Depois do Cinema

The Possession (2012)

By Sarah - sexta-feira, outubro 12, 2012

The Possession é um filme curioso. Antes demais devo salientar que tem um título deveras original... Abstraindo-me desse facto, devo dizer que não dava muito pelo mais recente trabalho de Ole Bornedal. Provavelmente foi devido ao último filme de exorcismos que vi, o The Devil Inside, que sinceramente é dos piores filmes que alguma vez tive oportunidade de assistir. Mas o curioso, é que The Possession é daquelas películas que uma pessoa não sabe exactamente o que achar ou até extrair da mesma. É longe de ser um péssimo filme... Só que no entanto, acaba por ser mais outro filme sobre demónios, roçando o genérico e previsível e que acaba por cair redondamente nos clichés do género, com pouco de novo a oferecer. Porém, bem esmiuçado, tem alguns aspectos positivos que o fazem minimamente interessante, mesmo que a nível conceptual. Existe essa dualidade, porque nem tudo é mau. Mas também não há nenhum elemento que faça uma pessoa correr até ao cinema. 

Sinopse (PUBLICO): Vagueando por uma venda de garagem organizada pelos vizinhos, a pequena Em (Natasha Calis) sente-se imediatamente atraída por uma velha caixa de madeira. Depois de convencer o pai a comprar o objecto, leva-o para casa e cria uma estranha obsessão por este. Clyde e Stephanie (Jeffrey Dean Morgan e Kyra Sedgwick), os seus pais, sentindo-se culpados pelo seu recente divórcio, começam por julgar que essa estranheza de comportamento se deve às dificuldades em aceitar a nova situação familiar. Porém, quando a criança se torna verdadeiramente agressiva, acabam por perceber que aquela mudança coincide com a chegada do misterioso objecto. É então que descobrem que a caixa foi criada para conter um espírito maligno e que, ao abri-la, a criança foi possuída por ele. Desesperados por ajudar a criança, depressa compreendem que a ciência não tem todas as respostas e que, neste caso, a ajuda pode estar para lá da simples razão.


O problema do argumento reside no facto de haver muitas pontas soltas. E não é só isso. Como a narrativa não se torna propriamente complexa, pois o aprofundamento substancial fica-se mesmo pelo básico, inevitavelmente The Possession torna-se aborrecido de previsível que é. Mesmo para os menos atentos, não é difícil adivinhar o desenrolar da história, e esse carácter de previsibilidade e o facto de estar envolto em inúmeros clichés, são dos aspectos menos positivos que saltam mais à vista. O clímax final está, com certeza, assente numa atmosfera bem assustadora, mas para chegar lá os espectadores têm que penar muito. Torna-se difícil sustentar tanto minuto em que não se passa lá grande coisa.


Os méritos do filme são a dois níveis: a nível de fotografia e na construção das personagens. Em relação ao primeiro aspecto, há sequências verdadeiramente bem construídas e o realizador não falha nessas a criar a devida antecipação. Mas o problema é que ficamos pela antecipação. O suspense está lá, com certeza, mas a nível de sustos... Difícil. A cena inicial é bastante promissora. É um grande começo, a acentuar bem o estilo do filme. Infelizmente, não manteve o nível durante os minutos restantes. Isto porque o nível de originalidade depois chegou ao zero. E para não falar da edição/montagem de som que, muito sinceramente, está péssima. Em relação ao segundo aspecto, há que dar mérito ao filme por dar às personagens alguma história bem desenvolvida, não obstante ser daqueles melodramatismos clichés, porque é daqueles aspectos que os filmes de terror geralmente falham.

Jeffrey Dean Morgan está bastante bem no papel de Clyde, o recém divorciado treinador de basquete e pai de Hannah e Em (Madison Davenport e Natasha Calis). Sinceramente penso que é o único actor (adulto) que se destaca neste filme, porque infelizmente Kyra Sedwick, apesar de competente, não tem propriamente grande oportunidade de brilhar, talvez só no 3º acto. Madison Davenport é que está verdadeiramente espectacular, creio que fez um excelente trabalho na construção da personagem Em (a possuída) e foi muito bem sucedida na "metamorfose" que a personagem sofre. Também se calhar é devido ao facto de ser a personagem com mais densidade, mas mesmo assim, dou grande mérito à actriz por proporcionar grandes momentos de tensão e de arrepiar a espinha, com tenra idade.

Para ser franca, é mesmo daqueles filmes que se vê à vontade, mas não perdura na memória. É esquecível, embora deva salientar que não é desprovido de elementos assustadores, porque até tem sequências bem executadas. Só que as falhas a nível estrutural são demasiado evidentes; O que é pena, porque é um filme que tinha potencial para ser muito, mas muito melhor. Mas a tentativa forçada de se evidenciar acabou por não ser particularmente bem sucedida. No entanto, é uma escolha razoável ao ponto de valer a pena dar uma olhadela. Não esperem é mais que razoável.


