Depois do Cinema

Óscares 2013: Lista de Vencedores

By Jota Queiroz - segunda-feira, fevereiro 25, 2013


Realizou-se ontem a 85ª edição dos Óscares.

Quero começar por dizer que, ao contrário de anos anteriores, esta cerimónia não foi mesmo nada aborrecida. Passou a correr e foi bastante equilibrada, sendo que Seth MacFarlane foi um excelente anfitrião. Sim, é certo que as suas piadas imprevisíveis poderiam arruinar a noite, mas McFarlane consegui equilibrar o humor com o seu charme, numa cerimónia cujo tema era Os Musicais, um tributo ao género. Contudo considero que alguns números musicais protagonizados por McFarlane ou mesmo por outros intervenientes ficaram muito àquem das expectativas. 

Captain James Tiberius Kirk aparece. Poderia ter pedido mais?

No que toca aos Óscares, as cerimónias têm vindo sempre a ser pautadas com previsibilidade, mas este ano isso não aconteceu inteiramente. Por exemplo,  o Óscar de Melhor Edição de Som foi divido entre Zero Dark Thirty e Skyfall, algo que nunca aconteceu antes na História da Academia.

Django Unchained recebeu dois óscares muito bem merecidos:  Melhor Argumento Original e Melhor Actor Secundário (Christoph Waltz). É certo que o nível de concorrência era elevado, mas considero que a Academia acabou por tomar a melhor decisão.
Lincoln, o mais nomeado filme, acabou por levar dois Óscares: o Óscar de Melhor Direcção Artística; e no campo das interpretações o extraordinário Daniel Day-Lewis arrecadou o seu terceiro Óscar de Melhor Actor Principal, fazendo assim História como o primeiro actor a vencer três estatuetas douradas nesta categoria. O primeiro foi em 1990 com "My Left Foot" e o segundo foi em 2007 com "There Will be Blood".

The Big Four.
Silver Linings Playbook acabou por arrecadar apenas um Óscar, no campo das interpretações: para grande surpresa minha, foi Jennifer Lawrence a receber o Óscar que, não querendo denegrir a sua interpretação, tinha uma concorrência elevadíssima como Jessica Chastain e Emmanuelle Riva (que pensava que ia levar o prémio para casa). Como  vencedora do Óscar de Melhor Actriz Secundária e, sem qualquer surpresa, temos Anne Hathaway.

Já Beasts of the Southern Wild não arrecadou nenhum prémio para casa e Amour só venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Brave ganhou o Óscar de Melhor Filme de Animação, sem grandes surpresas.

A grande obra realizada por Ben Affleck "Argo" conseguiu 3 Óscares: Melhor Montagem, Melhor Argumento e Melhor Filme, três categorias de peso que fazem questionar qualquer um o porquê do facto da ausência de Affleck na categoria de Melhor Realizador. Questão essa que Seth McFarlane aproveitou para fazer uma piada bem colocada. 

Ben Affleck: a mostrar como é que se sobe em grande.
Assim, com as não percebidas ausências de Ben Affleck e Quentin Tarantino nesta categoria, o Óscar acabou por ir surpreendentemente ao soberbo Ang Lee (apostei em Spielberg). Fiquei satisfeita com esta vitória porque considero o trabalho deste realizador soberbo, e Life of Pi demonstra isso. Este Óscar de Realização foi conquistado, contra todas as previsões, por Ang Lee pelo seu trabalho em "Life of Pi". 
Somado ao Óscar de Melhor Realizador, Life of Pi recebeu ainda os Óscares de Melhor Banda Sonora, Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais, sendo assim o grande vencedor da noite.

Melhor filme


Argo
Django Libertado
A Vida Pi
Lincoln
00:30 Hora Negra
Os Miseráveis
Guia Para Um Final Feliz
Indomável Sonhadora
Amor

Melhor Ator


Daniel Day-Lewis - Lincoln
Joaquin Phoenix - O Mestre
Denzel Washington – Decisão de Risco
Bradley Cooper - Guia Para Um Final Feliz
Hugh Jackman - Os Miseráveis

Melhor Atriz


Jessica Chastain - 00:30 Hora Negra
Naomi Watts - O Impossível
Jennifer Lawrence - Guia Para Um Final Feliz
Emmanuellle Riva -Amor
Quvenzhané Wallis - Indomável Sonhadora

Melhor Ator Secundário


Alan Arkin - Argo
Philip Seymour Hoffman - O Mestre
Tommy Lee Jones - Lincoln
Christoph Waltz - Django Libertado
Robert De Niro - Guia Para Um Final Feliz

Melhor Atriz secundária


Amy Adams - O Mestre
Sally Field - Lincoln
Anne Hathaway - Os Miseráveis
Helen Hunt - As Sessões
Jacki Weaver - Guia Para Um Final Feliz

Melhor Realizador


Ang Lee – A Vida de Pi
Steven Spielberg - Lincoln
Michael Haneke - Amor
David O. Russell - Guia Para Um Final Feliz
Benh Zeitlin - Indomável Sonhadora

Melhor Argumento Original


Mark Boal - 00:30 Hora Negra
Quentin Tarantino - Django Libertado
Michael Haneke - Amor
Wes Anderson, Roman Coppola - Moonrise Kingdom
John Gatins - Decisão de Risco

Melhor Argumento Adaptado
Chris Terrio - Argo
Lucy Alibar, Benh Zeitlin - Indomável Sonhadora
David Magee – A Vida de Pi
Tony Kushner - Lincoln
David O. Russell - Guia Para Um Final Feliz

Melhor Filme Estrangeiro
Amor (Áustria)
O Amante da Rainha (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega)
No (Chile)
War Witch (Canadá)

Melhor Filme de Animação (longa-metragem)
Brave
Frankenweenie
Detona Ralph
ParaNorman
Piratas Pirados!

