Depois do Cinema

Stoker (2013)

By Sarah - terça-feira, junho 18, 2013

"Do not disturb the family.."

Não há perfeito exemplo hoje em dia de como um realizador pode fazer toda a diferença num filme, como em "Stoker". 
A estreia americana do realizador coreano Park Chan-Wook (Oldboy) não poderia ter sido melhor, e graças às suas características particulares, é uma obra visualmente brilhante. Não é segredo que sou acérrima defensora do cinema asiático, e felizmente o realizador não abriu mão da sua essência, tendo acertado gloriosamente neste filme. É dos realizadores com mais atenção ao detalhe que conheço, com movimentações inteligentes de câmara e composição perfeita das cenas. Sendo certo que não é uma película isenta de falhas, tem todos os elementos de suspense que decerto não vão deixar ninguém indiferente. No entanto, muitos dos fãs do realizador poderão ficar ligeiramente desapontados com a falta de profundidade que este filme, infelizmente, padece.

Em "Stoker" acompanhamos os acontecimentos que sucedem após a morte de Richard Stoker, seguindo o luto da jovem India Stoker (Mia Wasikowska), nitidamente perturbada, e Evelyn Stoker (Nicole Kidman), aparentemente desconsiderando tudo o que lhe rodeia. São abruptadamente "invadidas" pela presença de Charles Stoker (Matthew Goode), o enigmático irmão do falecido que até então se desconhecia a existência. Quando ele se muda para casa delas, imensos segredos vêm à tona deste estranho triângulo, em especial o passado obscuro de Charles Stoker.. 

Nicole Kidman e Mia Wasikowksa

O argumento ficou a cargo de Wentworth Miller (conhecido por protagonizar Prison Break), e apesar de ter um potencial inegável, tenho que ser franca; tenho ideia de que não poderia haver argumento mais elementar ou básico, não que seja totalmente mau, mas é demasiado genérico. Sem querer entrar em muitos detalhes para não estragar o visionamento do filme, deparei-me com certas discrepâncias narrativas incontornáveis. Não que, na generalidade, não seja eficiente, e até gostei do pormenor de ser carregadíssimo de duplas conotações, mas há certos acontecimentos durante o filme que não se percebe bem o porquê. Talvez seja intencional, para dar azo a inúmeras teorias, mas acho que poderia ter sido melhor desenvolvido ou explicado, acabando por sofrer de excesso de conteúdo pouco aprofundado. Penso que agora seja mais perceptível o que quis dizer com o filme ter sido praticamente salvo pelo realizador. O argumento é elementar, mas Park Chan-Wook pegou nele e conseguiu elevá-lo para outro nível, tal como era esperado. É uma característica que faz parte da sua assinatura cinematográfica, pois todos os detalhes idealizados pelo realizador quase que ganham força narrativa por eles próprios. 

Isto para não ter que mencionar, pois é efectivamente óbvio, que a fotografia é outro dos pontos fortes do filme. Está absolutamente excepcional e dominante, envolta em contrastes belíssimos. Mas estes são aqueles tais pontos técnicos que evidenciam a extrema qualidade do realizador, que não se poupa a detalhes para nos proporcionar uma verdadeira experiência cinematográfica. Já a banda sonora é outra adição ao leque de qualidades do filme.

Mia Wasikowska e Matthew Goode
Evelyn Stoker, é absolutamente bem interpretada por Nicole Kidman, que faz neste filme um papelão daqueles. Kidman consegue, de maneira perfeita, transmitir o quão problemática, frígida e vazia a personagem consegue ser. E as cenas com Mia Wasikowska reflectem exactamente isso. India Stoker não é das personagens propriamente mais simpáticas, mas tem a força exacta exigida para uma protagonista. Confesso que até agora não era grande fã de Mia, mas rouba totalmente o filme ao proporcionar-nos com uma actuação bastante eficiente e comprometida. A evolução da personagem é incrível à medida que a trama avança e nos vamos deparando com imensas questões: será Charles Stoker um vilão? Qual o motivo da aproximação de Charlies na família após o luto da morte de Richard? Porque é que India reluta em aceitar Charles na família? Charles Stoker é interpretado por Matthew Goode e, sinceramente, está exactamente como esperado. Sou grande fã do actor, e não via ninguém a desempenhar o problemático Charles como ele. Curiosamente, o papel era para ter sido interpretado por Colin Firth. Felizmente não aconteceu.

Para concluir, Stoker é um filme complicado de se enquadrar categoricamente. Tem elementos de diversos géneros, sendo das obras mais maduras do realizador, que continua a exercer uma influência gigante nos seus filmes tão característicos. É um filme que gera muita tensão que com certeza se irá tornar numa pequena pérola cinematográfica. É, sem dúvida, marcante, e não poderia deixar de recomendar!

EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8.5/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Efeitos/Fotografia: 8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média global: 7.6/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título original: Stoker
Título português: Segredos de Sangue
Ano: 2013
Realização:  Chan-wook Park
Actores:  Matthew Goode, Nicole Kidman, Mia Wasikowska

Trailer do filme:








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Mestres da Ilusão (2013)

By Sarah - domingo, junho 16, 2013


À imenso tempo que não me surpreendia tanto com um trailer como me surpreendi com o do "Now You See Me". As minhas primeiras impressões foram muito positivas, pois achei que me iria deparar com um filme bastante ousado e diferente. Mais uma vez acertei. Mas terá sido pelos bons motivos?

O que posso desde já adiantar, é que o filme não concretiza devidamente a fantástica premissa, rodeando-se de inúmeros obstáculos incontornáveis que quase levam o filme a alcançar o nível de mediocridade. O pouco conteúdo que "Now You See Me" tem, é exageradamente evidenciado, não sendo salvo pelas reviravoltas argumentativas ou até (curiosamente) por truques de magia. A ironia até é mesmo essa: o filme acaba por revelar-se uma grande (des) ilusão, pois apesar de começar espectacularmente bem, tornando-se inevitável criar-se algumas expectativas, tem um desenvolvimento fraco e um final anti-climático que nos leva a perguntar o porquê da última hora e meia ter sequer existido. Não me interpretem mal: o filme pode até ser "entertaining" e tem alguns aspectos positivos que acabarei por evidenciar, mas os aspectos negativos são demasiado gritantes. 