EXAME

Realização: 6/10 

Actores: 6.5/10 
Argumento/Enredo: 6/10 
Duração/Conteúdo: 6/10 
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 6/10 

Média Global: 6.1/10 


Crítica feita por Sarah Queiroz 


Informação

Título original: The Possession 
Título em português: Possessão 
Ano: 2012 
Realização: Ole Bornedal 
Actores: Jeffrey Dean Morgan, Kyra Sedgwick, Madison Davenport 

Trailer:


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Grave Encounters 2 (2012)

By Sarah - domingo, outubro 07, 2012

Após o relativo sucesso de Grave Encounters (2011), The Vicious Brothers retomaram a sequela enquanto argumentistas, uma vez que foi o estreante John Poliquin que tomou desta vez o lugar de realizador. Confesso que estava bastante expectante em relação a esta sequela, pois devo dizer sou bastante fã do primeiro. Claro que não é, de longe, perfeito, mas conseguiu proporcionar bons momentos de entretenimento. Mas lá está, o preconceito generalizado de que as sequelas são sempre sofríveis conseguiu, ainda assim, invadir-me o pensamento. Especialmente neste caso, pois o final do primeiro filme deixou-me dos maiores pontos de interrogação a pairar na minha cabeça, de sempre. Não sabia mesmo o que esperar da sequela... Pois bem, Grave Encounters 2 surpreendeu-me, na medida em que se apresenta como uma sequela bastante aprimorada: arrisca a mais níveis que o original, continuando a ser igualmente assustador e bizarro. Mas não é mais do mesmo? Detém a mesma energia frenética que o primeiro? Sim e não.



Em relação ao aspecto mais positivo de Grave Enconteurs 2, tenho que destacar a solidez do argumento. Agora é em Alex (Richardo Harmon), um aspirante realizador, que o filme se foca. Obcecado em saber se os eventos de Grave Encounters são reais ou não, Alex e mais um grupo de amigos decidem investigar o temível hospício para verem por eles próprios o que realmente aconteceu... Claro que, tal como o seu antecessor, continua envolto alguns clichés, mas penso que melhorou consideravelmente, para além da construção da história e a ligação ao primeiro filme estarem absolutamente perfeitos. Consegue despertar o interesse e mantê-lo durante todo o filme e não falha na antecipação que cria.

Poliquin conseguiu trazer ao filme uma nova vitalidade, pois mantêm-se o vibe e o ambiente do primeiro filme, ao mesmo tempo que providencia um maior nível de realismo e originalidade. Para estreia, esteve bastante bem. Aliás, é difícil apontar erros na sua visão. Juntamente com o argumento dos The Vicious Brothers, quase que é possível apreender que Grave Encounters 2 é uma sequela perfeita. Só que... Oh não, o temível terceiro acto acontece. A sério que não percebo. Caiu-se no mesmo erro que o primeiro: os momentos finais quase que deitavam tudo por água abaixo. Porque é que hoje em dia é complicado para os filmes chegaram a um final satisfatório? Tira-me do sério que bastantes minutos do filme tenham sido desperdiçados em cenas desnecessárias e que se tenha tomado determinado rumo. Foi preciso mesmo chegar aos últimos minutos para melhorar. Enfim, se calhar até é propositado, mas é uma canseira para se chegar lá. É que o filme acaba por se tornar fragmentário, para além de algumas técnicas de câmara serem menos bem sucedidas.

Outro dos grandes méritos do filme reside nas suas personagens. O elenco é bastante impressionante e autêntico, proporcionando ao espectador o realismo necessário para nos levar a crer que é mesmo verdade os acontecimentos que estão a ocorrer. Em Grave Encounters 2 houve a preocupação de desenvolver melhor as personagens, o que é de louvar. Acompanhamos melhor se tivermos algo mais para nos podermos relacionar. É que, como já referi, a atmosfera do filme está imensamente envolvente e exacerbada, e isso coadjuvado com personagens interessantes, é um grande trunfo. E é claro, o regresso de Sean Rogerson do original também é óptimo. Aliás, é brilhante, especialmente quando é uma personagem tão familiar ao mesmo tempo que irreconhecível...


Film Review: Grave Encounters 2 (2012) Grave2Pix1 É inevitável estabelecer comparações entre a sequela e o original, mas felizmente este não é dos casos em que a sequela falha redondamente. Apresenta uma grande solidez narrativa, personagens bem construídas e credíveis, boa atmosfera com uma pitada de originalidade e, claro está, é imensamente apelativo e assustador. Não obstante algumas falhas, é uma sequela que vale mesmo a pena dar uma olhadela. Quem gostou do primeiro vai definitivamente gostar deste, pois está melhor que o original. Detém vários elementos que o tornam mais interessante, apesar de, tal como o primeiro, estar longe da perfeição. Mas está mais "amplificado" a todos os níveis, e é inteligente ao ponto de saber o que os fãs querem, e inova à mesma. Acho que não se pode esperar melhor de uma sequela.