Melhor Filme de Animação (Curta-metragem)



Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head over Heels
Maggie Simpson in "The Longest Daycare"
Paperman

Melhor Banda Sonora Original
Dario Marianelli - Anna Karenina
Alexandre Desplat - Argo
Mychael Danna - A Vida de Pi
John Williams - Lincoln
Thomas Newman - 007 - Skyfall

Melhor Música Original


'Before My Time' - Chasing Ice
'Everybody Needs A Best Friend' - Ted
'Pi's Lullaby' - A vida de Pi
'Skyfall'- 007 -Skyfall
'Suddenly' - Os Miseráveis

Melhores Efeitos Especiais
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
A Vida de Pi
Os Vingadores
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Melhor maquilhagem
Hitchcock
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis

Melhor fotografia
Anna Karenina
Django Libertado
A vida de Pi
Lincoln
007 - Skyfall

Melhor Guarda-Roupa 
Anna Karenina
Os Miseráveis
Lincoln
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador

Melhor Design de Produção
Anna Karenina
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln

Melhor documentário
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor Documentário (Curta-metragem)
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor montagem
Argo
A vida de Pi
Lincoln
Guia Para Um Final Feliz
00:30 Hora Negra

Melhor Curta-metragem
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

Melhor Edição de Som
Argo
Django Libertado
A Vida de Pi
007 - Skyfall
00:30 Hora Negra

Melhor Mistura de Som
Argo
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln
007 - Skyfall


E um minuto de silêncio pela bela escolha de guarda roupa de Jennifer Lawrence.



Para o ano há mais!

Por Joana Queiroz

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TOP 10 Melhores: Horror Remakes

By Sarah - sábado, fevereiro 23, 2013

O nosso TOP 10 Melhores irá desta vez incidir sobre uma temática que é bastante problemática. 
Não é segredo que, sendo eu uma verdadeira "purista", nunca gostei particularmente de "remakes" de filmes de terror. Aliás, havia alturas em que me perguntava o porquê destes filmes serem tão susceptíveis a uma "reciclagem". Reciclagem esta que, de modo geral, era francamente má. A ideia que parece estar patente é que Hollywood está a ficar sem ideias. E há filmes que são intocáveis e deveriam permanecer assim. Fazer um TOP dos piores "remakes" seria uma tarefa impossível, pois a lista seria infindável. Mas ao longo dos tempos, comecei a ser mais receptiva aos "remakes" e até admito que alguns evidenciaram ser necessários. Aliás, uns até demonstraram ser excepcionalmente bons.

Relembro novamente que esta lista é inteiramente subjectiva. Relativamente às imagens, as que estão a preto e branco são referentes aos filmes originais, sendo que as que estão a cores são as dos remakes. Segue de seguida, o meu TOP 10 dos "remakes" de filmes de terror, isto é, os "remakes" que, na minha opinião, conseguiram atingir um excelente nível, sendo, quiçá, facilmente equiparados ao filme original.
Partilhem connosco a vossa opinião!


10. Cape Fear (1991)

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 O remake de Martin Scorsese do filme de 1962 é daqueles que simplesmente resultou, superando o original em qualidade. É um thriller que mistura elementos de terror e suspense, numa intriga tal que só queremos chegar ao final do filme para ver como acaba! É a fórmula típica do início da década de 90, e que conta com Robert de Niro no seu melhor, sendo esse mesmo o factor distintivo entre os dois filmes. De Niro eleva "Cape Fear" a um nível monumental com a sua interpretação de Max Cady.

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9. The Last House on the Left (2009)

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Tal como o filme original, este é igualmente brutal e visceral. Não é, decerto, daqueles filmes fáceis de aguentar visualmente. Este remake do clássico de Wes Craven (de 1972) está muito competente, pois, tal como o original, no meio da violência exacerbada que nos é apresentada, conseguimos à mesma prender-nos ao ecrã, derivado da intensa e inevitável ligação que nos é possibilitado criar com as personagens. Seguimos uma verdadeira história de vingança que não deixa ninguém indiferente. Para mim foi das maiores supresas de 2009, visto não estar à espera de ter gostado tanto como efectivamente gostei. Isto porque o original foi imensamente controverso e tornou-se um filme de culto, tendo o remake conseguido corresponder ao nível.

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8. Bram Stoker's Dracula (1992)

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O filme de Francis Ford Coppola de 1992 consegue ser dos meus filmes de terror preferidos de todo o sempre, isto porque é invulgar e indiscutivelmente a mais sólida adaptação da obra de Bram Stoker. Coppola conseguiu criar um filme obscuro e gótico, coadjuvado com derradeiro romance, e é isso que o torna invulgar e apaixonante. Muitos poderão não considerá-lo como um "remake", dependendo também da perspectiva que tenham em relação aos filmes do Dracula. Na minha opinião, este filme supera aos pontos o filme de 1931, pois Gary Oldman faz uma interpretação absolutamente estrondosa que (desculpem-me a ousadia) Bela Lugosi jamais conseguiria fazer.

