tentar dar a volta e estar um passo à frente em relação à investigação do FBI, iniciando a segunda linha de acção que segue um homem chamado William, que é a vítima principal do filme, que é sujeito a inumeros testes mortais. Devo realçar que este aspecto está mesmo muito melhor conseguido neste filme, pois as armadilhas são sucessivas e mais intrigantes e contribui de facto para um ambiente sufocante e aquela vontade de torcer pela personagem principal. Prefiro não entrar em muitos pormenores relativamente à história, pois assim os spoilers seriam inevitáveis.
O SAW VI conta com a presença da vencedora da série da MTV "Scream Queen" Tanedra Howard. Bom desempenho, apesar de curto, por parte da actriz, que demonstrou muita credibilidade e provou ter muita qualidade. Tobin Bell é um verdadeiro senhor que apresenta-se sempre cada vez melhor no seu papel de John Kramer, tal como Shawnee Smith (Amanda), simplesmente adoro-a e é sempre um prazer vê-la novamente. Agora não sei se é pela personagem que interpreta (Detective Hoffman), mas eu não consigo gostar do trabalho de Costas Mandylor. Ou secalhar está mesmo a fazer um óptimo trabalho, porque odeio muito a personagem.

Apesar do filme de facto demonstrar melhorias, não é perfeito, na medida em que continuo a achar que estão a extender demasiado o conceito do filme, pois não era necessário terem chegado ao sexto. No entanto, para quem é fã da saga, é de facto imperdível. Melhor que o SAW V, sim, mas não me parece que seja o SAW VI a ultrapassar a qualidade do primeiro. Mas que venha o SAW VII. O último, esperemos.

EXAME

Realização: 6/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 6.8/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação

Título em português: Jogos Mortais VI

Título Original: SAW VI
Ano: 2009
Realização: Kevin Greutert

Actores: Tobin Bell, Costas Mandylor, Mark Rolston

Trailer do filme:

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300 (2006)

By Sarah - domingo, agosto 15, 2010
"THIS IS SPARTAA!"

A primeira palavra que encontro para descrever 300 não será algo que traga grande surpresa: o filme é ÉPICO. Baseado na banda-desenhada "Os 300 de Esparta" de Frank Miller e protagonizado por Gerald Butler, o filme parecia já ter tudo, a priori, para ser bem sucedido. Eu falo por mim que, quando vi o trailer, fiquei estupefacta com o efeito visual do género Sin City. Isso disse-me logo que poderia esperar um espectáculo visual fantástico. Mas como não é só isso que faz os filmes bons, preferi esperar para ver.
Ver o filme no cinema é uma experiência completamente arrebatadora; é impossível alguém não ter ficado impressionado com os soberbos efeitos visuais que este filme demonstra, que são, absolutamente, dos pontos altos do filme.

Zack Snyder não poderia ter feito melhor trabalho com 300. Já gostava do realizador pelo seu trabalho no remake de Dawn of The Dead (2004), que foi a sua estreia na realização. 300 foi o seu segundo filme e acertou em cheio, sem dúvida, isto porque foi o filme que o fez destacar e deu o prestígio que hoje é-lhe reconhecido. Zack Snyder procurou fazer um filme épico e não falhou na sua concretização: quer seja pela fantástica banda sonora, pela fidelidade à graphic novel de Frank Miller, pela sequência de cenas fantásticas, pelo guarda-roupa fenomenal, 300 não falha. O trabalho de câmara e os efeitos visuais estão fenomenais, propositadamente intencionados para com que pareça com uma obra de arte; De facto, é um doce para os olhos.O essencial e o ponto alto do filme é sem dúvida a acção. É o que o filme tem de melhor: as sequências em slow motion mostram o melhor dos Espartanos, é um autêntico ballet de sangue. Temia a demasiada violência das sequências de luta, mas estão assombrosas no bom sentido.

Gerald Butler não poderia assumir melhor
comando. Interpreta a personagem com uma paixão enorme e é simplesmente fantástico. Consegue transmitir qualquer emoção e faz-nos facilmente cair nas graças da personagem. Felizmente, todos os restantes actores fizeram semelhante trabalho, não tenho qualquer razão de queixa.

Na minha opinião, 300 é um filme bastante único e altamente recomendável. Não é só um filme de acção visto também nos mostrar uma história de um grande amor, mas obviamente envolto num ambiente de guerra e acção.
É dificil não se gostar deste filme, mas diria que é compreensível se não agradar a todos.

EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Banda Sonora: 9/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: 300
Título Original: 300
Realização: Zach Snyder
Ano: 2006
Actores: Gerald Butler, Lena Headey, David Wenham, Rodrigo Santoro

Trailer do filme:

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A quarta parte da saga Twilight será dividida em dois filmes

By Sarah - segunda-feira, junho 14, 2010
Com a estreia próxima de "Eclipse" nos cinemas (30 de Junho), a Summit Entertainment já adiantou que a sequela "Breaking Dawn" (a quarta parte da saga) será dividida em dois filmes, na medida em que se tornaria muito difícil adaptar o livro num único filme.
Contará igualmente com as presenças de Kristin Stewart, Robert Pattison, entre outros actores. Bill Condon realizará ambas as partes.

A primeira parte de "Breaking Dawn" tem estreia marcada para os EUA a 18 de Novembro de 2011, enquanto que a segunda prevê-se que estreie em meados de 2012.



Fica para já, o trailer do Eclipse, que estreará muito em breve.



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Novo poster de Resident Evil Afterlife; Sienna Guillory confirmada

By Sarah - segunda-feira, junho 07, 2010
Já saiu o teaser poster do Resident Evil Afterlife, que estreará mundialmente a 10 de Setembro!
Milla Jovovich confirmou ainda o retorno de Sienna Guillory (Jill Valentine) no filme: "So to answer many of your questions in one fell swoop, yes! The gorgeous and talented Sienna Guillory is back as Jill Valentine in RE4!"
- ("Para responder a muitas questões, sim! A talentosa e linda Sienna Guilory está de volta para interpretar Jill Valetine em RE4!").
A única aparição de Jill Valentine na saga foi no segundo filme, Resident Evil Apocalypse, marcando assim o seu regresso na quarta parte da saga.

Sinopse:

"Num mundo destruído por uma infecção viral, que transforma as suas vítimas em mortos-vivos, Alice continua na sua jornada para encontrar sobreviventes e levá-los para um lugar seguro.
A batalha mortal dela contra a Umbrella atinge níveis mais altos, mas Alice encontra ajuda inesperada de um velho amigo. Ao chegarem ao Alaska, a cidade já se encontra invadida por milhares de zombies, e Alice e seus parceiros, Claire Redfield e Chris Redfield entre outros, estão prestes a cair numa uma armadilha mortal"




Confiram o trailer, em baixo:

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A Nightmare on Elm Street (2010)

By Sarah - domingo, junho 06, 2010
"1, 2, Freddy is coming for you...!".

Freddy Krueger é indiscutivelmente das personagens mais icónicas de sempre. "A Nightmare on Elm Street", dirigido por Wes Craven e contando com a estreia de Johnny Depp enquanto actor, estreou em 1984 e arrebatou enormes críticas favoráveis e iniciou um fenómeno de culto instantâneo que ainda hoje se sente. Não se admire que tenha sido essa a razão pela qual o filme foi escolhido para se fazer um remake. Era algo inevitável. Nunca percebo porque é que acham que fazer um remake de um filme que já é absolutamente brilhante, poderá ser positivo, isto porque ser melhor do que o original é extremamente difícil. Claro está que poderá haver as devidas excepções. Mas defendo sempre que os filme intocáveis, intocáveis devem permanecer. Foi com esta ideia pré-concebida que fui ver o filme ao cinema, ou seja, apreensiva, mas com a esperança miudinha de me poder deparar com uma excepção de remake bem sucedido.
Isto porque sou fã incondicional de filmes de terror e não gosto nada de me desiludir com filmes (apesar de ultimamente ter sido uma constante, visto que é muito complicado conseguir ver um excelente filme de terror hoje em dia)

"A Nightmare on Elm Street" versão de 2010, apesar de apresentar pequenas diferenças no que toca ao argumento (no original Freddy era um assassino de crianças, nesta versão fizeram de Freddy um pedófilo, e no filme não há indicação nenhuma de que ele tenha assassinado alguma criança antes de ter sido morto pelos pais, o que de facto muda um bocado a essência da personagem pois é uma diferença bastante evidente e crucial), pretende fazer um completo remake do filme original, assim, conta-nos a história de um grupo de adolescentes que são aterrorizados nos seus sonhos pelo "assassino" Freddy Krueger. Esse grupo não percebe a razão do assombramento, portanto terão que descobri-lo antes que seja tarde demais.
Samuel Bayer realizou imensos videoclipes, como por exemplo "Green Day - Holiday". Acho que o conselho que se poderá dar a este realizador é que volte para esse mundo, visto que é muito mais bem sucedido aí. Na sua estreia no mundo do cinema, propôs-nos personagens de muito pouco interesse com actores muito mal escolhidos, com um argumento pobrezinho e mal contado. Mal contado porque o desenvolvimento das personagens está muito mal conseguido visto que o mínimo build up que há, é logo rapidamente acabado. Sim, porque morrem logo. O factor surpresa é inegável (!). E o final deste filme, devo acrescentar, é muito pouco surpreendente. Se a ideia era fazer um grande twist no final, tenho duas palavras a dizer sobre isso: Que insucesso. O filme peca um bocado pela proporção extensão/falta de acção, às tantas que já me encontrava ansiosa para que eles morressem logo.
Fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa, talvez alguma estrutura, algum seguimento. E contem muita incoerência, devo dizer. Havia cenas rápidas demais, e outras horríveis de lentas que eram. Mas devo dizer que, ver no cinema é de facto outra experiência, que é capaz de tornar este filme minimamente interessante, pois apanha-se de facto alguns sustos (houve um que foi assustador o suficiente para me fazer saltar da cadeira), e partilhar momentos desses com o restante público é super engraçado, especialmente quando se vê um grupo de raparigas à nossa frente aos berros, e ter uma tia e um pai a matarem-me os braços. (Os comentários constantes do meu pai "NÃO ADORMEÇAAAS" são fantásticos. Vive os filmes como ninguém!)