EXAME


Realização: 7/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 7.5/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 7.1/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título original: Grave Encounters 2
Título em português: Grave Encounters 2
Ano: 2012
Realização: John Poliquin

Trailer:



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- Grave Encounters (2011)

- TOP 10 Filmes Found-Footage
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Resident Evil: Retribution (2012)

By Sarah - domingo, setembro 30, 2012
Devo dizer que o meu papel, ao fazer a crítica a este filme, é bastante ingrato. Quem me conhece, ou quem segue o meu blog, sabe que eu sou acérrima defensora da saga Resident Evil, tendo até uma estranha obsessão pouco saudável. Foi-me sempre complicado manter-me objectiva em relação a estes filmes, especialmente quando é constantemente alvo de críticas. Verdade seja dita, apesar de não ter sido particularmente bem recebido (ao divergir imenso do videojogo), o primeiro capítulo da saga Resident Evil datado de 2002, é um filme de bastante qualidade, a diversos níveis, a destacar o argumento sólido independentemente das poucas alusões que faz ao jogo. É um filme de zombies bastante bem conseguido e comercialmente bem sucedido. Não isento de falhas claro, mas na minha sincera opinião é o melhor da saga. E não entendo como é que poucos gostam... Mas Resident Evil tem esse efeito: ou gosta-se muito ou odeia-se. E foi nessa expectativa que fui ver ontem o quinto capítulo da saga. A verdade é que, infelizmente, não me parece que irei poder continuar expressar a mesma adoração como fiz aos filmes anteriores, pois este nem pintado de ouro conseguia fazer as minhas palavras tornarem-se minimamente credíveis.

A história começa com Alice exactamente onde a vimos pela última vez ao final de Resident Evil: Afterlife (2010) - no convés do misterioso navio Arcadia, onde ela esperava encontrar mais sobreviventes da epidemia. Porém, na realidade, o que a aguarda é a batalha da sua vida, quando a sua ex-aliada, Jill Valentine (Sienna Guillory), e uma esquadrilha de terríveis helicópteros V-22 da Umbrella Corporation se aproximam com ordens de atirar para matar, e conseguem capturá-la. Alice, a última esperança da raça humana, tenta escapar para continuar na sua incansável busca por sobreviventes. Assim, percorrendo o Japão, Rússia ou os EUA, ela vai tentar descobrir um meio de eliminar o vírus que transforma os seres humanos em zombies, e fazer justiça por conta própria, contando com ajuda de novos amigos...


A grande e irremediável falha de Paul W.S. Anderson, que eu bem tento perceber ao longo dos filmes o porquê, é a inconsistência narrativa. Já o capítulo anterior sofria do mesmo problema. É o que caracteriza Paul W.S. Anderson: uma visão de cinema simplista, que trata o espaço diegético como o domínio da acção e da acção apenas. Em termos de enredo, Paul W.S. Anderson não dá uma para a caixa, e substancialmente está bastante mais fraco que os antecessores, que é quase impossível manter o interesse. Entristece-me já ter esta concepção apriori, porque tenho que ser franca: já sabia o que podia esperar de Resident Evil: Retribution. E a verdade é que aposteriori confirmou-se. Apesar de em termos de enredo este filme ter menos substância que os anteriores, as sequências de acção conseguem mesmo compensar, pois estão verdadeiramente espectaculares e intensas. Visualmente o filme está imensamente apelativo, é avassalador... Daí poder dizer-se que tem entre os seus méritos o facto de não se preciso fazer esforço nenhum para se perceber ou para se gostar do filme. Só mesmo os mais exigentes é que irão repudiar Resident Evil. O mais engraçado, e digo-vos, isto é Karma, é que a maior crítica que faziam à saga, acabou por tornar-se o defeito mais gritante do quinto capítulo, pois este preocupou-se em demasia em transmitir o ambiente do jogo, em detrimento de um bom desenvolvimento das personagens ou até um mínimo de história que fosse possível seguir. Neste filme o elemento narrativo está mesmo fraquinho, embora em alguns momentos o 3D enriquece o mesmo. Mas é inegável que a necessidade do realizador investir em demasia na estrutura do videojogo, foi quase como assinar a sentença de morte. É que já não podem criticar o filme de não ser fiel aos jogos, pois aqui foi fiel até demais. Inegável será, em contraponto, que Resident Evil é do melhor em termos estéticos, demonstra exuberância ao mais alto nível. Adoro a cena inicial, para variar. Em termos cinematográficos não há razões de queixa, é um verdadeiro espectáculo visual em que a acção está garantida do início ao fim e com direito a pequenas surpresas visualmente alucinantes. 

