Depois do Cinema

Antevisão - Os mais esperados para 2013

By Jota Queiroz - sexta-feira, novembro 23, 2012

O ano de 2013 reserva boas produções cinematográficas. Estes são quinze filmes de muitos que aguardo com alguma expectativa:



Django Unchained
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Qualquer filme de Quentin Tarantino promete marcar impacto. Django Unchained é um western com um elenco de luxo, contando com nomes como Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Christoph Waltz e Jamie Foxx. Tem data de estreia em Portugal a 24 de Janeiro de 2013.



 Warm Bodies
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Warm Bodies é uma comédia zombie de Jonathan Levine que conta com Nichoals Hoult como protagonista. A história centra-se num zombie que inicia uma relação de amizade com a namorada de uma das suas vítimas. Será que é um twilight de zombies? Veremos. Tem estreia nacional prevista para o dia 7 de Fevereiro de 2013.



Oz the Great and The Powerful
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Mila Kunis, James Franco, Michelle Williams e Rachel Weiz reúnem-se neste tão esperado filme de fantasia, que nos conta a história de como mediático feiticeiro do Oz descobriu a terra de que se tornou governante. Com data de estreia em Portugal prevista para dia 7 de Março de 2013.


The Host
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The Host vai ser realizado pelo grande Andrew Niccol e protagonizado por Saiorse Ronan. A história do filme é baseada no livro com o mesmo nome da autora da saga Twilight, Stephanie Meyer. É um filme de ficção científica que retrata com algum romance uma invasão alienígena. Estreia em Portugal a 28 de Março de 2013.



Iron Man 3
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Gostámos do primeiro, adorámos o segundo e, como não poderia deixar de ser, desesperamos pelo terceiro. Robert Downey Jr. volta a vestir a pele de Tony Stark, que vai conhecer um inimigo que não tem limites. Com data de estreia prevista para 3 de Maio de 2013 nos EUA, ainda sem data marcada para Portugal.



Star Trek Into Darkness
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Sequela do filme de 2009, este filme promete. Pouco se sabe da história, mas é sabido que Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana e Simon Pegg vão voltar. Tem data prevista de estreia nos EUA a 17 de Maio de 2013, sem data definida para Portugal.



Man of Steel
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Eis um Superman que me parece de jeito, após a tentativa falhada de 2006. Kevin Costner (Jonathan Kent), Diane Lane (Martha Kent), Amy Adams (Lois Lane), Michael Shannon (General Zod), Russell Crowe (Jor-El) e Antje Traue (Faora) estão confirmados no elenco. Com data prevista de estreia em Portugal a 13 de Junho de 2013.



World War Z
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Guerra Mundial entre humanos e zombies + Brad Pitt? Está ganho, é oficialmente dos filmes mais esperados para 2013. E a Paramount Pictures quer transformar World War Z numa trilogia. Mas para já o primeiro tem data marcada para 21 de Junho de 2013 nos EUA, ainda sem data definida para Portugal.


Despicable me 2 
 


É a sequela do filme de 2010, Despicable Me, que será realizada novamente por Pierre Coffin e Chris Renaud. Steve Carell, Russell Brand, Miranda Cosgrove e Kristen Wiig vão voltar aos seus papéis. Tem data de estreia em Portugal a 4 de Julho de 2013.



The Lone Ranger
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É um western realizado por Gore Verbinski, baseada numa série dos anos 50 cinquenta. O filme com ambiente de velho oeste é protagonizado por Armie Hammer e Johnny Depp, que interpretam The Lone Ranger e Tonto respectivamente. Tem data prevista de estreia em Portugal a 11 de Julho de 2013.


Wolverine
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A sequela de X-Men Origins - Wolverine, apresenta-nos um Wolverine musculado que procura respostas para as várias perguntas do seu passado, no Japão. A estreia nacional está marcada para 25 de Julho de 2013.


Mortal Instruments: City of Bones
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A adaptação cinematográfica de "Mortal Instruments", uma famosa série literária da autora Cassandra Clare, vai chegar aos cinemas. O primeiro livro é "City of Bones";  Lily Collins vai ser a protagonista que terá de lutar contra demónios para manter a salvo a raça humana. Estreia em Portugal a 29 de Agosto de 2013.



Carrie
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Carrie constitui um remake do filme de 1976 com o mesmo nome. Como protagonistas temos Chloë Moretz e Juliane Moore que interpretará a mãe de Carrie. Kimberly Pierce é a realizadora desta nova adaptação cinematográfica do homónimo livro de Stephen King,



Thor: The Dark World
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Após o filme de 2010, vimos Thor em 2012 com os Avengers. Mas nós queremos é a sequela do primeiro! E vamos tê-la para o ano, com Chris Hemsworth a lutar contra dark elves. Estreia a 8 de Novembro de 2013 nos EUA, ainda sem data marcada para Portugal.


Before Midnight
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Before Midnight constitui o terceiro e último filme realizado por Richard Linklater que reúne novamente as mediáticas personagens Jesse e Celine, interpretados por Ethan Hawke e Julie Delpy. Ainda sem data prevista para Portugal.



 E ainda:

The Hunger Games: Catching Fire
The Hobbit: The Desolation of Smaug
Hitchcock
Hensel and Gretel
Paranormal Activity 5
The Hangover III
The Great Gatsby
Jack the Giant Slayer
Evil Dead
Scary Movie 5
Kick Ass 2
Now You See Me
Monsters University
End of the World
After Earth


E para vocês? Quais os filmes que mais querem ver para o ano? Partilhem connosco a vossa opinião!


por Joana Queiroz
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End of Watch - Fim de Turno (2012)

By Jota Queiroz - quinta-feira, novembro 22, 2012

Mixórdia de acção policial com shaky camera.

