Depois do Cinema

A Nightmare on Elm Street (1984)

By Sarah - domingo, março 24, 2013

"1, 2, Freddy's coming for you..."

"A Nightmare on Elm Street", de 1984, realizado pelo mestre do terror Wes Craven, marcou o início da franquia cujo enredo gira em volta de um dos psicopatas mais reconhecidos do cinema e um verdadeiro ícone: Freddy Krueger. Quem é que nunca ouviu falar? À data de estreia, arrebatou enormes críticas favoráveis e iniciou um fenómeno de culto instantâneo que ainda hoje se faz sentir. Curiosamente, o filme apresentou igualmente pela primeira vez ao mundo o inconfundível Johnny Depp. Foi uma grande surpresa, uma vez que era de tão baixo orçamento, mas o certo é que hoje é inegável a afirmação de que, "Pesadelo em Elm Street", é um verdadeiro marco na história do cinema, pois conseguiu aterrorizar gerações. Tendo este facto assente, podemos à mesma colocar outras questões: será que não é ligeiramente sobrevalorizado? Será que, vendo agora, não poderemos considerá-lo ultrapassado? Estas questões serão esmiuçadas no desenrolar da crítica...

Deixem-me desde já recomendar a não visualização do remake de 2010. É simplesmente dos remakes mais sofríveis de todos os tempos, que descaracteriza completamente a personagem do Freddy Krueger. É um verdadeiro "pesadelo", sendo chato, banal, aborrecido e dotado de interpretações horríveis. Mais vale verem o original, pois para além de ser o pioneiro, é incomparável em termos de qualidade.


Wes Craven é um génio. Sempre foi um realizador surpreendente, pois é arrojado e ousado, sem nunca hesitar em brindar o espectador com das cenas mais macabras e elaboradas, com intenção de chocar. E com a criação de Freddy Krueger não foi diferente. Claro que Wes Craven tem obras duvidosas, mas isso já são outras conversas. "A Nightmare on Elm Street" é simplesmente brutal. Dou bastante mérito à direcção na medida em que não falhou na transmissão da mensagem, foi realmente complicado não achar que os sonhos eram reais... Aquele ambiente negro e sinistro, envolto numa banda sonora arrepiante, são alguns exemplos da fórmula típica e intimidante de Craven que nunca deixa de resultar. A premissa, à primeira vista, não parece ser nada a que não estejamos habituados. Mas acaba por ser muito original, pois Craven pensou em juntar um assassino de crianças e pesadelos. Freddy Krueger é um assassino, que costumava matar pessoas em Elm Street, com as suas características garras de aço. Ao ser descoberto, foi queimado vivo. Porém, o seu espírito continua vivo, atormentando vários adolescentes nos seus pesadelos. A premissa do filme, que gira entre o imaginário e o real, está magnífica. Mas claro que não está isento de falhas.

Vou ter que ser muito sincera em relação a um aspecto que me desagradou particularmente. Aliás, chateou-me bastante. Heather Langenkamp (Nancy) proporciona das piores interpretações a que já tive oportunidade de assistir. Em nenhuma ocasião consegue estar à altura, desiludindo constantemente. Acho que o filme teria ganho muito mais se a protagonista tivesse sido outra. Os restantes actores não estão particularmente memoráveis também, a sorte é que tiveram menos tempo de antena. Como já tive oportunidade de referir, este filme marcou a estreia de Johnny Depp. Assim, juntando o útil ao agradável, o filme melhora substancialmente com a sua interpretação (!)... Ok, não é digno de Óscar, muito longe disso, aliás, é muito "interpretação à slasher movie", ou seja, má, mas digamos que Johnny Depp é responsável por uma das cenas mais emblemáticas da história do cinema, sem dúvida alguma. O único elemento de destaque verdadeiramente positivo em termos de elenco, será Robert Englund, que interpreta o temível Freddy Krueger. É um actor muitíssimo carismático, e atrevo-me a dizer que foi quase 85% responsável pelo sucesso do filme. Por si só acho a personagem muitíssimo bem arquitectada, logo, era digna de uma interpretação que lhe fizesse jus. Felizmente, Robert Englund superou qualquer expectativa, e está absolutamente assustador!



Em suma, é um filme necessário a todos fãs do terror, pois é indiscutivelmente dos melhores e mais marcantes dos anos 80. Contudo, não podemos deixar de achar que está um pouco ultrapassado a diversos níveis, mas mantém o estatuto de filme de culto, que jamais será abalado. À excepção de algumas interpretações medíocres, o filme tem todos os elementos para garantir um bom visionamento, e o seu grande mérito reside em ter-nos apresentado das personagens mais originais do mundo do terror.


EXAME

Realização: 8/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 7.5/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média global: 7.5/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título em português: Pesadelo em Elm Street
Título original: A Nightmare on Elm Street
Ano: 1984
Realização: Wes Craven
Actores: John Saxon, Ronee Blakely, Heather Langenkamp, Johnny Depp, Robert Englund

Trailer do filme:

 


  • 4 Comments
  • Share:

Mama (2013)

By Sarah - sábado, março 09, 2013

" A mother's love is forever"

Muita expectativa cercava o lançamento do novo filme produzido por Guillermo Del Toro, nome sonante e prestigioso do cinema, após "El Orfanato" (2007) e "Don't be Afraid of the Dark" (2010). "Mama", segue a história de Annabel (Jessica Chastain) e Lucas, que são confrontados com o desafio de criar as suas duas jovens sobrinhas que foram deixados sozinhas na floresta por 5 anos... Mas será que estavam realmente sozinhas? Este filme, cuja realização coube a Andrés Muschietti, foi o grande vencedor do Fantasporto 2013, arrecadando os prémios de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Actriz para Jessica Chastain.
Num ano em que seremos bombardeados com remakes de filmes de terror, e em que parece acentuada a tal ideia de falta de originalidade que inunda Hollywood, terá "Mama" conseguido ressuscitar um género que vai parecendo adormecido? Embora não isento de falhas, parece-me que este filme é uma verdadeira lufada de ar fresco, sendo o primeiro grande filme de terror de 2013.

Costumo ser bastante optimista no que toca a filmes de terror, na esperança em que surja um que me consiga deixar seriamente desconfortável. Numa maré constante de remakes e reboots, o elemento surpresa tem sido praticamente nulo, mas "Mama" conseguiu cumprir a promessa de proporcionar o tal elemento inesperado, sendo bastante admirável a tentativa do realizador em contar uma história de terror 100% original. E cumpre-me também salientar, desde já, que Andrés Muschietti é, indiscutivelmente, um realizador de muito talento e visão. Mas não é só das "intenções" que um filme subsiste, isto é, por mais fantástico que seja a nível de construção e concepção, quando a execução do argumento falha, nem o potencial o salva. Felizmente, "Mama" conseguiu fugir a esse insanável erro, tendo, no entanto, por momentos, quase esse destino. Em termos de realização, é mesmo uma grande estreia para Muschietti, demonstrando muita segurança. Os elementos cinematográficos estão ao mais alto nível, em que não falha um ambiente sinistro, escuro, contrastante, o que evidencia o carácter criativo e original que o realizador conseguiu transparecer de uma maneira bastante inteligente, recriando completamente a ideia de "suspense". E isto durante o desenrolar todo da história, pois não nos deparamos com constantes clichés ou fórmulas recicladas em busca do susto, mas sim com sequências muito bem executadas e inesperadas, que conseguem arrecadar dos mais violentos sobressaltos.