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7. The Grudge (2004)

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"The Grudge" é o remake americano do original japonês "Ju-On" de 2003. Adorei o original, sem dúvida alguma, não obstante as suas falhas. Takashi Shimizu é um realizador com uma visão peculiar , optando sempre pela violência implícita carregada de intensidade psicológica. Nesses termos, o original não falhou em dar valentes sustos, sem dúvida alguma, e foi um marco no cinema japonês. Eu geralmente não posso com remakes destes filmes, pois sou acérrima defensora do cinema japonês, e a maior parte dos remakes são uma verdadeira tristeza. Mas foi Takashi Shimizu que assumiu as rédeas do remake, pelo que fui mais receptiva. Ora bem, este filme, salvo melhor expressão, amedrontou-me de morte. Fiquei noites sem dormir, só a relembrar a Kayako. É um exemplo de um remake muito bem sucedido que, na minha opinião, conseguiu superar o original. As sequelas é que, enfim, nem vale a pena tecer comentários.


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6. The Hills Have Eyes (2006)

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Não quero que ninguém me caia em cima, mas o "remake" de The Hills Have Eyes é aquele exemplo que referi acima da "necessidade de reciclagem". Este sim, foi mesmo um "remake" necessário. Isto porque a versão original de Wes Craven (de 1977) não está nada por aí além, roçando mesmo o aborrecido. Sim, sou muito pouco fã do original. Felizmente, Alexandre Aja conseguiu pegar nas ideias do original e torná-lo bastante mais apelativo e assustador, sendo dos "remakes" mais fantásticos da história de Hollywood. Vale mesmo a pena conferir!


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5. Let me In (2010)

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O filme original é facilmente dos melhores filmes de vampiros da última década, razão pela qual a notícia de que haveria um remake foi um verdadeiro choque para os fãs. Só que, a versão de Matt Reeves surpreendeu bastante, revelando ser bastante competente. Para além de ter um elenco excepcional - com destaque para Chloe Moretz - e trilha sonora que comove, tem todos os elementos que o tornam consistente, estando ao nível do original.


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4. The Ring (2002)

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É o melhor remake americano de um filme japonês, isto porque captura na perfeição a essência e os elementos característicos do tal "terror implícito" do filme original. "The Ring" tornou-se o primeiro "remake" de um filme asiático a ser tão bem sucedido, e tornou-se icónico devido à personagem Samara (aquela cara de anjinho não engana ninguém...). Não vejo a necessidade de me debruçar sobre o argumento, que decerto já é bastante conhecido, apenas sei que a frase "morrerás dentro de 7 dias" tornou-se um fenómeno de culto instantâneo. "Ringu" (1998) é sem dúvida um filme assombroso, constando do meu TOP 10 de filmes asiáticos, mas considero que o remake, por ser mais assustador, consegue superá-lo.

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3. The Fly (1986)

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O "remake" de David Cronenberg do filme original de 1958 é indiscutivelmente do mais genial de sempre, e é um filme que tem de ser visto obrigatoriamente pelos fãs do género. Não só é um excelente remake, como é um fantástico filme de terror em termos gerais. A abordagem de Cronenberg é assombrosa, ao pegar na premissa do original e conseguir levá-lo a mais extremos, expandindo o seu conteúdo a níveis muito mais satisfatórios. Sem contar que Jeff Goldblum e Geena Davis estão fenomenais neste filme. Mas é claro que o filme de '58 protagonizado por Vincent Price, é igualmente fantástico.

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   2. Dawn of The Dead (2004)

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Sou uma fã massiva de George Romero e Dawn of the Dead (1978) consta indiscutivemente no meu top pessoal de filmes preferidos. Se eu já apriori não era propriamente fã de remakes, achava que fazerem deste clássico era um crime autêntico. Em 2004, o realizador Zack Snyder decidiu "reciclar" o intocável Dawn of the Dead (1978), e felizmente, resultou num dos remakes mais bem conseguidos de sempre! Se bem que, na minha opinião, por divergir imenso do original, é mais "unmake" do que um "remake". Vale mesmo muito a pena ver, foi uma lufada de ar fresco no género zombie.

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1. The Thing (1982)

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Quase que nem preciso de justificar porque é que é o meu número 1 deste TOP. É um título que simplesmente fala por si: The Thing é um clássico e dos melhores filmes sci-fi/horror de sempre. Lançado em 1982, o remake de 1951 resulta essencialmente por uma razão: John Carpenter. Este realizador é um ícone e um visionário, sou mesmo uma grande fã. Além disso, é muito assustador e em termos gerais é um excelente filme, com um elenco formidável, com um argumento rico, e com uns efeitos especiais que decerto irão surpreender muito boa gente. É o meu #1 por inúmeras razões. É que não só é o melhor remake de todos os tempos, como é o melhor filme sci-fi/horror alguma vez feito. E duvido que haja algum que conseguirá superar este feito.

Trailer

 



Outros

Evil Dead 2 (1987)
The Invasion of Body Snatchers (1978)
Halloween (2007)
The Texas Chainsaw Massacre (2003)
Amytiville Horror (2005)


Por Sarah Queiroz


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The Descent - Part 2 (2009)

By Sarah - segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Não é segredo, especialmente para os leitores mais atentos, que sou uma enorme fã do trabalho de Neil Marshall com o primeiro filme, de 2005. É indiscutivelmente dos filmes de terror mais competentes e eficazes da década.
Antes demais, achei surreal que, "A Descida - Parte 2", só tenha estreado esta quinta nos cinemas portugueses. Sim, porque o filme já tem 3 anos.
Permitam-me desde já adiantar que nunca considerei que esta segunda parte fosse propriamente necessária (na altura em que foi anunciado), ou seja, na minha opinião, "The Descent" foi autonomamente impecável, sem necessidade de se recorrer a um segundo filme. Só que decidiram fazê-lo, e desta vez seria Jon Harris a assumir a realização. Escusado será dizer que, infelizmente, os resultados alcançados foram francamente inferiores aos do primeiro filme.