Vi o poster, li o titúlo e pensei: mais um filme com a mesma temática de sempre. Bom caros leitores, eis que me enganei. End of Watch – Fim de Turno acabou por ser uma agradável surpresa. Este filme é o novo drama realizado por David Ayer e é protagonizado por Jake Gyllenhaal e Michael Peña. Para completar o elenco temos Anna Kendrick, Cody Horn, America Ferrera e Frank Grillo. O uso de shaky camera é algo que já é bastante utilizado, especialmente em franquias de terror de sucesso (por exemplo, Paranormal Activity). Neste sentido, mais tarde ou mais cedo este subgénero iria migrar para outros géneros sem ser o terror, tal como a comédia Project X e agora este policial de David Ayer.
O filme acompanha uma dupla de polícias de Los Angeles que estabelecem uma amizade profunda, Brian Taylor (Jake Gyllenhaal) e Mike Zavala (Michael Peña). Acontece que as ruas de Newton em LA são zonas muito violentas. Durante uma acção de patrulha de rotina os dois polícias confiscam uma pequena quantidade de dinheiro e armas, acabando por ficar marcados para morrer por um perigoso gangue.

Os elementos presentes nesta película, tanto a nível de enredo como de personagens, fazem lembrar inevitavelmente Training Day – igualmente realizado por David Ayer. Contudo, creio que a End of Watch falta mais consistência, havendo mesmo ausência de uma trama melhor delineada. Criam-se algumas expectativas relativamente a situações vivenciadas pelas personagens que acabam no vazio (ex.:tráfico humano), o que poderia ser algo bastante interessante e inovador.

Todo o filme mistura o género found-footage com cinematografia convencional. O que pode ser óptimo, não há dúvida, pois o tom documental contribui para a criação de tensão. Contudo, uma falta de planeamento na condução da câmera e um exagero no uso desse estilo acaba por, na minha opinião, prejudicar o filme.  É verdade que o realizador desenvolve algo que nos insere directamente na acção e cria tensão nas diversas situações, mas poderão dar alguma enxaqueca - o que compromete a compreensão total de algumas situações expostas, por serem visualmente confusas.  Outro aspecto é que este estilo documental acaba por perder o seu propósito, pois a início era fundamentado pela ideia que o polícia Taylor tinha para um projecto (sendo então a held camera e as mini-câmeras) mas depressa existem outras fontes, o que contribui mais para a confusão.

Contudo, o realizador acerta em cheio no desenvolvimento das duas personagens principais. Neste filme, não temos o cliché de polícia inexperiente + veterano, mas sim dois equivalentes: uma parceria, onde a cumplicidade e a confiança estão bem patentes na relação. Isto tudo resulta também porque os dois actores que os interpretam – Jake Gyllenhaal e Michael Peña – têm uma excelente dinâmica. A troca de diálogos dentro do carro-patrulha são preciosos, demonstrando não só a personalidade de cada polícia mas também o quão profunda é a sua amizade. Os actores mostram uma grande naturalidade, sugerindo material improvisado. Foi na aposta nesta dinâmica aliada ao desenvolvimento das personagens que as cenas de maior tensão passaram a funcionar a 100% - quando as personagens se tornam reais para o espectador, começam realmente a importar. Mesmo que essas cenas estejam por vezes exageradas pelo estilo de câmera como anteriormente referido, estão muito bem conseguidas pois o realizador constrói a tensão com bastante sapiência. De realçar que nesses momentos até é empregue a câmera em primeira pessoa, fazendo lembrar um live-action do FPS Call of Duty.
O realizador também acerta na dose de emoção e intensidade no final do filme, ainda que na minha opinião é um pouco rápido e previsível, chegando a fugir da proposta mais realista – mas é um facto que ficamos nervosos com o destino das personagens.

Como disse anteriormente, End of Watch foi sem dúvida uma surpresa muito agradável, apesar de não estar isento de falhas. Não é inovador, mas não é esse o objectivo da longa – cumpre os requisitos e retrata os conflitos existentes na realidade com veracidade e sapiência, com uma história de amizade profunda como background. Recomendado para quem queira ser inserido directamente dentro da acção.


EXAME

Realização: 7/10

Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 7.4/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação


Título em português : Fim de Turno

Título Original: End of Watch
Ano: 2012
Realização: David Ayer 
Actores:   Jake Gyllenhaal, Michael Peña, Anna Kendrick, America Ferrera

Trailer:

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TOP 5 Melhores Filmes - Ethan Hawke

By Jota Queiroz - terça-feira, novembro 20, 2012
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Ethan Hawke é tudo: realizador, escritor e actor. Hawke era um actor muito subestimado, mas depressa mostrou ao público do que realmente é feito. É dos meus actores favoritos e já vi imensos filmes dele, portanto decidir os cinco melhores é um pouco complicado (ainda para mais ele está cá para durar e decerto irá interpretar algum filme que mereça estar aqui). Deste modo, apresento-vos os cinco filmes que, a meu ver, são os melhores em que Ethan Hawke entrou.