Porém, e sublinho, Resident Evil: Retribution peca mesmo a níveis estruturais, tanto foi a necessidade do realizador de ir buscar personagens mais que mortas de volta à história. É um filme feito para impressionar através da tridimensionalidade e não pela criatividade de argumento. Mas devo dizer que subiu uns pontos por ter trazido de volta a minha querida Michelle Rodriguez como Rain e a Sienna Guillory como Jill Valentine, e as personagens dos jogos Leon Kennedy e Ada Wong. Sinceramente não houve grandes destaques a nível de elenco secundário, talvez pelo facto dos diálogos serem verdadeiramente sofríveis. Milla Jovovich é a musa dos filmes e, para mim, a estrela que sobressai.

Resumindo. Sim, faltou-lhe alguma (quase toda) substância. Mas há quem não se importe minimamente com isso. Cenas de acção brutais, lutas coreografadas repletas de efeitos especiais e slow motion, que quase se torna impossível não fazer analogias ao filme Matrix, Milla Jovovich & Michelle Rodriguez no seu melhor, entre outras coisas. Basicamente, é isso que Resident Evil 5 - Retaliação oferece. Bom entretenimento? Sim, para os fãs da saga, mas mesmo assim a desilusão será completamente avassaladora, sendo negativo na maior parte dos aspectos. E já se prevê uma sexta parte... Será que é o derradeiro capítulo? Esperemos.

EXAME

Realização: 4/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 4/10
Duração/Conteúdo: 4/10
Banda Sonora: 8/10
Efeitos/Fotografia: 8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 4/10

Média Global: 5.2/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação


Título em português: Resident Evil: Retaliação
Título original: Resident Evil: Retribution
Ano: 2012
Realização: Paul W.S. Anderson
Actores: Milla Jovovich, Michelle Rodriguez, Sienna Guillory

Trailer do filme:




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- Resident Evil (2002)

- Resident Evil: Afterlife (2010)

- Especial Quadrilogia Resident Evil
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TOP 10 Melhores: Filmes Found-Footage

By Sarah - sexta-feira, setembro 21, 2012

O género mockumentary/found footage é dos mais populares a emergir nos últimos anos. Nesta última década então, tem sido uma constante. 
Se for bem feito, consegue fazer com que uma pessoa fique a maturar imenso tempo no filme. O estilo de câmara atribui mais realismo e credibilidade, mas claro que também pode suceder o inverso, se mal feito. Existem diversos títulos deste género, tendo decidido assim elaborar a minha lista de eleições.

Segue-se, portanto, o meu TOP 10 Melhores de filmes Found-Footage. Concordas? Partilha connosco a tua opinião!

10. Lake Mungo (2008)

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Não é um filme muito conhecido, mas simplesmente tinha que constar na minha lista. Lake Mungo é um filme australiano que tem muito que se lhe diga: assustador e com uma atmosfera intensa, retrata de uma maneira muito interessante e tocante o luto... Penso que é um filme que, apesar de se focar muito mais no género documentário do que outros (o que poderá não agradar muita gente), está muito bem conseguindo, criando um nível de antecipação e tensão elevado.

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9. Cannibal Holocaust (1980)

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Esta obra de 1980 é muito possivelmente o primeiro filme de terror ao género mockumentary. Foi imensamente controverso na altura, sendo mesmo banido em alguns países... É muito forte e pode ferir susceptibilidades. Não é um filme para todos, mas historicamente falando, é o grande início do found-footage.

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 8. Diary of the Dead (2007)

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Já não é segredo que adoro filmes de zombies e que tenho uma obsessão pelos filmes de George A. Romero. Gostei imenso deste filme porque Romero apresenta uma visão completamente nova, num género que muitos já consideravam excessivamente repetitivo, mantendo sempre patente nos seus filmes as críticas sociais. Achei muito original, e é um título que vale a pena ver.

Crítica aqui

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7. The Last Broadcast (1998)

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Exemplo de um filme que foi ignorado pelas críticas e bastante subestimado, pelo facto de ter estreado por volta da mesma altura que The Blair Witch Project... Mas verdade seja dita, é um dos "pais" dos falsos documentários, tendo sobressaído na altura pela sua originalidade.

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6. Grave Encounters (2011)

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O estilo documentário explora o sobrenatural de uma maneira aterrorizante, especialmente porque atribui um carácter muito mais realista ao filme, e em Grave Encounters esse aspecto está muito bem conseguido, mesmo. Devo dizer que foi dos filmes mais recentes que me assustou a sério.

Crítica aqui

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5. The Troll Hunter (2010)

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The Troll Hunter é um filme oriundo da Noruega que está ridiculamente brilhante Apesar disso e de ter uma premissa invulgar, não é isento de falhas. No entanto, vale a pena ser visto, porque não deixa de ser um filme provocador e fascinante na sua vertente imaginária e fantasiosa.

Crítica aqui

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4. Cloverfield (2008)

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Vale a pena ver Cloverfield pois apresenta uma elevada dose de originalidade, apesar do estilo found-footage não ser, por si, muito inovador. É daqueles filmes que consegue prender muito bem a atenção do espectador. E dá-nos total noção de como um ataque alien poderia vir a ser!