Sinopse (PUBLICO): Um grupo de quatro mágicos norte-americanos, liderados pelo carismático Michael Atlas, apresenta um espectáculo de magia nunca antes visto: primeiro surpreendem a audiência ao roubar, em tempo real, um banco em França e, em seguida, dividem os lucros pelas contas bancarias de cada um dos espectadores. Dylan Hobbs, agente do FBI, está determinado a puni-los pelos crimes e a detê-los antes que realizem o que promete ser um assalto de proporções absolutamente inesperadas. Com a agente Alma Vargas na sua equipa, Hobbs recorre a Thaddeus Bradley, célebre pela sua habilidade em desvendar os mais complexos truques de magia. Assim, enquanto a pressão aumenta e o mundo aguarda o grande e espectacular truque final, Dylan e Alma apressam-se para os deter. Porém, ambos estão conscientes que será difícil antecipar as suas jogadas e que, para os deter, apenas poderão confiar nos conselhos de Bradley e nos seus próprios instintos.


É frustante saber que tinha todos os elementos para ser bem sucedido, o potencial é inegável. Usar intrigas, magia e assaltos, são elementos dramáticos para criar um bom ambiente de suspense, e apesar de estar recheado deles, a execução foi péssima e o argumento sofrível, quicá ilusório. É perceptível que houve ambição no argumento, só que à medida que o filme se desenrola, parece que a imaginação dos argumentistas chegou ao zero. Não vou elaborar em profundidade para não estragar a "surpresa", mas digamos que a reviravolta que o final reserva é absolutamente ridículo, não fazendo qualquer sentido à luz de todo o enredo. Haverão de perceber o porquê.

Mas tudo tem a sua explicação; há efectivamente uma "raison d'être" para tamanha discrepância argumentativa. Acontece que Leterrier tem técnicas cinematográficas bastante particulares, em que a sua preocupação tornou-se, em demasia, ilustrar a verdadeira "magia", e não tanto em aprofundar o argumento ou até mesmo as personagens. Assim sendo, "Now You See Me", não é um filme propriamente profundo ou até mesmo substancial. Neste ponto nem sequer se compara ao filme de Christopher Nolan, "The Prestige". Mas nem tudo é negativo, porque apesar de considerar que o resultado obtido não foi o melhor, não consigo deixar de achar que estas falhas argumentativas poderão ter tido o seu grau de intencional. Talvez o realizador quisesse apenas cativar o público a níveis visuais e artísticos em detrimento de um bom argumento, o que, verdade seja dita, em alguns aspectos conseguiu ser bem sucedido. É inegável que o filme é um verdadeiro espectáculo visual, sempre pronto a impressionar o espectador, e por mais incoerências que tenha, há que dar mérito ao realizador por conseguir manter o ritmo frenético ao filme, e pelas tentativas de desafiar intelectualmente o espectador.


O grande trunfo do filme reside no seu elenco, em particular Jesse Eisenberg e Mark Ruffalo que conseguiram o impensável feito de credibilizar minimamente a narrativa. Tenho é que apresentar duas pequenas excepções: Isla Fisher e Mélanie Laurent. Não percebi bem qual foi concretamente o problema, se mau casting ou péssima escrita, mas o certo é que ambas não cumpriram nem sequer os requisitos necessários para desempenharem os seus papéis. A credibilidade foi uma qualidade que não lhes assistiu neste filme. 

Em suma, "Now You See Me" é um filme bastante rítmico e apelativo visualmente, que peca em total plenitude a nível da narrativa. Entretém, sem dúvida, mas será massacrado pelos mais exigentes; é salvo pelo seu elenco de enorme qualidade, e apesar de ter momentos engraçados, a sensação de saber a pouco irá ser inevitável, pela fraca exploração da narrativa.


EXAME

Realização: 5/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 4.5/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Efeitos/Fotografia: 7.5/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 5/10

Média global: 5.8/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título original: Now You See Me
Título português: Mestres da Ilusão
Ano: 2013
Realização:  Louis Leterrier
Actores:  Jesse Eisenberg, Isla Fisher, Morgan Freeman, Woody Harrelson, Mark Ruffalo, Michael Caine, Dave Franco, Mélanie Laurent.

Trailer do filme:




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Escape From The Planet Of The Apes (1971)

By Rodrigo Mourão - terça-feira, maio 07, 2013

O 3º filme do Planeta dos Macacos ou (SPOILERS): Como fazer uma sequela depois de se matar todas as personagens e explodir com o planeta no filme anterior. 

Este filme é tramado... Se um segundo filme não estava pensado quando se rodou o primeiro, então, visto o final de Beneath the Planet of the Apes, é que este terceiro não podia estar mesmo previsto. Mas, numa frase: ainda bem que o fizeram.

 Esta terceira parte começa imediatamente após a explosão da Terra no filme anterior, tendo os chimpanzés Cornelius (Roddy McDowall), Zira (Kim Hunter) e Milo (Sal Mineo) sobrevivido, pois estavam a bordo da antiga nave de Taylor, por eles consertada. A explosão causou uma interferência nos sistemas da nave e fez com que ela voltasse no tempo, para o ano de 1973. Os chimpanzés são então descobertos pela nossa sociedade.