Atordoada, histérica e visivelmente perturbada, Sarah (Shauna McDonald) foi a única que conseguiu sobreviver aos horrores da gruta nas montanhas remotas dos Apalaches, retratado no primeiro filme. Determinado em encontrar mais sobreviventes, o xerife local insiste que Sarah lidere a equipa de salvamento e volte às grutas. À medida que a equipa vai avançado, a fracturada memória de Sarah começa a compor-se, apercebendo-se ela do verdadeiro horror que lá se passou. Mas talvez agora seja tarde demais...

O primeiro e principal erro da sequela é seguir exactamente o mesmo caminho do filme original. Por outras palavras, é ver mais do mesmo: pouca ou nenhuma inovação é nos presenteado durante a película e o factor surpresa é nulo. O que é especialmente irritante, e quem viu o primeiro filme há de perceber esta minha crítica implícita. Ficar a saber exactamente o mesmo do que já sabíamos não é propriamente agradável, num filme que perde muitos pontos por não ser substancialmente mais rico. Isto para não dizer que o argumento deste segundo filme é, de facto, muito forçado. É muito improvável que alguém deixasse uma pessoa, estando no estado que a personagem principal estava, retornar às grutas. Mas preferi ignorar esse detalhe, à espera de poder, à mesma, ser surpreendida. Só que, ao contrário do que sucede no primeiro, este não está propriamente envolto num argumento sólido. Limita-se a dar continuidade, com uma profundidade escassa, como já tive oportunidade de referir. No entanto, nem tudo é mau, porque já que estou a estabelecer comparações, este tem um desenvolvimento bastante mais rápido que o primeiro, e não desilude nas cenas de acção e gore. Se bem que assenta em demasia na fórmula do impacto sonoro, e não consegui deixar de pensar que muitas cenas se assemelhavam ao primeiro. Isto para sublinhar a tal falta de originalidade. Mas não deixa de entreter minimamente, de realçar as criaturas, que neste estão bastante mais assustadoras e viscerais.

Tenho que fazer uma menção especial ao final do filme. Sem querer entrar em detalhe, pois não sou lá grande fã de spoilers, consigo adiantar que este final é do mais anti-climático que há, roçando mesmo o ridículo e irritante. Apesar de me ter dado quase 100% de certeza que haverá uma parte 3 desta saga, o final irritou-me especialmente porque retira bastante do sentido aos filmes. Claro que é susceptível de diversas interpretações, e pode ser que haja pessoas que o considerem fenomenal, mas para mim simplesmente não resultou... Em relação às interpretações, não há nada de mau a apontar, sem que haja algo de bastante positivo a destacar. Não há performances memoráveis, cingindo-se o elenco ao que lhes competia.

Em suma, "The Descent - Part 2", não é um filme mau. Como disse, consegue entreter minimamente, mas o facto de ter perdido aquela substância que elevava o primeiro filme à excelência, reduziu esta segunda parte a só mais um filme de monstros... Não está mau, mas não chega, de longe, ao nível do seu antecessor. E desilude especialmente por esse ponto. É o estar à espera do alcançar de um patamar superior ao efectivamente atingido. Não sendo melhor que o primeiro, é um filme que não deve deixar de ser visto para os fãs da saga. Quem nunca viu o primeiro, recomendo vivamente!


EXAME

Realização: 6/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 6/10

Média global: 6/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título em português: A Descida Parte 2
Título original: The Descent Part 2
Ano: 2009
Realização: Jon Harris
Actores: Anna Skellern, Douglas Hodge, Jessika Williams, Josh Dallas, Krysten Cummings, Michael J. Reynolds, Shauna MacDonald

Trailer do filme:

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Estreias da Semana

By Jota Queiroz - quinta-feira, fevereiro 14, 2013



Estreia hoje nos cinemas portugueses Beasts of the Southern Wild .

Sinopse (PÚBLICO): Numa comunidade esquecida e separada do mundo por um enorme dique, Hushpuppy, de seis anos, vive entregue a si mesma, num ambiente quase selvagem. Com a mãe desaparecida há muito e um pai ausente e descuidado, a pequena vê o mundo como uma frágil rede de seres que respiram, pulsam e de cujo perfeito funcionamento depende todo o Universo. Por isso, quando uma enorme tempestade faz subir as águas e submerge a aldeia e o pai descobre que tem uma doença terminal, Hushpuppy vê tudo à sua volta entrar em colapso. Desesperada por reparar a estrutura do seu mundo, salvar o pai e a sua aldeia inundada, a menina tem de aprender a sobreviver à própria custa e da solidariedade dos vizinhos. 

Trailer:





Outras Estreias


Cartaz do Filme

Die Hard - Nunca é Bom dia para Morrer

Título original: Good Day to Die Hard
De: John Moore
Com: Bruce Willis, Jai Courtney, Mary Elizabeth Winstead



Cartaz do Filme

Aguenta-te aos 40!

Título original: This is 40
De: Judd Apatow
Com: Paul Rudd, Leslie Mann, Maude Apatow



Cartaz do Filme


Texas Chainsaw - O Massacre

Título original: Texas Chainsaw 3D
De: John Luessenhop
Com: Alexandra Daddario, Tania Raymonde, Scott Eastwood


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Hitchcock (2012)

By Jota Queiroz - terça-feira, fevereiro 12, 2013

"You may call me hitch, hold the cock."
Sou fã de Alfred Hitchcock e, como não poderia deixar de ser, a curiosidade invadiu-me quando soube que iria ser realizada uma película em torno do mestre do suspense. O sentimento de curiosidade foi rapidamente substituído por ansiedade quando verifiquei que o filme iria incidir-se não sobre a vida do cineasta mas sim particularmente sobre a realização do mediático filme Psyco. Ou seja, as minhas expectativas não poderiam estar mais elevadas. Pois bem, a longa acaba por satisfazer apenas medianamente, pois concentra pouco os seus esforços na essência da sua premissa - pessoalmente esperava um pouco mais e gostava de ter gostado mais do filme.