No que toca aos actores, devo dizer que fiquei completamente estupefacta com a interpretação de Jackie Earle Haley (Freddy Krueger). Creio que o fez de uma maneira esplêndida, e absolutamente perturbadora, adicionando um toque de sarcasmo e ironia que tornaram a sua prestação brilhante, e consagrando-o como o perfeito Freddy. Mas visto que é impossível apenas um actor carregar o filme às costas, especialmente quando os restantes actores são um bocado maus, não há ponta que se lhe pegue. Tive bastante pena que não tivesse aparecido mais no filme. Gostei bastante da caracterização de Freddy, acho que contribuiu com um certo realismo, parecendo mais com uma vítima de queimaduras. Um dos pontos positivos do filme é mesmo esse: os efeitos especiais/visuais que o filme tem são bastante bons, quer seja na caracterização de Freddy, quer seja no mundo dos sonhos que Freddy nos propõe. São ambientes até bastante assustadores e claustrofóbicos.
Achei Rooney Mara bastante má a desempenhar Nancy, e visto ser das personagens principais, é um aspecto bastante negativo. Não sei se é alguma coisa a ver com a personagem, já que na versão original a actriz que desempenhava Nancy também era horrível. Só sei que nas duas, algo chamado "credibilidade", não é algo que facilmente se encontrava.
E os actores que faziam dos pais das personagens... Talking about boring! Extremamente aborrecidos. No original, eram personagens que complementavam a história, neste não passam de personagens completamente entediantes.

Em suma, foi um filme engraçado de ser ver no cinema, mas mais devido á companhia do que propriamente ao filme em si, que peca em diversos pontos, e não tem nada a ver com o original em termos de brilhantismo. Mas se têm um grande grupo de amigos, vão ver ao cinema, que não é assim dinheiro muito mal gasto. Agora, se são muito exigentes e se já viram o filme original, a desilusão será inevitável.



EXAME

Realização
: 6/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Efeitos/Fotografia: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 6/10

Média Global: 6.3/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação

Título em português: Pesadelo em Elm Street
Título Original: A Nightmare on Elm Street
Realização: Samuel Bayer
Ano: 2010
Actores: Jackie Earle Haley, Rooney Mara, Kyle Gallner

Trailer do filme:


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A Noiva Cadáver (2005)

By Sarah - terça-feira, maio 11, 2010
"Loving You Is Like Loving The Dead."

Receio que vá ter que me repetir: Tim Burton é dos realizadores mais geniais de sempre. Cada filme que realiza é uma dádiva para o cinema. É um realizador incansável que não pára de me surpreender com a sua originalidade e genialidade. A sua fonte de inspiração parece interminável pois tem sempre algo de novo para mostrar, e já o provou com os diversos títulos que nos proporcinou: os filmes de Tim Burton têm sempre o seu estilo próprio.

"A Noiva Cadáver" não é excepção, sendo outro grande título por parte do realizador. Voltando às sua técnica de animação stop-motion, popularizada com o filme "Nightmare Before Christmas" 10 anos antes, "A Noiva Cadáver" apresenta-se como um filme surpreendente, cómico, assustador e dramático! Não deixem que o facto de ser um filme de animação vos leve a pensar que o filme é só para crianças. Nada disso. O filme tem um argumento até bastante sério, com o ambiente gótico e as temáticas de vida e morte envolventes, misturado com a vertente cómica e alegre, o que faz com que "Corpse Bride" seja uma miscelânea de sensações e por isso mesmo recomendado para imediata visualização, se ainda não o viram.