 E pronto, é assim que se arranja vida para uma saga após a sua morte declarada... Digo-vos que esta é capaz de ser a melhor das 4 continuações ao original Planet of the Apes de 1968. E explico já porquê. Primeiro, o inimitável Roddy McDowall está de volta como Cornelius (e , a partir daí, nunca mais deixaria de marcar presença nos restantes filmes da quintologia). Segundo, continuamos a ter Kim Hunter no fantástico papel de Zira. Terceiro, a situação inverte-se pois agora são os macacos evoluídos que estão em minoria e que têm que fazer por sobreviver no nosso mundo. Quarto, é o filme mais variado da série, cobrindo do cómico ao trágico, passando pelo drama. Quinto, tem uma banda sonora adequadíssima aos vários momentos. Sexto, se o segundo filme tinha uma premissa mais ambiciosa que a do primeiro filme, então este terceiro tem o argumento melhor redigido (saliento apenas a passagem em que se explica a ideia das viagens no tempo através do exemplo do pintor que se pinta a ele mesmo a pintar um quadro). Sétimo, continuamos a ter óptimas performances e , desta vez, não há mesmo Charlton Heston (GRAÇAS A DEUS!). Por último, e não menos importante, já temos muito menos zooms até ao "infinito e mais além!"

 

Enfim, esta terceira parte explora melhor a relação entre Cornelius e Zira, duas personagens recorrentes presentes desde o primeiro filme (ainda que não muito no segundo) e estabelece a génese/fundamento daquilo que será a maior história- a escravatura e , depois, a rebelião dos macacos. É que aqui reside, provavelmente, o maior interesse do filme: o carácter pacífico de Cornelius e Zira e a tentativa de se integrarem num sítio que não compreendem, contra o medo de alguns humanos de que eles os tentem dominar, tendo em conta aquilo que «aconteceu» no futuro. No meio disto, o casal símio também terá que marcar a sua posição ao ver a sua sobrevivência em risco, ainda para mais com Zira grávida. O final, digo-vos, é , tal como o do segundo, mais um daqueles que dificilmente veríamos num filme de estúdio de hoje. Tem uma carga inesperada e poderosa, afectando de maneira marcantes o destino de duas das personagens que já tínhamos vindo a conhecer a algum tempo, assim como do seu filho.

 Resumindo: se já viram os dois anteriores e gostaram, voltem a seguir o meu conselho e vejam este porque, como disse, é capaz de ser a melhor das sequelas. Também é aqui que a história global da quintologia entra na sua segunda fase (ou pelo menos na transição para tal).

EXAME

Realização:
7/10
Actores: 7.5/10
Argumento/Enredo: 9/10
Banda sonora: 8/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Efeitos/Fotografia: 6.5/10  
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8.5/10

Média global: 7.7/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão


Informação

Título original: Escape From The Planet of the Apes
Título português: A Fuga Do Planeta dos Macacos
Ano: 1971
Realização: Don Taylor
Argumento: Pierre Boulle (personagens e mundo), Paul Dehn (história e guião)
Actores:  Roddy McDowall, Kim Hunter, Bradford Dillman, Natalie Trundy, Eric Braeden, Sal Mineo
Trailer do filme:
Ver também: 
Planet of the Apes (1968), por Rodrigo Mourão
 Beneath the Planet of the Apes (1970), por Rodrigo Mourão
Rise of the Planet of the Apes (2011), por Sara Queiroz

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TOP 10: Maiores Clichés no Terror

By Sarah - quinta-feira, abril 11, 2013


Não há que enganar. Por mais reciclados e usados, em todos os filmes de terror os clichés estão sempre preparados. Mas se formos a analisar, a maior parte deles são o que tornam os filmes possíveis... São as chamadas "excepções", porque há outros que conseguem roçar o ridículo e absurdo. 
Decidi, assim, elaborar uma lista dos clichés que considero mais gritantes dos filmes de terror, pese embora o facto de, sem eles, poderia não sequer haver filme!

Partilhem connosco a vossa opinião!


1. O Assassino nunca morre 


O carácter invencível dos vilões é algo ligeiramente irritante, porque na maior parte dos filmes, os coitados dos sobreviventes podem massacrar à vontade o serial killer, que ele há de sempre arranjar maneira de voltar. Caso típico é o do Michael Myers, que penso que já tenha "morrido" umas quantas vezes, mas retorna sempre. Bem, mas é a única razão plausível para haver as sequelas. Portanto, já sabem: esperem quase sempre uma sequela, porque o vilão pode ter "desaparecido", mas há de voltar.

Visto em: A Nightmare on Elm Street, Halloween, Freddy vs. Jason, Friday the 13th



2. O carro nunca pega



Este é daqueles clichés que às vezes não faz sentido nenhum. É especialmente irritante naqueles filmes típicos de um grupo que vai de férias e passa por uma bomba de gasolina, porque depois no momento do clímax, o carro simplesmente recusa-se a dar sinais de vida. E quando acaba por funcionar, têm um inesperado acidente. Aliás, também pode acontecer que o serial killer esteja no banco de trás do carro. Outro susto inesperado.

Visto em: The Hills Have Eyes, Wolf Creek, Haute Tension, Texas Chainsaw Massacre, 



3. "Let's split up!"


Há de surgir um filme em que haja um grupo que se mantenha junto. Mas é claro, para um filme de terror resultar verdadeiramente, alguém tem que sempre tomar das piores decisões possíveis... E um grupo separar-se quando estão a lidar com um serial killer acaba sempre por ser constante. Idiotices.

Visto em: The Evil Dead, The Descent, 30 Days of Night, The Cabin in the Woods (e em praticamente todos...)



4. Depois do sexo, há mortes


É um dos factos assentes nos filmes de terror: os virgens e sóbrios sobrevivem sempre. Portanto é certo e sabido, se querem sobreviver a um filme de terror, o melhor a fazer é controlar as hormonas.

Visto em: Friday the 13th, Texas Chainsaw Massacre, Prom Night, Scary Movie



5. As senhoras caem sempre



Tenho ideia de que foi com "Scream" que este cliché se consolidou, mas é dado como certo que em todos os filmes de terror tem sempre que haver um rapariga que corre desesperadamente em busca de salvação e que acaba por cair. É verdade que causa uma tensão maior, mas a previsibilidade do momento é irritante.

