Crítica - Before I Wake (2016)

Análise ao novo filme de terror realizado por Mike Flanagan, "Before I Wake". Por Sarah Queiroz.

TOP 10 Melhores: Filmes de Terror de 2015

Confiram o nosso TOP 10 Melhores Filmes de Terror de 2015! Concordam? Por Sarah Queiroz

Especial Colaborações do Cinema: Neill Blomkamp e Sharlto Copley

Vejam o nosso especial colaborações do cinema, em que percorremos a filmografia do realizador Neil Blomkamp que conta com a colaboração de Sharlto Copley. Por Sarah Queiroz

TOP 5 Melhores Filmes: Scarlett Johansson

Confiram a nossa lista dos 5 melhores filmes protagonizados pela bela Scarlett Johansson. Por Sarah Queiroz

TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror"

Confiram o nosso TOP 10 Melhores Filmes "Body Horror". Por Sarah Queiroz

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

American Mary (2012)


Bizarro, sangrento e gloriosamente único, American Mary é um filme realizado por Jen e Sylvia Soska, que marcou o encerramento da passada edição do MOTELx. Para os que lá estiveram, é sabido que foi um dos momentos altos do festival. E é certo que este filme arrecadou imensos prémios pelos festivais fora.
Já conhecia o trabalho das irmãs pelo "Dead Hook in A Trunk", pelo que tinha uma certa expectativa em relação a este. Posso desde já adiantar que, American Mary, apresenta-se como uma película bastante inovadora e com uma visão claramente requintada, sombria e particular, não estando, no entanto, isento de algumas falhas.

O filme conta a história de Mary (Katherine Isabelle), uma promissora e talentosa estudante de medicina, que é vista pelo seu professor (David Lovgren) como capaz de se tornar das melhores cirurgiãs do país. Por esse facto, é constantemente pressionada por este. Só que, estando coberta de dívidas, Mary decide trabalhar como stripper num clube nocturno. Porém, é confrontada com outras opções, pelo que começa a prestar serviços médicos clandestinamente, e entra no meio das cirurgias de modificação corporal clandestinas e bizarras. Tudo corre bem, até que o inesperado acontece...

A premissa, com algumas diferenças óbvias posteriores de execução, faz muito lembrar Excision. Só que American Mary consegue ser melhor, em termos globais. É de destacar, o carácter criativo e inovador trazido pelas irmãs Soska, que com certeza se consolidarão ainda mais dentro do género. Achei o filme único: apesar de efectivamente sádico e sangrento, tem uma vertente psicológica de tensão crescente e de vingança bastante acentuada, que torna inevitável não estabelecermos uma ligação com a personagem. Seguimos intimamente a sua jornada, questionando mesmo a nós próprios, moralmente, como agiríamos. É, sem dúvida, muito interessante de se acompanhar, porque somos levados a um mundo novo, embebido pelo ambiente cibernáutico e estranho, ao mesmo tempo que assistimos ao decair emocional de Mary. Porque verdade seja dita, a premissa não é super original. Mas a sua inserção no universo das modificações corporais, e o aspecto psicológico que referi, é o que o tornam, de facto, original. Há cenas incrivelmente bizarras e assustadoras, mas sempre com um toque de subtileza que as torna muito mais eficazes. Ouso mesmo dizer que, cenas assim tão bem filmadas que roçam tamanha perfeição, quase que parece que foram estudadas "cirurgicamente". Não é o "gore" que assusta neste filme; é mesmo este carácter "cirúrgico" do filme, de uma execução bastante inteligente mesmo. É um filme bastante visual, mas que não troca a consistência da história pela violência exacerbada. Pena é que, por vezes, o filme tende a perder o ritmo, focando-se em situações de pouca relevância. E o final é, na minha opinião, ligeiramente apressado.

É obrigatório referir nesta crítica o excelente desempenho de Katharine Isabelle. A actriz consegue conferir uma multi-dimensionalidade à sua personagem, que é de louvar e extremamente interessante de assistir. Com certeza que é dos pontos altos do filme, pois a sua interpretação é bastante sólida ao longo do filme. Em relação a David Lovgren, proporciona uma performance bastante banal e pouco memorável. Poderá ser pelo facto de estar envolto de personagens do mais extravagante que há, mas mesmo assim, não foi propriamente positivo. Gostei imenso da cameo das irmãs Soska, que estão absolutamente sádicas.