O filme passa-se no século XIX e centra-se na aborrecida vida de Victor (Johnny Depp). Este tem casamento marcado com Victoria (Emily Watson), apesar de nunca se terem conhecido. Depois de ensaiarem cuidadosamente, e muitas vezes, o seu próprio casamento e Victor falhar completamente, este vai para o bosque praticar e simula a cerimónia enfiando a aliança num galho. Para sua surpresa e desespero o galho era mesmo um dedo de Emily (Helen Boham-Carter),a "Noiva Cadáver", que alega agora ser a sua noiva legal, desconhecendo que Victor não tinha qualquer intenção de casar com ela e que tudo é apenas um grande mal entendido.
Victor é assim arrastado para a Terra dos Mortos, em que se depara com uma realidade completamente diferente da que se deparava na Terra dos Vivos. É um sítio muito mais alegre, colorido e vibrante do que a Terra dos Vivos, que no filme é um sítio triste, monótono de tons cinzento. Tim Burton elabora aqui a sua crítica social, apresenta-nos uma ambiguidade e consegue um grande eufemismo relativamente à morte, encarando-a com um grande positivismo, e até melhor do que a vida. Na minha opinião é isso que faz o argumento de Burton tão inteligente. Também nos deparamos com as temáticas do amor não correspondido e da amizade, o que fazem com que "A Noiva Cadáver" seja um filme bastante tocante (o título do filme pode enganar um bocado e parecer ser de terror, mas é uma história de amor bastante bem conseguida e emocional, não obstante os seus toques "dark"). O final surpreendente do filme é que não me agradou, particularmente.

Claro está que, em termos visuais, o filme não desilude, como esperado de qualquer filme Tim Burton. A animação está bastante satisfatória, e como já referi, é a mesma utilizada em "Nightmare Before Christmas". Só tenho a dizer que, com o trabalho que este filme deve ter dado, com certeza que o seu produto final compensa o enorme esforço. As personagens estão muito bem feitas, e o que me agrada neste filme, é que são personagens tão fáceis de se gostar e de nos podermos identificar. E é aqui que devo salientar o magnífico trabalho por parte dos actores. Todos foram verdadeiramente impecáveis, até é me difícil destacar apenas um. Desse modo, vou generalizar, portanto, considero que todos estiveram excelentes.
"A Noiva Cadáver" sem o compositor Danny Elfman também não seria a mesma coisa. A banda sonora do filme está 5 estrelas. As principais cenas do filme contam com músicas fenomenais, é por isso que a colaboração Elfman-Burton é quase sempre constante. O impacto de muitas cenas de muitos filmes de Tim Burton devem-se a este senhor.

É um filme que me impressionou pela positiva, obrigatório para todos os fãs de Tim Burton e não só! Já o vi mais que uma vez e conseguiu sempre retirar de mim as diversas emoções: riu-me sempre que nem doida nas partes cómicas e o fim coloca-me sempre no papel de uma Maria Madalena a chorar. Imperdível!


EXAME

Realização: 8/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 7/10
Banda Sonora: 9/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Grafismo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 7.8/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: A Noiva Cadáver
Título Original: Corpse Bride
Realização: Tim Burton
Ano: 2005
Actores: Helen Bonham Carter, Johnny Depp, Emily Watson, Christopher Lee

Trailer do filme:


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TOP de Animação - Década de 2000

By Sarah - terça-feira, maio 04, 2010

Esta década foi presenteada com magníficos filmes de animação, e, pessoalmente, a maior parte deles vêm da PIXAR. Na minha opinão, a Disney já não faz filmes como antigamente. Sim, a Disney e a PIXAR estão interligadas agora (Disney.Pixar), mas são coisas independentes. Já não se vê filmes como o Rei Leão; esse legado permanecerá intacto. A animação stop-motion esteve em grande esta década, com o lendário Tim Burton a realizar "A Noiva Cadáver", após o sucesso dos anos 90 "O Estranho Mundo de Jack". Filmes como Coraline e A Fuga das Galinhas também são exemplos deste magnífico tipo de animação.

Séries como The Simpsons, Naruto e Family Guy também tiveram a sua representação no grande ecrã. A década não estaria completa sem a introdução de personagens que se tornaram icónicas : Alex o Leão, Shrek, Nemo, Wall-E, Spider Pig ou Sid .

Aqui estão alguns dos filmes que considero serem os melhores da década.


Finding Nemo (2003)


Depois deste filme, as lojas de animais agradeceram com o aumento nas vendas de peixes-palhaços e outros. Dispensando introduções, "À Procura de Nemo" conta a história do peixinho Nemo: este é um pequeno peixe-palhaço, que repentinamente é raptado do coral onde vive por um mergulhador e passa a viver num aquário em Sidney. Decidido a encontrá-lo, o seu pai sai à sua procura, tendo como ajuda a inesquecível Dory. Um clássico da PIXAR, claro.