5. Daybreakers (2009)

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Algumas reacções serão caracterizadas por gritos de horror, ao verificarem que este título está num TOP Ethan Hawke. Pois bem, não é sem dúvida o melhor filme de todos os tempos, mas é um bom filme na mesma e que conta com um sólido Ethan Hawke a interpretar um vampiro, mesmo que maquilhado se pareça com um Edward Cullen.



4. Before Sunset (2004)

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Ler crítica aqui

Before Sunset, é a sequela do melhor romance dos anos 90, Before Sunrise. Como principal diferença deste temos o facto de ser mais técnico e as personagens estão mais maduras. Ethan Hawke tem uma performance muito natural e fluida, a química que tem com Julie Delpy é um assombro.


3. Gattaca (1997)

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Ler crítica aqui

Gattaca é um dos melhores e mais interessantes filmes de sci fi dos anos 90, um dos meus filmes favoritos de sempre e aborda temáticas muito interessantes. Ethan Hawke interpreta o papel de Vincent Freeman, que se torna Jerome para poder alcançar o seu sonho de ser astronauta. O actor está verdadeiramente fantástico!


2. Before Sunrise (1995)

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Ler crítica aqui

Citando as palavras do próprio Ethan Hawke, Before Sunrise é um "romance para realistas".  É um filme que representa a verdadeira essência do amor, sem precisar de clichés ou pretensiosismos sem nexo típicos de Hollywood. Ethan Hawke interpreta o jovem Jesse, e a sua performance impressiona e ganha pela sua simplicidade.


1. Training Day (2001)

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Training Day é capaz de ser o filme que nos presenteia a melhor performance de Hawke, recebendo uma nomeação aos Óscares. Ethan Hawke desempenhou o papel do polícia Jake Hoyt, ao lado do actor Denzel Washington. Training Day foi realizado pelo mesmo realizador de End of Watch - Fim de Turno, e percebe-se a inspiração do primeiro para o segundo. 



Honorable mentions: 
Before the Evil Knows Your're Dead (2007)
Lord of War (2005)
Great Expectations (1998)
Reality Bites (1994)
White Fang (1991)
Dead Poets Society (1989)


VER TAMBÉM:

Sinister (2012), por Sarah Queiroz
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E vocês, o que acham ? Partilhem connosco a vossa opinião!

por Joana Queiroz
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Before Sunset - Antes do Pôr-do-Sol (2004)

By Jota Queiroz - segunda-feira, novembro 19, 2012

A mais esperada sequela do romance desprovido de clichés.
Eis que, após o amanhecer, chega o pôr-do-sol. Before Sunset é a sequela de Before Sunrise e passa-se nove anos depois do primeiro, em 2004, o tempo exacto em que os personagens passam longe um do outro. Before Sunset continua a relatar a história de Jessie e Celine. Nove anos depois daquele amanhecer em Viena, em que era suposto encontrarem-se mas tal não aconteceu, Jesse (Ethan Hawke) lançou um livro de sucesso. Esse revive o que aconteceu na noite em que passou com Celine (Julie Delpy). O reencontro dos dois ocorre numa tarde em Paris, quando Jesse concedia entrevistas numa livraria e Celine estava presente. Contudo, a fatalidade persegue-os, pois Jesse terá de deixar Paris nessa mesma tarde, e os dois terão pouco tempo para falar, onde descobrem sentimentos ainda latentes.

Se em Before Sunrise imperavam os bons diálogos, em Before Sunset isso duplicou. Está patente no filme uma celebração daquilo que é um argumento simples mas inteligente e a fluidez dos diálogos é impressionante. Os actores Julie Delpy e Ethan Hawke escreveram os diálogos juntamente com o realizador Richard Linkater (que também realizou o primeiro), e nota-se o à vontade entre os actores - dando espaço até para improvisação. Hawke e Delpy são absolutamente brilhantes. São poucos os actores que agem tão naturalmente, parecendo que as personagens são pessoas reais.

O realizador Richard Linklater pegou no que fez em 1995 e amplificou-o de todas as maneiras possíveis neste segundo capítulo. Apesar da premissa do filme parecer indicar que vamos ver uma repetição de Before Sunrise, isso não acontece. Aliás, os dois filmes têm diferenças estruturais bem definidas: primeiramente, as personagens estão mais velhas, estando inerente a maturidade e a experiência, e isso reflecte-se nos diálogos; depois, a longa passa-se durante o dia, ao passo que no primeiro filme muito passa-se à noite; as personagens não se estão a conhecer nem a apaixonar, mas sim a redescobrirem-se discutindo sentimentos antigos e novas sensações; e, por último, a principal diferença reflecte o carácter mais profundo desta película - se o primeiro era mais emotivo, este é mais técnico. Considero fundamental referir isto, pois quem espera um filme choroso ou emocional pode sair desiludido. A edição/montagem e realização estão claramente superiores à produção anterior. Before Sunset é um excelente filme a nível técnico. Por exemplo, Richard Linklater trabalhou com diversos planos que, quando se complementam, formam o tempo exacto em que as personagens se relacionaram - de notar que o filme é passado em tempo real, sendo que o tempo é um elemento fundamental na progressão da narrativa. Mais uma vez, temos cenários lindíssimos - claro, Paris é uma cidade europeia bonita por si só, mas Richard Linklater confere-lhe um brilho especial, tal como em Viena.