No todo, American Mary assume-se como um filme bastante bom e cativante. É assustadoramente belo e detém todos os elementos essenciais para esse efeito: excelente ambiente (sombrio e "plástico"), personagens completamente diferentes e extravagantes (sem exagerar nos estereótipos desse submundo), grande banda sonora,. Só não é excelente devido a alguns altos e baixos. Enfim, o filme não decepciona, pelo que não poderia deixar de recomendar.


EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média global: 7.6/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título em português: American Mary
Título original: American Mary
Ano: 2012
Realização: The Soska Sisters
Actores: Katharine Isabelle, Antonio Cupo, Tristan Risk, David Lovgren

Trailer do filme:

Estreias da Semana!



Estreia amanhã, dia 28 de Fevereiro, Criaturas Maravilhosas - Beautiful Creatures, nos cinemas portugueses. Realizado por Richard LaGravenese, "Criaturas Maravilhosas" é inspirado no primeiro volume da famosa série "Caster Chronicles", hoje publicada em mais de 48 países, da autoria de Kami Garcia e Margaret Stohl. No elenco, Alden Ehrenreich, Alice Englert, Jeremy Irons, Emma Thompson e Viola Davis.

Sinopse (PUBLICO): Ethan Wate é um adolescente que se sente um pouco à margem e que deseja poder sair da pequena cidade onde nasceu e viver novas experiências. Certo dia, conhece Lena Duchannes, uma rapariga recém-chegada à cidade. Assim, à medida que os dois se vão conhecendo e encontrando mais pontos em comum, ele acaba por descobrir que Lena é uma "caster", alguém com poderes mágicos que, no dia em que completar 16 anos, será invocada para a Luz ou para as Trevas. Prestes a completar essa idade, Lena sabe que o seu destino está traçado e que apenas poderá esperar que não seja atraída para a escuridão. Porém, ela agora tem um amigo verdadeiro e talvez isso consiga mudar toda a sua existência...

Trailer



Outras Estreias


Cartaz do Filme


Agora Fico Bem (Now Is Good)

Realizado por Ol Parker
Com Dakota Fanning, Jeremy Irvine, Paddy Considine



Cartaz do Filme

O Último Confronto (The Last Stand)

Realizado por Jee-woon Kim
Com Arnold Schwarzenegger, Eduardo Noriega, Forest Whitaker



Cartaz do Filme

Quarta Divisão

Realizado por Joaquim Leitão
Com Adriano Luz, Carla Chambel, Dinarte de Freitas, Paulo Pires


Cartaz do Filme

Corações Perdidos (Welcome To The Rileys)

Realizado por Jake Scott
Com James Gandolfini, Kristen Stewart, Melissa Leo



Cartaz do Filme

Laurence Para Sempre (Laurence Anyways)

Realizado por Xavier Dolan
Com Melvil Poupaud, Monia Chokri, Nathalie Baye



Cartaz do Filme

Zarafa

Realizado por Jean-Christophe Lie, Rémi Bezançon
Com François-Xavier Demaison, Max Renaudin Pratt, Roger Dumas





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Óscares 2013: Lista de Vencedores



Realizou-se ontem a 85ª edição dos Óscares.

Quero começar por dizer que, ao contrário de anos anteriores, esta cerimónia não foi mesmo nada aborrecida. Passou a correr e foi bastante equilibrada, sendo que Seth MacFarlane foi um excelente anfitrião. Sim, é certo que as suas piadas imprevisíveis poderiam arruinar a noite, mas McFarlane consegui equilibrar o humor com o seu charme, numa cerimónia cujo tema era Os Musicais, um tributo ao género. Contudo considero que alguns números musicais protagonizados por McFarlane ou mesmo por outros intervenientes ficaram muito àquem das expectativas. 

Captain James Tiberius Kirk aparece. Poderia ter pedido mais?

No que toca aos Óscares, as cerimónias têm vindo sempre a ser pautadas com previsibilidade, mas este ano isso não aconteceu inteiramente. Por exemplo,  o Óscar de Melhor Edição de Som foi divido entre Zero Dark Thirty e Skyfall, algo que nunca aconteceu antes na História da Academia.