Visto em: I Know What you Did Last Summer, Halloween, The Strangers



6. Nunca há rede no telemóvel



Ou é não ter rede, ou é estarem sem bateria... Na altura em que interessa, arranja-se sempre maneira de cortar qualquer tipo de comunicação.

Visto em: Hostel, One Missed Call, Jason Goes to Hell



7. Há sempre o "estranho" que sabe tudo



Confesso que este é um dos clichés mais bem conseguidos e genuinamente assustadores. Há sempre uma personagem, geralmente um velhinho assustador nas bombas de gasolina, que sabe sempre dos males que se passam e avisa para não irem em determinada direcção. Recomendo a ouvirem mais esses determinados senhores...

Visto em: Friday the 13th, My Bloody Valentine, The Hills Have Eyes, The Descent



8. Ir verificar barulhos estranhos e darem-se a conhecer com o típico "Hello"



Este é absolutamente inevitável. Há sempre aqueles barulhinhos estranhos e sinistros que têm sempre que ser verificados, e claro está, um dos heróis decide ir ver sozinho. Adicionalmente, ainda chama por alguém, para se pôr mesmo em posição para ser atacado. E ainda há, adicionalmente, outro cliché sempre presente neste género de filmes: quando finalmente encontra o assassino, em vez de fugir da casa, vai a correr escadas acima e tranca-se no quarto. Boa. Não sei se é coragem ou tremenda estupidez, mas este cliché é daqueles que demonstra aquelas decisões ridículas que as personagens às vezes tomam. Digo eu, secalhar o assassino pode estar mesmo atrás deles!

Visto em: Scream, The Haunting, Suspiria


9. Casas Assombradas


Sei que não é propriamente um cliché: mas casas assombradas são o típico enquadramento dos filmes de terror, e tive que autonomizar, isto porque tem sub-clichés para dar e para vender. Desde serem as crianças a verem primeiro os fantasmas, ao típico "aconteceu algo nesta casa", são inúmeras as situações mais já que vistas e revistas...

Visto em: The Amytiville Horror, The Messengers, Hauting in Connecticut, The Haunting, Dark Water, The Grudge, Don't Be Afraid of the Dark


10. Susto no Espelho


Típica fórmula de impacto sonoro, que está praticamente em todos os filmes de terror. Cenas na casa de banho é já mais que sabido que vai aparecer alguém atrás no espelho.

Visto em: The Ring, Orphan, Halloween II, Shaun of the Dead, Evil Dead 2



por Sarah Queiroz


Concordam com esta lista? Partilhem connosco mais clichés!
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Quarantine 2: Terminal (2011)

By Sarah - segunda-feira, abril 08, 2013

Decerto que todos os leitores estão familiarizados com a saga REC. "REC" estreou em 2007 e revolucionou, sem dúvida, o género found-footage, tendo sido um dos filmes de terror espanhóis mais aclamados da década de 2000. E não é para menos, pois apesar do estilo de câmara particular, é um filme que contém todos os elementos aterrorizantes para ser bem sucedido. Claro está que, como qualquer bom filme de terror, o "remake" americano estava imediatamente garantido. E assim foi: em 2008, estreou "Quarantine", a versão estadunidense quase idêntica à espanhola que no que procurou diferenciar acabou por piorar... Ou seja, basicamente não tem qualquer razão para existir. Foi nessa ideia que vi "Quarantine 2: Terminal", na expectativa que fosse uma cópia mal feita de "REC 2". Permitam-me desde já adiantar que tive uma surpresa muito agradável. Não só optou por um diferente rumo na história (que me agradou mais particularmente), assumindo uma posição bastante mais real, como até acho que fiquei a preferir esta versão ao próprio original.

Enquanto que em REC 2 a explicação para o fenómeno "viral" acaba por enveredar um caminho ligeiramente forçado associado a possessões demoníacas, em "Quarantine 2" seguimos a história de um grupo de passageiros num voo que sai de LA, em que um deles transporta o vírus (mais relacionado com terrorismo biológico). A contaminação acaba por ser inevitável e instala-se o pânico, sendo que o comandante é obrigado a fazer uma aterragem de emergência. No terminal, os passageiros apercebem-se que estão isolados e trancados (de quarentena), e a sua tentativa de fuga irá revelar-se bem mais complicada do que estão à espera...


Como é perceptível, a história pouco ou nada tem a ver com REC 2. E neste caso ainda bem, pois o rumo seguido pela saga espanhola não é o meu predilecto. Considero que o remake tem o mérito de pegar nas ideias e conceitos do original e continuar a transmitir aquela sensação de claustrofobia, apesar de ter abandonado o estilo found-footage. Basicamente ganha bastantes pontos por se diferenciar em termos argumentativos e na técnica de filmagem. O estreante realizador John Pogue consegue incutir aquela atmosfera de tensão crescente (com óptimos sustos) e fotografia claustrofóbica de uma maneira sensacional, sendo dos aspectos mais positivos da sequela, mesmo. Outro aspecto que acho engraçado é que, após as críticas negativas de "Quarantine", todos torceram o nariz quando a sequela foi anunciada. O certo é que supera a milhas o primeiro, mesmo estabelecendo conexão directa com os eventos do primeiro filme. Pode não ser propriamente um elogio, porque à primeira vista não "Quarantine 2" não é aquele filme brilhante que impressiona, mas é à medida que se vai desenrolando que se torna razoavelmente bom e surpreendente (por não ser tão mau como esperado). Acaba é por pecar no seu grau de previsibilidade, porque verdade seja dita, todos os filmes em que se luta pela sobrevivência acabam por seguir determinado padrão.


Em relação ao elenco, não tem o mesmo star power que o primeiro filme, mas isso não invalida a sua qualidade. Fiquei muito surpreendida com Mercedes Masohn, que interpreta a hospedeira que acaba por assumir as rédeas da situação, pois é bastante credível mesmo! De resto não há propriamente destaque, mas todos desempenham o seu papel de forma satisfatória e adequada (se bem que algumas das personagens são um bocado clichè, pelo que não há muita exigência). Até acho que a credibilidade do filme e da história reside no facto do elenco ser desconhecido, o que permite focar mais a atenção na história do que nos actores.