 Apontando um aspecto mais negativo desta película, talvez seja o "desiquilíbrio" presente; talvez muitos não concordem, ou pode ser mesmo impressão minha, mas fiquei com uma ligeira sensação que o filme não estava bem equilibrado, pois no final é que tudo é descarregado, por assim dizer. Compreendo que o realizador quis criar um clima de tensão e expectativa, mas poderia balancear mais esse aspecto. Contudo, o final vale a pena, pois é completamente desprovido de cliché e, mais uma vez, concede ao espectador a "varinha mágica" - cabe ao espectador reflectir e tentar perceber, segundo as suas convicções, se a relação de Jesse e Celine resultará
.

Em suma, Before Sunset acaba por ser a necessária e esperada sequela de um dos melhores romances dos anos 90. Ganha por ser desprovido de clichés, o seu carácter maduro e é na sua essência um competente exercício cinematográfico. Em 2013 fará nove anos deste pôr-do-sol, data essa em que se espera o terceiro e último filme desta belíssima história, intitulado Before Midnight e passado em Atenas, outra belíssima cidade europeia.


EXAME

Realização: 10/10

Actores: 10/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 9/10

Média Global: 9/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação


Título em português : Antes do Pôr-do-Sol

Título Original: Before Sunset
Ano: 2004
Realização: Richard Linklater
Actores:  Ethan Hawke, Julie Delpy

Trailer:




VER TAMBÉM:

Before Sunrise (1995), por Joana Queiroz
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The Walking Dead: 1ª temporada

By Sarah - domingo, novembro 18, 2012

WalkingDeadSeason1pic1
   The Walking Dead, adaptação televisa da banda desenhada criada por Robert Kirkman, é, indiscutivelmente, das melhores séries de televisão do momento. Se não é a melhor, é com certeza das mais mediáticas, especialmente a 3ª temporada, pois a antecipação que gera é indubitável, e semana a semana torna-se cada vez mais intrigante. Mas vamos retroceder dois aninhos, pois tudo tem um início e nada melhor do que, em tom de retrospectiva, salientar a qualidade da série nas suas raízes, perguntando: Será que é, de facto, uma série que merece todo o hype que tem?

ALERTA DE SPOILERS: Poderei dar alguns spoilers, mas tentarei restringi-los ao mínimo, uma vez que este artigo também tem como intenção dar a conhecer a série aos leitores que ainda não viram. 


   Na altura em que foi adaptado para a TV, é muito improvável que o canal AMC tivesse noção da dimensão que "The Walking Dead" teria, mesmo sendo Frank Darabont (realizador de Shawshank Redeption, e várias adaptações de obras do Stephen King) destacado como principal força criativa da série. No entanto, ganhou instantaneamente o estatuto de série de culto, e foi um fenómeno cultural inesperado. Geralmente não gosto de ser conclusiva, mas receio que, com base neste facto, terei que responder abruptamente à questão que coloquei acima: sim, merece inquestionavelmente todo o hype que tem, especialmente devido ao facto da 1ª temporada ser quase como uma espécie de concentração de elementos que todos os fãs de terror e de zombies gostam. O que não deixa de conferir um carácter de "novidade", pois são escassas as séries de terror, sendo assim uma verdadeira lufada de ar fresco. Para além disso, são somente 6 episódios, o que para mim tem o seu lado negativo (esperar pela segunda temporada foi deveras penoso na medida em que só 6 episódios sabe muito a pouco), mas também positivo, pois em cada episódio podem esperar muita acção, coadjuvados com momentos tensos e emotivos, abstraindo-se de cenas "para encher chouriços", diga-se.

   Em "The Walking Dead" é retratada a história de um grupo de sobreviventes de uma praga que tem vindo a transformar toda a população da Terra em zombies, estes que se alimentam dos vivos. Esta história é contada da perspectiva do agente de polícia Rick Grimes (Andrew Lincoln), que após ter sido baleado, acorda do coma num hospital, num momento em que tudo já tinha sido consumido pela infecção, e o mundo que ele conhecia já não era mais o mesmo.


   E é assim que começa o 1º episódio, intitulado "Days Gone Bye", em que acompanhamos Rick Grimes na sua consciencialização do verdadeiro fim do mundo e que o apocalypse está instaurado. É de destacar a cena em que ele encontra o primeiro zombie, é visceralmente chocante, e com certeza que é das cenas de mais impacto da 1ª temporada. Sendo certo que o piloto é sempre aquele que geralmente determina se uma série é boa ou não, às vezes acontece que nem sempre no 1º episódio ficamos inteiramente rendidos. Felizmente, Darabont não realizou um bom episódio, mas sim um óptimo começo de série, o que evidencia a mais valia desta 1ª temporada: a capacidade com que consegue a absorção total do espectador. E isto vale tanto para o 1º episódio, como para os outros cinco restantes, é uma qualidade que se conseguiu manter.

Sim, porque a série facilmente poderia cair no enfadonho a seguir unicamente Rick Grimes, sem qualquer profundidade ou possíveis elementos de conexão. Mas rapidamente somos deparados com a sua principal motivação, que é encontrar a sua família. Não haja dúvidas que Frank Darabont demonstra que, não só tem aptidão de tornar qualquer história absolutamente bizarra e sinistra, como consegue ainda introduzir elementos que fazem com que se torne possível ao espectador se interessar realmente pelas personagens e com o desenvolver da história, e é nesse ponto precisamente que a série ganha: é uma história sobre sobreviventes e sobre como o "fim do mundo" afecta essas pessoas. Os zombies são apenas o bónus, os impulsionadores da trama.