Django Unchained recebeu dois óscares muito bem merecidos:  Melhor Argumento Original e Melhor Actor Secundário (Christoph Waltz). É certo que o nível de concorrência era elevado, mas considero que a Academia acabou por tomar a melhor decisão.
Lincoln, o mais nomeado filme, acabou por levar dois Óscares: o Óscar de Melhor Direcção Artística; e no campo das interpretações o extraordinário Daniel Day-Lewis arrecadou o seu terceiro Óscar de Melhor Actor Principal, fazendo assim História como o primeiro actor a vencer três estatuetas douradas nesta categoria. O primeiro foi em 1990 com "My Left Foot" e o segundo foi em 2007 com "There Will be Blood".

The Big Four.
Silver Linings Playbook acabou por arrecadar apenas um Óscar, no campo das interpretações: para grande surpresa minha, foi Jennifer Lawrence a receber o Óscar que, não querendo denegrir a sua interpretação, tinha uma concorrência elevadíssima como Jessica Chastain e Emmanuelle Riva (que pensava que ia levar o prémio para casa). Como  vencedora do Óscar de Melhor Actriz Secundária e, sem qualquer surpresa, temos Anne Hathaway.

Já Beasts of the Southern Wild não arrecadou nenhum prémio para casa e Amour só venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Brave ganhou o Óscar de Melhor Filme de Animação, sem grandes surpresas.

A grande obra realizada por Ben Affleck "Argo" conseguiu 3 Óscares: Melhor Montagem, Melhor Argumento e Melhor Filme, três categorias de peso que fazem questionar qualquer um o porquê do facto da ausência de Affleck na categoria de Melhor Realizador. Questão essa que Seth McFarlane aproveitou para fazer uma piada bem colocada. 

Ben Affleck: a mostrar como é que se sobe em grande.
Assim, com as não percebidas ausências de Ben Affleck e Quentin Tarantino nesta categoria, o Óscar acabou por ir surpreendentemente ao soberbo Ang Lee (apostei em Spielberg). Fiquei satisfeita com esta vitória porque considero o trabalho deste realizador soberbo, e Life of Pi demonstra isso. Este Óscar de Realização foi conquistado, contra todas as previsões, por Ang Lee pelo seu trabalho em "Life of Pi". 
Somado ao Óscar de Melhor Realizador, Life of Pi recebeu ainda os Óscares de Melhor Banda Sonora, Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais, sendo assim o grande vencedor da noite.

Melhor filme


Argo
Django Libertado
A Vida Pi
Lincoln
00:30 Hora Negra
Os Miseráveis
Guia Para Um Final Feliz
Indomável Sonhadora
Amor

Melhor Ator


Daniel Day-Lewis - Lincoln
Joaquin Phoenix - O Mestre
Denzel Washington – Decisão de Risco
Bradley Cooper - Guia Para Um Final Feliz
Hugh Jackman - Os Miseráveis

Melhor Atriz


Jessica Chastain - 00:30 Hora Negra
Naomi Watts - O Impossível
Jennifer Lawrence - Guia Para Um Final Feliz
Emmanuellle Riva -Amor
Quvenzhané Wallis - Indomável Sonhadora

Melhor Ator Secundário


Alan Arkin - Argo
Philip Seymour Hoffman - O Mestre
Tommy Lee Jones - Lincoln
Christoph Waltz - Django Libertado
Robert De Niro - Guia Para Um Final Feliz

Melhor Atriz secundária


Amy Adams - O Mestre
Sally Field - Lincoln
Anne Hathaway - Os Miseráveis
Helen Hunt - As Sessões
Jacki Weaver - Guia Para Um Final Feliz

Melhor Realizador


Ang Lee – A Vida de Pi
Steven Spielberg - Lincoln
Michael Haneke - Amor
David O. Russell - Guia Para Um Final Feliz
Benh Zeitlin - Indomável Sonhadora

Melhor Argumento Original


Mark Boal - 00:30 Hora Negra
Quentin Tarantino - Django Libertado
Michael Haneke - Amor
Wes Anderson, Roman Coppola - Moonrise Kingdom
John Gatins - Decisão de Risco

Melhor Argumento Adaptado
Chris Terrio - Argo
Lucy Alibar, Benh Zeitlin - Indomável Sonhadora
David Magee – A Vida de Pi
Tony Kushner - Lincoln
David O. Russell - Guia Para Um Final Feliz

Melhor Filme Estrangeiro
Amor (Áustria)
O Amante da Rainha (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega)
No (Chile)
War Witch (Canadá)

Melhor Filme de Animação (longa-metragem)
Brave
Frankenweenie
Detona Ralph
ParaNorman
Piratas Pirados!