Crítica aqui

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3. REC (2007)

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"REC" estreou em 2007 e revolucionou, sem dúvida, o género, nunca se pensou que um filme espanhol tivesse tanto sucesso como "REC" teve (até houve um remake americano, "Quarantine"). É dos filmes mais assustadores para mim, e que consegue pegar no estilo de câmara particular e utilizá-lo da melhor maneira. O grau de realismo e credibilidade do filme é imenso.

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2. Paranormal Activity (2007)

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Não concordo quando dizem que Paranormal Activity é sobreestimado. Ok, talvez tenha tido uma enorme mediatização e hype, e foi dos filmes mais lucrativos e falados do ano, mas penso que se justifique: a premissa do filme diz-nos logo que podemos contar com imenso suspense. E de facto assim sucede. O filme consegue ser bastante tenso e pertubador, mesmo sendo low budget, e o seu argumento convicente e realista comprova que não é necessário sangue, gore, entre outras coisas para se fazer um bom filme de terror.

Crítica aqui

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1. The Blair Witch Project (1999)

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The Blair Witch Project é um filme de terror de baixo-orçamento realizado em 1999 por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez é simplesmente genial, sendo uma obra de perfeito sucesso. É dos filmes mais rentáveis de sempre e indiscutivelmente o meu preferido deste género. É daqueles que se desenvolve lentamente, mas não falha na criação de um suspense de cortar a respiração. É engenhoso ao máximo.

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Menções Honrosas

Noroi (2005)
Home Movie (2008)
Poughkeepsie Tapes (2007)
V/H/S (2012)
Chronicle (2012)

    
  


por Sarah Queiroz

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V/H/S (2012)

By Sarah - sábado, setembro 15, 2012
Faço parte do grupo que acredita que o género "documentário falso" está completamente saturado. Isto porque o que pretendia ser uma novidade, já nada de novo traz, com a recente vaga de filmes deste sub-género que tem saído. E o resultado é inevitavelmente o mesmo... Somos anualmente invadidos com inúmeros projectos deste tipo, em que a maior parte dos mesmos são de qualidade duvidosa. Disto isto, foi bastante de pé atrás que vi V/H/S, pois mesmo sabendo que tem sido o filme sensação dos festivais de cinema, não quis criar aquela expectativa traiçoeira, considerando mesmo essa pretensão exagerada. O certo é que, após vê-lo, fiquei com a sensação de que apesar de não ser propriamente inovador, consegue destacar-se positivamente dos outros, pois acho que subverte os clichés típicos do género e consegue incorporar tais elementos no argumento de uma maneira inteligente. Para além de ser bastante, mas bastante assustador.

Antes de mais convém referir que o filme é uma antologia, isto é, reúne várias curtas num filme, todas eles ligadas a uma história principal. Essa mesma trata de um grupo de amigos desajustados que invadem uma casa supostamente abandonada com o objectivo de roubar uma determinada fita VHS para alguém que os contratou. Ao chegarem ao local, deparam-se com tudo aquilo menos o que estavam à espera: um cadáver cercado de cassetes e uma televisão. Para descobrirem a tal VHS, o grupo tem que assistir a diversas outras. Claro que não se revelará tarefa fácil, quando cada cassete apresenta um filme mais horripilante do que o anterior... E é dessa maneira que somos apresentados a 5 histórias/curtas diferentes: A primeira retrata um grupo de amigos que sai à noite para se divertir e acaba por ter mais do que espera, a segunda apresenta-nos um casal que vai de férias, a terceira é sobre um grupo de amigos que vai passar uns dias ao pé do lago, a quarta apresenta-nos uma mulher que partilha com o seu amigo através de videoconferência que ouve ruídos, e finalmente a última, sobre um grupo de amigos que vai a uma festa de Halloween demasiado assustadora. Cada história parece que pega nos clichés dos filmes de terror. Temos vampiros, serials-killers, rituais esquisitos, exorcismos, fantasmas, aliens... Enfim, de tudo. Não é propriamente uma surpresa se pensarmos nos trabalhos anteriores dos realizadores. Mas o engraçado é que, tal como em "The Cabin in the Woods", estes realizadores também tiveram a intenção de satirizar o género, adaptando e subvertendo os clichés típicos de maneira muito interessante. Há que dar o mérito pelas maneiras inovadoras que introduziram a câmara, como por exemplo na história pela videoconferência, ou na primeira em que a câmara são os óculos da personagem.

