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Vejam o nosso especial colaborações do cinema, em que percorremos a filmografia do realizador Neil Blomkamp que conta com a colaboração de Sharlto Copley. Por Sarah Queiroz

TOP 5 Melhores Filmes: Scarlett Johansson

Confiram a nossa lista dos 5 melhores filmes protagonizados pela bela Scarlett Johansson. Por Sarah Queiroz

TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror"

Confiram o nosso TOP 10 Melhores Filmes "Body Horror". Por Sarah Queiroz

sexta-feira, 24 de julho de 2015

TOP 5 Melhores Filmes: Scarlett Johansson




   Estamos de volta com mais um TOP 5 Melhores Filmes, e a actriz-alvo é a bela Scarlett Johansson. Mas para além de ser lindíssima, é uma actriz bastante versátil, uma vez que existe poucos géneros que ela não tenha experimentado. Desde filme indie a grandes blockbusters, a actriz já conta com excelentes filmes na sua carreira. O grande mérito dela é que nunca teve medo de fazer escolhas ousadas.
   A tarefa de elaborar um TOP 5 dos melhores filmes de Scarlett não é, de todo, fácil. Descubram os nossos preferidos e partilhem connosco a vossa opinião!


5. The Avengers (2012)


   "The Avengers" é o meu filme preferido de super-heróis, em que sou capaz de ver e rever, dia sim dia não, e continuar a lançar gritos "nerdy" como se da primeira vez se tratasse. É o terceiro filme mais lucrativo nas bilheteiras de todos os tempos, e óbvio que há razões para isso. É uma verdadeira celebração da "nerdice", e Joss Whedon foi perfeito na sua construção. Scarlett Johansson desempenha o papel da Viúva Negra, e sinceramente não imagino ninguém melhor para a personagem: é implacável, sensual, e de uma presença inigualável.












4. Under The Skin (2014)


   "Under the Skin" é um filme estranho e atípico... mas hipnotizante... Scarlett consegue sobressair, sendo uma presença bastante forte. Aliás, consegue ser até aterrorizante, pela sua crueldade e apatia, sendo que depois consegue evoluir de maneira completamente oposta ao início do filme. A obra proporciona-nos uma experiência extremamente sensorial, pelo que não será do agrado de todos. Mas, para o que o filme ambicionava, Scarlett foi perfeita, e este filme é formidável.





3. Vicky Cristina Barcelona (2008)

 
Eis um filme que é bastante diferente do usual "Woody Allen", mas que é obrigatório para os apreciadores. É uma obra com uma grande lição, aliás, como o realizador sempre faz. Não é por acaso que Allen é um mestre da realização. "Vicky Cristina Barcelona" é um drama romântico bastante intenso, sensual e inovador, que retrata vários ciclos de romance em que as personagens têm visões opostas do amor, marcadas por uma derradeira imprevisibilidade. Scarlett Johannson é a musa de Woody Allen, e aqui tem um desempenho brilhante.




2. Matchpoint (2005)


   Mais uma grande colaboração de Johansson com Allen. Adorei este filme: Woody Allen é, sem dúvida, um realizador peculiar e os seus filmes não são para toda a gente, mas creio que com este filme reinventou a sua carreira. "Match Point" é dos meus preferidos dele, porque a sua construção narrativa acaba por ter aquela pontadinha de Hitchcock ao fazer uma memorável reflexão acerca de como a sorte ou azar, ou qualquer escolha, influenciam a vida de cada um. A actriz revelou-se deslumbrante, com uma personagem que evolui de confiante, a maníaca e perigosa.




1. Lost in Translation (2003)


   O filme, só por si, é absolutamente inesquecível, sendo inclusive o meu preferido da realizadora Sofia Coppola. A história retrata dois solitários no Japão que estão a ultrapassar uma crise existencial, colocando em causa os seus casamentos. Ao conhecerem-se, começam a passar todo o tempo juntos, e estabelece-se uma relação de compreensão mútua que vai-se consolidando à medida que o tempo passa. Adoro a abordagem subtil da realizadora à carga de emoções que a solidão pode trazer, e Scarlett Johansson (com apenas 19 anos na altura) desempenhou na perfeição o seu papel. O filme é profundo e de uma sensibilidade bastante especial, sendo, na minha opinião, o melhor filme da carreira de Johansson.





por Sarah Queiroz

sábado, 18 de julho de 2015

TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror"


   "Body-Horror" é um sub-género do Terror que se foca na destruição, deformação ou qualquer tipo de horror inimaginável do corpo humano. Digamos que faz questão de passar qualquer limite com o objectivo singular de nos fazer sentir muito pouco confortáveis. Seja por doenças misteriosas, experiências científicas e médicas, ou qualquer outra coisa que um cineasta se decida lembrar, o certo é que este subgénero, além de extremamente gráfico e explícito, consegue ser sublime e implícito nas metáforas que faz, relacionadas com as variadas maneiras de retratar o decair do ser humano.