Melhor Filme de Animação (Curta-metragem)



Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head over Heels
Maggie Simpson in "The Longest Daycare"
Paperman

Melhor Banda Sonora Original
Dario Marianelli - Anna Karenina
Alexandre Desplat - Argo
Mychael Danna - A Vida de Pi
John Williams - Lincoln
Thomas Newman - 007 - Skyfall

Melhor Música Original


'Before My Time' - Chasing Ice
'Everybody Needs A Best Friend' - Ted
'Pi's Lullaby' - A vida de Pi
'Skyfall'- 007 -Skyfall
'Suddenly' - Os Miseráveis

Melhores Efeitos Especiais
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
A Vida de Pi
Os Vingadores
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Melhor maquilhagem
Hitchcock
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis

Melhor fotografia
Anna Karenina
Django Libertado
A vida de Pi
Lincoln
007 - Skyfall

Melhor Guarda-Roupa 
Anna Karenina
Os Miseráveis
Lincoln
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador

Melhor Design de Produção
Anna Karenina
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln

Melhor documentário
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor Documentário (Curta-metragem)
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor montagem
Argo
A vida de Pi
Lincoln
Guia Para Um Final Feliz
00:30 Hora Negra

Melhor Curta-metragem
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

Melhor Edição de Som
Argo
Django Libertado
A Vida de Pi
007 - Skyfall
00:30 Hora Negra

Melhor Mistura de Som
Argo
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln
007 - Skyfall


E um minuto de silêncio pela bela escolha de guarda roupa de Jennifer Lawrence.



Para o ano há mais!

Por Joana Queiroz

sábado, 23 de fevereiro de 2013

TOP 10 Melhores: Horror Remakes


O nosso TOP 10 Melhores irá desta vez incidir sobre uma temática que é bastante problemática. 
Não é segredo que, sendo eu uma verdadeira "purista", nunca gostei particularmente de "remakes" de filmes de terror. Aliás, havia alturas em que me perguntava o porquê destes filmes serem tão susceptíveis a uma "reciclagem". Reciclagem esta que, de modo geral, era francamente má. A ideia que parece estar patente é que Hollywood está a ficar sem ideias. E há filmes que são intocáveis e deveriam permanecer assim. Fazer um TOP dos piores "remakes" seria uma tarefa impossível, pois a lista seria infindável. Mas ao longo dos tempos, comecei a ser mais receptiva aos "remakes" e até admito que alguns evidenciaram ser necessários. Aliás, uns até demonstraram ser excepcionalmente bons.

Relembro novamente que esta lista é inteiramente subjectiva. Relativamente às imagens, as que estão a preto e branco são referentes aos filmes originais, sendo que as que estão a cores são as dos remakes. Segue de seguida, o meu TOP 10 dos "remakes" de filmes de terror, isto é, os "remakes" que, na minha opinião, conseguiram atingir um excelente nível, sendo, quiçá, facilmente equiparados ao filme original.
Partilhem connosco a vossa opinião!


10. Cape Fear (1991)

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 O remake de Martin Scorsese do filme de 1962 é daqueles que simplesmente resultou, superando o original em qualidade. É um thriller que mistura elementos de terror e suspense, numa intriga tal que só queremos chegar ao final do filme para ver como acaba! É a fórmula típica do início da década de 90, e que conta com Robert de Niro no seu melhor, sendo esse mesmo o factor distintivo entre os dois filmes. De Niro eleva "Cape Fear" a um nível monumental com a sua interpretação de Max Cady.

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9. The Last House on the Left (2009)

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Tal como o filme original, este é igualmente brutal e visceral. Não é, decerto, daqueles filmes fáceis de aguentar visualmente. Este remake do clássico de Wes Craven (de 1972) está muito competente, pois, tal como o original, no meio da violência exacerbada que nos é apresentada, conseguimos à mesma prender-nos ao ecrã, derivado da intensa e inevitável ligação que nos é possibilitado criar com as personagens. Seguimos uma verdadeira história de vingança que não deixa ninguém indiferente. Para mim foi das maiores supresas de 2009, visto não estar à espera de ter gostado tanto como efectivamente gostei. Isto porque o original foi imensamente controverso e tornou-se um filme de culto, tendo o remake conseguido corresponder ao nível.