Crítica: Brevemente
Trailer:



Up! (2009)


Up! foi dos filmes mais aclamados pelas críticas em 2009, tornando-se nos melhores filmes de animação de sempre. É dos melhores filmes da PIXAR, e fechou a década de 2000 de uma maneira grandiosa.
Carl Fredricksen é um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante vôo. O objectivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar. Uma história inspiradora.

Crítica: Brevemente
Trailer:



Ratatouille (2007)


"Ratatui" é um filme que, literalmente, faz crescer água na boca. Centra-se em gastrononia, e dá-nos mesmo fome. Mas não é só isso que faz deste filme um clássico da PIXAR. É a animação, a história e as personagens que fazem deste filme aquele pequeno miminho.
O filme relata a história de um ambicioso e inteligente rato chamado Remy , que sonha tornar-se um grande chef. Um dia, um incidente acontece e ele fica situado debaixo do famoso restaurante do seu ídolo e chef favorito, Gusteau. Ele decide visitar a cozinha do restaurante e lá conhece Linguini, um atrapalhado ajudante que não sabe cozinhar e que precisa de manter o emprego a qualquer custo. Remy e Linguini formam uma parceria, em que Remy fica escondido debaixo do chapéu de Linguini, controlando os seus movimentos e indicando o que ele deve fazer para cozinhar.

Crítica: Brevemente
Trailer:



Wall-E (2008)


"Wall-E" tornou-se dos meus filmes de animação favoritos porque reúne uma série de qualidades que prezo bastante: inteligência, coerência, ciência e diferença. É um filme que não agrada a todos, por ser mesmo muito especial. Após centenas de anos sozinho a fazer o que foi programado para fazer, o robô WALL.E. descobre um sentido na sua existência quando se apaixona pela robô EVE. Esta apercebe-se que WALL.E tropeçou, sem saber, na resolução para o futuro da Terra, e corre de volta ao espaço para contar as suas descobertas aos humanos, que têm estado ansiosamente a aguardar por notícias que digam que é finalmente seguro voltar para casa. Entretanto, WALL.E persegue EVE pela galáxia, apaixonado, enquanto se tenta arranjar a solução para os humanos voltarem para a Terra.

Crítica: Brevemente
Trailer:


Shrek (2001)


Talvez dos filmes mais mediáticos da história da animação, "Shrek" revolucionou o mundo do cinema. Shrek fez parecer as coisas horrorosas as mais bonitas. É dos melhores filmes de sempre e cómicos alguma vez feitos, e super original (tirando as suas "inspirações" brilhantes).
Dispensa qualquer introdução, o filme centra-se no ogre mais famoso do mundo, Shrek. É o primeiro e considerado melhor da saga (apesar de achar o segundo melhor).

Crítica: Brevemente
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The Corpse Bride (2005)


Outro filme stop-motion de Tim Burton, outra parceria Burton-Depp. Não se compara a Nightmare Before Christmas, mas A Noiva Cadáver é um filme de animação excelente que merece, sem sombra de dúvida, de estar neste top. O filme centra-se na aborrecida vida de Victor (Johnny Depp). Este está destinado a casar com Victoria, mas os dois nunca se conheceram. Depois de ensaiarem cuidadosamente o seu próprio casamento e Victor falhar completamente, este vai para o bosque praticar e simula a cerimónia enfiando a aliança num ramo. Para sua surpresa e desespero o ramo era mesmo um dedo de Emily (Helen Boham-Carter),a "Noiva Cadáver", que alega agora ser a sua noiva legal. Surpreendente, cómico, assustador e dramático!

Crítica: Aqui
Trailer:



The Incredibles - Os Super-Heróis (2004)


Outro clássico da PIXAR, dos meus filmes de super-heróis (animados) favoritos. Este filme é simplesmente imperdível,e foi vencedor do Óscar de Melhor Filme de Animação em 2004.
O filme trás-nos a história de Roberto Pêra, que foi um dos maiores super-heróis do mundo. Conhecido por todos como Sr. Incrível, salvou vidas e lutou contra o mal diariamente, como que por profissão. Agora, quinze anos depois, Roberto e a mulher Helena vivem longe da glória, tentando combater o aborrecimento. A oportunidade de voltar à acção surge quando recebe uma comunicação misteriosa que o leva a uma ilha deserta para uma missão ultra-secreta.