Em tom de conclusão, acaba por ser um filme satisfatório que surpreende pela positiva, principalmente para quem é fã do género. Evidentemente que não é uma obra-prima, mas entretém bastante, ao mesmo tempo que respeita os conceitos do original. Portanto, para quem não se importa de ver um filme que tem uma história que parece que já foi contada n vezes, recomenda-se.

EXAME

Realização: 7.5/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 7.5/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7.5/10

Média global: 7.1/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título em português: Quarentena 2: Terminal
Título original: Quarantine 2: Terminal
Ano: 2011
Realização: John Pogue
Actores: Mercedes Masöhn, Josh Cooke, Mattie Liptak, Ignacio Serricchio, Noree Victoria

Trailer do filme:




VER TAMBÉM

- REC 2 (2009)



- [•REC]³: Génesis (2012)


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Beneath The Planet of the Apes (1970)

By Rodrigo Mourão - sexta-feira, abril 05, 2013
 
Mas porque é que este filme tem 6.1 no IMDB?
 
 2 anos após o sucesso de "Planet of the Apes", a 20th Century Fox decidiu lançar uma sequela que, em princípio, terminaria a história e o «final aberto» deixados pelo primeiro filme. Ao que parece, esta sequência não foi tão bem recebida como o seu predecessor e , do que tive oportunidade de ver, esta é a sequela (dentro das quatro desta quintologia) que as pessoas menos gostam- ou é esta ou é "Battle for the Planet of the Apes" (que encerrou a saga), vá... Terá o filme assim tantas falhas? É pior que o antecessor? É um filme interessante à mesma? Vamos então ver.
 
Nesta continuação Brent (James Franciscus), o único sobrevivente de uma missão de resgate interplanetária, procura Taylor (Charlton Heston), o único sobrevivente da expedição anterior, e descobre um planeta governado por macacos e uma cidade subterrânea gerida por humanos com poderes telequinéticos.
 
Sei o que estão a pensar... "Então mas isso não é a mesma história do primeiro filme, com a  diferença de que mudaram o gajo e agora há humanos como poderes telequinéticos e tal?". Sim... e não... Para começar, o filme não nega nada do que o seu anterior estabeleceu, começando até com uma repetição dos últimos minutos do primeiro filme, incluíndo o portentoso final (deviam querer mesmo render o peixe daquele shot, pelos vistos...). Depois disso, o filme segue a história de Taylor e Nova nos momentos imediatamente a seguir, que culminam com o primeiro a passar uma espécie de «portal» e «desaparecer». O que lhe aconteceu? No idea... Depois disso, o filme introduz-nos este membro de uma nova missão interplanetária que procura Taylor. Brent encontra Nova e , a partir daí, temos uma repetição dos eventos do filme anterior, mas a uma velocidade muitíssimo superior. Só que lá está, essa repetição de eventos apenas ocupa a 1ª metade do filme. A 2ª metade é totalmente distinta do do anterior. Ficamos a descobrir mais sobre a "zona proibida", o que aconteceu a Taylor, o que é que aconteceu a (alguns)  humanos depois da revolta dos macacos, etc. E digo-vos que a 2ª parte faz valer todo o filme. Sabem porquê? Porque a história não se contém. Temos, numa palavra, escalação: camadas e camadas e camadas das coisas mais espectaculares e inacreditáveis a acontecerem. Desculpem lá, mas não posso precisar mais, sob pena de estragar o visionamento para os que ainda não viram... Mas deixo aqui uma nota: humanos com poderes mentais? Fuck yeah! O final deste filme é, numa palavra: WOW! Digo-vos, é um final totalmente (in)previsível, ousado e não subtil. Só consigo pensar que hoje em dia a poucos filmes de estúdio seria permitido ter uma conclusão assim. Depois disto vocês até se vão perguntar como é que é possível ainda haver mais três filmes para ver... Sim, é esse o poder do final. Para além disso, é o desfecho que traz uma análise extremamente visual sobre todos os temas que o filme esteve a tratar no primeiro filme e , principalmente, sobre os temas que melhor desenvolveu nesta sequela. É que a nível de conteúdo filosófico, este nível é bem mais substâncial e abrangente do que a premissa (óptima, diga-se já!) introduzida pelo filme original de: os humanos agora estão a aprender a lição às mãos dos macacos, mas não estarão estes últimos a cometer alguns dos erros dos humanos também?
 
Quanto aos actores, Kim Hunter volta no papel de Zira e Maurice Evans regressa como Dr. Zaius. Não têm tanto tempo de ecrã e importância como no filme anterior, mas continuam a  ser personagens muito interessantes, interpretadas por óptimos actores, o que só beneficia o filme. Aliás, digo-vos que o chimpazé mais expressivo de todos os filmes não é nenhum dos dois interpretados por Roddy McDowall (esse vem em segundo lugar), mas sim a Zira de Kim Hunter. As expressões faciais e a voz são totalmente priceless (isto chega a um apogeu no terceiro filme, principalmente). Infelizmente, Beneath também marca o primeiro filme (e único, graças a Deus...) sem Roddy McDowall (excepto na cena inicial, que são as imagens de arquivo do 1º filme, como já vimos). Desta vez a personagem de Cornelius foi encarnada por David Watson que só serviu para mostrar ao mundo a falta que McDowall faz à personagem, provando que não basta meter uma máscara de macaco num actor para este poder fazer qualquer papel- falta a voz de McDowall, os jeitos de McDowall a imitar uma macaco (David Watson tem uma cena em que Cornelius "corre", que é tão cómica de tão estúpida que é, pois parece mais um "atrasado mental" a mover-se do que um chimpazé...). Como novo protagonista temos James Franciscus a interpretar Brent, também apelidado de alguns como a "cópia de Charlton Heston". É verdade que os dois são fisicamente parecidos (e psicologicamente também, pronto...), mas Franciscus é MUITO melhor actor que Heston o que, graças a Deus, torna a personagem mais "agradável" e o filme menos "doloroso" (até porque não o é). James Gregory também representa Ursus, um general gorila que se alia a Dr. Zaius para acabar com os humanos. Não é uma personagem com uma relevância e originalidade por aí além, mas é bem interpretada e não é mal escrita... Para culminar, Heston regressa como Taylor mas , graças a Deus, tem desta vez menos tempo de ecrã para estragar o filme. Digo até que participa numa das melhores cenas do filme, mas que também vale pela contribuição de Franciscus.