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8. Bram Stoker's Dracula (1992)

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O filme de Francis Ford Coppola de 1992 consegue ser dos meus filmes de terror preferidos de todo o sempre, isto porque é invulgar e indiscutivelmente a mais sólida adaptação da obra de Bram Stoker. Coppola conseguiu criar um filme obscuro e gótico, coadjuvado com derradeiro romance, e é isso que o torna invulgar e apaixonante. Muitos poderão não considerá-lo como um "remake", dependendo também da perspectiva que tenham em relação aos filmes do Dracula. Na minha opinião, este filme supera aos pontos o filme de 1931, pois Gary Oldman faz uma interpretação absolutamente estrondosa que (desculpem-me a ousadia) Bela Lugosi jamais conseguiria fazer.

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7. The Grudge (2004)

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"The Grudge" é o remake americano do original japonês "Ju-On" de 2003. Adorei o original, sem dúvida alguma, não obstante as suas falhas. Takashi Shimizu é um realizador com uma visão peculiar , optando sempre pela violência implícita carregada de intensidade psicológica. Nesses termos, o original não falhou em dar valentes sustos, sem dúvida alguma, e foi um marco no cinema japonês. Eu geralmente não posso com remakes destes filmes, pois sou acérrima defensora do cinema japonês, e a maior parte dos remakes são uma verdadeira tristeza. Mas foi Takashi Shimizu que assumiu as rédeas do remake, pelo que fui mais receptiva. Ora bem, este filme, salvo melhor expressão, amedrontou-me de morte. Fiquei noites sem dormir, só a relembrar a Kayako. É um exemplo de um remake muito bem sucedido que, na minha opinião, conseguiu superar o original. As sequelas é que, enfim, nem vale a pena tecer comentários.


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6. The Hills Have Eyes (2006)

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Não quero que ninguém me caia em cima, mas o "remake" de The Hills Have Eyes é aquele exemplo que referi acima da "necessidade de reciclagem". Este sim, foi mesmo um "remake" necessário. Isto porque a versão original de Wes Craven (de 1977) não está nada por aí além, roçando mesmo o aborrecido. Sim, sou muito pouco fã do original. Felizmente, Alexandre Aja conseguiu pegar nas ideias do original e torná-lo bastante mais apelativo e assustador, sendo dos "remakes" mais fantásticos da história de Hollywood. Vale mesmo a pena conferir!


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5. Let me In (2010)

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O filme original é facilmente dos melhores filmes de vampiros da última década, razão pela qual a notícia de que haveria um remake foi um verdadeiro choque para os fãs. Só que, a versão de Matt Reeves surpreendeu bastante, revelando ser bastante competente. Para além de ter um elenco excepcional - com destaque para Chloe Moretz - e trilha sonora que comove, tem todos os elementos que o tornam consistente, estando ao nível do original.


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4. The Ring (2002)

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É o melhor remake americano de um filme japonês, isto porque captura na perfeição a essência e os elementos característicos do tal "terror implícito" do filme original. "The Ring" tornou-se o primeiro "remake" de um filme asiático a ser tão bem sucedido, e tornou-se icónico devido à personagem Samara (aquela cara de anjinho não engana ninguém...). Não vejo a necessidade de me debruçar sobre o argumento, que decerto já é bastante conhecido, apenas sei que a frase "morrerás dentro de 7 dias" tornou-se um fenómeno de culto instantâneo. "Ringu" (1998) é sem dúvida um filme assombroso, constando do meu TOP 10 de filmes asiáticos, mas considero que o remake, por ser mais assustador, consegue superá-lo.

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3. The Fly (1986)

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O "remake" de David Cronenberg do filme original de 1958 é indiscutivelmente do mais genial de sempre, e é um filme que tem de ser visto obrigatoriamente pelos fãs do género. Não só é um excelente remake, como é um fantástico filme de terror em termos gerais. A abordagem de Cronenberg é assombrosa, ao pegar na premissa do original e conseguir levá-lo a mais extremos, expandindo o seu conteúdo a níveis muito mais satisfatórios. Sem contar que Jeff Goldblum e Geena Davis estão fenomenais neste filme. Mas é claro que o filme de '58 protagonizado por Vincent Price, é igualmente fantástico.