Porém, o principal problema do argumento do filme é que quiseram dar demasiado. Se tivessem tirado uma ou outra curta, poderia ter havido mais tempo para um melhor desenvolvimento e talvez aí chegar-se a um ponto alto. Só que infelizmente, sem detrimento da qualidade das histórias, é inevitável a sensação de vazio... Verdade seja dita, há histórias mais fortes que outras. Vá lá que o lado positivo das antologias é que se não estivermos a gostar muito de uma das histórias sabemos que vem outra a seguir. Se bem que torna-se extremamente cansativo. Pessoalmente, gostei imenso da primeira e da última história. Para ser franca, foram as que me assustaram mais, e têm twists de uma pessoa ficar completamente boquiaberta. Depois temos outras histórias que, sinceramente, em termos de execução falharam redondamente, não obstante a ideia até estar boa. Há uma ou outra que até há uma construção positiva do suspense, mas infelizmente os filmes não vivem das ideias, mas sim da maneira como essas ideias são transmitidas. Tenho quase a certeza que muito boa gente irá criticar o facto de ser uma antologia, ou o facto de algumas situações não serem bem explicadas, etc. No entanto, apesar de considerar que o filme tem, de facto, algumas falhas estruturais a nível de argumento, conseguiu aprofundar o género de uma maneira que nem Paranormal Activity fez, pois V/HS foi mais inteligente ao ser mais dinâmico, apresentando diversos segmentos e diversas possibilidades de explorar esses mesmos segmentos. Só que, como já referi, pode tornar-se cansativo. Tenho que fazer essa ressalva. Mas pelo menos não é tão entediante como alguns títulos... O lado chato do género found-footage é que consegue ser extremamente aborrecido até acontecer alguma coisa. Felizmente, V/H/S até é um filme "despachado".

Em tom de conclusão, V/H/S é uma escolha no mínimo interessante, ao tentar ressuscitar os elementos de terror típicos dos anos 70 e 80, recorrendo ao estilo found-footage, sendo parcialmente bem sucedido. É um filme inegavelmente ambicioso que consegue provocar alguns sustos. Mas não esperem nada de outro mundo; Cumpre minimamente os requisitos e àquilo que se propôs, mas vale a pena ver a uma sexta-feira à noite.

EXAME

Realização: 7/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 6/10

Média Global: 6.4/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título original: V/H/S
Título em português: V/H/S
Ano: 2012
Realização: Ti West, Joe Swanberg, Radio Silence, David Bruckner, Adam Wingard e Glenn McQuaid
Actores: Calvin Reeder, Lane Hughes e Adam Wingard

Trailer:

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TOP 10 Melhores: Filmes de Zombies

By Sarah - quarta-feira, setembro 12, 2012
Ah, zombies! O meu subgénero predilecto do terror. Já cá faltava um TOP que abordasse estes filmes... E devo dizer que as escolhas não foram muito fáceis, isto porque é um subgénero bastante vasto e com filmes de imensa qualidade. Organizar um TOP foi, portanto, complicadíssimo.

Partilho então com vocês as minhas 10 eleições de filmes de zombies, relembrando novamente a larga margem de subjectividade. Partilhem connosco a vossa opinião!


10. Dead Snow (2009)

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É simplesmente o melhor filme de nazis zombies de sempre. Se bem que não existe um vasto elenco de filmes que retratem isso, mas este em particular destaca-se dessa minoria. Combina os elementos de comédia e terror, para além de ter uma história bastante boa e original: Um grupo de jovens vai de férias até uma cabana afastada da civilização, ignorando o aviso de um senhor que partilhou com o grupo o passado macabro daquela zona, que envolveu nazis. Pois está claro que esses mesmo teriam que se erguer da neve, sedentos de sangue. Um título, no mínimo, interessante para os fãs do género.

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9. Re-Animator (1985)

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Herbert West é um estudante de medicina que, obcecado em superar a morte, descobriu a fórmula capaz de reanimar criaturas mortas... Aí começa com as suas experiências macabras. A razão principal pela qual eu gostei do filme e tinha que constar desta lista é porque é um filme que traz uma ideia bastante original, tem uma premissa interessante. E é, sem dúvida, bastante apelativo visualmente para quem gosta de sangue e tripas por todo o lado. É mesmo daqueles que não se contém!

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8. Day of The Dead (1985)

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É o terceiro capítulo da saga Dead do mestre George A. Romero. É o meu realizador preferido, indiscutivelmente! Depois de Night of the living dead e Dawn of the Dead, chegou-nos na década de 80 o Day of the Dead. Um remake foi feito em 2008, mas não tem comparação possível... O filme centra-se no facto de os mortos-vivos dominarem a Terra, e apenas um pequeno número de humanos é que consegue resistir. Estes sobreviventes, entre eles soldados e cientistas, refugiam-se num abrigo militar subterrâneo. A sobrevivência dos humanos só poderá ser garantida se descobrirem como combater os mortos-vivos. Uma das últimas esperanças pode estar nas pesquisas realizadas pelo excêntrico Doutor Logan. Dias de puro terror são vividos. Acho que este filme dá uma perspectiva diferente em relação aos zombies.