   E por falar em zombies, não é muito depois que somos apresentados a legiões de ávidos "walkers", aterrorizantes que arranjam sempre maneira de aparecer do nada. Tenho que dar o devido mérito à excelente equipa responsável pela caracterização dos zombies. Sendo suspeita para falar, pela evidente "paixão" que nutro pelo Gregory Nicotero (um verdadeiro génio), é simplesmente de louvar os pormenores da caracterização, pois cada zombie individualmente considerado tem detalhes assombrosos e incrivelmente realistas. A nível visual, The Walking Dead igualmente se esmera, pois quase que tem um toque cinematográfico.

   Nos episódios seguintes também nos são introduzidas novas personagens, um grupo de refugiados, em que de forma louvável ocorre a esperada reunião de Rick e da sua família. Na minha opinião a construção dos episódios está, de facto, bastante sólida e inteligente, pois mantém o nível gradualmente e a fim de cada um deixa o espectador satisfeito e entusiasmado pelo próximo. Porém, como não poderia deixar de ser, não é uma série isenta de falhas...




Apesar das imensas e diversas qualidades que a série apresenta, não é perfeita. É claro que cada episódio tem os seus pontos fortes, como já evidenciei, mas há sempre pormenores ou segmentos que privam a série de atingir a excelência. Sem querer enveredar por spoilers, mas certamente que quem viu vai perceber o que vou dizer, penso que os argumentistas em alguns episódios (e certamente em relação a algumas personagens), fizeram más escolhas. Mas é claro que não é esse ponto que vai deteriorar a qualidade da série.




   6 episódios realmente sabem a pouco. Especialmente quando a série teve um final apocalíptico verdadeiramente magistral, o que gerou uma frustração geral de ter que esperar tanto tempo até ao início da 2ª temporada. Mas será que a 2ª temporada conseguiu manter o nível de qualidade da 1ª? Isso será discutido numa análise futura à subsequente temporada...

Uma nota final: para aqueles que nunca viram a série, creio que é bastante perceptível a minha recomendação; é uma série que vale mesmo a pena, pelas razões já acima apontadas. Gostei mesmo imenso da série, não obstante pequenas falhas ali e acolá. Recomendo vivamente, ainda por cima é bem fácil fazer uma maratona. Se são apreciadores do género, não podem mesmo perder.

Para os que viram, deixo a questão: é a melhor temporada de Walking Dead?



Trailer da 1ª temporada

 


por Sarah Queiroz
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Prometheus (2012)

By Rodrigo Mourão - domingo, novembro 18, 2012

É tipo o 1º Alien, mas a tecnologia é mais avançada e os bichos são menos evoluídos... Wait, what?!

Considero o primeiro Alien um dos melhores sci-fi's de sempre: boa história, óptimos efeitos para a altura (quem é que não se lembra do bicho a sair da barriga do John Hurt?) e a atmosfera de terror/thriller muitíssimo bem criada. Se Ridley Scott não foi o criador do género «sci-fi meets thriller», para mim continua a ser o seu maior mestre. Como tal, quando soube que ia voltar ao género com Prometheus  (uma prequela não directa de Alien, mas que se passa no mesmo universo), até me despertou algum interesse...

O filme centra-se na expedição espacial «Prometheus», que parte da Terra para um planeta distante em busca do maior de todos os segredos (a nossa origem). A missão torna-se num desafio à perseverança e sobrevivência da tripulação quando confrontada com um pesadelo como a humanidade nunca viu.

Já que estamos a falar de sci-fi, começemos pelos efeitos: muitíssimo bons! Vê-se que houve aqui muito trabalho de produção não só por parte da equipa de efeitos digitais, mas principalmente por parte do departamento de Arte. Os objectos (adoro aquelas sondas de mapear do Fifield!) e a tecnologia são fascinantes, os sets têm muita atmosfera, a cultura alienígena está muito «próxima», mas ao mesmo tempo distante da nossa.

Apesar da música ser composta por Marc Streitenfeld (é a quinta colaboração entre este e Scott), não deixa de ser interessante que as três músicas suplementares compostas por Harry Gregson-Williams (principalmente a «Life») sejam as mais memoráveis e associáveis ao filme, assim como ao tema da descoberta (pelo menos para mim...). Considero a banda sonora bonita e até apropriada, mas peca por ser repetitiva (a sério, há pelo menos 3 ou 4 momentos do filme em que se houve a música «Life» ou suas derivadas... torna-se cansativo).

Quanto aos actores, acho que, em geral, foram todos competentes. No entanto, tenho de salientar o papel de Noome Rapace como a Dra. Shaw, que nos dá uma performance muito autêntica, conseguindo passar para o nosso lado o entusiasmo (e depois sofrimento) que está a atravessar. No entanto, acho que o melhor mesmo é Michael Fassbender como o android David, pois consegue ser tão humano, mas ao mesmo tempo tão artificial, o que o torna frio e imprevisível, pondo-nos sempre expectantes. Nem no fim sabemos bem quais os seus últimos propósitos... O único papel que não gostei muito foi o de Charlize Theron como Meredith Vickers. É suposto ela ser uma comandante fria e cheia de resistência, mas depois parece que anda ali a pavonear-se pelas cenas do filme quase sem propósito... Até no filme há uma reviravolta (duas até...) que envolve em parte a sua personagem e que está tão mal feita (as duas reviravoltas, aliás...) que terem ou não acontecido era igual ao litro.