O carácter super sinistro do filme pode ser praticamente atribuído às duas crianças que interpretam as sobrinhas, Megan Charpentier e Isabelle Nélisse, que fazem um trabalho absolutamente extraordinário em demonstrar a  capacidade do ser humano em adaptar-se a um meio externo e a sobreviver nessa mesma realidade. Jessica Chastain apresenta-se num registo bastante diferente a que estamos habituados, conseguindo, ainda assim, proporcionar uma prestação bastante autêntica e equilibrada.

Porém, podemos dizer que o argumento de "Mama" é "meio-cozinhado"... É até frustrante, uma vez que assenta numa grande mensagem (o enorme poder do instinto maternal), e em filmes de terror isso é sempre um aspecto de realce, mas depois perde-se através de decisões pouco acertadas. É questão de dizer que, infelizmente, o seguimento da história é francamente inferior em relação ao início. No entanto, é o único ponto negativo que consigo apontar em relação ao filme, o facto de ter algumas falhas a nível argumentativo. Vou confessar, igualmente, que fiquei um pouco desiludida em relação à figura da Mama, em si. Estava à espera de algo mais bem conseguido, acho que os efeitos especiais ficaram ligeiramente aquém. Isso não invalida que, até chegarmos a esse clímax, não tenhamos já apanhado uns valentes sustos, e a construção gradual até esse momento não desilude, como já tive oportunidade de referir.

"Mama" é, efectivamente, uma grande surpresa. O ponto mais positivo do filme é mesmo a genialidade do realizador, que conseguiu compensar alguma falta de originalidade na execução das cenas, coadjuvado com as magníficas prestações do elenco. Em suma, este filme tem todos os elementos necessários para ser um excelente filme, sendo, como disse logo no início, o primeiro grande filme de terror de 2013. Recomendadíssimo!

EXAME

Realização: 8/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7.5/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média global: 7.6/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título em português: Mamã
Título original: Mama
Ano: 2013
Realização: Andres Muschietti
Actores: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier

Trailer do filme:

  • 2 Comments
  • Share:

A Quarta Divisão (2013)

By Rodrigo Mourão - domingo, março 03, 2013

A falta de enaltecimento do cinema português pode não ser alvo de queixas... mas causa vítimas...

Como cinéfilo mas, antes de mais, como português, sou daquelas pessoas que sente grande necessidade de gritar aos 7 ventos quando vê uma boa obra escrita, produzida, realizada e representada na língua de Camões. "A Quarta Divisão" faz por se desprender dos negativos estereótipos em que o cinema português se mergulhou desde o início deste milénio. Se quando comparado a muitos congéneres europeus estas película é "boa", dentro do panorama lusitano é de facto um filme sólido, captivante, bem ritmado e que tenta passar uma mensagem ao longo do seu visionamento. Ou seja, até é um filme de qualidade média-alta.

O filme retrata o desaparecimento de uma criança de 9 anos (Martim Cabral e Melo) do colégio privado onde estuda. A Quarta Divisão da Polícia monta uma grande operação de busca por toda a cidade para o encontrar. Todas as hipóteses são possíveis: O que aconteceu? Este é o ponto de partida para uma complexa teia de acontecimentos, que vai revelar a verdadeira faceta de quem menos se espera.

Enfim, para os mais cépticos quanto ao cinema nacional, farei convosco o exercício contrário- em vez de começar por elogiar o filme por si mesmo, fá-lo-ei por comparação ao que se espera de um filme europeu. Assim, este filme tem uma boa fotografia, óptimos planos de câmara, uma montagem mutíssimo bem conseguida (tanto em termos do planos escolhidos, assim como da utilização da técnica do slow motion, mas principalmente quanto ao ritmo que cria para a película) e uma banda sonora que acompanha a história adequadamente.

Now that I have your attention, vamos então aos verdadeiros trunfos deste filme: o argumento, os actores e a realização em geral. Quanto ao argumento, o produtor Tino Navarro conseguiu fazer algo majestoso: iniciar o filme com uma mensagem que depois parece saír de cena, mas que continua a acompanhar o filme todo, ao mesmo tempo que introduz outros temas relacionados que são de grande preocupação social (mais não digo, para não estragar a experiência).

Os actores são muito competentes. Carla Chambel carrega o filme muito bem, enquanto inspectora da PSP que não larga o caso do desaparecimento do miúdo por nada, apesar de já estar fora de horas de trabalho e de ter combinado ir a uma Manifestação de Polícias por melhores condições de trabalho (sim, Tino Navarro consegue situar o filme na actualidade e explorar mais uma oportunidade de realizar crítica social). A meio do filme percebemos que este é um caso pessoal para ela, o que traz profundidade à sua personagem. O seu colega principal (representado por Sabri Lucas) também está muito bem conseguido. No fundo, todos os polícias estão interessantes, pois mostram diversas facetas de uma mesma força policial, tornando o retrato heterogéneo, rico e realista. Enfim, todo o elenco secundário faz um trabalho adequado. Diria que o maior problema mesmo, é o rapaz que faz de Martim (que, coincidentemente, se chama Martim), que nem sempre mostra as emoções como devia.. No entanto, podia ser bem pior.

No meio disto tudo, o realizador Joaquim Leitão consegue dirigir uma história interessante, enigmática, bem ritmada e com alguma crítica social à mistura. O espectador fará ele próprio por tentar resolver o mistério, ao mesmo tempo que se sentirá repugnado por aquilo que algumas pessoas conseguem fazer, mas tocado pela persistência e vontade de lutar de outras.

Quanto a mim, fico tocado pela clara evolução em que o cinema português caminha, no sentido do conteúdo substâncial e não do invólucro visual (vejam-se, só para citar os mais recentes, filmes como Sangue do meu Sangue ou Tabu). Repugna-me a ideia pré-formada de que o que fazemos é mau, ao mesmo tempo que aquilo que se decide ver é o que de facto mancha o bom potencial da ficção portuguesa. É que, para mim, o problema do cinema português não é um de fins, mas sim de meios, nem um problema de criatividade, mas de oportunidade.
Quanto ao produtor Tino Navarro, que venham mais oportunidades de trazer para o ecrã experiências como esta. Quanto a vós, se se sentem na posição e vontade de mudar a rotina (a vossa e a da nossa 7ª Arte) e dar entre 5-6 euros por um bilhete para ver um filme diferente e que nos retrata, fica a vosso critério.