Crítica: Brevemente
Trailer:



Coraline (2009)


"Coraline e a Porta Secreta" é um filme fantástico, surpreendente e com uma animação soberba. Conta com as vozes de Dakota Fanning, Ian McShane e Teri Hatcher.
A sinopse do filme diz-nos que Coraline é uma menina que sonhava viver num mundo melhor, com mais diversão e emoção. Ao mudar para uma nova casa, encontra uma porta trancada. Depois de muito tentar, consegue abri-la. Descobre um mundo onde tudo é alegre e os seus pais são sempre divertidos. A princípio, a única coisa estranha é que as pessoas têm botões no lugar dos olhos. Aos poucos, descobre segredos, percebe que está em perigo e vê que o mundo real não era tão mau assim. Original, marcou definitivamente a década, vale a pena verem.

Crítica: N/A
Trailer:



Ice Age (2002)


A "Idade do Gelo" mudou a face da Terra, como também da animação. Bom argumento, animação diferente e aspectos bastante cómicos fazem deste filme das maiores surpresas da década. Quando a preguiça Sid conhece o mamute Manny , este tenta de tudo para se livrar do chato Sid. Mas isso é apenas o começo : após encontrarem uma vila humana destruída, Manny é convencido por Sid a ajudar a entregar um bebé ao seu pai. Eles têm a companhia de Diego, o tigre dente-de-sabre que fica amigo de Sid e Manny e que tem planos de entregar o bebé ao seu líder.


Crítica: N/A
Trailer:



Monsters Inc. (2001)


Ser um filme da pixar, já é, por convenção, um filme brilhante. Não é, de longe, o meu favorito da Pixar, mas "Monstros e Companhia" é mesmo muito bom!
Resumindo a história do filme, este é sobre monstros que assustam crianças para poderem conseguirem os gritos delas para gerar energia para seu mundo. Se não viram, vejam.

Crítica: N/A
Trailer:



Chicken Run (2001)


Recebi "A Fuga das Galinhas" no meu 10º aniversário, em 2001, e adorei. Agora,anos consideráveis mais tarde, ainda o adoro! O filme retrata a história desesperada de galinhas. Durante a década de 50, numa quinta dedicada à criação destas em Yorkshire, a galinha Ginger procura desesperadamente uma maneira de conseguir escapar ao fim trágico que os seus donos reservaram para ela e para as suas amigas. Após várias tentativas não muito bem sucedidas, surge na capoeira o galo Rocky, com uma ambiciosa promessa: ensinar as galinhas a voar. Imperdível, e com uma técnica de animação brilhante: stop motion.

Crítica: Brevemente
Trailer:



How's Moving Castle (2004)


De Hayao Miyazaki, " O Castelo Andante" é dos meus filmes de animação japonesa favoritos. Brilhante e incrivelmente bonito de se ver, aconselho vivamente para toda a gente.
Uma jovem chamada Sophie é amaldiçoada por uma bruxa, que a torna numa mulher velha; há um senão: Sophie não é capaz de contar a ninguém da maldição. Impossibilitada de continuar o seu trabalho na loja da sua mãe, ela vai para o castelo andante do famoso feiticeiro Howl. Sophie fica amiga de Calcifer, o demónio de fogo que governa o castelo e que está ligado a Howl por um contrato, cujos termos Calcifer não pode revelar. Prometem ajudar-se mutuamente. Tal como Calcifer, Howl consegue ver Sophie como jovem, e ele e Sophie apaixonam-se.

Crítica: Brevemente
Trailer:


Outros:

Bolt
A Viagem de Chihiro
Madagascar 1 e 2
Simpsons The Movie
Wallace & Gromit - A Maldição do Coelho Homem
Fantastic Mr.Fox
Mary & Max

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por Joana Queiroz
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Clash of the Titans (2010)

By Jota Queiroz - segunda-feira, maio 03, 2010

Between gods and men, the clash begins.

Mitos, filosofia, elementos trágicos. Viciados em God of War, a mitologia grega está de volta com este Clash of the Titans. Hollywood não perdeu tempo em lançar um filme com esta temática,que aproveita o sucesso da saga de jogos playstation God of War. Sendo sobre mitologia grega, prometia ser épico. E também, é mais um filme 3D nos cinemas. O filme tem efeitos especiais soberbos, no entanto a premissa não é bem desenvolvida. Estava muito entusiasmada para ir ver este filme, mas tinha certas exigências. Clash of the Titans constitui o remake do filme de 1981 com o mesmo nome, baseado no mito de Perseus. Para os fãs do original, tenho uma má notícia: o filme será uma nódoa para vocês. Para os fãs de 3D: podem tirar os óculos durante o filme, e reclamem os dois euros extra. Ou simplesmente não levem os óculos.