   Decidi elaborar o meu TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror", sendo que nunca é demais relembrar que estas listas são sempre subjectivas, pelo que esta estará condicionada às minhas preferências. E vocês? Quais os filmes que vos fizeram relembrar da aterrorizante vulnerabilidade do corpo humano?


10. Tusk (2014)


   Ok, conselho de amiga: nunca vejam este filme se estiverem literalmente doentes do estômago. Infelizmente, foi o que me aconteceu e foi o pior que poderia ter feito... estando naquelas condições, claro está. "Tusk" é, sem dúvida, controverso. Nunca me vou esquecer de ter ficado apática a olhar para o ecrã enquanto os créditos passavam, porque ainda não sabia muito bem o que pensar daquilo tudo. Mas o grande trunfo acaba por ser essa mesma surrealidade, misturada com a gota de sátira, que tornam o filme interessante (ah e o Johnny Depp faz a melhor cameo de sempre). A trama é bastante simples: um jovem podcaster (Justin Long) viaja até ao Canadá em busca de uma entrevista com uma celebridade involuntária da internet, mas quando lá chega, o indivíduo está morto, o que faz com que o jovem tenha que encontrar outro.  Ao deparar-se com um idoso solitário desejoso de companhia, mal vai saber que este é um puro sádico que deseja transformá-lo numa morsa... Enfim, eu achei este filme francamente pesado. Não será do agrado de todos, mas acho que funcionou bem e atingiu aquilo a que se propunha.




9. Cabin Fever (2002)



   Antes de "Hostel", Eli Roth realizou "Cabin Fever", estreando-se no mundo da realização com um filme que gerou choque, tornando-se mais conhecido por isso do que propriamente pela divulgação que teve. De baixo orçamento, passou despercebido na altura, mas pode-se afirmar que hoje em dia está a tornar-se cada vez mais um filme de culto. Se bem que a sua "simplicidade" pode não agradar a todos. Este filme faz muito lembrar o estilo "cabin in the woods", com influências dos anos 80, podendo ser considerado como um "Evil Dead" da década de 2000. É nojento, é visceral (A cena do segundo gif é de uma pessoa ter que virar a cara). Mas nada a que Eli Roth não continuasse a fazer com o filmes que veio a realizar; "Cabin Fever" é obrigatório para os fãs do género. 













8. Slither (2006)



   "Slither" é um excelente exemplo de que um bocadinho de gore a mais não estraga a qualidade de um filme. Um objecto vindo do espaço apodera-se do corpo de Grant, que aos poucos vai sofrendo uma transformação animal, ficando completamente deformado. A sua mulher Starla, começa a desconfiar do comportamento do marido, mas quando efectivamente se apercebe do que se passa, já é tarde demais, uma vez que a criatura já depositou os ovos...  O argumento, por mais exagerado que seja, é igualmente inteligente, e adoro os elementos que nos fazem recordar os anos 80 ou até 70. É uma verdadeira black comedy, com um elenco bastante sólido (a Elizabeth Banks é fantástica!). Para quem não viu, devia ver.




7. Videodrome (1983)


   Cronenberg é um dos maiores mestres do Terror, e muito facilmente seria possível incluir mais do que dois filmes dele nesta lista. Uma das razões pela qual Cronenberg é um génio, é que com este filme, ele demonstrou estar muito à frente da generalidade das pessoas ao fazer a sua crítica sobre as tecnologias influenciarem bastante a cultura e sociedade (basta ver o que se passa hoje em dia), e a maneira mais explicita de o fazer foi retratar o conceito no sentido mais literal possível, em que se assiste a uma verdadeira desconstrução existencial da personagem. Por este motivo, acho que muitos concordam comigo ao afirmar que é o filme mais louco e surreal de Cronenberg, 





6. Excision (2012)


   Foi um filme-sensação em 2012 e percebe-se o porquê: está muito bem conseguido, pela densidade dramática e psicológica que carrega. Somos apresentados a Pauline (AnnaLynne McCord), uma típica adolescente perturbada que tem como principal ambição estudar medicina e exercer cirurgia. Vemos o seu dia-a-dia, a sua relação com a família e amigos, e as dificuldades que tem em sustentar tais relações. O seu escape, no entanto, reside numa estranha obsessão em corpos mutilados e fantasias sexuais ligeiramente perturbadoras, que condiciona a 100% a maneira de ser dela, e a forma como encara a própria vida. O filme gira, assim, em torno das ilusões macabras de Pauline, e do seu caminho de auto-descoberta, que revela ser o menos encantador possível... Sadismo é o que mais podemos esperar. 