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   2. Dawn of The Dead (2004)

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Sou uma fã massiva de George Romero e Dawn of the Dead (1978) consta indiscutivemente no meu top pessoal de filmes preferidos. Se eu já apriori não era propriamente fã de remakes, achava que fazerem deste clássico era um crime autêntico. Em 2004, o realizador Zack Snyder decidiu "reciclar" o intocável Dawn of the Dead (1978), e felizmente, resultou num dos remakes mais bem conseguidos de sempre! Se bem que, na minha opinião, por divergir imenso do original, é mais "unmake" do que um "remake". Vale mesmo muito a pena ver, foi uma lufada de ar fresco no género zombie.

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1. The Thing (1982)

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Quase que nem preciso de justificar porque é que é o meu número 1 deste TOP. É um título que simplesmente fala por si: The Thing é um clássico e dos melhores filmes sci-fi/horror de sempre. Lançado em 1982, o remake de 1951 resulta essencialmente por uma razão: John Carpenter. Este realizador é um ícone e um visionário, sou mesmo uma grande fã. Além disso, é muito assustador e em termos gerais é um excelente filme, com um elenco formidável, com um argumento rico, e com uns efeitos especiais que decerto irão surpreender muito boa gente. É o meu #1 por inúmeras razões. É que não só é o melhor remake de todos os tempos, como é o melhor filme sci-fi/horror alguma vez feito. E duvido que haja algum que conseguirá superar este feito.

Trailer

 



Outros

Evil Dead 2 (1987)
The Invasion of Body Snatchers (1978)
Halloween (2007)
The Texas Chainsaw Massacre (2003)
Amytiville Horror (2005)


Por Sarah Queiroz


Partilhem connosco a vossa opinião!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

The Descent - Part 2 (2009)


Não é segredo, especialmente para os leitores mais atentos, que sou uma enorme fã do trabalho de Neil Marshall com o primeiro filme, de 2005. É indiscutivelmente dos filmes de terror mais competentes e eficazes da década.
Antes demais, achei surreal que, "A Descida - Parte 2", só tenha estreado esta quinta nos cinemas portugueses. Sim, porque o filme já tem 3 anos.
Permitam-me desde já adiantar que nunca considerei que esta segunda parte fosse propriamente necessária (na altura em que foi anunciado), ou seja, na minha opinião, "The Descent" foi autonomamente impecável, sem necessidade de se recorrer a um segundo filme. Só que decidiram fazê-lo, e desta vez seria Jon Harris a assumir a realização. Escusado será dizer que, infelizmente, os resultados alcançados foram francamente inferiores aos do primeiro filme.

Atordoada, histérica e visivelmente perturbada, Sarah (Shauna McDonald) foi a única que conseguiu sobreviver aos horrores da gruta nas montanhas remotas dos Apalaches, retratado no primeiro filme. Determinado em encontrar mais sobreviventes, o xerife local insiste que Sarah lidere a equipa de salvamento e volte às grutas. À medida que a equipa vai avançado, a fracturada memória de Sarah começa a compor-se, apercebendo-se ela do verdadeiro horror que lá se passou. Mas talvez agora seja tarde demais...

O primeiro e principal erro da sequela é seguir exactamente o mesmo caminho do filme original. Por outras palavras, é ver mais do mesmo: pouca ou nenhuma inovação é nos presenteado durante a película e o factor surpresa é nulo. O que é especialmente irritante, e quem viu o primeiro filme há de perceber esta minha crítica implícita. Ficar a saber exactamente o mesmo do que já sabíamos não é propriamente agradável, num filme que perde muitos pontos por não ser substancialmente mais rico. Isto para não dizer que o argumento deste segundo filme é, de facto, muito forçado. É muito improvável que alguém deixasse uma pessoa, estando no estado que a personagem principal estava, retornar às grutas. Mas preferi ignorar esse detalhe, à espera de poder, à mesma, ser surpreendida. Só que, ao contrário do que sucede no primeiro, este não está propriamente envolto num argumento sólido. Limita-se a dar continuidade, com uma profundidade escassa, como já tive oportunidade de referir. No entanto, nem tudo é mau, porque já que estou a estabelecer comparações, este tem um desenvolvimento bastante mais rápido que o primeiro, e não desilude nas cenas de acção e gore. Se bem que assenta em demasia na fórmula do impacto sonoro, e não consegui deixar de pensar que muitas cenas se assemelhavam ao primeiro. Isto para sublinhar a tal falta de originalidade. Mas não deixa de entreter minimamente, de realçar as criaturas, que neste estão bastante mais assustadoras e viscerais.