EXAME

Realização: 8/10
Actores: 7.5/10
Argumento/Enredo: 8/10
Banda sonora: 7.5/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 9/10

Média global: 8/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão

Informação

Título original: A Quarta Divisão
Ano: 2013
Realização: Joaquim Leitão
Produção e Argumento: Tino Navarro
Actores:  Carla Chambel, Sabri Lucas, Paulo Pires, Cristina Câmara, Adriano Luz, Martim Barbeiro, Heitor Lourenço

Trailer do filme:








  • 0 Comments
  • Share:

The Loved Ones (2009)

By Sarah - sábado, março 02, 2013


Confesso que tenho tido alguma sorte. Todos os filmes que tenho visto ultimamente têm-me surpreendido imenso pela positiva. "The Loved Ones" é um soberbo filme de terror australiano escrito e dirigido pelo estreante Sean Byrne que, muito sucintamente, contém todos os elementos que um filme de terror deve ter para ser bem sucedido. A estreia do realizador não poderia ter sido melhor, e foi muitíssimo aclamado pelas críticas. Por cá, foi exibido na edição de 2010 do MOTELx, e tendo em conta a recepção positiva ao filme, estranhei que não tivesse tido distribuição nas salas de cinema. O que é, efectivamente, uma pena. É que este filme é simplesmente dos mais originais e arrebatadores da década, para além de ser o melhor filme de terror australiano desde 2005 ("Wolf Creek"), sendo de visualização obrigatória para todos os fãs do género.

"The Loved Ones" segue a história de Brent (Xavier Samuel), um jovem de 17 anos que vive em sofrimento pela morte recente do seu pai, num acidente de viação, e que tenta lidar com o descontrolo emocional da sua mãe. O seu único escape de felicidade é Holly (Victoria Thaine), uma bonita rapariga que é a barra de equilíbrio de Brent. Quando o baile de finalistas se aproxima  a tímida Lola (Robin McLeavy) convida Brent para o baile, só que é rejeitada a favor de Holly, o que a deixa desejosa de vingança, despertando o seu lado mais psicótico. Como já referi, este filme comporta vários elementos que o tornam bastante surpreendente, uma vez que são trabalhados de maneira muito inteligente e eficiente. O grau de tensão gerado é avassalador, muito ao estilo do grande filme dos anos 90 "Misery", pelo que é perfeitamente compreensível as comparações que fazem entre estes filmes (pelo menos em relação à personagem feminina). E podemos comparar a diversos outros, porque não é uma história 100% original, pelo que existem vários que abordam a temática. Mas uma coisa é certa: "The Loved Ones" carrega uma vertente pesada de violência bruta e explícita que é capaz de ferir susceptibilidades, mas o que o torna extremamente eficaz e, diga-se, original, é o facto de coadjuvar essa violência com a dimensão psicológica das personagens. Estas muito bem trabalhadas no meio de tanta cena violenta e sangrenta. Assistimos à verdadeira loucura a tomar conta das pessoas, sendo mesmo impressionante como o ser humano consegue ser cruel. No entanto, e ainda relativamente ao argumento, somos apresentados a algumas tramas paralelas, que para mim não funcionaram muito bem, ou pelo menos considero que eram dispensáveis, pois não contribuem em concreto para a narrativa. Pode eventualmente funcionar como contraponto à violência e sofrimento de Brent.
Mas à parte disso, o filme está bem construído sequencialmente porque a maior parte das coisas têm razão de ser e nada acontece por acaso. É muito surpreendente, e a realização está deveras eficaz: a densidade, as revelações e surpresas na narrativa, para além de uma descrição incrível das personagens elevam este filme a um patamar muitíssimo mais elevado do que outros do subgénero "torture-porn" (o que pessoalmente não consigo categorizá-lo assim, embora haja quem o faça).


A cinematografia, a edição e a banda sonora são outros grandes pontos a favor da película: a fotografia é extramemante bonita e impecável, em tons contrastantes que tornam o ambiente ainda mais perturbador, acompanhado de uma banda sonora de topo. São estas pequenas coisas que o tornam especial, pois conseguem brincar com o psicológico do espectador ao máximo.
E por falar em personagens, que são um sério destaque ao filme, há que falar nos actores que as interpretam. Robin McLeavy, que dá vida à sombria e implacável vilã Lola, recheada de ingenuidade, ironia, crueldade e sadismo, faz um trabalhado verdadeiramente formidável, sem nunca cair no exagero ou ridículo. Não fica atrás de grandes personagens clássicas de terror, atrevo-me mesmo a dizer...

"The Loved Ones" não deixa de ser uma película sobre a rapariga desiquilibrada que tortura o pobre rapaz que a rejeita. Mas consegue destacar-se imenso dos restantes que abordam a mesma temática. Não me surpreendia assim à imenso tempo, pelo que não posso deixar de recomendar este filme. Vejam e partilhem connosco a vossa opinião!

EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 8.5/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média global: 8.3/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título original: The Loved Ones
Ano: 2009
Realização: Sean Byrne
Actores:  Xavier Samuel, Robin McLeavy, Victoria Thaine

Trailer do filme:

  • 0 Comments
  • Share:

American Mary (2012)

By Sarah - quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Bizarro, sangrento e gloriosamente único, American Mary é um filme realizado por Jen e Sylvia Soska, que marcou o encerramento da passada edição do MOTELx. Para os que lá estiveram, é sabido que foi um dos momentos altos do festival. E é certo que este filme arrecadou imensos prémios pelos festivais fora.
Já conhecia o trabalho das irmãs pelo "Dead Hook in A Trunk", pelo que tinha uma certa expectativa em relação a este. Posso desde já adiantar que, American Mary, apresenta-se como uma película bastante inovadora e com uma visão claramente requintada, sombria e particular, não estando, no entanto, isento de algumas falhas.

O filme conta a história de Mary (Katherine Isabelle), uma promissora e talentosa estudante de medicina, que é vista pelo seu professor (David Lovgren) como capaz de se tornar das melhores cirurgiãs do país. Por esse facto, é constantemente pressionada por este. Só que, estando coberta de dívidas, Mary decide trabalhar como stripper num clube nocturno. Porém, é confrontada com outras opções, pelo que começa a prestar serviços médicos clandestinamente, e entra no meio das cirurgias de modificação corporal clandestinas e bizarras. Tudo corre bem, até que o inesperado acontece...