Apesar dos actores estarem bem, há no entanto muitos clichés no que toca a personagens: temos o cientista nerd, o durão, o preto, o asiático, o gajo genérico, a bitch fria, o casal que diz que vai ficar junto para sempre (imaginem lá o que acontece a um deles ou a ambos), a tipa com o sotaque esquisito e até um android que tenta imitar os humanos (o que também já é uma constante em sci-fi. e nos filmes do Alien- o moço não se chama David por nada...). Isto impede as personagens de serem mais memoráveis do que podiam.
Quanto à história, cria-vos muita antecipação e perguntas no início que vocês querem ver respondidas (já para não contar com as que já vinham da série Alien), o que vos desperta interesse. No final do filme nem terão respostas à maioria delas e , provavelmente, terão ainda mais questões do que quando começaram. É óbvio que Ridley Scott se estava a guardar para uma sequela, mas ao mesmo tempo tentou fazer do filme uma obra que pudesse funcionar sozinha (se bem que tal cenário não seria satisfatório e já está acordada uma continuação). O final é muito cliché (muito ao estilo Alien) e até acho que podia ter sido feito de outra maneira que o ligaria melhor ao universo de Alien (mas hey, quem sou eu para decidir?). A última cena mesmo constitui a melhor ligação possível desta película à série Alien e leva-me a concluir (se tal já não se tinha percebido) que este filme é sobre evolução e com possíveis sequelas poderemos chegar ao ponto do «8º Passageiro».

Concluíndo, Prometheus é um filme visualmente bem conseguido, com bons actores e uma história (em geral, com o tal pensamento de se guardarem para sequelas) satisfatória, ainda que povoado com algumas personagens genéricas por quem não nos importamos muito. Para os fãs de sci-fi e de terror, é uma obra a ver. Para os seguidores fiéis dos dois primeiros Aliens (nem quero saber dos seguintes...) é um filme obrigatório! Para toda a gente que goste de histórias com mistério, é um visionamento a considerar.
 
EXAME

Realização: 8/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Banda Sonora: 6.5/10
Efeitos/Fotografia: 8.5/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 6.5/10

Média Global: 7.4/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão

Informação

Título em português: Prometheus
Título original: Prometheus
Ano: 2012
Realização: Ridley Scott
Actores: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Guy Pearce, Charlize Theron, Logan Marshall.Green, Idris Elba, Rafe Spall, Sean Harris

Trailer do filme:

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The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 2 (2012)

By Jota Queiroz - sábado, novembro 17, 2012

O final épico que viverá para sempre.
Passaram quatro filmes e Bella Swan era uma personagem que não fazia (praticamente) nada. Amava/era amada e mordia constantemente os lábios. Agora Bella é uma mulher completa: esposa, mãe e finalmente vampira. Passou de donzela em perigo a extreme badass, com uma missão: proteger a filha Renesmee dos impediosos Volturi. Aleluia! Tendo sido espectadora assídua da saga e sabendo exactamente o nível que é expectável desta, fiquei satisfeita com o capítulo final- e agradará imenso os fãs da saga. Os restantes cinéfilos realmente irão reconhecer que é o melhorzinho da franquia mas que mesmo assim não constitui um bom filme.

O filme começa exactamente no momento em que o anterior findou. Esta parte 2 comprova que poderíamos ter tido um único, sólido e bom último filme. Não havia necessidade da divisão, pois nesta segunda parte pouca coisa acontece - acaba por ser como os outros: depois de quase duas horas de voz off da Bella e uma banda sonora familiar por Carter Burwell, há pouca progressão na história. Os filmes sempre sofreram imenso com a falta de acontecimentos que pudessem "engatar" o público mais exigente. Contudo, também compreendo a perspectiva dos fãs mais ávidos em concordarem com a divisão, para ser mesmo fiel às obras literárias. Pensei sobre isto e conclui que realmente poderíamos ter tido um único filme que reflectisse a saga - por exemplo, tanta coisa pelo ridículo triângulo amoroso para depois neste último filme finalmente ser como deveria ser. Mais valia terem condensado e resumido imenso a hesitação da Bella. É que neste último capítulo temos cenas que empolgarão o espectador e provocarão arritmias cardíacas aos fãs - o que me fez pensar que toda a saga tinha inerente o potencial de ter sido melhor. Este último capítulo realmente mostrou melhorias relativamente aos seus antecessores. Mas foi tarde.

O que é que esta parte dois trouxe de novo? Personagens novas são introduzidos, trazendo um novo conceito de vampiros x-men criado por Stephanie Meyer. Há de tudo: vampiros egípcios, índios, irlandeses e até os clássicos da transilvânia - infelizmente estes perdem com os sotaques forçados e a fraca caracterização. Acabam por não dar consistência nenhuma à trama, zero. Estão lá para encher chouriços e mostrar que os vampiros afinal também têm outros poderes engraçados.
Após uma primeira parte mais lenta, eis que começa uma segunda parte que começa finalmente a empolgar o público mais exigente: o preparo para a batalha final, que prometia ser épica. E foi de facto épico. A argumentista Melissa Rosenberg foi genial pois, sem modificar o desfecho, consegui amplificá-lo de modo a agradar as duas faces da moeda: os fãs e os demais. Acabamos por ser presenteados com um último acto competente, empolgante e muito corajoso. Bravo. No entanto, seria do meu agrado se os Volturi tivessem sido melhor explorados. Quando finalmente começam a ganhar tridimensionalidade, desaparecem.