O filme é realizado por Louis Leterrier e conta com as interpretações de Sam Worthington, Liam Neeson e Ralph Fiennes nos principais papéis. Começa por nos contar a história de três deuses que combateram os Titãs: Zeus, Hades e Poseidon. Os Titãs foram derrotados pelo monstro Kraken, obra de Hades; depois da derrota dos Titãs, Zeus criou os humanos e governava o Olimpo, enquanto Poseidon governava o mar. Hades, sendo traído por Zeus, foi condenado ao submundo. A acção rapidamente muda, centrando-se na história de Perseus (Sam Worthington). Apesar de ter sido criado por humanos é, na verdade, um semideus, fruto do amor entre a mortal Danae e Zeus (Liam Neeson), o rei dos deuses. Quando Hades (Ralph Fiennes), deus do submundo e irmão de Zeus, decide matar a família de Perseus, este, em busca de justiça, jura vingar-se. Mas o destino de Perseu é muito mais grandioso do que uma simples vingança e, liderando um grupo de soldados, terá que unir esforços com o seu pai e derrotar Hades e Kraken, o seu colossal monstro marinho.

Um filme que prometia ser avassalador, falhou na concretização da sua premissa. A história não é perfeita e deixa muito a desejar, sendo inconsistente e vazia. Prometia ao início, e realmente há a sensação de querermos saber o que vai acontecer. Contudo, a acção é demasiado acelerada e previsível. O filme falha no estabelecimento de ligações com as personagens; não se consegue identificar com nenhuma, pois não são nada aprofundadas. A narrativa é de tal modo rápida que parece que estamos a ver marionetes sem sentimentos a andarem numa montanha russa. O argumento não é sólido e não é 100% fiel à mitologia grega. No entanto, as sequências de acção constituem um ponto positivo, são simplesmente brilhantes!

A realização não está má, Louis Leterrier consegue captar a atenção dos espectadores do início ao fim, quer seja com as magníficas sequências de acção, quer com os cenários e paisagens. Clash of the Titans está igualmente bem filmado e cativante. No entanto, o diálogo, na minha opinião, não é muito bom. Momentos de humor puro (excelentes), sim, mas de resto não tem conteúdo relevante. Outro aspecto menos positivo é a duração. Achei-o relativamente pequeno,não há espaço para a consolidação do argumento nem das personagens. Mas para a duração que tem, a acção está muito bem distribuída, não havendo momentos mortos; não ficarão aborrecidos.

O filme não falha na sua componente visual, superando todas as expectativas. De realçar a Medusa, apesar de se ver que não é real, está muito boa. Para não falar no Kraken: de fazer cair os olhos, perfeito. Os restantes monstros e criaturas também estão excelentes. Porém, o 3D neste filme não resultou. Clash of the Titans não foi idealizado para 3D, sendo convertido em cima da hora. Infelizmente, não se consegue tirar partido desta tecnologia, não explorando as suas máximas potencialidades. Não provoca a espectacularidade nem o impacto desejado nos espectadores. Pagar 7,90 por um filme que se via perfeitamente em 2D é muito frustrante, é mesmo nos créditos finais que o 3D brilha. Bem... nem todos são o James Cameron, não é verdade?


Liam Neeson e Ralph Fiennes interpretam o papel de Zeus e Hades, respectivamente. Dois actores muito experientes (adoro o Ralphy), mas neste filme não são avassaladores, como seria de esperar. Considerei a personagem Hades muito imponente e bem representada, já Zeus deixou-me de queixo caído: negativamente. Deu-me vontade de rir, sinceramente, parecia um Carnaval que acabou mal. Sam Worthington não este horrível, mas não é versátil e o diálogo pobre não o ajudou em nada. Dos restantes actores, não tenho muito a dizer, pois não houve nenhuma interpretação que se destacasse.

Tenho pena que Clash of the Titans tenha sido esmagado pelas críticas e que não tenha sido um clássico. Apesar das falhas, tinha potencial. Alguns ficarão desapontados, outros irão odiar, outros gostar bastante. Pode parecer que só tem aspectos negativos, mas não: tem aspectos muito positivos, como a acção e os efeitos. É um filme de acção razoável, mas não cumpre os objectivos. Na minha opinião,que até gostei do filme, vê-se muito bem e agradará algumas minorias.

Definitivamente, não é Crap of the Titans, mas, apesar de ter tido potencial para tal, não é nem será épico.