A premissa, com algumas diferenças óbvias posteriores de execução, faz muito lembrar Excision. Só que American Mary consegue ser melhor, em termos globais. É de destacar, o carácter criativo e inovador trazido pelas irmãs Soska, que com certeza se consolidarão ainda mais dentro do género. Achei o filme único: apesar de efectivamente sádico e sangrento, tem uma vertente psicológica de tensão crescente e de vingança bastante acentuada, que torna inevitável não estabelecermos uma ligação com a personagem. Seguimos intimamente a sua jornada, questionando mesmo a nós próprios, moralmente, como agiríamos. É, sem dúvida, muito interessante de se acompanhar, porque somos levados a um mundo novo, embebido pelo ambiente cibernáutico e estranho, ao mesmo tempo que assistimos ao decair emocional de Mary. Porque verdade seja dita, a premissa não é super original. Mas a sua inserção no universo das modificações corporais, e o aspecto psicológico que referi, é o que o tornam, de facto, original. Há cenas incrivelmente bizarras e assustadoras, mas sempre com um toque de subtileza que as torna muito mais eficazes. Ouso mesmo dizer que, cenas assim tão bem filmadas que roçam tamanha perfeição, quase que parece que foram estudadas "cirurgicamente". Não é o "gore" que assusta neste filme; é mesmo este carácter "cirúrgico" do filme, de uma execução bastante inteligente mesmo. É um filme bastante visual, mas que não troca a consistência da história pela violência exacerbada. Pena é que, por vezes, o filme tende a perder o ritmo, focando-se em situações de pouca relevância. E o final é, na minha opinião, ligeiramente apressado.

É obrigatório referir nesta crítica o excelente desempenho de Katharine Isabelle. A actriz consegue conferir uma multi-dimensionalidade à sua personagem, que é de louvar e extremamente interessante de assistir. Com certeza que é dos pontos altos do filme, pois a sua interpretação é bastante sólida ao longo do filme. Em relação a David Lovgren, proporciona uma performance bastante banal e pouco memorável. Poderá ser pelo facto de estar envolto de personagens do mais extravagante que há, mas mesmo assim, não foi propriamente positivo. Gostei imenso da cameo das irmãs Soska, que estão absolutamente sádicas.

No todo, American Mary assume-se como um filme bastante bom e cativante. É assustadoramente belo e detém todos os elementos essenciais para esse efeito: excelente ambiente (sombrio e "plástico"), personagens completamente diferentes e extravagantes (sem exagerar nos estereótipos desse submundo), grande banda sonora,. Só não é excelente devido a alguns altos e baixos. Enfim, o filme não decepciona, pelo que não poderia deixar de recomendar.


EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média global: 7.6/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título em português: American Mary
Título original: American Mary
Ano: 2012
Realização: The Soska Sisters
Actores: Katharine Isabelle, Antonio Cupo, Tristan Risk, David Lovgren

Trailer do filme:

  • 2 Comments
  • Share:

Estreias da Semana!

By Sarah - quarta-feira, fevereiro 27, 2013


Estreia amanhã, dia 28 de Fevereiro, Criaturas Maravilhosas - Beautiful Creatures, nos cinemas portugueses. Realizado por Richard LaGravenese, "Criaturas Maravilhosas" é inspirado no primeiro volume da famosa série "Caster Chronicles", hoje publicada em mais de 48 países, da autoria de Kami Garcia e Margaret Stohl. No elenco, Alden Ehrenreich, Alice Englert, Jeremy Irons, Emma Thompson e Viola Davis.

Sinopse (PUBLICO): Ethan Wate é um adolescente que se sente um pouco à margem e que deseja poder sair da pequena cidade onde nasceu e viver novas experiências. Certo dia, conhece Lena Duchannes, uma rapariga recém-chegada à cidade. Assim, à medida que os dois se vão conhecendo e encontrando mais pontos em comum, ele acaba por descobrir que Lena é uma "caster", alguém com poderes mágicos que, no dia em que completar 16 anos, será invocada para a Luz ou para as Trevas. Prestes a completar essa idade, Lena sabe que o seu destino está traçado e que apenas poderá esperar que não seja atraída para a escuridão. Porém, ela agora tem um amigo verdadeiro e talvez isso consiga mudar toda a sua existência...

Trailer



Outras Estreias


Cartaz do Filme


Agora Fico Bem (Now Is Good)

Realizado por Ol Parker
Com Dakota Fanning, Jeremy Irvine, Paddy Considine



Cartaz do Filme

O Último Confronto (The Last Stand)

Realizado por Jee-woon Kim
Com Arnold Schwarzenegger, Eduardo Noriega, Forest Whitaker



Cartaz do Filme

Quarta Divisão

Realizado por Joaquim Leitão
Com Adriano Luz, Carla Chambel, Dinarte de Freitas, Paulo Pires


Cartaz do Filme

Corações Perdidos (Welcome To The Rileys)

Realizado por Jake Scott
Com James Gandolfini, Kristen Stewart, Melissa Leo



Cartaz do Filme

Laurence Para Sempre (Laurence Anyways)

Realizado por Xavier Dolan
Com Melvil Poupaud, Monia Chokri, Nathalie Baye



Cartaz do Filme

Zarafa

Realizado por Jean-Christophe Lie, Rémi Bezançon
Com François-Xavier Demaison, Max Renaudin Pratt, Roger Dumas





  • 0 Comments
  • Share:

Óscares 2013: Lista de Vencedores

By Jota Queiroz - segunda-feira, fevereiro 25, 2013


Realizou-se ontem a 85ª edição dos Óscares.

Quero começar por dizer que, ao contrário de anos anteriores, esta cerimónia não foi mesmo nada aborrecida. Passou a correr e foi bastante equilibrada, sendo que Seth MacFarlane foi um excelente anfitrião. Sim, é certo que as suas piadas imprevisíveis poderiam arruinar a noite, mas McFarlane consegui equilibrar o humor com o seu charme, numa cerimónia cujo tema era Os Musicais, um tributo ao género. Contudo considero que alguns números musicais protagonizados por McFarlane ou mesmo por outros intervenientes ficaram muito àquem das expectativas. 

Captain James Tiberius Kirk aparece. Poderia ter pedido mais?

No que toca aos Óscares, as cerimónias têm vindo sempre a ser pautadas com previsibilidade, mas este ano isso não aconteceu inteiramente. Por exemplo,  o Óscar de Melhor Edição de Som foi divido entre Zero Dark Thirty e Skyfall, algo que nunca aconteceu antes na História da Academia.

Django Unchained recebeu dois óscares muito bem merecidos:  Melhor Argumento Original e Melhor Actor Secundário (Christoph Waltz). É certo que o nível de concorrência era elevado, mas considero que a Academia acabou por tomar a melhor decisão.
Lincoln, o mais nomeado filme, acabou por levar dois Óscares: o Óscar de Melhor Direcção Artística; e no campo das interpretações o extraordinário Daniel Day-Lewis arrecadou o seu terceiro Óscar de Melhor Actor Principal, fazendo assim História como o primeiro actor a vencer três estatuetas douradas nesta categoria. O primeiro foi em 1990 com "My Left Foot" e o segundo foi em 2007 com "There Will be Blood".

The Big Four.
Silver Linings Playbook acabou por arrecadar apenas um Óscar, no campo das interpretações: para grande surpresa minha, foi Jennifer Lawrence a receber o Óscar que, não querendo denegrir a sua interpretação, tinha uma concorrência elevadíssima como Jessica Chastain e Emmanuelle Riva (que pensava que ia levar o prémio para casa). Como  vencedora do Óscar de Melhor Actriz Secundária e, sem qualquer surpresa, temos Anne Hathaway.

Já Beasts of the Southern Wild não arrecadou nenhum prémio para casa e Amour só venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Brave ganhou o Óscar de Melhor Filme de Animação, sem grandes surpresas.

A grande obra realizada por Ben Affleck "Argo" conseguiu 3 Óscares: Melhor Montagem, Melhor Argumento e Melhor Filme, três categorias de peso que fazem questionar qualquer um o porquê do facto da ausência de Affleck na categoria de Melhor Realizador. Questão essa que Seth McFarlane aproveitou para fazer uma piada bem colocada. 

Ben Affleck: a mostrar como é que se sobe em grande.
Assim, com as não percebidas ausências de Ben Affleck e Quentin Tarantino nesta categoria, o Óscar acabou por ir surpreendentemente ao soberbo Ang Lee (apostei em Spielberg). Fiquei satisfeita com esta vitória porque considero o trabalho deste realizador soberbo, e Life of Pi demonstra isso. Este Óscar de Realização foi conquistado, contra todas as previsões, por Ang Lee pelo seu trabalho em "Life of Pi". 
Somado ao Óscar de Melhor Realizador, Life of Pi recebeu ainda os Óscares de Melhor Banda Sonora, Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais, sendo assim o grande vencedor da noite.

Melhor filme


Argo
Django Libertado
A Vida Pi
Lincoln
00:30 Hora Negra
Os Miseráveis
Guia Para Um Final Feliz
Indomável Sonhadora
Amor

Melhor Ator


Daniel Day-Lewis - Lincoln
Joaquin Phoenix - O Mestre
Denzel Washington – Decisão de Risco
Bradley Cooper - Guia Para Um Final Feliz
Hugh Jackman - Os Miseráveis

Melhor Atriz


Jessica Chastain - 00:30 Hora Negra
Naomi Watts - O Impossível
Jennifer Lawrence - Guia Para Um Final Feliz
Emmanuellle Riva -Amor
Quvenzhané Wallis - Indomável Sonhadora

Melhor Ator Secundário


Alan Arkin - Argo
Philip Seymour Hoffman - O Mestre
Tommy Lee Jones - Lincoln
Christoph Waltz - Django Libertado
Robert De Niro - Guia Para Um Final Feliz

Melhor Atriz secundária


Amy Adams - O Mestre
Sally Field - Lincoln
Anne Hathaway - Os Miseráveis
Helen Hunt - As Sessões
Jacki Weaver - Guia Para Um Final Feliz

Melhor Realizador


Ang Lee – A Vida de Pi
Steven Spielberg - Lincoln
Michael Haneke - Amor
David O. Russell - Guia Para Um Final Feliz
Benh Zeitlin - Indomável Sonhadora

Melhor Argumento Original


Mark Boal - 00:30 Hora Negra
Quentin Tarantino - Django Libertado
Michael Haneke - Amor
Wes Anderson, Roman Coppola - Moonrise Kingdom
John Gatins - Decisão de Risco

Melhor Argumento Adaptado
Chris Terrio - Argo
Lucy Alibar, Benh Zeitlin - Indomável Sonhadora
David Magee – A Vida de Pi
Tony Kushner - Lincoln
David O. Russell - Guia Para Um Final Feliz

Melhor Filme Estrangeiro
Amor (Áustria)
O Amante da Rainha (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega)
No (Chile)
War Witch (Canadá)

Melhor Filme de Animação (longa-metragem)
Brave
Frankenweenie
Detona Ralph
ParaNorman
Piratas Pirados!

Melhor Filme de Animação (Curta-metragem)



Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head over Heels
Maggie Simpson in "The Longest Daycare"
Paperman

Melhor Banda Sonora Original
Dario Marianelli - Anna Karenina
Alexandre Desplat - Argo
Mychael Danna - A Vida de Pi
John Williams - Lincoln
Thomas Newman - 007 - Skyfall

Melhor Música Original


'Before My Time' - Chasing Ice
'Everybody Needs A Best Friend' - Ted
'Pi's Lullaby' - A vida de Pi
'Skyfall'- 007 -Skyfall
'Suddenly' - Os Miseráveis

Melhores Efeitos Especiais
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
A Vida de Pi
Os Vingadores
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Melhor maquilhagem
Hitchcock
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis

Melhor fotografia
Anna Karenina
Django Libertado
A vida de Pi
Lincoln
007 - Skyfall

Melhor Guarda-Roupa 
Anna Karenina
Os Miseráveis
Lincoln
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador

Melhor Design de Produção
Anna Karenina
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln

Melhor documentário
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor Documentário (Curta-metragem)
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor montagem
Argo
A vida de Pi
Lincoln
Guia Para Um Final Feliz
00:30 Hora Negra

Melhor Curta-metragem
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

Melhor Edição de Som
Argo
Django Libertado
A Vida de Pi
007 - Skyfall
00:30 Hora Negra

Melhor Mistura de Som
Argo
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln
007 - Skyfall


E um minuto de silêncio pela bela escolha de guarda roupa de Jennifer Lawrence.



Para o ano há mais!

Por Joana Queiroz

  • 0 Comments
  • Share:

TOP 10 Melhores: Horror Remakes

By Sarah - sábado, fevereiro 23, 2013

O nosso TOP 10 Melhores irá desta vez incidir sobre uma temática que é bastante problemática. 
Não é segredo que, sendo eu uma verdadeira "purista", nunca gostei particularmente de "remakes" de filmes de terror. Aliás, havia alturas em que me perguntava o porquê destes filmes serem tão susceptíveis a uma "reciclagem". Reciclagem esta que, de modo geral, era francamente má. A ideia que parece estar patente é que Hollywood está a ficar sem ideias. E há filmes que são intocáveis e deveriam permanecer assim. Fazer um TOP dos piores "remakes" seria uma tarefa impossível, pois a lista seria infindável. Mas ao longo dos tempos, comecei a ser mais receptiva aos "remakes" e até admito que alguns evidenciaram ser necessários. Aliás, uns até demonstraram ser excepcionalmente bons.

Relembro novamente que esta lista é inteiramente subjectiva. Relativamente às imagens, as que estão a preto e branco são referentes aos filmes originais, sendo que as que estão a cores são as dos remakes. Segue de seguida, o meu TOP 10 dos "remakes" de filmes de terror, isto é, os "remakes" que, na minha opinião, conseguiram atingir um excelente nível, sendo, quiçá, facilmente equiparados ao filme original.
Partilhem connosco a vossa opinião!