 Bem sei que poderão estar a achar esta resenha algo abstracta, mas só vos posso dizer que é um papel ingrato ter que rever este filme sem tentar revelar nada que possa estragar a história... Mas concluo com os seguintes avisos à navegação: a história não é tão reciclada como à primeira vista pode parecer (eu até diria que ultrapassa a do primeiro filme, mas também beneficia de poder ir buscar coisas a este...); os actores estão (e são) muito melhores; a música é mais sólida; a realização é menos irritante ( o novo realizador Ted Post também gosta de fazer zooms, mas não de maneira tão desenquadrada como Schaffner) e; o final é ainda mais espectacular.
   
 Resumindo: para quem gostou do primeiro, este é mesmo um visionamento obrigatório.
Tem um CGI um pouco manhoso aqui ou ali (mas, positivamente, tem sets mais ousados que os do filme anterior), mas tentem reflectir sobre o filme e verão que não é tão mau como à primeira vista podem pensar... Aliás, diria que é mesmo o oposto. Espero que agora, mais pessoas estejam preparadas para o perceber do que em 1970...


EXAME

Realização:
7/10
Actores: 7.5/10
Argumento/Enredo: 8.5/10
Banda sonora: 7/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Efeitos/Fotografia: 6/10  
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8.5/10

Média global: 7.5/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão


Informação

Título original: Beneath The Planet of the Apes
Título português: O Segredo Do Planeta dos Macacos
Ano: 1970
Realização: Ted Post
Argumento: Pierre Boulle (personagens e mundo), Mort Abrahams (história) e Paul Dehn (história e guião)
Actores:  James Franciscus, Charlton Heston, Kim Hunter, Maurice Evans, James Gregory e David Watson

Trailer do filme:
 

Ver também: 
Planet of the Apes (1968), por Rodrigo Mourão
  Beneath the Planet of the Apes (1970), por Rodrigo Mourão
Rise of the Planet of the Apes (2011), por Sara Queiroz

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Planet of the Apes (1968)

By Rodrigo Mourão - sexta-feira, março 29, 2013

"Take Your Stinkin' Paws Off Me You Damn Dirty Ape"
Clássico do cinema; prelúdio das sagas mais conhecidas da ficção científica; esses epítetos todos... Após quase 50 anos será que este filme mantém esse estatuto de culto? Será o filme assim tão bom, será que é sobrevalorizado, será que é o melhor da quintologia? É melhor responder a estas questões todas antes que os macacos tomem conta disto...

O filme começa com George Taylor (Charlton Heston), um astronauta americano, que viaja por séculos em estado de hibernação. Ao acordar, ele e os seus companheiros (Robert Guuner e Jeff Burton) vêem-se  num planeta dominado por macacos, no qual os humanos são tratados como escravos e nem o dom da fala possuem.

Bem, por onde começar... Devo dizer que acho a premissa do filme extremamente interessante. O filme faz um ciclo completo: começa com Taylor na nave a enviar uma mensagem (para quem quer que seja que o ouça...) a perguntar se, em todos os anos que estiveram a viajar, a raça humana já evoluiu ao ponto de se preocupar mais com os seus semelhantes. Qual o seu espanto quando aterra num planeta em que os macacos é que «dominam» os humanos! Há muitas personagens e coisas para gostar neste filme e... Charlton Heston não é uma delas... Meu Deus que o homem é mau actor... Não percebo como é que as pessoas acham que este senhor «é que faz o filme» ou que o actor que aparece na sequela (a fazer outra personagem) não é tão bom como Heston... O homem reaje de menos quando devia fazer uma actuação mais subtâncial e, noutras falas, representa em demasia... De facto faz sentido que num planeta de macacos quase todos os actores que façam de humanos sejam uma nódoa a representar e os macacos é que encham o filme com boas performances. E aqui há que apontar a genialidade da Santíssima Trindade da Representação Símia: Roddy McDowall como o puro e bem intencionado chimpazé Cornelius; Kim Hunter como a sua companheira cientista Zira e; Maurice Evans como o complexo orangotango Dr. Zaius.

O que me leva às personagens: os humanos não têm muito por onde se pegar, pois passam o filme todo calados e os que falam talvez devessem também fechar o bico... Agora os três símios que falei, isso sim! Cornelius e Zira complementam-se perfeitamente enquanto cientistas que fazem experiências em humanos (intitulam-se «veterinários» veja-se a ironia...) mas que também são bastante humanitários e receptivos à ideia (científica lá está...) do evolucionismo. Já o Dr. Zaius representa a mentalidade dos orangotangos, que dominam os orgãos da autoridade da sociedade símia, sendo o símbolo da religião e conhecimento desta- uma Igreja com poder político ao estilo medievo, se assim se quiser. Mas Zaius é bem mais complexo que essa etiqueta. É uma pessoa (quer dizer... personagem) que entende as limitações da doutrina que professa (criacionista, lá está...), mas que também teme as consequências de um conhecimento descontrolado ao dispôr de todos. 