Mesmo para quem não seja fã de Alfred Hitchcock creio que é impossível não conhecerem Psyco, uma obra-prima do suspense e inquestionavelmente o maior sucesso de bilheteira por parte do cineasta. Com este filme, um novo nível de suspense e horror foi alcançado, o que acabou por inspirar diversos filmes desde então até à actualidade. O que muita gente poderá não saber é que a produção e filmagem de Psyco foi complicada, pois o filme não foi aceite por diversas produtoras o que acabou por levar Alfred Hitchock a fazer um investimento próprio. A sua teimosia e persistência conduziu ao grande sucesso que Psyco se tornou. Ora bem, o filme "Hitchcock" prometia centrar-se mesmo nisso, na teimosia e persistência do realizador a levar avante a produção daquele que viria a ser a sua incontornável obra-prima.

Contudo, sejamos directos... Hitchcock não resultou como se pensava. Então, o que é que realmente deu de errado? Eis o que considero errado no filme, e em todas as biografias mais actuais que Hollywood tenta realizar: perda de ritmo e interesse pelo espectador. Hitchcock prende realmente a atenção quando de facto nos mostra a essência da sua premissa: a produção e filmagem de Psyco. Destaco as cenas em que o realizador está na reunião de censura e a cena em que Alfred Hitchcock constata pela primeira vez a reacção do público à mediática cena do chuveiro - essa cena vale ouro. 
Mas o que de facto valeria a pena ter sido aprofundado, que é a produção e bastidores do filme, acaba por ser algo superficial com duração de uns vinte minutos. Os restantes setenta são catalisados para a relação matrimonial entre Alfred Hitchcock e Alma Reville, que durante as filmagens do mítico filme passou por uma fase mais negativa. O filme centra-se na importância que Alfred Hitchcock dá à relação entre Alma e o argumentista Whitfield Cook, que por sua vez irá gerar tensão na relação com o realizador e de certa maneira prejudicar a rodagem de Psyco. Não estou a dizer que foi mau terem abordado este aspecto no filme, mas creio que focaram demasiada atenção nisso o que conduziu a uma perda de ritmo durante a narrativa, quando deveria ser o contrário. Acabamos por ter mais cenas de ciúmes disparatadas do que realmente importa. Deste modo, acaba por divergir daquilo que é prometido na sua premissa e do que foi inicialmente proposto ao espectador, que é como foi feito o filme Psyco. Digo isto porque Psyco foi um dos maiores feitos de Hitchcock e considero que o filme deveria ter mergulhado mais nesse mundo, digamos assim. Negativismos à parte, considero que a atenção a este lado íntimo teve o seu aspecto positivo, pois conseguiu de certa maneira humanizar a "figura hitchcockiana".

Fazendo uma breve referência à realização de Sacha Gervasi, devo dizer que fez um trabalho competente e que é evidente a tentativa de introduzir algum suspense na sua própria realização - não sei se por estilo próprio ou homenagem a Alfred Hitchcock - com elementos próprios do estilo, como luzes reduzidas ou os planos súbitos. A realizadora poderia ter apostado em momentos mais divertidos, utilizando mais o sarcasmo característico de Hitchcock. Mas é no elenco que está o ganho do filme: temos duas grandes estrelas nos principais papéis, Anthony Hopkins e Helen Mirren. O primeiro desaparece totalmente no ecrã, incorporando a 100% Alfred Hitchcock. Já a segunda brinda-nos mais uma vez com uma excelente e credível actuação. O elenco secundário ainda conta com as competentes performances das belas Scarlett Johansson e Jessica Biel, que interpretam respectivamente Janet Leigh e Vera Miles. Devo salientar também que os aspectos técnicos do filme estão óptimos, especialmente o trabalho de caracterização, e tal merece muitos elogios especialmente na transformação de Anthony Hopkins em Alfred Hitchcock, merecendo assim a única nomeação que obteve nos Óscares, de Melhor Caracterização.

Em síntese, e tal como disse no início, gostava de ter gostado mais do filme. A perda de ritmo gradual e a dramatização daquilo que não valia a pena acaba por prejudicar o filme e mesmo encabeçado por duas lendas vivas, Anthony Hopkins e Helen Mirren, o filme acaba por ser um projecto que deixa muito a desejar. Satisfaz mas desilude: talvez se fosse divulgado a priori como um filme sobre o casal e não sobre a rodagem de Psyco a minha desilusão não existia.


EXAME

Realização: 6/10
Actores: 8.5/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 6.9/10 

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação

Título Original: Hitchcock
Título em Português: Hitchcock
Ano: 2012
Realização: Sacha Gervasi
Actores: Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson 


Trailer do Filme:




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Django Unchained (2012)

By Rodrigo Mourão - domingo, janeiro 27, 2013

Este filme tinha a minha curiosidade. Agora, tem a minha atenção.... até ao fim dos dias.

Tarantino, o rei da violência no cinema, é como o vinho do Porto: parece estar cada vez melhor com o tempo. E Django é prova disso...
Basicamente o filme  passa-se em 1858 (2 anos antes da Guerra Civil americana) e foca-se em Django (Jamie Foxx), um escravo negro que, após ser libertado pelo caçador de prémios germânico Dr. Schultz (Christoph Waltz), parte numa demandada para salvar a sua mulher de um latifundiário esclavagista do Mississipi, Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).
Vou ser curto e breve porque a genialidade do filme fala por si, pelo que não vale a pena estar para aqui a gastar muita tinta digital, que não faria mais justiça ao filme por isso.
A história é interessante e agarra-nos de uma ponta à outra, mostrando que os westerns não têm que ser chatos lá por terem 3 horas (sim "The Good, The Bad and The Ugly", estou a falar contigo...). Mesmo quando pensamos que chegámos ao clímax, ainda há muito mais para ver...