10. Cape Fear (1991)

Photobucket

 O remake de Martin Scorsese do filme de 1962 é daqueles que simplesmente resultou, superando o original em qualidade. É um thriller que mistura elementos de terror e suspense, numa intriga tal que só queremos chegar ao final do filme para ver como acaba! É a fórmula típica do início da década de 90, e que conta com Robert de Niro no seu melhor, sendo esse mesmo o factor distintivo entre os dois filmes. De Niro eleva "Cape Fear" a um nível monumental com a sua interpretação de Max Cady.

Trailer

 



9. The Last House on the Left (2009)

Photobucket

Tal como o filme original, este é igualmente brutal e visceral. Não é, decerto, daqueles filmes fáceis de aguentar visualmente. Este remake do clássico de Wes Craven (de 1972) está muito competente, pois, tal como o original, no meio da violência exacerbada que nos é apresentada, conseguimos à mesma prender-nos ao ecrã, derivado da intensa e inevitável ligação que nos é possibilitado criar com as personagens. Seguimos uma verdadeira história de vingança que não deixa ninguém indiferente. Para mim foi das maiores supresas de 2009, visto não estar à espera de ter gostado tanto como efectivamente gostei. Isto porque o original foi imensamente controverso e tornou-se um filme de culto, tendo o remake conseguido corresponder ao nível.

Trailer

 


8. Bram Stoker's Dracula (1992)

Photobucket

O filme de Francis Ford Coppola de 1992 consegue ser dos meus filmes de terror preferidos de todo o sempre, isto porque é invulgar e indiscutivelmente a mais sólida adaptação da obra de Bram Stoker. Coppola conseguiu criar um filme obscuro e gótico, coadjuvado com derradeiro romance, e é isso que o torna invulgar e apaixonante. Muitos poderão não considerá-lo como um "remake", dependendo também da perspectiva que tenham em relação aos filmes do Dracula. Na minha opinião, este filme supera aos pontos o filme de 1931, pois Gary Oldman faz uma interpretação absolutamente estrondosa que (desculpem-me a ousadia) Bela Lugosi jamais conseguiria fazer.

Trailer

 



7. The Grudge (2004)

Photobucket

"The Grudge" é o remake americano do original japonês "Ju-On" de 2003. Adorei o original, sem dúvida alguma, não obstante as suas falhas. Takashi Shimizu é um realizador com uma visão peculiar , optando sempre pela violência implícita carregada de intensidade psicológica. Nesses termos, o original não falhou em dar valentes sustos, sem dúvida alguma, e foi um marco no cinema japonês. Eu geralmente não posso com remakes destes filmes, pois sou acérrima defensora do cinema japonês, e a maior parte dos remakes são uma verdadeira tristeza. Mas foi Takashi Shimizu que assumiu as rédeas do remake, pelo que fui mais receptiva. Ora bem, este filme, salvo melhor expressão, amedrontou-me de morte. Fiquei noites sem dormir, só a relembrar a Kayako. É um exemplo de um remake muito bem sucedido que, na minha opinião, conseguiu superar o original. As sequelas é que, enfim, nem vale a pena tecer comentários.


Trailer
 



6. The Hills Have Eyes (2006)

Photobucket


Não quero que ninguém me caia em cima, mas o "remake" de The Hills Have Eyes é aquele exemplo que referi acima da "necessidade de reciclagem". Este sim, foi mesmo um "remake" necessário. Isto porque a versão original de Wes Craven (de 1977) não está nada por aí além, roçando mesmo o aborrecido. Sim, sou muito pouco fã do original. Felizmente, Alexandre Aja conseguiu pegar nas ideias do original e torná-lo bastante mais apelativo e assustador, sendo dos "remakes" mais fantásticos da história de Hollywood. Vale mesmo a pena conferir!


Trailer

   



5. Let me In (2010)

Photobucket


O filme original é facilmente dos melhores filmes de vampiros da última década, razão pela qual a notícia de que haveria um remake foi um verdadeiro choque para os fãs. Só que, a versão de Matt Reeves surpreendeu bastante, revelando ser bastante competente. Para além de ter um elenco excepcional - com destaque para Chloe Moretz - e trilha sonora que comove, tem todos os elementos que o tornam consistente, estando ao nível do original.


Trailer

 



4. The Ring (2002)

Photobucket

É o melhor remake americano de um filme japonês, isto porque captura na perfeição a essência e os elementos característicos do tal "terror implícito" do filme original. "The Ring" tornou-se o primeiro "remake" de um filme asiático a ser tão bem sucedido, e tornou-se icónico devido à personagem Samara (aquela cara de anjinho não engana ninguém...). Não vejo a necessidade de me debruçar sobre o argumento, que decerto já é bastante conhecido, apenas sei que a frase "morrerás dentro de 7 dias" tornou-se um fenómeno de culto instantâneo. "Ringu" (1998) é sem dúvida um filme assombroso, constando do meu TOP 10 de filmes asiáticos, mas considero que o remake, por ser mais assustador, consegue superá-lo.

Trailer

 



3. The Fly (1986)

Photobucket

O "remake" de David Cronenberg do filme original de 1958 é indiscutivelmente do mais genial de sempre, e é um filme que tem de ser visto obrigatoriamente pelos fãs do género. Não só é um excelente remake, como é um fantástico filme de terror em termos gerais. A abordagem de Cronenberg é assombrosa, ao pegar na premissa do original e conseguir levá-lo a mais extremos, expandindo o seu conteúdo a níveis muito mais satisfatórios. Sem contar que Jeff Goldblum e Geena Davis estão fenomenais neste filme. Mas é claro que o filme de '58 protagonizado por Vincent Price, é igualmente fantástico.

Trailer

 



   2. Dawn of The Dead (2004)

Photobucket

Sou uma fã massiva de George Romero e Dawn of the Dead (1978) consta indiscutivemente no meu top pessoal de filmes preferidos. Se eu já apriori não era propriamente fã de remakes, achava que fazerem deste clássico era um crime autêntico. Em 2004, o realizador Zack Snyder decidiu "reciclar" o intocável Dawn of the Dead (1978), e felizmente, resultou num dos remakes mais bem conseguidos de sempre! Se bem que, na minha opinião, por divergir imenso do original, é mais "unmake" do que um "remake". Vale mesmo muito a pena ver, foi uma lufada de ar fresco no género zombie.

Trailer

 



1. The Thing (1982)

Photobucket

Quase que nem preciso de justificar porque é que é o meu número 1 deste TOP. É um título que simplesmente fala por si: The Thing é um clássico e dos melhores filmes sci-fi/horror de sempre. Lançado em 1982, o remake de 1951 resulta essencialmente por uma razão: John Carpenter. Este realizador é um ícone e um visionário, sou mesmo uma grande fã. Além disso, é muito assustador e em termos gerais é um excelente filme, com um elenco formidável, com um argumento rico, e com uns efeitos especiais que decerto irão surpreender muito boa gente. É o meu #1 por inúmeras razões. É que não só é o melhor remake de todos os tempos, como é o melhor filme sci-fi/horror alguma vez feito. E duvido que haja algum que conseguirá superar este feito.