Fiquei é estupefata com os efeitos especiais, que geralmente levavam sempre a melhor. O realizador Bill Condon teve a ideia de manter os traços da actriz de 12 anos Mackenzie Foy desde bebé. O crescimento rápido da pequena Renesmee acaba por ser bizarro e ridiculo, senão mesmo cómico. Ultrapassou o brilho e a maquilhagem ridículos do primeiro filme.
Relativamente a actores, mantenho o que tenho vindo a dizer ao longo das minhas críticas. Destaco Michael Sheen como o impedioso Aro - que mesmo assim não conseguiu elevar o filme a um outro nível - e Billy Burke. Relativamente a Kristen Stewart é impossível não dizer que finalmente deixou de ser akward e esteve bastante mais competente neste último capítulo. Tal como Aro disse a Bella, "immortality suits you"; e é caso para dizer que o ser vampira calhou bem a Kristen.

Em suma, é um expectável último capítulo que eleva ligeiramente a saga. De facto não é a melhor saga de todos os tempos e pode até ser considerado um retrocesso no cinema. É pena, pois poderia ser bem melhor, e talvez haja esperança nas séries que se avizinham.
As reacções são diversas, sim. Mas o que importa no fim do dia é o quanto a saga significou para os que a acompanharam.


EXAME

Realização: 6/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Efeitos/Fotografia: 6/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 6.2/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português : A Saga Twilight : Amanhecer Parte 2
Título Original: The Twilight saga: Breaking Dawn Part 2
Ano: 2012
Realização: Bill Condon
Argumento (baseado no livro de): Stephanie Meyer
Actores: Kristen Stewart, Taylor Lautner, Robert Pattinson , Dakota Fanning, Michael Sheen, Nikki Reed, Ashley Greene, Billy Burke

Trailer:




VER TAMBÉM:

Twilight (2008) , por Sarah Queiroz
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The Twilight Saga - New Moon (2009) , por Joana Queiroz
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The Twilight Saga - Eclipse (2010) , por Joana Queiroz

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The Twilight Saga - Breaking Dawn Part I , por Joana Queiroz
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Before Sunrise - Antes do Amanhecer (1995)

By Jota Queiroz - sexta-feira, novembro 16, 2012

A mais bela e menos lamechas história de amor.
O amor é um tema universal que geralmente agrada a muita gente. O género nunca me agradou muito - vomito com comédias românticas por exemplo - mas dou sempre uma oportunidade a todos os filmes. Before Sunrise revelou ser muito mais do que parecia. Este belíssimo filme transcede a mera ideia que é apenas um filme romântico, sendo na sua essência uma rica e filosófica conversa entre duas personagens que acabam por se apaixonar. Creio que é mesmo o melhor filme do género.
A história é simples. Jesse (Ethan Hawke), um jovem americano, e Celine (Julie Delpy), uma estudante francesa, conhecem-se num comboio com rumo a Viena e começam a conversar. Interessado em Celine, Jesse convence-a a desembarcar com ele em Viena, e gradualmente vão-se apaixonando. Contudo, existe uma realidade incontornável -  no dia seguinte ela irá para Paris e ele para os Estados Unidos. Assim, resta aproveitar ao máximo o pouco tempo que lhes resta.

Realmente é minimalista, não é? Duas pessoas estranhas deixam um comboio, conhecem uma cidade, falam durante  uma noite inteira sobre tudo e apercebem-se que descobriram a sua alma gémea. E é isso que me agrada neste filme – a simplicidade, mostrando que não é necessário efeitos especiais, demonstrações de afecto exageradas ou outros artifícios para realmente ser brilhante. O filme sustenta-se na história, actores e diálogo, sendo que este é muito inteligente, e todo o guião consegue abordar diversos sentimentos sem nunca parecer lamechas, antes pelo contrário. Aliás, num filme em que existem apenas duas personagens o guião torna-se num dos elementos fundamentais para o sucesso de um filme. Aí, o realizador Richard Linklater não pecou. A dinâmica e química evidente entre as duas personagens também foi imperativa. Toda a longa é muito peculiar, sendo que a fluidez é um importante aspecto a abordar. A narrativa desenvolve-se gradualmente e numa perspectiva incrivelmente realista. É como testemunhar duas pessoas a apaixonarem-se uma pela outra em tempo real: é simplesmente mágico. Os dois actores sentem-se incrivelmente à vontade um com o outro, tudo é muito credível e flui muito naturalmente.

Achei deveras interessante a maneira como o filme aborda a questão de coração versus razão, estando isso patente nas diferenças entre as duas personagens principais: Jesse é mais céptico e Celine é mais ingénua. Todos os seus sentimentos e filosofias colidem numa interessante conversa, testando assim o romantismo e cinismo de nós espectadores.  E para a cereja no topo do bolo, o realizador potencia ainda mais a beleza do filme,  presentando-nos com um incrível cenário: magníficos planos da cidade de Viena que envolvem Jesse e Celine.

A minha cena favorita, e por incrível que pareça, é uma em que não há palavras. Os dois estão a ouvir um disco de vinil e nesse exacto momento o espectador percebe que estão a apaixonar-se um pelo outro.

Poderá não agradar a toda a gente, claro. Há quem ache muito arrastado e entediante, mas para quem estabelece uma conexão imediata com as personagens torna-se impossível não gostar do filme. O pior  é quando ele acaba - o suspense fica no ar. Será que o casal se reencontrará de novo, dentro de seis meses, como prometido? Fica para o espectador reflectir – se é céptico, pensará que não, se é romântico pensará que sim. Para o público mais graúdo que viu o filme em 1995, teve de esperar nove anos e um pôr-do-sol pela resposta.