E por falar em westerns, este filme presta uma grande homenagem ao género, a começar no primeiro segundo. A sério, não estou a brincar... Outro "cliché" interessante de western à la Sergio Leone é, para os mais atentos, o facto do actor James Remar fazer duas personagens no mesmo filme- Ace Speck e Butch Pooch.
A cinematografia é óptima e quanto à montagem, praticamente sublime, tanto a nível visual como musical. Quanto a este último ponto só tenho algo a dizer: QUERO O iPOD DO QUENTIN TARANTINO!

Muita violência, belas sequências de acção e tiros quick-draw para os fãs, diálogos mais que interessantes com um nível dramático e também cómico carregado de forma brilhante por espectaculares actores. Jamie Foxx e Christoph Waltz são uma dupla perfeita que se complementa lindamente. Estabelecer uma dupla entre um alemão e um negro é sempre "peculiar"... Di Caprio faz o primeiro "vilão" da sua carreira e sem quebrar: uma presença arrebatadora desde o primeiro momento, um sotaque sulista bem conseguido e a apresentação da melhor cena do filme, senão mesmo uma das melhores cenas do cinema.. Academia, custava muito nomear este senhor para Melhor Actor Secundário pela sua belíssima prestação ou só vos pagaram o suficiente para nomearem o Christoph Waltz que já ganhou um Oscar e na mesma categoria e tudo e por um filme do Tarantino, coincidentemente? Bem, mas queixas à parte, se o filme já não fosse bom o suficiente com isto, eis que chega Samuel L. Jackson para completar o quadro! É o papel do costume, mas melhorado a níveis descomunais pela situação em que é inserido: Samuel L. Jackson, o preto racista num tempo de escravatura negra a balbuciar as suas asneiras rotineiras! Numa palavra: priceless.

Não vale a pena escrever mais. É dos melhores filmes de 2012, merecedor dos seus globos de ouro e das suas nomeações para os Oscars, apesar de DiCaprio e Jamie Foxx serem deixados na sombra no que toca a galardões mais cobiçados...

Quanto a ti Tarantino, só tenho algo a dizer: "I like the way you shoot boy!".


EXAME


Realização: 10/10
Actores: 10/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 9/10
Banda Sonora: 8.5/10 
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 9/10

Média Global: 9.2/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão


Informação


Título Original: Django Unchained
Título em Português: Django Libertado
Ano: 2012
Realização: Quentin Tarantino
Actores: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, James Remar, Kerry Washington

Trailer do Filme:






VER TAMBÉM:

Reservoir Dogs (1992), por Sarah Queiroz

Pulp Fiction (1994), por Sarah Queiroz

Inglourious Basterds (2009), por Pedro Gonçalves




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Jack Reacher (2012)

By Jota Queiroz - quinta-feira, janeiro 03, 2013

Uma missão quase possível.
Jack Reacher. Pelos posters e trailer, parecia quase um Missão Impossível... mas não é bem assim. O filme é adaptado do livros de Lee Child chamado "One Shot" e realizado por Christopher McQuarrie, cujo trabalho como argumentista me tinha chamado a atenção em Valkyrie, de 2008. Pois bem, eis que agora como realizador este conta-nos uma história intrigante, centrada na personagem Jack Reacher (Tom Cruise), uma "espécie de polícia" misterioso que investiga um caso de um sniper que assassinou "ao acaso" cinco vítimas, com a ajuda de uma advogada contratada (Rosamund Pike) para defender esse mesmo assassino. A história torna-se mais complexa à medida que Jack Reacher vai descobrindo a verdade e vê-se inserido no meio de uma conspiração.

O argumento não é propriamente original e já o vimos antes: estamos inseridos numa espécie de conspiração que o protagonista e uma senhora bonita tentam resolver, e esse mesmo protagonista é intocável e "arrebenta" com toda a gente, sem sofrer dano algum.  Um dos problemas da trama reside mesmo nesse último facto, não existe nada que realmente coloque o protagonista em apuros o que torna tudo pouco credível. 
Apesar da sensação familiar e de alguns problemas em breve a ser referidos que circundam toda a película, a verdade é que esta não é má. O realizador consegue dirigir a película com competência e consistência, e insere ingredientes suficientemente agradáveis para dar um sabor tolerável à longa:  boas sequências de acção (bem pensadas e algumas mesmo intensas, realço a cena inicial), momentos de comic relief e uma história intrigante que nos faz querer saber o que vai acontecer a seguir. Mas uma escolha infeliz por parte de Christopher McQuarrie levou tudo a perder.

Creio que o realizador optou por um caminho errado ao seguir pelo demasiado óbvio e anular qualquer factor surpresa; o realizador oferece as informações ao público de uma maneira gratuita pois a meio do filme já sabemos como a história se irá desenrolar. E isso, caros leitores, faz com que o filme não ganhe pontos na credibilidade ou imprevisibilidade. Aliás, outro grande erro que o realizador cometeu foi mesmo mostrar todas as cartas ao público mesmo antes dos próprios protagonistas terem acesso aos factos. Assim, vemos Jack Reacher e a advogada descobrirem a verdade aos poucos enquanto que nós espectadores já tivemos acesso  a essa anteriormente, o que diminui e muito a emoção ou impacto da trama. Outro resultado é que os twists existentes acabam por não surpreender e não têm o efeito desejado apesar do potencial. Falta então na longa um salto para algo surpreendente, o que acaba por não acontecer. Este "simples" facto acaba por fazer com que Jack Reacher não se torne numa experiência cinematográfica arrebatadora, quando tinha todo o potencial para o ser.