Trailer

 



Outros

Evil Dead 2 (1987)
The Invasion of Body Snatchers (1978)
Halloween (2007)
The Texas Chainsaw Massacre (2003)
Amytiville Horror (2005)


Por Sarah Queiroz


Partilhem connosco a vossa opinião!
  • 5 Comments
  • Share:

The Descent - Part 2 (2009)

By Sarah - segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Não é segredo, especialmente para os leitores mais atentos, que sou uma enorme fã do trabalho de Neil Marshall com o primeiro filme, de 2005. É indiscutivelmente dos filmes de terror mais competentes e eficazes da década.
Antes demais, achei surreal que, "A Descida - Parte 2", só tenha estreado esta quinta nos cinemas portugueses. Sim, porque o filme já tem 3 anos.
Permitam-me desde já adiantar que nunca considerei que esta segunda parte fosse propriamente necessária (na altura em que foi anunciado), ou seja, na minha opinião, "The Descent" foi autonomamente impecável, sem necessidade de se recorrer a um segundo filme. Só que decidiram fazê-lo, e desta vez seria Jon Harris a assumir a realização. Escusado será dizer que, infelizmente, os resultados alcançados foram francamente inferiores aos do primeiro filme.

Atordoada, histérica e visivelmente perturbada, Sarah (Shauna McDonald) foi a única que conseguiu sobreviver aos horrores da gruta nas montanhas remotas dos Apalaches, retratado no primeiro filme. Determinado em encontrar mais sobreviventes, o xerife local insiste que Sarah lidere a equipa de salvamento e volte às grutas. À medida que a equipa vai avançado, a fracturada memória de Sarah começa a compor-se, apercebendo-se ela do verdadeiro horror que lá se passou. Mas talvez agora seja tarde demais...

O primeiro e principal erro da sequela é seguir exactamente o mesmo caminho do filme original. Por outras palavras, é ver mais do mesmo: pouca ou nenhuma inovação é nos presenteado durante a película e o factor surpresa é nulo. O que é especialmente irritante, e quem viu o primeiro filme há de perceber esta minha crítica implícita. Ficar a saber exactamente o mesmo do que já sabíamos não é propriamente agradável, num filme que perde muitos pontos por não ser substancialmente mais rico. Isto para não dizer que o argumento deste segundo filme é, de facto, muito forçado. É muito improvável que alguém deixasse uma pessoa, estando no estado que a personagem principal estava, retornar às grutas. Mas preferi ignorar esse detalhe, à espera de poder, à mesma, ser surpreendida. Só que, ao contrário do que sucede no primeiro, este não está propriamente envolto num argumento sólido. Limita-se a dar continuidade, com uma profundidade escassa, como já tive oportunidade de referir. No entanto, nem tudo é mau, porque já que estou a estabelecer comparações, este tem um desenvolvimento bastante mais rápido que o primeiro, e não desilude nas cenas de acção e gore. Se bem que assenta em demasia na fórmula do impacto sonoro, e não consegui deixar de pensar que muitas cenas se assemelhavam ao primeiro. Isto para sublinhar a tal falta de originalidade. Mas não deixa de entreter minimamente, de realçar as criaturas, que neste estão bastante mais assustadoras e viscerais.

Tenho que fazer uma menção especial ao final do filme. Sem querer entrar em detalhe, pois não sou lá grande fã de spoilers, consigo adiantar que este final é do mais anti-climático que há, roçando mesmo o ridículo e irritante. Apesar de me ter dado quase 100% de certeza que haverá uma parte 3 desta saga, o final irritou-me especialmente porque retira bastante do sentido aos filmes. Claro que é susceptível de diversas interpretações, e pode ser que haja pessoas que o considerem fenomenal, mas para mim simplesmente não resultou... Em relação às interpretações, não há nada de mau a apontar, sem que haja algo de bastante positivo a destacar. Não há performances memoráveis, cingindo-se o elenco ao que lhes competia.

Em suma, "The Descent - Part 2", não é um filme mau. Como disse, consegue entreter minimamente, mas o facto de ter perdido aquela substância que elevava o primeiro filme à excelência, reduziu esta segunda parte a só mais um filme de monstros... Não está mau, mas não chega, de longe, ao nível do seu antecessor. E desilude especialmente por esse ponto. É o estar à espera do alcançar de um patamar superior ao efectivamente atingido. Não sendo melhor que o primeiro, é um filme que não deve deixar de ser visto para os fãs da saga. Quem nunca viu o primeiro, recomendo vivamente!


EXAME

Realização: 6/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 6/10

Média global: 6/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título em português: A Descida Parte 2
Título original: The Descent Part 2
Ano: 2009
Realização: Jon Harris
Actores: Anna Skellern, Douglas Hodge, Jessika Williams, Josh Dallas, Krysten Cummings, Michael J. Reynolds, Shauna MacDonald

Trailer do filme:

  • 1 Comments
  • Share:

Estreias da Semana

By Jota Queiroz - quinta-feira, fevereiro 14, 2013



Estreia hoje nos cinemas portugueses Beasts of the Southern Wild .

Sinopse (PÚBLICO): Numa comunidade esquecida e separada do mundo por um enorme dique, Hushpuppy, de seis anos, vive entregue a si mesma, num ambiente quase selvagem. Com a mãe desaparecida há muito e um pai ausente e descuidado, a pequena vê o mundo como uma frágil rede de seres que respiram, pulsam e de cujo perfeito funcionamento depende todo o Universo. Por isso, quando uma enorme tempestade faz subir as águas e submerge a aldeia e o pai descobre que tem uma doença terminal, Hushpuppy vê tudo à sua volta entrar em colapso. Desesperada por reparar a estrutura do seu mundo, salvar o pai e a sua aldeia inundada, a menina tem de aprender a sobreviver à própria custa e da solidariedade dos vizinhos. 

Trailer:





Outras Estreias


Cartaz do Filme

Die Hard - Nunca é Bom dia para Morrer

Título original: Good Day to Die Hard
De: John Moore
Com: Bruce Willis, Jai Courtney, Mary Elizabeth Winstead



Cartaz do Filme

Aguenta-te aos 40!

Título original: This is 40
De: Judd Apatow
Com: Paul Rudd, Leslie Mann, Maude Apatow



Cartaz do Filme


Texas Chainsaw - O Massacre

Título original: Texas Chainsaw 3D
De: John Luessenhop
Com: Alexandra Daddario, Tania Raymonde, Scott Eastwood


  • 0 Comments
  • Share:
Newer
Stories
Older
Stories

Depois do Cinema

  • Página inicial
  • Críticas
  • TOP Filmes
  • Facebook
  • Sobre Nós

Follow Us

  • facebook
  • instagram

Especial Colaborações do Cinema

Espaço dedicado às nossas colaborações no cinema predilectas.

#1 - Leigh Whannell & James Wan - 4 filmes




#2 - Brad Pitt & David Fincher - 3 filmes




#3 - Johnny Depp & Tim Burton - 8 filmes




#4 - Neill Blomkamp & Sharlto Copley - 3 filmes



  • TOP 10 Melhores Filmes de Terror de 2013
  • TOP 10 Terror Asiático
  • Resident Evil 1-5 (2002-2012)
  • TOP 15 Melhores: Vilãs do Cinema
  • TOP 15 - Melhores filmes de 2012
  • TOP 15 Melhores: "Twist Endings" - Finais Surpreendentes
  • TOP Realizadores
  • Especial Colaborações do Cinema: James Wan e Leigh Whannell
  • TOP 10 Melhores Cenas: Filmes de Terror
  • TOP 10 Cinema Alemão

Obrigatório ver..

  • Hoje vi(vi) um filme
    7.doc: Doclisboa no Cinema Ideal de 25 de Junho a 1 de Julho
    Há 11 horas
  • Meu Mundo Alternativo
    Livro | The Double Me - 6x11: Oops! [+18]
    Há 2 dias
  • CLOSE UP!
    Queres ter o Mickey e a Minnie em casa? Agora já podes!
    Há 2 dias
  • Portal Cinema
    NOS Audiovisuais Trará 9 Filmes Portugueses Aos Cinemas Até Ao Final de Setembro!
    Há 2 dias
  • Not a film critic
    “Ramen Shop” (Lamen teh, 2018)
    Há 2 dias
  • O FALCÃO MALTÊS
    ***** HARRY BAUR – ASSASSINADO pela GESTAPO
    Há 1 semana
  • Ecos Imprevistos
    Can hardly breathe... from Tricky - Vent (lyrics and song)
    Há 2 semanas
  • CINEBULIÇÃO
    Georgea Simenon - Literatura Policial - Missário Jules Maigret
    Há 2 semanas
  • CINE 31
    Doom Patrol - Season 2 - Posters
    Há 3 semanas
  • TERROR EN EL CINE.
    IMPACT EVENT. (TRAILER, POSTER E INFORMACIÓN) ☣️
    Há 2 meses
  • CinePipocaCult :: bom cinema independente de estilo
    O que o cinema nos ensina
    Há 2 meses
  • Rick's Cinema
    Crítica: "Portrait de la jeune fille en feu" (Retrato da Rapariga em Chamas)
    Há 3 meses
  • brain-mixer
    ON/OFF 2019
    Há 5 meses
  • O Rato Cinéfilo
    EASY RIDER (1969)
    Há 10 meses
  • E Aí, Cinéfilo, Cadê Você?
    Crítica: Era Uma Vez Em... Hollywood (2019)
    Há 10 meses
  • Cinema Rodrigo
    🎬 Suplício de uma Saudade (1955) de Henry King
    Há 1 ano
  • Bloggou: Cinema, Games, Informática, Tecnologia e Jogos Online.
    Horny tiny Latina blowjobs huge black monster cock.
    Há 2 anos
  • O Narrador Subjectivo
    Novo Projeto
    Há 3 anos
  • O Homem Que Sabia Demasiado
    Dois novos temas de Kubik
    Há 3 anos
  • BLOCKBUSTERS
    Crítica Ex Machina (2015)
    Há 4 anos
  • Delusion over Addiction
    My Watchlist #3
    Há 5 anos
  • Dial P for Popcorn
    MUDÁMOS DE CASA!
    Há 5 anos
  • TERCEIRO TAKE
    Filme: O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (2014)
    Há 5 anos
  • Cinema com Crítica
    38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo – Dia 14
    Há 5 anos
  • Febre da 7ª arte
    #1 Dexter Laboratory Coloring Page
    Há 6 anos
  • A Gente não Vê
    LEFF: "Only Lovers Left Alive", one thousand years of existencial crisis
    Há 6 anos
  • Keyzer Soze's Place
    And like that, poof. He's gone.
    Há 6 anos
  • Cinema Detalhado
    Detalhando: Amor Pleno (To the Wonder)
    Há 6 anos
  • Tertúlia de Cinema
    Tertúlia de Cinema XV: Ficção-Científica
    Há 7 anos
  • Um Ano em 365 Filmes
    Notas Finais
    Há 8 anos
  • Arte-Factos
    Black Bombaim + The Notorious Hi-Fi Killers no MusicBox
    Há 9 anos
  • Modern Times
  • A Voz do Cinéfilo
  • CINEMA'S CHALLENGE
  • Cinéfilo Inútil
  • My One Thousand Movies
  • ­Vai Assistindo!

Blog Archive

  • ▼  2016 (2)
    • ▼  Agosto (1)
      • Before I Wake (2016)
    • ►  Janeiro (1)
  • ►  2015 (3)
    • ►  Agosto (1)
    • ►  Julho (2)
  • ►  2014 (10)
    • ►  Agosto (2)
    • ►  Junho (1)
    • ►  Maio (3)
    • ►  Janeiro (4)
  • ►  2013 (29)
    • ►  Novembro (1)
    • ►  Agosto (2)
    • ►  Julho (1)
    • ►  Junho (4)
    • ►  Maio (1)
    • ►  Abril (3)
    • ►  Março (7)
    • ►  Fevereiro (7)
    • ►  Janeiro (3)
  • ►  2012 (67)
    • ►  Dezembro (5)
    • ►  Novembro (16)
    • ►  Outubro (6)
    • ►  Setembro (10)
    • ►  Agosto (15)
    • ►  Julho (2)
    • ►  Fevereiro (5)
    • ►  Janeiro (8)
  • ►  2011 (146)
    • ►  Dezembro (1)
    • ►  Novembro (3)
    • ►  Outubro (18)
    • ►  Setembro (9)
    • ►  Agosto (17)
    • ►  Julho (3)
    • ►  Junho (2)
    • ►  Maio (20)
    • ►  Abril (18)
    • ►  Março (13)
    • ►  Fevereiro (18)
    • ►  Janeiro (24)
  • ►  2010 (69)
    • ►  Dezembro (6)
    • ►  Novembro (3)
    • ►  Outubro (13)
    • ►  Setembro (4)
    • ►  Agosto (3)
    • ►  Junho (3)
    • ►  Maio (4)
    • ►  Abril (30)
    • ►  Março (3)
  • ►  2009 (9)
    • ►  Janeiro (9)
  • ►  2008 (7)
    • ►  Dezembro (7)



Created with by BeautyTemplates | Distributed By Blogger Themes

Back to top