EXAME

Realização: 6/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Efeitos/Fotografia: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 6/10

Média Global: 6/10

Crítica feita por Joana Queiroz



Informação

Título em português: Confronto de Titãs
Título Original: Clash of the Titans
Realização: Louis Lerretier
Ano: 2010
Actores: Sam Worthington, Ralph Fiennes , Liam Neeson


Trailer do filme:


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Night of The Living Dead (1968)

By Sarah - segunda-feira, maio 03, 2010
Em 1968 George A. Romero realizou o filme que ficaria para sempre na história do cinema como o pioneiro do género "zombies", e levaria Romero a ser considerado um génio. Há que realçar que "A Noite dos Mortos Vivos" é o primeiro de uma triologia, que, sem dúvida, influenciou por completo todos os filmes subsquentes.
É um clássico que aterroriza os fãs de terror há mais de 40 anos (A imagem de George A. Romero com apenas 28 anos não se forma na minha cabeça...
Parece que Romero sempre teve a mesma aparência!) e é o exemplo perfeito de que um filme pode ser um clássico, apenas com um simples argumento e sendo low-budget. É um filme que nos prende de início até ao fim (e o final é simplesmente indescritível).

É claro que os longos anos passados, e o facto de termos hoje em dia diversos filmes de zombies em que o gore e sangue são as principais características, retiraram ao filme algum do seu impacto, mas se formos a contextualizar este filme, sem dúvida que revolucionou o cinema, sendo assim obrigatório para os fãs do género. Na altura o filme foi banido em alguns países, foi bastante controverso devido ao seu conteúdo explícito. Provocou horrores nos cinemas, isto porque na época, o cinema era visto de outra maneira, havia uma maior ligação entre o herói e os espectadores, e se o herói morresse, era uma verdadeira tragédia para os espectadores.

O filme começa com Johnny (Russell Streiner) e Barbara (Judith O'Dea) a visitarem o túmulo do seu pai, sendo derepente atacados por um morto-vivo. Barbara mal consegue escapar, mas corre com as suas máximas forças até uma casa, onde é salva por Ben (Duane Jones). No entanto, enquanto Ben encontra-se muito estável, Barbara encontra-se completamente em choque, perdendo a sua racionalidade. Ambos deparam-se com uma família e um jovem casal na cave. O grupo fica, assim, escondido na casa à espera de salvação, mas não será muito dificil para os zombies encontrarem maneira de entrarem dentro da casa. Para além das preocupações com o exterior, o grupo também começa a lidar com diferenças internas, e o verdadeiro teste começa, isto é, será que conseguem sobreviver se não resolverem os problemas entre si?
A vertente humana do filme está muito bem conseguida, isto porque o problema da humanidade acaba por ser o principal problema. George A. Romero não se cansa de utilizar os seus filmes para fazer as suas críticas sociais, já que são vistas igualmente em filmes posteriores. Como já referi, apesar da simplicidade do argumento, não deixa de ter uma história intrigante que nos propõe momentos de alta tensão.

Os efeitos especiais do filme, agora completamente ultrapassados, na altura foram um verdadeiro choque. Na minha opinião, o filme está verdadeiramente realista e assustador tento em conta a época em que foi feito.
Para além disso, os actores estão muito bem. Duane Jones apresenta-se firme como Ben, e na altura foi bastante controverso, pois foi a primeira vez que um actor afro-americano interpretava o papel principal num filme de terror. Devo dizer que fê-lo de uma maneira excepcional e credível. Talvez o único senão relativamente aos actores é mesmo a actriz principal, a Judith O'Dea. Não me cativou muito, nem penso que tenha interpretado o seu papel de maneira sensata. Ou secalhar o problema foi mesmo do argumento do filme, que tratou as mulheres um bocado mal, isto porque todas elas são completamente indefesas. Isto, aliás, levou a um protesto das críticas feministas.

É complicado adorar-se este filme hoje em dia, quando muitos estão habitados a certo tipo de terror. Mas há que não esquecer o que torna este filme espectacular: é o facto de não depender de litros de sangue e ter uma história bastante sólida que o fazem 5 estrelas. O que torna "Night Of the Living Dead" assustador, é a música ambiente, os planos de câmara e luz, e principalmente o grupo de actores que torna tão credível a história de um grupo de pessoas a lutar pela sobrevivência e ver o seu mundo a ser atacado por zombies.

"Night of The Living Dead" é a verdadeira obra-prima de George A. Romero, e não há nenhum filme que o iguale, mesmo que esteja melhor em termos de efeitos especiais. Um clássico será sempre um clássico, e esse é um estatuto que ninguém pode retirar a este filme.


EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8/10

Crítica feita por Sara Queiroz



Informação

Título em português: A Noite dos Mortos Vivos
Título Original: Night of the Living Dead
Ano: 1968
Realização: George A.Romero
Actores: Judith O'Dea, Duane Jones

Trailer do filme:


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