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7. The Evil Dead (1981)

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 The Evil Dead - A Noite dos Mortos vivos é um filme realizado por Sam Raimi e protagonizado por Bruce Campbell. Sou fã de Sam Raimi, e este filme faz-lhe imensa justiça, está perfeitamente bem realizado tendo em conta que foi com um baixo orçamento. É um clássico de terror dotado de uma criatividade sem igual.
Cinco estudantes vão passar um fim de semana em uma cabana isolada nos bosques de Tennessee. Os jovens têm estranhas experiências, causadas pela presença ali do Livro dos Mortos; logo depois encontram um gravador, que contém a tradução de algumas passagens do livro. Ao ser reproduzida pelos estudantes, desperta os espíritos que estavam adormecidos e que habitam o bosque, começando a possuir os jovens.
Muito sangue, alguns sustos. 

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 6. Dawn of the Dead (2004)

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Houve uma dada altura em que o cinema foi assolado de uma febre de remakes de clássicos do terror. Em 2004, o realizador Zack Snyder decidiu fazer o remake do intocável Dawn of the Dead (1978), e felizmente, resultou num dos remakes mais bem conseguidos de sempre! Vale mesmo muito a pena ver, foi uma lufada de ar fresco no género. 

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5. Resident Evil (2002)

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Resident Evil é, sem sombra de dúvida, dos meus filmes preferidos. Decerto que irá surpreender muita gente, visto que não foi particularmente bem recebido na altura em que saiu, sendo mesmo alvo de inúmeras críticas. E também não tenho dúvidas que muitos não concordarão com o facto de estar nesta lista. Mas acho que é um filme que está estruturalmente bem conseguido, envolto numa banda sonora fantástica, e em termos de argumento cumpre os objectivos. E em relação aos zombies, acho que tem uma acção satisfatória. Estou muito expectante ao 5º capítulo da saga.

Crítica aqui

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4. Shaun of the Dead (2004)

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É a melhor comédia de zombies. Ponto final. Claro que "Shaun of the Dead" também tem a sua pequena dose de terror, mas esse horror vivido é abordado de uma maneira imensamente inteligente e hilariante, fazendo "Shaun of the Dead" dos filmes mais espectaculares da década. O filme relata a história de Shaun, com uma vida extremamente monótona e aborrecida, que, quando decide fazer algo em relação a isso, depara-se com um pequeno problema que lhe poderá trazer algumas dificuldades: os mortos decidem voltar à vida, e esfomeados. Shaun terá que se tornar num herói para conseguir salvar toda a gente que gosta. É imperdível. 


Crítica aqui

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 3. Dawn of the Dead (1978)

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George A. Romero, "The Grandfather of the Zombie", é o melhor cineasta do género, e já tive oportunidade de referir inúmeras vezes que adoro todos os seus filmes. Dawn of The Dead, segundo capítulo da saga Dead, é um excelente survival film que apesar de agora estar ultrapassado, mantém-se naquele nível inigualável de clássico instantâneo.

Crítica aqui

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2. The Serpent and the Rainbow (1988)

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 Será provavelmente a grande surpresa desta lista. Por um lado, por constar na lista, e por outro, por encontrar-se na segunda posição. Mas devo dizer, este filme arrepia-me a espinha de uma maneira incontrolável, e merece destaque na lista. A maior parte das pessoas só conhece Wes Craven pelo Nightmare on Elm Street ou por Scream. Mas Serpent and the Rainbow é outro grande título por parte do realizador, que conseguiu abordar a temática zombie de uma maneira muito pouco convencional. Um antropólogo de Harvard é enviado ao Haiti para recolher um pó estranho, que dizem ter o poder de ressuscitar os mortos. Na missão de encontrar a droga milagrosa, o cínico cientista entra num estranho mundo de zombies, rituais sangrentos e antigas maldições... Vale a pena ver o filme pela sua natureza deveras original.

Trailer

   



1. Night of the Living Dead (1968)

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É o primeiro filme da triologia tão aclamada de George A. Romero e merecidíssimo detentor do 1º lugar da lista.
Em 1968, George A. Romero criou um fenómeno de culto instantâneo que influenciou todos os filmes do género e ainda hoje é visto como o filme de zombies mais espectacular de sempre. Apesar de ter havido dois remakes, o original consegue ser o mais arrepiante e gélido de sempre. O filme começa com Johnny (Russell Streiner) e Barbara (Judith O'Dea) a visitarem o túmulo do seu pai, sendo derepente atacados por um morto-vivo. Barbara mal consegue escapar, mas corre com as suas máximas forças até uma casa, onde é salva por Ben (Duane Jones). No entanto, enquanto Ben encontra-se muito estável, Barbara encontra-se completamente em choque, perdendo a sua racionalidade. Ambos deparam-se com uma família e um jovem casal na cave. O grupo fica, assim, escondido na casa à espera de salvação, mas não será muito dificil para os zombies encontrarem maneira de entrarem dentro da casa. Para além das preocupações com o exterior, o grupo também começa a lidar com diferenças internas, e o verdadeiro teste começa, isto é, será que conseguem sobreviver se não resolverem os problemas entre si?
 É claro que os longos anos passados, e o facto de termos hoje em dia diversos filmes de zombies em que o gore e sangue são as principais características, retiraram ao filme algum do seu impacto, mas se formos a contextualizar este filme, sem dúvida que revolucionou o cinema, sendo assim obrigatório para os fãs do género. Na minha opinião merece inteiramente o 1º lugar da lista.

Crítica aqui

 Trailer

  


 Menções Honrosas 

 Dead Alive (1992) 
Zombieland (2009)
Land of the Dead (2005)
28 Days Later (2002)
Return of the Living Dead (1985)
Cemetary Man (1994)

    

  O Regresso dos Mortos Vivos Poster 

por Sarah Queiroz
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American History X (1998)

By Sarah - terça-feira, setembro 11, 2012

   América Proibida é, provavelmente, das grandes referências na história cinematográfica da década de 90. E não é para menos: não só ocupa uma posição bastante honrosa na lista do site IMDB, como também recebeu inúmeras críticas positivas e foi nomeado para dois Óscares da Academia. Só que também passou despercebido a muito boa gente, e há ainda quem considere que o filme seja excessivamente valorizado. Vou desde já assumir a minha posição; Não é, de facto, uma obra magistral, mas é poderoso o suficiente para ser considerado dos melhores filmes da década de 90, pois está imensamente bem conseguido, não obstante a facilidade com que poderá ferir susceptibilidades. Sim, porque há cenas de uma violência imensa. É uma película que vale mesmo imenso pela mensagem que transmite, na medida em que faz uma minuciosa análise do extremismo na América e as trágicas consequências decorrentes do racismo, abordadas com uma densidade dramática intensa e brutal. É difícil arranjar um filme que retrate a temática do racismo de maneira tão crua, pesada e verdadeira como este, só talvez em La Haine (1995) de Matthieu Kassovitz, filme esse que (na minha opinião) supera American History X em termos de qualidade. 


   A acção desenrola-se em torno de uma família americana, sendo narrado pela voz de Danny Vinyard (Edward Furlong) que idolatra o seu irmão Derek (Edward Norton), um condenado acabado de sair da prisão por um crime hediondo do ponto de vista do racismo. Derek era um skinhead repleto de ódio por qualquer pessoa de outra raça ou diferente de si. No entanto, durante o tempo que passou na prisão, aproveita para reflectir e fazer uma retrospectiva ponderada, apresentando-se redimido da ideologia que defendia. O seu objectivo agora, ao ser um homem mudado, é evitar que o seu irmão mais novo repita os erros que ele cometeu, antes que seja tarde tarde demais e possa haver consequências graves, visto que Danny já aparenta ser bem extremista e com ideias bem vincadas.. O estilo narrativo particular, não linear, pode tornar-se cansativo, mas isso pouco ou quase em nada prejudica a substância do argumento ou a dificuldade em percebê-lo, pois a mensagem continua bem patente. Aliás, até penso que foi bem pensado e só benefecia o filme. Somos apresentados a inúmeros flashbacks, seguindo as frustrações individuais de Derek, mas bem evidenciados devido à alternância de cores entre o passado e o presente. Poderia analisar o argumento um pouco mais ao pormenor, pois de facto é uma narrativa bastante ambiciosa que facilmente poderia cair em clichés. Mas nesse aspecto dou imenso mérito ao realizador Tony Kaye, que conseguiu apresentar uma visão muito própria e singular desta temática, sem recorrer a grandes estereótipos. A intenção de Kaye é claramente fazer um filme moral com uma verdadeira lição de vida, mas na minha opinião torna-se excessivamente pedagógico.


   E Edward Norton... Bem, que actuação brilhante. Não é a melhor da sua carreira, porque essa pertence a Fight Club (1999), mas é muito provavelmente a sua segunda melhor interpretação. É impossível não ficarmos rendidos ao filme, é precisamente por causa de Edward Norton que ficamos colados ao ecrã, na medida em que a extrema credibilidade com que interpreta a radical mudança de Derek Vinyard é de louvar. Em relação a Edward Furlong, que interpreta o irmão mais novo de Derek, está igualmente bem, apresentando uma carga dramática profunda. São personagens excepcionais, num filme igualmente excepcional.

   Em suma, American History X é uma película que, apesar de não isenta de falhas, é envolvente e cativante. Melhor, é um filme explosivo e extremamente realista, formidavelmente bem interpretado por Edward Norton que não poderia deixar de recomendar, apesar de não ser de visualização fácil: a violência não é meramente gráfica, é agressivo na vertente psicológica. Mas pela mensagem que transmite, não obstante ser violento, vale mesmo a pena ver. Faz-nos pensar e levantar questões sobre a "sociedade" em que estamos inseridos, pois a veracidade dos acontecimentos retratados no filme é incontornável...

EXAME

Realização: 7/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8.5/10

Média Global: 7.9/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título original: American History X
Título em português: América Proibida
Ano: 1998
Realização: Tony Kaye
Actores:  Edward Norton, Edward Furlong, Beverly D'Angelo

Trailer:

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