O facto da sociedade símia estar estratificada e tripartida é também bastante interessante: os chimpazés tratam da ciência, os gorilas são o exército e os orangotangos detêm os cargos de inteligência. Parece que afinal também existe opressão dentro da própria raça dominadora... É isto que eu gosto na história: pega numa raça diferente para mais facilmente poder criticar e desconstruir aquilo que são os nossos comportamentos. Nisso o filme mantém-se bastante actual: será que merecemos viver neste mundo com aquilo que andamos a fazer? Merecemos ser dominados? Estaremos a causar a nossa própria destruição? Enfim, o final poderá dar algumas respostas (daí o ciclo completo de que falei), apesar de achar que quase toda a gente o conhece, mesmo quem ainda não viu o filme- a porcaria da capa do filme estraga o final! Quem teve a bela ideia daquela capa que não se identifique, que assim eu não tenho que derramar sangue...

Bem, a nível técnico, devo dizer que algumas cenas ainda impressionam (principalmente as do início e a do final), outras estão ultrapassadas, a maioria é normal. Os sets não são nada de especial e são muito arcaicos (o filme tornou a sociedade símia mais rudimentar para poupar nos custos, porque no livro é suposto os mcacos terem uma sociedade algo avançada...). O meu maior problema é a realização... Franklin J. Schaffner e os seus  ZOOMS! A sério, se beberem um shot de cada vez que a porcaria da câmara faz um zoom, vão entrar em coma alcóolico a meio do filme. Dá-me a sensação que o homem nunca tinha visto uma máquina que fizesse zoom e andava a brincar com ela durante as gravações.

Apesar disto tudo digo que o filme é mais que recomendado: a história é bastante interessante, o final é épico, os macacos (ainda que as máscaras não sejam as melhores- bem, para a altura eram bastante boas...) são óptimos devido aos brilhantes actores. Têm é que aguentar com 2 horas de Charlton Heston e de zooms até ao infinito... A música também é muito minimalista. Talvez o filme também valha pelas sequelas, mas falarei disso mais tarde...

EXAME


Realização: 5/10
Actores: 6.5/10
Argumento/Enredo: 8.5/10
Banda sonora: 6/10
Duração/Conteúdo: 8.5/10

Efeitos/Fotografia: 7/10   
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 9/10

Média global: 7.2/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão

Informação

Título original: Planet of the Apes
Título português: Planeta dos Macacos
Ano: 1968
Realização: Franklin J. Schaffner
Argumento: Pierre Boulle (romance), Michael Wilson e Rod Serling
Actores:  Charlton Heston, Roddy McDowall, Kim Hunter e Maurice Evans

Trailer do filme:
















Ver também: 
Beneath the Planet of the Apes (1970), por Rodrigo Mourão
Rise of the Planet of the Apes (2011) por Sarah Queiroz
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TOP 10 Melhores de Sempre: Space Movies

By Jota Queiroz - quinta-feira, março 28, 2013

Dentro do género da ficção científica, temos o subgénero Sci Fi Galáctico, e o meu favorito. Os filmes no espaço incluem diversos: filmes sobre o espaço, filmes passados no espaço, filmes com, aliens, filmes sem aliens, filmes cientificamente prováveis e filmes com elevada ficção, mas em todos existe inerente o reflexo da condição humana.
Eis os filmes que considero os melhores, set in outer space... 


10. Sunshine (2007)


Sunshine é um belíssimo filme realizado por Danny Boyle cujas influências são notoriamente 2001: A Space Odyssey, Solaris e Alien. Contudo, digo ainda que todo o ambiente de suspense claustrofóbico faz-me lembrar o grande Das Boot. Este filme conta-nos a história num futuro não tão distante, em que o Sol está a morrer e consequentemente a Terra também. Assim, um grupo de astronautas é enviado numa missão para salvar a humanidade desse destino...



9. Serenity (2005)


Eu fui uma moça infeliz com a morte prematura da série Firefly; felizmente, milhares de pessoas sentiram o mesmo e Serenity foi um autêntico presente do Joss Whedon. Serenity é então a produção cinematográfica que funciona como uma espécie de encerramento da série. Mistura diversos géneros, incluindo western, e está visualmente muito interessante.



8. Wall-E (2008)


Wall-E reúne uma série de qualidades que prezo bastante: inteligência, coerência, ciência e diferença. Após centenas de anos sozinho a fazer o que foi programado para fazer, o robô WALL.E. descobre um sentido na sua existência quando se apaixona pela robô EVE e arranja a solução para os humanos voltarem para a Terra.


7. Solaris (1972)


Solaris é uma obra prima de Tarkofsky. Este realizador criou um desafiante, denso e fascinante trabalho: requer algumas visualizações para o entendermos por completo. Conta a história de um psicólogo que é enviado à uma base espacial Russa que orbita em torno do planeta Solaris, após relatórios de acontecimentos bizarros e alucinações por parte dos tripulantes. Pouco tempo passa após o psicólogo começar a comportar-se da mesma maneira. Continuo a achar que 2001: A Space Odyssey é melhor.



6. Apollo 13 (1995)


Houston, we have a problem! Não pode haver um top de filmes no espaço sem estar incluindo Apollo 13. É um filme brilhante que conta a história de uma desesperada batalha pela sobrevivência de três astronautas, suspensos a mais de 350.000 quilómetros da Terra numa nave espacial avariada. 
Portanto, Tom Hanks + Kevin Bacon + Lua = filme obrigatório. 



5. 2001: A Space Odyssey (1968)


Gosto muito de 2001: A Space Odyssey. Não é para todos, é extenso, exaustivo, denso e peculiar, mas tem cenas inesquecíveis como o começo do homem, o Hal, o ballet das naves espaciais e aquele final. Tudo isto com uma banda sonora e fotografia fantásticas, pilar essencial para este filme quase não-verbal. Para mim, é o derradeiro clássico de Kubrick e uma excelente experiência cinematográfica.


4. Alien (1979)


Alien é um clássico de ficção científica dos anos 70 e um belíssimo filme realizado por Ridley Scott. Alien trata um grupo de indivíduos que investiga uma transmissão emitida de um planeta desolado, e encontram uma forma de vida que utiliza humanos como hospedeiros para os seus ovos. Agora, a tripulação tem de combater não só pela sua sobrevivência mas também pela sobrevivência de toda a humanidade. Um filme de roer as unhas que nos faz querer muito mais.