Tenho que fazer uma menção especial ao final do filme. Sem querer entrar em detalhe, pois não sou lá grande fã de spoilers, consigo adiantar que este final é do mais anti-climático que há, roçando mesmo o ridículo e irritante. Apesar de me ter dado quase 100% de certeza que haverá uma parte 3 desta saga, o final irritou-me especialmente porque retira bastante do sentido aos filmes. Claro que é susceptível de diversas interpretações, e pode ser que haja pessoas que o considerem fenomenal, mas para mim simplesmente não resultou... Em relação às interpretações, não há nada de mau a apontar, sem que haja algo de bastante positivo a destacar. Não há performances memoráveis, cingindo-se o elenco ao que lhes competia.

Em suma, "The Descent - Part 2", não é um filme mau. Como disse, consegue entreter minimamente, mas o facto de ter perdido aquela substância que elevava o primeiro filme à excelência, reduziu esta segunda parte a só mais um filme de monstros... Não está mau, mas não chega, de longe, ao nível do seu antecessor. E desilude especialmente por esse ponto. É o estar à espera do alcançar de um patamar superior ao efectivamente atingido. Não sendo melhor que o primeiro, é um filme que não deve deixar de ser visto para os fãs da saga. Quem nunca viu o primeiro, recomendo vivamente!


EXAME

Realização: 6/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 6/10

Média global: 6/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título em português: A Descida Parte 2
Título original: The Descent Part 2
Ano: 2009
Realização: Jon Harris
Actores: Anna Skellern, Douglas Hodge, Jessika Williams, Josh Dallas, Krysten Cummings, Michael J. Reynolds, Shauna MacDonald

Trailer do filme:

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Estreias da Semana




Estreia hoje nos cinemas portugueses Beasts of the Southern Wild .

Sinopse (PÚBLICO)Numa comunidade esquecida e separada do mundo por um enorme dique, Hushpuppy, de seis anos, vive entregue a si mesma, num ambiente quase selvagem. Com a mãe desaparecida há muito e um pai ausente e descuidado, a pequena vê o mundo como uma frágil rede de seres que respiram, pulsam e de cujo perfeito funcionamento depende todo o Universo. Por isso, quando uma enorme tempestade faz subir as águas e submerge a aldeia e o pai descobre que tem uma doença terminal, Hushpuppy vê tudo à sua volta entrar em colapso. Desesperada por reparar a estrutura do seu mundo, salvar o pai e a sua aldeia inundada, a menina tem de aprender a sobreviver à própria custa e da solidariedade dos vizinhos. 

Trailer:





Outras Estreias


Cartaz do Filme

Die Hard - Nunca é Bom dia para Morrer

Título original: Good Day to Die Hard
De: John Moore
Com: Bruce Willis, Jai Courtney, Mary Elizabeth Winstead



Cartaz do Filme

Aguenta-te aos 40!

Título original: This is 40
De: Judd Apatow
Com: Paul Rudd, Leslie Mann, Maude Apatow



Cartaz do Filme


Texas Chainsaw - O Massacre

Título original: Texas Chainsaw 3D
De: John Luessenhop
Com: Alexandra Daddario, Tania Raymonde, Scott Eastwood


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Hitchcock (2012)


"You may call me hitch, hold the cock."
Sou fã de Alfred Hitchcock e, como não poderia deixar de ser, a curiosidade invadiu-me quando soube que iria ser realizada uma película em torno do mestre do suspense. O sentimento de curiosidade foi rapidamente substituído por ansiedade quando verifiquei que o filme iria incidir-se não sobre a vida do cineasta mas sim particularmente sobre a realização do mediático filme Psyco. Ou seja, as minhas expectativas não poderiam estar mais elevadas. Pois bem, a longa acaba por satisfazer apenas medianamente, pois concentra pouco os seus esforços na essência da sua premissa - pessoalmente esperava um pouco mais e gostava de ter gostado mais do filme.