Novamente buscando aspectos positivos, devo dizer que Tom Cruise está muito sólido e emana charme e carisma, fazendo com que a sua personagem seja querida entre o público. O problema do protagonista prende-se com o que disse no início, é que o facto de nada conseguir ameaçá-lo ou colocá-lo realmente em apuros torna tudo pouco credível. A título de exemplo, temos o caso do vilão que é uma personagem intrigante mas que nunca se torna realmente uma ameaça para Jack Reacher, o que é uma pena. Mas o realizador soube trabalhar e aproveitar o que Tom Cruise tem de melhor. Relativamente ao elenco que secunda Tom Cruise, não tenho grande coisa a acrescentar, mas foram competentes. Talvez realce os dois vilões, Werner Herzog e Jai Courtney; este último encarnou bem a sua personagem e fazia-me lembrar muitas vezes o actor Tom Hardy no papel de Bane, em The Dark Knight Rises.

Em síntese,  a longa tinha todas as características para ser um excelente policial e realmente manter o suspense e desencadear a surpresa, mas uma má escolha de informação grátis por parte do realizador deu cabo disso. Contudo, não deixa de ser um bom filme, com entretenimento puro... mas só gostaria que fosse mais estimulante.

EXAME

Realização: 6.5/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 6.9/10 

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação

Título Original: Jack Reacher
Título em Português: Jack Reacher: O Último Tiro
Ano: 2012
Realização: Christopher McQuarrie
Actores: Tom Cruise, Rosamund Pike, Richard Jenkins, Werner Herzog, Robert Duvall, Jai Courtney


Trailer do Filme:

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TOP 15 - Melhores filmes de 2012

By Jota Queiroz - terça-feira, janeiro 01, 2013

Dando as boas vindas ao ano de 2013, recordamos o mundo cinematográfico de 2012. A elaboração do TOP 15 melhores filmes de 2012 não foi tarefa fácil. Algumas escolhas poderão surpreender alguns, pelo que passamos a apresentar os critérios utilizados na elaboração do Top:
  • Foram considerados apenas filmes que tenham estreado em Portugal em 2012 (daí incluir-se filmes como «Hugo» e «The Girl With The Dragon Tatoo», apesar de terem tido estreia internacional em 2011; pelo mesmo motivo não foram tidos em consideração filmes como Les Misérables ou Lincoln, que só estreiam em Portugal em 2013);
  • Quanto à ordenação dos filmes, para os  já revistos neste blog foram tidas em consideração as pontuações dadas nas respectivas críticas; para filmes ainda sem crítica, a equipa fez uma média das várias componentes do filme (foram utilizados os mesmos elementos que são tidos em conta nas nossas críticas) de modo a chegar a um pontuação exclusivamente para este top (pontuação essa que, em princípio, deverá corresponder à que será dada quando se elaborar a crítica, apesar de tal puder não suceder...);
  • Dos 15 filmes presentes no top, cada um dos 3 membros deste blog contribuiu com 5 dos seus favoritos (sem hipótese de repetição relativamente a filmes escolhidos pelos outros), de modo a que o top pudesse ser o mais variado/eclético/heterogéneo possível. 



Os quinze melhores filmes de 2012 encontram-se listados abaixo.


15. The Perks of being a Wallflower


Crítica: Brevemente

Uma das maiores surpresas deste ano. "Perks of Being a Wallflower" é um filme que deixa qualquer pessoa a pensar. Para além de ser dotado de uma fluidez natural, é uma obra que faz por merecer um lugar neste TOP ao retratar uma história que pode parecer muito familiar, mas que consegue manter uma capacidade incrível de nos surpreender, através de um argumento inteligente. Dos pontos mais altos do filme é, indiscutivelmente, as prestações dos actores, credíveis em todos os aspectos. É um filme que ultrapassa qualquer expectativa, pois não se resume aos clichés do género, sendo muito mais que isso.


14. The Hunger Games 


Crítica: Aqui

Este filme constitui a primeira parte de uma saga que prometia tomar de assalto o mundo cinematográfico, e fê-lo. Foi uma autêntica surpresa, pois muitos acreditavam ser um Twilight #2. The Hunger Games ganha pela divergência da atmosfera ultra-romântica e cliché, convergindo num ambiente duro e real: um romance destinado a adolescentes com uma visão perturbante de uma sociedade em decadência.


13. The Cabin in the Woods


Crítica: Aqui

"The Cabin in the Woods" é uma verdadeira homenagem ao género terror, combinando todos os elementos do género, aderindo mesmo aos clichés. É um filme que aparentemente parece superficial, mas depois de maneira implícita elabora uma crítica ao público insaciável de violência exacerbada em filme sem qualquer substância. É uma sátira evidente sendo dos filmes mais surpreendentes e imaginativos dos últimos tempos, que no entanto é susceptível de ser pouco compreendido.


12. The Avengers


Crítica: Brevemente

Talvez seja um filme overrated, mas The Avengers é um filme que prova que o mundo cinematográfico da Marvel fez as coisas como deveriam ter sido feitas, apesar do espaço para melhorar. Foi uma viagem alucinante desde 2008 ver cada filme da Marvel que acabou por culminar neste fantástico shared universe, com continuação prevista para 2015.


11. The Dark Knight Rises



Crítica: Aqui

Apesar deste terceiro e último capítulo da franquia de Christopher Nolan não ultrapassar os seus antecessores, The Dark Knight Rises brinda-nos com óptimas prestações, um dos melhores vilões de sempre, um argumento cheio de referências, uma banda sonora óptima, uma fotografia lindíssima e efeitos especiais estrondosos.



10. Tabu


Crítica: Brevemente

Das maiores surpresas do ano e é lusitana! Tabu mostra que os filmes a preto-e-branco não estão mortos e que ainda vale a pena apostar em diálogos inteligentes. Com uma realização mais que peculiar por parte de Miguel Gomes, temos duas histórias num filme: a do presente que retrata a nostalgia da juventude e do verdadeiro amor que ameça desaparecer da memória; a do passado, contada apenas através de uma inteligente narração por parte do casal, que nos retrata a trágica realidade de um amor proibido e completa na perfeição o 1º acto da obra. Filmes destes já não se fazem...




9. Intouchables


Crítica: Brevemente

"Intouchables", filme francês, é uma verdadeira pérola cinematográfica. A história é simples, mas de uma beleza infindável e inspiradora. A narrativa do filme é construída em torno da relação improvável que se cria entre as duas personagens principais, interpretadas por Francois Cluzet e Omar Sy, ambos verdadeiramente fabulosos nas suas prestações. Não poderia recomendar melhor filme para se ver, sendo que o seu grande mérito reside na mensagem tocante que transmite.


8. Looper


Crítica: Aqui

Apesar de alguns aspectos negativos, Looper é um filme inteligente, que nos deixa a pensar e que acaba por utilizar as cenas de acção e outros artifícios apenas pontualmente. Não se limita apenas à acção ou à ficção científica, acabando por cruzar diversos géneros e ser uma experiência cinematográfica profunda. Contamos com um grande elenco e com uma história que, apesar de docemente familiar, não deixa de ser interessante.


7. Life of Pi


Crítica: Brevemente

A Índia como background e um protagonista indiano parece ser uma fórmula perfeita, pois este Life of Pi consegue ser ainda melhor do que Slumdog Millionaire. Esta película ganha pela beleza incrível de todo o ambiente e pelo seu fio narrativo pois esta aparentemente dificil história de contar é-nos mostrada da maneira mais encantadora possível.



6. The Girl with the Dragon Tattoo


Crítica: Aqui

Se os livros são viciantes, então o filme é das melhores drogas de 2012! Um policial de mistério que nos capta do princípio ao fim, protagonizado brilhantemente por Rooney Mara e Daniel Craig. Para engrandecer ainda mais esta experiência cinematográfica temos uma óptima fotografia, uma realização sem falhas por parte de David Fincher e uma banda sonora mais que ousada. Venham as continuações!


5. The Amazing Spider-Man


Crítica: Aqui

Apostar neste reboot foi, sem dúvida, um enorme risco, pois poderia revelar-se um fracasso total, para além de comparações serem inevitáveis. Mas felizmente esse risco foi tomado, pois revelou ser incrivelmente satisfatório. Foi uma verdadeira lufada de ar fresco sendo uma nova versão extremamente bem adaptada a partir dos livros de banda desenhada com um enredo arrebatador e inovador.



4. Cloud Atlas


Crítica: Brevemente

Adore-se ou odeie-se, não deixa ninguém indiferente e isso mostra o seu poder. Cloud Atlas é uma obra cinematográfica complexa como ninguém ousa fazer nos dias de hoje. Retrata a luta do bem e do mal (e as suas personificações como a escravatura, a traição, a ambição desmedida, a vida após a morte, a religião, etc) ao longo de várias eras e pelo olhar de diferentes personagens. Um argumento original, um espectáculo visual e , acima de tudo, uma edição sem palavras (dêem-lhe o Oscar!).


3. Moonrise Kingdom


Crítica: Brevemente

Os sonhos da juventude, o primeiro amor, a incompreensão da adolescência por parte dos pais, a frieza dos adultos... Tudo temas que Wes Anderson e Roman Coppola representam neste filme, ousando até virá-los do avesso no fim! Um argumento inteligente com uma realização mais que interessante por parte de Anderson, feita ao estilo sixties (época em que se passa a história, diga-se), conduzida por uma óptima banda sonora de Alexander Desplat e genuínas interpretações, tanto do elenco graúdo como miúdo!


2. Hugo


Crítica: Aqui

Como dissemos na nossa crítica: “Os olhos podem ser os espelhos da alma, mas os filmes são as projecções dos nossos sonhos”. E é isso que Hugo simboliza: é uma ode aos sonhos, uma homenagem à 7ª Arte, uma viagem aos primórdios do cinema, um espectáculo visual (o 3D sempre vale para alguma coisa...) e um desfile de óptimas performances, carregado de forma deslumbrante pelos jovens Asa Butterfield e  Chloë Grace Moretz. Martin Scorcese mostra porque é dos melhores e mais versáteis realizadores de sempre!



1. The Hobbit: An Unexpected Journey


Crítica: Aqui

The Hobbit constitui a primeira parte da trilogia que nos conta a aventura de Bilbo Baggins, Gandalf e os seus amigos anões 60 anos antes dos eventos da Irmandade do Anel. Tal como o título o diz, o filme é facto uma aventura inesperada, mas cheia de vivacidade! Com a história que tem, Peter Jackson expande-a e adapta-a adequadamente. Dá-nos a oportunidade não só de voltar a Middle Earth, mas de conhecer mais dos seus lugares, raças e costumes. Tal como Bilbo, embarquem na aventura.


E para vocês, quais foram os melhores filmes de 2012?

por Sarah Queiroz, Joana Queiroz e Rodrigo Mourão


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