EXAME

Realização: 9/10

Actores: 10/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8.4/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação


Título em português : Antes do Amanhecer

Título Original: Before Sunrise
Ano: 1995
Realização: Richard Linklater
Actores:  Ethan Hawke, Julie Delpy

Trailer:




VER TAMBÉM:

Before Sunset (2004), por Joana Queiroz
beforesunset

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The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 1 (2011)

By Jota Queiroz - quinta-feira, novembro 15, 2012

E o amanhecer lá conseguiu superar o eclipse anterior.
As críticas especializadas quase que assassinaram The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 1. Para quem leu a minha crítica de Eclipse, sabe que eu estava a aguardar por um amanhecer para que as coisas melhorassem, pois saí desiludida após uma eclipsada narrativa daquelas. Facto é que acabei por gostar do quarto filme - li os livros e achei que este está bastante fidedigno. Atenção que não estou a dizer que o filme é algo de grandioso, porque obviamente não é devido a falhas estruturais que já têm a ver com a própria autora dos livros. Toda a saga twilight, incluindo este capítulo, é todo um trabalho feito para um público alvo que sabe exactamente o que vai ver e que certamente irá sair satisfeito da sessão - posto isto, não é ciência nenhuma perceber que agradará os fãs da saga mas não provocará qualquer impacto para os restantes.
Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) enfim se casam, num casamento todo bonito. O casal resolve passar a lua de mel no Rio de Janeiro e, logo em seguida, Bella engravida. O que eles não esperavam era que a gravidez seria tão complicada, colocando em risco a vida do bebé e da própria mãe.

Se houve uma evolução a nível narrativo e estrutural das problemáticas? Não, porque apesar de a história ser outra ficamos com a sensação que é sempre no triângulo amoroso que tudo gira; mesmo quando é óbvio que a rapariga é obcecada por Edward esta não hesita nos olhares ridículos a Jacob. O que acontece é que tudo isso já está mais que explorado e ficamos mais do que fatigados. O trio principal encontra-se de certa maneira sempre na mesma linha e sem grande espaço para crescer - e é nesse sentido que me sinto especialmente curiosa para a parte 2 deste amanhecer porque veremos uma nova Bella (e talvez uma nova Kristen Stewart). Contudo, a inserção de uma nova problemática - a gravidez - acabou por assumir uma dualidade intrigante. Por um lado, é algo de novo e conduziu a um último acto bastante poderoso, sendo o ponto mais alto da película e que vale pelo filme inteiro: é muito intenso e deixa o espectador curioso para ver o que vai acontecer a seguir. Por outro lado, acaba por ser algo descabido, desesperado e muito improvável. A ver se me explico melhor: na minha opinião, os vampiros sendo mortos não têm libido e mesmo de tivessem o seu acto não resultaria em fecundação.  Nesse sentido, a inserção da gravidez acaba por ser um pouco absurda, mas isso é já uma falha de Stephanie Meyer. A mitologia de vampiros acaba por ser completamente alterada (o que já era em capítulos anteriores, com os vampiros a brilharem e tudo mais), mas não a censuro por completo. Stephanie Meyer criou o seu próprio universo de vampiros, portanto é ela que dita as regras. Absurdo ou não, cabe ao espectador decidir. Neste filme não há tanta acção, havendo alguma que chega a causar emoções no espectador, mas que considero um pouco desenchabida.

Apesar das falhas a nível de argumento e toda a estrutura narrativa, o realizador Bill Condon consegue trazer elementos muito positivos. Por exemplo, a película triunfa com os artíficios visuais: a transformação da protagonista conta com bons e intensos efeitos, mas estes ainda estão mais voltados para o wolf pack. Kristen Stewart e Robert Pattinson encontram-se melhorzinhos neste capítulo, mas devo dizer que Taylor Lautner é mesmo o mais forte. Como já referi em críticas anteriores, é no elenco secundário que vemos as mais credíveis actuações, destacando Billy Burke como o pai de Bella, que faz sempre despertar um sorriso nos lábios. A fotografia está igualmente bem trabalhada e destaco os cenários, que neste filme são lindíssimos.

Este filme não é de todo indicado para toda a gente, bem longe disso. Para quem não gostou dos capítulos anteriores está mais do que solidificada e cozinhada a ideia de que não gosta da premissa de vampiros e lobos rodeados de romance estranho. Para quem gostou dos capítulos anteriores claro que vai gostar deste - tem todos os elementos - e vão desesperar para ver a parte 2.  Agora, é um filme que ultrapassou a barreira do medíocre em que o anterior se encontrava? Sim. Se a nível de produção, progressão da narrativa e performances é mais fraco do que aquilo que o cinéfilo deseja? Sim, mas lá está: toda a saga twilight é um trabalho que só agradará um determinado público alvo -a todas as pessoas que leram e gostaram da saga literária.

EXAME

Realização: 5/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 4/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Efeitos/Fotografia: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 6/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português : A Saga Twilight : Amanhecer Parte 1
Título Original: The Twilight saga: Breaking Dawn Part I
Ano: 2011
Realização: Bill Condon
Argumento (baseado no livro de): Stephanie Meyer
Actores: Kristen Stewart, Taylor Lautner, Robert Pattinson , Billy Burke

Trailer:





VER TAMBÉM:

Twilight (2008) , por Sarah Queiroz
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The Twilight Saga - New Moon (2009) , por Joana Queiroz
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