5. Martyrs (2008)


   Sou acérrima fã do terror europeu e esta obra é das mais espectaculares de todos os tempos, sendo até mesmo dos meus filmes predilectos. "Martyrs" é perturbador, provocante e chocante, e eleva a palavra "brutal" ao sentido mais literal possível. Intrigante e surpreendente, é-nos contada a história de Lucie, uma rapariga que havia desaparecido à um ano e quando é encontrada, mostra sinais de ter sido torturada. Descobre-se que Lucie tinha sido mantido presa e sofria abusos. É levada para um orfanato onde conhece Anna e as duas ficam muito amigas. Passados 15 anos, Lucie, ainda visivelmente atormentada pelos traumas, decide vingar-se dos seus raptores, mas acaba por arrastar Anna consigo. Entram num ciclo de violência inevitável em que as repercursões serão gigantes, e ambas poderão pagar um preço bem alto...O facto do filme ter bastante substância e o haver uma mensagem clara transmitida, é que o tornam de uma qualidade exorbitante.












4. American Mary (2012)



   Bizarro, extravagante e uma agradável surpresa. O filme conta a história de Mary (Katherine Isabelle), uma promissora e talentosa estudante de medicina, que é vista pelo seu professor (David Lovgren) como capaz de se tornar das melhores cirurgiãs do país. Por esse facto, é constantemente pressionada por este. Só que, estando coberta de dívidas, Mary decide trabalhar como stripper num clube nocturno. Porém, é confrontada com outras opções, pelo que começa a prestar serviços médicos clandestinamente, e entra no meio das cirurgias de modificação corporal clandestinas e bizarras. É de destacar o carácter criativo e inovador trazido pelas realizadoras, que com certeza se consolidarão ainda mais dentro do género. Achei o filme único: apesar de efectivamente sádico e sangrento, tem uma vertente psicológica de tensão crescente e de vingança bastante acentuada, que torna inevitável não estabelecermos uma ligação com a personagem. 












3. Contracted (2013)


   Este é um filme que captou de imediato a minha atenção pela sua premissa bastante interessante: Samantha, que se encontra numa fase difícil após acabar o relacionamento com Nikki. Assim, ela decide ir a uma festa para se divertir, mas acaba por ser violada por um desconhecido. Apesar da experiência já por si ser horrível, Samantha começa a aperceber-se de um mal maior que advém da violação. Com o passar dos dias, o seu corpo começa a apresentar sintomas muito estranhos, levando a crer que a sua experiência sexual lhe trouxe outras consequências. Agora, Samantha terá que descobrir o que está a acontecer com o seu corpo apodrecido, antes que seja tarde demais. "Contracted" faz qualquer pessoa contorcer-se, consegue mesmo gerar choque. Vale a pena ver a película sabendo muito pouco acerca dela, na medida em que é bastante surpreendente e intrigante. A abordagem é mais do que inovadora e original, e o final é de grande impacto, podendo mesmo considerar que é a melhor cena do filme. 












2. The Thing (1982)


   "The Thing" é, indiscutivelmente, o melhor filme de John Carpenter e um verdadeiro marco na história deste sub-género. Carpenter é um realizador icónico e visionário, que conseguiu mesmo fazer um filme perfeito: claustrofóbico, inteligente, rico e com os efeitos especiais bastante razoáveis para a altura. É fazer uma explícita abordagem ao mesmo tempo que se faz uma "inversão de abordagem" e usar este subgénero para metáforas bem sucedidas... Isto porque a premissa do filme tem sido muito interpretada (dada a altura em que foi lançado), como uma metáfora ao comunismo, às inúmeras doenças que apareceram, e até mesmo a imigração ilegal. Perfect horror movie.












1. The Fly (1986)


    O "remake" de David Cronenberg do filme original de 1958 é indiscutivelmente do mais genial de sempre, e é um filme que tem de ser visto obrigatoriamente pelos fãs do género. A abordagem de Cronenberg é assombrosa, ao pegar na premissa do original e conseguir levá-lo a mais extremos, expandindo o seu conteúdo a níveis muito mais satisfatórios, tal como a inclusão da metáfora sobre o processo de envelhecimento. Sem contar que Jeff Goldblum e Geena Davis estão fenomenais neste filme. Mas é claro que o filme de '58 protagonizado por Vincent Price, é igualmente fantástico. Não poderia haver outro filme sem ser este no nº1. Não concordam?














Menções Honrosas

Tetsuo: The Iron Man (1989)
Teeth (2007)
Re-Animator (1985)
Hellraiser (1987)
Society (1989)




por Sarah Queiroz