3. Moon (2009)


Crítica: Aqui

O astronauta Sam Bell é enviado numa missão de três anos para o outro lado da Lua, estando isolado. Em breve poderá voltar para casa, mas Sam sofre um estranho acidente e descobre algo que coloca tudo em questão. A realização/argumento de Duncan Jones, a interpretação de Sam Rockwell e a magnífica banda sonora de Clint Mansell constituem os três grandes pilares para este magnífico filme. E sim, a voz do Kevin Spacey faz mesmo lembrar o Hal do clássico de Kubrick.



2. Star Trek (2009)


Star Trek é das franchises galácticas mais poderosas de ficção científica e a minha segunda favorita. É o décimo primeiro filme baseado na série, e devo dizer que a longa espera para um filme de excelência deu frutos. Conta com as interpretações de Chris Pine como James T. Kirk e de Zachary Quinto como Spock, nos primeiros momentos da USS Enterprise.



1. Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (1980)


Sim, Star Wars é o primeiro lugar - previsível. Apesar de estar saturado nas nossas vidas, é impossível negar o impacto destes filmes e, para mim, o episódio V The Empire Strikes Back é o melhor de sempre. Luke Skywalker tenta encontrar o Mestre Yoda, que poderá ensiná-lo a dominar a Força, com técnicas avançadas para torná-lo num Jedi. No entanto, Darth Vader planeia levá-lo para o lado negro da Força, até que um segredo é revelado e acaba por se tornar a cena mais icónica de sempre.




Outros:
Star Wars (1977)
Aliens (1986)
Avatar (2009)
Stargate (1994)
The Fifth Element (1997)
Mars Attacks! (1996)
Star Trek II: The Wrath of Khan (1982)
Star Trek IV: The Voyage Home (1986)
Star Wars III: The Revenge of the Sith (2005)
Barbarella (1968)
Galaxy Quest (1999)
Armageddon (1998)
Worlds Collide (1951)
Soldier (1998)
Starship troopers (1997)


por Joana Queiroz

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TOP 5 Melhores Filmes - Natalie Portman

By Sarah - quarta-feira, março 27, 2013


Estamos de regresso a mais um TOP 5 Melhores Filmes, sendo que, desta vez, o nosso alvo é a talentosa actriz Natalie Portman.
A carreira desta actriz começou cedo, surgindo com 12 anos pela primeira vez no grande ecrã, e desde então não tem parado de surpreender. Sou acérrima fã de Natalie Portman, principalmente pelo facto de ser uma actriz que sempre conseguiu gerir muito bem a sua carreira, com escolhas bastante acertadas. Também admiro-a imenso por ter optado concluir os seus estudos académicos, o que mostra novamente a sua capacidade de gestão.
Já protagonizou grandes filmes e não tenho dúvidas que a sua carreira ainda será bastante longa. Escusado será dizer que não foi tarefa fácil (ou secalhar até é prevísivel), elaborar um TOP.
A lista que se segue enumera os cinco melhores filmes que, na minha opinião, Natalie Portman protagoniza. Partilhem connosco a vossa opinião!




5. Trilogia Star Wars (1999-2005)



Não me comecem a atirar pedras ou algo do género, mas o certo é Portman imortalizou-se ao interpretar a Padmé Amidala em "Star Wars". Eu sou inquestionavelmente uma die hard fan desta saga, por menos bem recebidas que tenham eventualmente sido as prequelas. 



4. Leon: The Professional (1994)



"Léon" é um filme de acção e suspense sobre um par incomum, que reúne um matador profissional e uma rapariga (Mathilda, interpretada por Portman) que se torna sua protegida, culminando num relacionamento que resulta dos seus mundos diferentes. É, indiscutivelmente, dos melhores filmes com produção francesa, e foi a grande estreia de Portman nos filmes, com apenas 12 anos. Esta propõe-nos uma performance extremamente sólida, sendo imperdível este filme.



3. V for Vendetta (2006)


   

Adoro filmes ambiciosos. Tal como seria de esperar dos irmãos Wachowski (responsáveis pelas sequelas de Matrix), "V for Vendetta" é ambicioso ao máximo, em que quase roça o exagerado. Mas o grande mérito deste filme reside na intenção de fazer o espectador pensar e realmente reflectir sobre o que está a assistir, e nesse aspecto acerta em cheio. Claro está que o elenco é o grande espectáculo desta produção: Natalie Portman emana talento e emoção numa das suas melhores interpretações, ficando dispensada de maiores elogios...



2. Closer (2004)



"Closer" é uma história atípica de um rectângulo amoroso com um elenco adequadíssimo, que chama à atenção pela sua simplicidade narrativa. O que faz este filme fluir muito bem são efectivamente as interpretações, especialmente a de Natalie Portman. Sem dúvida que foi um dos grandes destaques da carreira da actriz, tendo recebido pela sua interpretação, uma nomeação ao Óscar de Melhor Actriz Secundária em 2005.



1. Black Swan (2010)



"Black Swan" é um filme único e muito bem concretizado. É realizado por Darren Aronofsky, realizador que se tem tornado cada vez mais num dos meus predilectos. Os vários elementos que o filme comporta, tão bem estruturados pelo realizador, demonstram a sua imensa competência. Adoro a fotografia e o trabalho de câmara, está muito bem captada a fluidez do movimento, é bastante eficaz. Natalie Portman faz um papelão incrível, a sua interpretação está absolutamente fantástica. A transformação e evolução da personagem (Nina) que a actriz nos propõe está de cortar a respiração. Mereceu totalmente o Óscar e não há dúvidas que só podia ser o nº 1 deste TOP.

Crítica aqui 




Menções Honrosas

Brothers (2009)



Garden  State (2004)



Beautiful Girls (1996)






por Sarah Queiroz
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