Mesmo para quem não seja fã de Alfred Hitchcock creio que é impossível não conhecerem Psyco, uma obra-prima do suspense e inquestionavelmente o maior sucesso de bilheteira por parte do cineasta. Com este filme, um novo nível de suspense e horror foi alcançado, o que acabou por inspirar diversos filmes desde então até à actualidade. O que muita gente poderá não saber é que a produção e filmagem de Psyco foi complicada, pois o filme não foi aceite por diversas produtoras o que acabou por levar Alfred Hitchock a fazer um investimento próprio. A sua teimosia e persistência conduziu ao grande sucesso que Psyco se tornou. Ora bem, o filme "Hitchcock" prometia centrar-se mesmo nisso, na teimosia e persistência do realizador a levar avante a produção daquele que viria a ser a sua incontornável obra-prima.

Contudo, sejamos directos... Hitchcock não resultou como se pensava. Então, o que é que realmente deu de errado? Eis o que considero errado no filme, e em todas as biografias mais actuais que Hollywood tenta realizar: perda de ritmo e interesse pelo espectador. Hitchcock prende realmente a atenção quando de facto nos mostra a essência da sua premissa: a produção e filmagem de Psyco. Destaco as cenas em que o realizador está na reunião de censura e a cena em que Alfred Hitchcock constata pela primeira vez a reacção do público à mediática cena do chuveiro - essa cena vale ouro. 
Mas o que de facto valeria a pena ter sido aprofundado, que é a produção e bastidores do filme, acaba por ser algo superficial com duração de uns vinte minutos. Os restantes setenta são catalisados para a relação matrimonial entre Alfred Hitchcock e Alma Reville, que durante as filmagens do mítico filme passou por uma fase mais negativa. O filme centra-se na importância que Alfred Hitchcock dá à relação entre Alma e o argumentista Whitfield Cook, que por sua vez irá gerar tensão na relação com o realizador e de certa maneira prejudicar a rodagem de Psyco. Não estou a dizer que foi mau terem abordado este aspecto no filme, mas creio que focaram demasiada atenção nisso o que conduziu a uma perda de ritmo durante a narrativa, quando deveria ser o contrário. Acabamos por ter mais cenas de ciúmes disparatadas do que realmente importa. Deste modo, acaba por divergir daquilo que é prometido na sua premissa e do que foi inicialmente proposto ao espectador, que é como foi feito o filme Psyco. Digo isto porque Psyco foi um dos maiores feitos de Hitchcock e considero que o filme deveria ter mergulhado mais nesse mundo, digamos assim. Negativismos à parte, considero que a atenção a este lado íntimo teve o seu aspecto positivo, pois conseguiu de certa maneira humanizar a "figura hitchcockiana".

Fazendo uma breve referência à realização de Sacha Gervasi, devo dizer que fez um trabalho competente e que é evidente a tentativa de introduzir algum suspense na sua própria realização - não sei se por estilo próprio ou homenagem a Alfred Hitchcock - com elementos próprios do estilo, como luzes reduzidas ou os planos súbitos. A realizadora poderia ter apostado em momentos mais divertidos, utilizando mais o sarcasmo característico de Hitchcock. Mas é no elenco que está o ganho do filme: temos duas grandes estrelas nos principais papéis, Anthony Hopkins e Helen Mirren. O primeiro desaparece totalmente no ecrã, incorporando a 100% Alfred Hitchcock. Já a segunda brinda-nos mais uma vez com uma excelente e credível actuação. O elenco secundário ainda conta com as competentes performances das belas Scarlett Johansson e Jessica Biel, que interpretam respectivamente Janet Leigh e Vera Miles. Devo salientar também que os aspectos técnicos do filme estão óptimos, especialmente o trabalho de caracterização, e tal merece muitos elogios especialmente na transformação de Anthony Hopkins em Alfred Hitchcock, merecendo assim a única nomeação que obteve nos Óscares, de Melhor Caracterização.

Em síntese, e tal como disse no início, gostava de ter gostado mais do filme. A perda de ritmo gradual e a dramatização daquilo que não valia a pena acaba por prejudicar o filme e mesmo encabeçado por duas lendas vivas, Anthony Hopkins e Helen Mirren, o filme acaba por ser um projecto que deixa muito a desejar. Satisfaz mas desilude: talvez se fosse divulgado a priori como um filme sobre o casal e não sobre a rodagem de Psyco a minha desilusão não existia.


EXAME

Realização: 6/10
Actores: 8.5/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 6.9/10 

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação

Título Original: Hitchcock
Título em Português: Hitchcock
Ano: 2012
Realização: Sacha Gervasi
Actores: Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson 


Trailer do Filme: