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domingo, 25 de novembro de 2012

The Walking Dead - 03X06 "Hounded"

The Walking Dead : 03X06 -Hounded



Não há dúvidas que a 3ª temporada de The Walking Dead tem sido qualquer coisa de fantástica. No entanto, "Hounded" consegue ser o primeiro episódio que, embora bom, não apresenta elementos tão fortes como os episódios anteriores. Não me interpretem mal: o 6º episódio da série foi perfeito em termos de build-up. Por um lado, tivemos Rick a lidar com a perda de Lori, por outro, tivemos Michonne, Merle, Glenn e Maggie a provocar momentos de tensão... Contudo o episódio serviu essencialmente para nos preparar para o inevitável choque entre Rick Grimes e o Governador, não se destacando como os outros, mas também sem desiludir.

                                            

Como pontos altos, e como já referi acima, vimos Rick a lidar com a morte de Lori (finalmente descobrimos que o telefone era uma paranóia de Rick, o que foi ligeiramente anti-climático, na minha opinião) e a sua evolução ao longo do episódio que culmina na aceitação da sua filha. Sinceramente já era altura, não ia gostar particularmente que o luto de Rick durasse mais episódios. É claro que se irá fazer sentir durante a temporada toda, mas prefiro que seja abordada em termos de motivar Rick a avançar em frente, tendo agora uma bebé para se preocupar. Também gostei, ainda neste aspecto, que tivesse sido dado a Carl um momento de antena, em relação ao que aconteceu a Lori. Isto porque foi um evento completamente traumático, e centrar essa atenção em Rick não estaria a ser propriamente razoável. É que se formos a ver, foi Carl quem matou Lori, e com certeza que mais traumático que isso deve ser impossível. Assim, o diálogo entre Daryl e Carl foi uma boa "terapia", embora considere que este ponto devesse ser mais explorado no futuro. 










Outra cena particularmente emocionante foi, sem dúvida, quando Merle persegue Michonne, somos mesmo deparados com dois ou três "holy sh*t moments". Mas ainda bem que Merle Dixon teve direito a alguma acção neste episódio, porque foi de cortar a tensão com uma faca. De realçar o excelente trabalho por parte do actor Michael Rooker, porque consegue ser do mais imprevisível que há. É que enquanto já sabíamos que Merle não era propriamente flor que se cheirasse, em "Hounded" consegue densificar completamente essa acepção. Devo referir que achei curioso Michonne ter ficado surpreendida com o facto de que cobrir-se em tripas tornaria-a imune aos zombies, quando no início da temporada andava com dois atrelados com o mesmo intuito. E apesar de estar a achar imensamente interessante esta personagem, que é uma verdadeira lufada de ar fresco à serie, penso que já era tempo de nos darem mais informações sobre ela, tendo em vista possibilitar alguma conexão com a personagem sem ser o facto de achá-la completamente "badass".

Em relação ao Governador, penso que este último episódio foi um bocado vazio em termos de conteúdo, visto que não fez outra coisa sem ser andar às beijocas e afins a Andrea.


Em suma, Hounded caracteriza-se essencialmente pelo "acalmar" dos últimos eventos, sendo particularmente bom em questões de desenvolvimento de algumas personagens, apesar de continuar a falhar noutras. É imprevisivelmente entusiasmante, e não tenho dúvidas que a qualidade ainda irá aumentar muito mais. Embora tenha sido um episódio mais calmo, foi bom no sentido em que "organizou" as coisas, e foi perfeito no sentido de ser um "episódio-ponte".


Mal posso esperar pelo sétimo episódio. E vocês, o que acharam do 6º episódio da série?


por Sarah Queiroz

sábado, 24 de novembro de 2012

Aristides de Sousa Mendes - O Cônsul de Bordéus (2012)


O Schindler português não foi "Schindler" nenhum no cinema...
O cinema português parece estar sempre impregnado com os mesmos estereótipos: filmes com sexo, sem conteúdo ou em que o único conteúdo é, claro está- sexo! Nestes tempos de dificuldade financeira, ainda mais difícil fica para o tímido cinema português se conseguir financiar. Mas de vez em quando lá surgem filmes que tentam passar uma mensagem, ser rigorosos no plano técnico ou, como é o caso deste, homenagear o nosso país através de uma das pessoas mais altruístas que já existiu mas que, infelizmente, continua a não receber a devida consideração de muitos. Mas se o filme é feito com boa intenção, deixa muito a desejar na sua concretização...


Como não podia deixar de ser, o filme retrata (ou pelo menos devia retratar) Aristides de Sousa Mendes, um homem de convicções que salvou 30 mil vidas durante a Segunda Guerra Mundial, incluindo 10 mil judeus. Como cônsul geral português na cidade de Bordéus, em França, emitiu vistos para entrada em Portugal a todos os refugiados, sem olhar a nacionalidade, raça, religião ou opiniões políticas. Dessa forma, desafiou as ordens directas do governo de Salazar e foi condenado à pobreza e ao esquecimento.

Até me custam as próxima linhas que tenho que escrever, mas cá vai disto... Começando pela história, esta é daquelas típicas, contada na perspectiva de um refugiado, neste caso um rapaz judeu (ah, que nasceu na Polónia, mas que afinal vivia noutro país quando nos mostram a história dele, falava português, foi para Bordéus e depois foi para Caracas tornando-se espanhol! Perceberam?) chamado Aaron Appelman (João Monteiro). Qual o problema disto? Uma personagem que deveria ser secundária passa a ser o centro da acção e tudo o que queremos ver sobre Aristides (que deveria ser o protagonista pelo nome do filme) e sobre a situação de guerra, tem que ser filtrado pelos olhos do rapaz... Como podem perceber, isto faz com que as acções de Aristides (e a sua evolução) não sejam representadas de forma desenvolvida e tudo pareça um pouco artificial. Neste cocktail de coisas que não lembram ao senhor, cai do céu a personagem de São José Correia, que desaparece tão depressa como apareceu (nos filmes portugueses tem sempre que haver uma moça gira, não é? Nem que seja por 5 segundos...)
Querem que vá mais aos pormenores? Não deixa de ser interessantíssimo que em Bordéus toda a gente fale português, nas mensagens de telefonia/ rádio se fale francês e inglês (neste ponto, deve ser a única parte coerente do filme) e, naquele que é o maior mistério do filme, num posto fronteiriço França-Espanha os guardas falem ambos português e , no outro, um fale Portunhol e o outro não abra o bico (deve ser mudo, coitado...).

Bem, mas tentemos passar às coisas «boas». Os actores não estão espectaculares (confesso que a Leonor Seixas me estava a irritar um bocado, parecia que não sabia o texto nem transmitir emoções), mas os principais até estão bastante bem. Vítor Norte dá-nos um Aristides sólido (quando aparece...), com uma atitude meio arrogante que lhe era própria, mas que é utilizada de maneira brilhante para construir os pontos cómicos do filme, sem nunca chegar ao ridículo. Joaquim Nicolau assiste muito bem Vítor Norte como Seabra, trabalhador do consulado, havendo bons momentos entre os dois. Carlos Paulo também nos dá uma boa performance como Chaím Kruger, um rabino que albergava refugiados na sinagoga de Bordéus. Enfim, as cenas de Aristides (quando as há) são boas, mas a boa performance de Vítor Norte é afectada pelas limitações que são impostas pelo guião à sua personagem, que devia ser o motor da história...

No plano técnico o filme é competente: tem uma agradável fotografia digna de cinema europeu, assim como planos de câmara bem enquadrados.
A banda sonora, a cargo do belga Henri Seroka, é bastante interessante e bonita (e tem uma forma bastante curiosa de se ligar com o filme), ao nível de algumas do género que se fazem noutros filmes lá fora.

Enfim, este é daqueles filmes que nos desiludem pela grande expectativa que criam, não passando esta fita de uma homenagem superficial e tímida à grande figura que foi Aristides de Sousa Mendes (é que nem mostram a sua vida até ao fim e eu queria vê-lo a confrontar o governo de Salazar em Lisboa e a viver na miséria, ou seja, a sofrer as consequências), que decerto merecia bem mais. Ao menos, no plano técnico, demonstra uma vontade de evolução do cinema português, o que é sempre bem-vindo...


EXAME

Realização: 6.5/10
Actores: 6.5/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 5/10
Banda Sonora: 7.5/10
Efeitos/Fotografia: 7.5/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 5/10


Média Global: 6.1/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão


Informação

Título em português: Aristides de Sousa Mendes- O Cônsul de Bordéus
Título original: Aristides de Sousa Mendes- O Cônsul de Bordéus
Ano: 2011 (estreia pública mundial no ano de 2012)
Realização: João Correia e Francisco Manso
Actores: Vítor Norte, Carlos Paulo e João Monteiro

Trailer do filme:


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Antevisão - Os mais esperados para 2013


O ano de 2013 reserva boas produções cinematográficas. Estes são quinze filmes de muitos que aguardo com alguma expectativa:



Django Unchained
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Qualquer filme de Quentin Tarantino promete marcar impacto. Django Unchained é um western com um elenco de luxo, contando com nomes como Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Christoph Waltz e Jamie Foxx. Tem data de estreia em Portugal a 24 de Janeiro de 2013.



 Warm Bodies
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Warm Bodies é uma comédia zombie de Jonathan Levine que conta com Nichoals Hoult como protagonista. A história centra-se num zombie que inicia uma relação de amizade com a namorada de uma das suas vítimas. Será que é um twilight de zombies? Veremos. Tem estreia nacional prevista para o dia 7 de Fevereiro de 2013.



Oz the Great and The Powerful
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Mila Kunis, James Franco, Michelle Williams e Rachel Weiz reúnem-se neste tão esperado filme de fantasia, que nos conta a história de como mediático feiticeiro do Oz descobriu a terra de que se tornou governante. Com data de estreia em Portugal prevista para dia 7 de Março de 2013.


The Host
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The Host vai ser realizado pelo grande Andrew Niccol e protagonizado por Saiorse Ronan. A história do filme é baseada no livro com o mesmo nome da autora da saga Twilight, Stephanie Meyer. É um filme de ficção científica que retrata com algum romance uma invasão alienígena. Estreia em Portugal a 28 de Março de 2013.



Iron Man 3
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Gostámos do primeiro, adorámos o segundo e, como não poderia deixar de ser, desesperamos pelo terceiro. Robert Downey Jr. volta a vestir a pele de Tony Stark, que vai conhecer um inimigo que não tem limites. Com data de estreia prevista para 3 de Maio de 2013 nos EUA, ainda sem data marcada para Portugal.



Star Trek Into Darkness
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Sequela do filme de 2009, este filme promete. Pouco se sabe da história, mas é sabido que Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana e Simon Pegg vão voltar. Tem data prevista de estreia nos EUA a 17 de Maio de 2013, sem data definida para Portugal.



Man of Steel
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Eis um Superman que me parece de jeito, após a tentativa falhada de 2006. Kevin Costner (Jonathan Kent), Diane Lane (Martha Kent), Amy Adams (Lois Lane), Michael Shannon (General Zod), Russell Crowe (Jor-El) e Antje Traue (Faora) estão confirmados no elenco. Com data prevista de estreia em Portugal a 13 de Junho de 2013.



World War Z
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Guerra Mundial entre humanos e zombies + Brad Pitt? Está ganho, é oficialmente dos filmes mais esperados para 2013. E a Paramount Pictures quer transformar World War Z numa trilogia. Mas para já o primeiro tem data marcada para 21 de Junho de 2013 nos EUA, ainda sem data definida para Portugal.


Despicable me 2 
 


É a sequela do filme de 2010, Despicable Me, que será realizada novamente por Pierre Coffin e Chris Renaud. Steve Carell, Russell Brand, Miranda Cosgrove e Kristen Wiig vão voltar aos seus papéis. Tem data de estreia em Portugal a 4 de Julho de 2013.



The Lone Ranger
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É um western realizado por Gore Verbinski, baseada numa série dos anos 50 cinquenta. O filme com ambiente de velho oeste é protagonizado por Armie Hammer e Johnny Depp, que interpretam The Lone Ranger e Tonto respectivamente. Tem data prevista de estreia em Portugal a 11 de Julho de 2013.


Wolverine
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A sequela de X-Men Origins - Wolverine, apresenta-nos um Wolverine musculado que procura respostas para as várias perguntas do seu passado, no Japão. A estreia nacional está marcada para 25 de Julho de 2013.


Mortal Instruments: City of Bones
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A adaptação cinematográfica de "Mortal Instruments", uma famosa série literária da autora Cassandra Clare, vai chegar aos cinemas. O primeiro livro é "City of Bones";  Lily Collins vai ser a protagonista que terá de lutar contra demónios para manter a salvo a raça humana. Estreia em Portugal a 29 de Agosto de 2013.



Carrie
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Carrie constitui um remake do filme de 1976 com o mesmo nome. Como protagonistas temos Chloë Moretz e Juliane Moore que interpretará a mãe de Carrie. Kimberly Pierce é a realizadora desta nova adaptação cinematográfica do homónimo livro de Stephen King,



Thor: The Dark World
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Após o filme de 2010, vimos Thor em 2012 com os Avengers. Mas nós queremos é a sequela do primeiro! E vamos tê-la para o ano, com Chris Hemsworth a lutar contra dark elves. Estreia a 8 de Novembro de 2013 nos EUA, ainda sem data marcada para Portugal.


Before Midnight
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Before Midnight constitui o terceiro e último filme realizado por Richard Linklater que reúne novamente as mediáticas personagens Jesse e Celine, interpretados por Ethan Hawke e Julie Delpy. Ainda sem data prevista para Portugal.



 E ainda:

The Hunger Games: Catching Fire
The Hobbit: The Desolation of Smaug
Hitchcock
Hensel and Gretel
Paranormal Activity 5
The Hangover III
The Great Gatsby
Jack the Giant Slayer
Evil Dead
Scary Movie 5
Kick Ass 2
Now You See Me
Monsters University
End of the World
After Earth


E para vocês? Quais os filmes que mais querem ver para o ano? Partilhem connosco a vossa opinião!


por Joana Queiroz

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

End of Watch - Fim de Turno (2012)


Mixórdia de acção policial com shaky camera.

Vi o poster, li o titúlo e pensei: mais um filme com a mesma temática de sempre. Bom caros leitores, eis que me enganei. End of Watch – Fim de Turno acabou por ser uma agradável surpresa. Este filme é o novo drama realizado por David Ayer e é protagonizado por Jake Gyllenhaal e Michael Peña. Para completar o elenco temos Anna Kendrick, Cody Horn, America Ferrera e Frank Grillo. O uso de shaky camera é algo que já é bastante utilizado, especialmente em franquias de terror de sucesso (por exemplo, Paranormal Activity). Neste sentido, mais tarde ou mais cedo este subgénero iria migrar para outros géneros sem ser o terror, tal como a comédia Project X e agora este policial de David Ayer.
O filme acompanha uma dupla de polícias de Los Angeles que estabelecem uma amizade profunda, Brian Taylor (Jake Gyllenhaal) e Mike Zavala (Michael Peña). Acontece que as ruas de Newton em LA são zonas muito violentas. Durante uma acção de patrulha de rotina os dois polícias confiscam uma pequena quantidade de dinheiro e armas, acabando por ficar marcados para morrer por um perigoso gangue.

Os elementos presentes nesta película, tanto a nível de enredo como de personagens, fazem lembrar inevitavelmente Training Day – igualmente realizado por David Ayer. Contudo, creio que a End of Watch falta mais consistência, havendo mesmo ausência de uma trama melhor delineada. Criam-se algumas expectativas relativamente a situações vivenciadas pelas personagens que acabam no vazio (ex.:tráfico humano), o que poderia ser algo bastante interessante e inovador.

Todo o filme mistura o género found-footage com cinematografia convencional. O que pode ser óptimo, não há dúvida, pois o tom documental contribui para a criação de tensão. Contudo, uma falta de planeamento na condução da câmera e um exagero no uso desse estilo acaba por, na minha opinião, prejudicar o filme.  É verdade que o realizador desenvolve algo que nos insere directamente na acção e cria tensão nas diversas situações, mas poderão dar alguma enxaqueca - o que compromete a compreensão total de algumas situações expostas, por serem visualmente confusas.  Outro aspecto é que este estilo documental acaba por perder o seu propósito, pois a início era fundamentado pela ideia que o polícia Taylor tinha para um projecto (sendo então a held camera e as mini-câmeras) mas depressa existem outras fontes, o que contribui mais para a confusão.

Contudo, o realizador acerta em cheio no desenvolvimento das duas personagens principais. Neste filme, não temos o cliché de polícia inexperiente + veterano, mas sim dois equivalentes: uma parceria, onde a cumplicidade e a confiança estão bem patentes na relação. Isto tudo resulta também porque os dois actores que os interpretam – Jake Gyllenhaal e Michael Peña – têm uma excelente dinâmica. A troca de diálogos dentro do carro-patrulha são preciosos, demonstrando não só a personalidade de cada polícia mas também o quão profunda é a sua amizade. Os actores mostram uma grande naturalidade, sugerindo material improvisado. Foi na aposta nesta dinâmica aliada ao desenvolvimento das personagens que as cenas de maior tensão passaram a funcionar a 100% - quando as personagens se tornam reais para o espectador, começam realmente a importar. Mesmo que essas cenas estejam por vezes exageradas pelo estilo de câmera como anteriormente referido, estão muito bem conseguidas pois o realizador constrói a tensão com bastante sapiência. De realçar que nesses momentos até é empregue a câmera em primeira pessoa, fazendo lembrar um live-action do FPS Call of Duty.
O realizador também acerta na dose de emoção e intensidade no final do filme, ainda que na minha opinião é um pouco rápido e previsível, chegando a fugir da proposta mais realista – mas é um facto que ficamos nervosos com o destino das personagens.

Como disse anteriormente, End of Watch foi sem dúvida uma surpresa muito agradável, apesar de não estar isento de falhas. Não é inovador, mas não é esse o objectivo da longa – cumpre os requisitos e retrata os conflitos existentes na realidade com veracidade e sapiência, com uma história de amizade profunda como background. Recomendado para quem queira ser inserido directamente dentro da acção.


EXAME

Realização: 7/10

Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 7.4/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação


Título em português : Fim de Turno

Título Original: End of Watch
Ano: 2012
Realização: David Ayer 
Actores:   Jake Gyllenhaal, Michael Peña, Anna Kendrick, America Ferrera

Trailer:

terça-feira, 20 de novembro de 2012

TOP 5 Melhores Filmes - Ethan Hawke

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Ethan Hawke é tudo: realizador, escritor e actor. Hawke era um actor muito subestimado, mas depressa mostrou ao público do que realmente é feito. É dos meus actores favoritos e já vi imensos filmes dele, portanto decidir os cinco melhores é um pouco complicado (ainda para mais ele está cá para durar e decerto irá interpretar algum filme que mereça estar aqui). Deste modo, apresento-vos os cinco filmes que, a meu ver, são os melhores em que Ethan Hawke entrou.


5. Daybreakers (2009)

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Algumas reacções serão caracterizadas por gritos de horror, ao verificarem que este título está num TOP Ethan Hawke. Pois bem, não é sem dúvida o melhor filme de todos os tempos, mas é um bom filme na mesma e que conta com um sólido Ethan Hawke a interpretar um vampiro, mesmo que maquilhado se pareça com um Edward Cullen.



4. Before Sunset (2004)

Before Sunset, é a sequela do melhor romance dos anos 90, Before Sunrise. Como principal diferença deste temos o facto de ser mais técnico e as personagens estão mais maduras. Ethan Hawke tem uma performance muito natural e fluida, a química que tem com Julie Delpy é um assombro.


3. Gattaca (1997)

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Gattaca é um dos melhores e mais interessantes filmes de sci fi dos anos 90, um dos meus filmes favoritos de sempre e aborda temáticas muito interessantes. Ethan Hawke interpreta o papel de Vincent Freeman, que se torna Jerome para poder alcançar o seu sonho de ser astronauta. O actor está verdadeiramente fantástico!


2. Before Sunrise (1995)

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Citando as palavras do próprio Ethan Hawke, Before Sunrise é um "romance para realistas".  É um filme que representa a verdadeira essência do amor, sem precisar de clichés ou pretensiosismos sem nexo típicos de Hollywood. Ethan Hawke interpreta o jovem Jesse, e a sua performance impressiona e ganha pela sua simplicidade.


1. Training Day (2001)

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Training Day é capaz de ser o filme que nos presenteia a melhor performance de Hawke, recebendo uma nomeação aos Óscares. Ethan Hawke desempenhou o papel do polícia Jake Hoyt, ao lado do actor Denzel Washington. Training Day foi realizado pelo mesmo realizador de End of Watch - Fim de Turno, e percebe-se a inspiração do primeiro para o segundo. 



Honorable mentions
Before the Evil Knows Your're Dead (2007)
Lord of War (2005)
Great Expectations (1998)
Reality Bites (1994)
White Fang (1991)
Dead Poets Society (1989)


VER TAMBÉM:

Sinister (2012), por Sarah Queiroz
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E vocês, o que acham ? Partilhem connosco a vossa opinião!

por Joana Queiroz

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Before Sunset - Antes do Pôr-do-Sol (2004)


A mais esperada sequela do romance desprovido de clichés.
Eis que, após o amanhecer, chega o pôr-do-sol. Before Sunset é a sequela de Before Sunrise e passa-se nove anos depois do primeiro, em 2004, o tempo exacto em que os personagens passam longe um do outro. Before Sunset continua a relatar a história de Jessie e Celine. Nove anos depois daquele amanhecer em Viena, em que era suposto encontrarem-se mas tal não aconteceu, Jesse (Ethan Hawke) lançou um livro de sucesso. Esse revive o que aconteceu na noite em que passou com Celine (Julie Delpy). O reencontro dos dois ocorre numa tarde em Paris, quando Jesse concedia entrevistas numa livraria e Celine estava presente. Contudo, a fatalidade persegue-os, pois Jesse terá de deixar Paris nessa mesma tarde, e os dois terão pouco tempo para falar, onde descobrem sentimentos ainda latentes.

Se em Before Sunrise imperavam os bons diálogos, em Before Sunset isso duplicou. Está patente no filme uma celebração daquilo que é um argumento simples mas inteligente e a fluidez dos diálogos é impressionante. Os actores Julie Delpy e Ethan Hawke escreveram os diálogos juntamente com o realizador Richard Linkater (que também realizou o primeiro), e nota-se o à vontade entre os actores - dando espaço até para improvisação. Hawke e Delpy são absolutamente brilhantes. São poucos os actores que agem tão naturalmente, parecendo que as personagens são pessoas reais.

O realizador Richard Linklater pegou no que fez em 1995 e amplificou-o de todas as maneiras possíveis neste segundo capítulo. Apesar da premissa do filme parecer indicar que vamos ver uma repetição de Before Sunrise, isso não acontece. Aliás, os dois filmes têm diferenças estruturais bem definidas: primeiramente, as personagens estão mais velhas, estando inerente a maturidade e a experiência, e isso reflecte-se nos diálogos; depois, a longa passa-se durante o dia, ao passo que no primeiro filme muito passa-se à noite; as personagens não se estão a conhecer nem a apaixonar, mas sim a redescobrirem-se discutindo sentimentos antigos e novas sensações; e, por último, a principal diferença reflecte o carácter mais profundo desta película - se o primeiro era mais emotivo, este é mais técnico. Considero fundamental referir isto, pois quem espera um filme choroso ou emocional pode sair desiludido. A edição/montagem e realização estão claramente superiores à produção anterior. Before Sunset é um excelente filme a nível técnico. Por exemplo, Richard Linklater trabalhou com diversos planos que, quando se complementam, formam o tempo exacto em que as personagens se relacionaram - de notar que o filme é passado em tempo real, sendo que o tempo é um elemento fundamental na progressão da narrativa. Mais uma vez, temos cenários lindíssimos - claro, Paris é uma cidade europeia bonita por si só, mas Richard Linklater confere-lhe um brilho especial, tal como em Viena.

 Apontando um aspecto mais negativo desta película, talvez seja o "desiquilíbrio" presente; talvez muitos não concordem, ou pode ser mesmo impressão minha, mas fiquei com uma ligeira sensação que o filme não estava bem equilibrado, pois no final é que tudo é descarregado, por assim dizer. Compreendo que o realizador quis criar um clima de tensão e expectativa, mas poderia balancear mais esse aspecto. Contudo, o final vale a pena, pois é completamente desprovido de cliché e, mais uma vez, concede ao espectador a "varinha mágica" - cabe ao espectador reflectir e tentar perceber, segundo as suas convicções, se a relação de Jesse e Celine resultará
.

Em suma, Before Sunset acaba por ser a necessária e esperada sequela de um dos melhores romances dos anos 90. Ganha por ser desprovido de clichés, o seu carácter maduro e é na sua essência um competente exercício cinematográfico. Em 2013 fará nove anos deste pôr-do-sol, data essa em que se espera o terceiro e último filme desta belíssima história, intitulado Before Midnight e passado em Atenas, outra belíssima cidade europeia.


EXAME

Realização: 10/10

Actores: 10/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 9/10

Média Global: 9/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação


Título em português : Antes do Pôr-do-Sol

Título Original: Before Sunset
Ano: 2004
Realização: Richard Linklater
Actores:  Ethan Hawke, Julie Delpy

Trailer:




VER TAMBÉM:

Before Sunrise (1995), por Joana Queiroz
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domingo, 18 de novembro de 2012

The Walking Dead: 1ª temporada


WalkingDeadSeason1pic1
   The Walking Dead, adaptação televisa da banda desenhada criada por Robert Kirkman, é, indiscutivelmente, das melhores séries de televisão do momento. Se não é a melhor, é com certeza das mais mediáticas, especialmente a 3ª temporada, pois a antecipação que gera é indubitável, e semana a semana torna-se cada vez mais intrigante. Mas vamos retroceder dois aninhos, pois tudo tem um início e nada melhor do que, em tom de retrospectiva, salientar a qualidade da série nas suas raízes, perguntando: Será que é, de facto, uma série que merece todo o hype que tem?

ALERTA DE SPOILERS: Poderei dar alguns spoilers, mas tentarei restringi-los ao mínimo, uma vez que este artigo também tem como intenção dar a conhecer a série aos leitores que ainda não viram. 


   Na altura em que foi adaptado para a TV, é muito improvável que o canal AMC tivesse noção da dimensão que "The Walking Dead" teria, mesmo sendo Frank Darabont (realizador de Shawshank Redeption, e várias adaptações de obras do Stephen King) destacado como principal força criativa da série. No entanto, ganhou instantaneamente o estatuto de série de culto, e foi um fenómeno cultural inesperado. Geralmente não gosto de ser conclusiva, mas receio que, com base neste facto, terei que responder abruptamente à questão que coloquei acima: sim, merece inquestionavelmente todo o hype que tem, especialmente devido ao facto da 1ª temporada ser quase como uma espécie de concentração de elementos que todos os fãs de terror e de zombies gostam. O que não deixa de conferir um carácter de "novidade", pois são escassas as séries de terror, sendo assim uma verdadeira lufada de ar fresco. Para além disso, são somente 6 episódios, o que para mim tem o seu lado negativo (esperar pela segunda temporada foi deveras penoso na medida em que só 6 episódios sabe muito a pouco), mas também positivo, pois em cada episódio podem esperar muita acção, coadjuvados com momentos tensos e emotivos, abstraindo-se de cenas "para encher chouriços", diga-se.

   Em "The Walking Deadé retratada a história de um grupo de sobreviventes de uma praga que tem vindo a transformar toda a população da Terra em zombies, estes que se alimentam dos vivos. Esta história é contada da perspectiva do agente de polícia Rick Grimes (Andrew Lincoln), que após ter sido baleado, acorda do coma num hospital, num momento em que tudo já tinha sido consumido pela infecção, e o mundo que ele conhecia já não era mais o mesmo.


   E é assim que começa o 1º episódio, intitulado "Days Gone Bye", em que acompanhamos Rick Grimes na sua consciencialização do verdadeiro fim do mundo e que o apocalypse está instaurado. É de destacar a cena em que ele encontra o primeiro zombie, é visceralmente chocante, e com certeza que é das cenas de mais impacto da 1ª temporada. Sendo certo que o piloto é sempre aquele que geralmente determina se uma série é boa ou não, às vezes acontece que nem sempre no 1º episódio ficamos inteiramente rendidos. Felizmente, Darabont não realizou um bom episódio, mas sim um óptimo começo de série, o que evidencia a mais valia desta 1ª temporada: a capacidade com que consegue a absorção total do espectador. E isto vale tanto para o 1º episódio, como para os outros cinco restantes, é uma qualidade que se conseguiu manter.

Sim, porque a série facilmente poderia cair no enfadonho a seguir unicamente Rick Grimes, sem qualquer profundidade ou possíveis elementos de conexão. Mas rapidamente somos deparados com a sua principal motivação, que é encontrar a sua família. Não haja dúvidas que Frank Darabont demonstra que, não só tem aptidão de tornar qualquer história absolutamente bizarra e sinistra, como consegue ainda introduzir elementos que fazem com que se torne possível ao espectador se interessar realmente pelas personagens e com o desenvolver da história, e é nesse ponto precisamente que a série ganha: é uma história sobre sobreviventes e sobre como o "fim do mundo" afecta essas pessoas. Os zombies são apenas o bónus, os impulsionadores da trama.


   E por falar em zombies, não é muito depois que somos apresentados a legiões de ávidos "walkers", aterrorizantes que arranjam sempre maneira de aparecer do nada. Tenho que dar o devido mérito à excelente equipa responsável pela caracterização dos zombies. Sendo suspeita para falar, pela evidente "paixão" que nutro pelo Gregory Nicotero (um verdadeiro génio), é simplesmente de louvar os pormenores da caracterização, pois cada zombie individualmente considerado tem detalhes assombrosos e incrivelmente realistas. A nível visual, The Walking Dead igualmente se esmera, pois quase que tem um toque cinematográfico.

   Nos episódios seguintes também nos são introduzidas novas personagens, um grupo de refugiados, em que de forma louvável ocorre a esperada reunião de Rick e da sua família. Na minha opinião a construção dos episódios está, de facto, bastante sólida e inteligente, pois mantém o nível gradualmente e a fim de cada um deixa o espectador satisfeito e entusiasmado pelo próximo. Porém, como não poderia deixar de ser, não é uma série isenta de falhas...




Apesar das imensas e diversas qualidades que a série apresenta, não é perfeita. É claro que cada episódio tem os seus pontos fortes, como já evidenciei, mas há sempre pormenores ou segmentos que privam a série de atingir a excelência. Sem querer enveredar por spoilers, mas certamente que quem viu vai perceber o que vou dizer, penso que os argumentistas em alguns episódios (e certamente em relação a algumas personagens), fizeram más escolhas. Mas é claro que não é esse ponto que vai deteriorar a qualidade da série.




   6 episódios realmente sabem a pouco. Especialmente quando a série teve um final apocalíptico verdadeiramente magistral, o que gerou uma frustração geral de ter que esperar tanto tempo até ao início da 2ª temporada. Mas será que a 2ª temporada conseguiu manter o nível de qualidade da 1ª? Isso será discutido numa análise futura à subsequente temporada...

Uma nota final: para aqueles que nunca viram a série, creio que é bastante perceptível a minha recomendação; é uma série que vale mesmo a pena, pelas razões já acima apontadas. Gostei mesmo imenso da série, não obstante pequenas falhas ali e acolá. Recomendo vivamente, ainda por cima é bem fácil fazer uma maratona. Se são apreciadores do género, não podem mesmo perder.

Para os que viram, deixo a questão: é a melhor temporada de Walking Dead?



Trailer da 1ª temporada

 


por Sarah Queiroz

Prometheus (2012)


É tipo o 1º Alien, mas a tecnologia é mais avançada e os bichos são menos evoluídos... Wait, what?!

Considero o primeiro Alien um dos melhores sci-fi's de sempre: boa história, óptimos efeitos para a altura (quem é que não se lembra do bicho a sair da barriga do John Hurt?) e a atmosfera de terror/thriller muitíssimo bem criada. Se Ridley Scott não foi o criador do género «sci-fi meets thriller», para mim continua a ser o seu maior mestre. Como tal, quando soube que ia voltar ao género com Prometheus  (uma prequela não directa de Alien, mas que se passa no mesmo universo), até me despertou algum interesse...

O filme centra-se na expedição espacial «Prometheus», que parte da Terra para um planeta distante em busca do maior de todos os segredos (a nossa origem). A missão torna-se num desafio à perseverança e sobrevivência da tripulação quando confrontada com um pesadelo como a humanidade nunca viu.

Já que estamos a falar de sci-fi, começemos pelos efeitos: muitíssimo bons! Vê-se que houve aqui muito trabalho de produção não só por parte da equipa de efeitos digitais, mas principalmente por parte do departamento de Arte. Os objectos (adoro aquelas sondas de mapear do Fifield!) e a tecnologia são fascinantes, os sets têm muita atmosfera, a cultura alienígena está muito «próxima», mas ao mesmo tempo distante da nossa.

Apesar da música ser composta por Marc Streitenfeld (é a quinta colaboração entre este e Scott), não deixa de ser interessante que as três músicas suplementares compostas por Harry Gregson-Williams (principalmente a «Life») sejam as mais memoráveis e associáveis ao filme, assim como ao tema da descoberta (pelo menos para mim...). Considero a banda sonora bonita e até apropriada, mas peca por ser repetitiva (a sério, há pelo menos 3 ou 4 momentos do filme em que se houve a música «Life» ou suas derivadas... torna-se cansativo).

Quanto aos actores, acho que, em geral, foram todos competentes. No entanto, tenho de salientar o papel de Noome Rapace como a Dra. Shaw, que nos dá uma performance muito autêntica, conseguindo passar para o nosso lado o entusiasmo (e depois sofrimento) que está a atravessar. No entanto, acho que o melhor mesmo é Michael Fassbender como o android David, pois consegue ser tão humano, mas ao mesmo tempo tão artificial, o que o torna frio e imprevisível, pondo-nos sempre expectantes. Nem no fim sabemos bem quais os seus últimos propósitos... O único papel que não gostei muito foi o de Charlize Theron como Meredith Vickers. É suposto ela ser uma comandante fria e cheia de resistência, mas depois parece que anda ali a pavonear-se pelas cenas do filme quase sem propósito... Até no filme há uma reviravolta (duas até...) que envolve em parte a sua personagem e que está tão mal feita (as duas reviravoltas, aliás...) que terem ou não acontecido era igual ao litro.

Apesar dos actores estarem bem, há no entanto muitos clichés no que toca a personagens: temos o cientista nerd, o durão, o preto, o asiático, o gajo genérico, a bitch fria, o casal que diz que vai ficar junto para sempre (imaginem lá o que acontece a um deles ou a ambos), a tipa com o sotaque esquisito e até um android que tenta imitar os humanos (o que também já é uma constante em sci-fi. e nos filmes do Alien- o moço não se chama David por nada...). Isto impede as personagens de serem mais memoráveis do que podiam.
Quanto à história, cria-vos muita antecipação e perguntas no início que vocês querem ver respondidas (já para não contar com as que já vinham da série Alien), o que vos desperta interesse. No final do filme nem terão respostas à maioria delas e , provavelmente, terão ainda mais questões do que quando começaram. É óbvio que Ridley Scott se estava a guardar para uma sequela, mas ao mesmo tempo tentou fazer do filme uma obra que pudesse funcionar sozinha (se bem que tal cenário não seria satisfatório e já está acordada uma continuação). O final é muito cliché (muito ao estilo Alien) e até acho que podia ter sido feito de outra maneira que o ligaria melhor ao universo de Alien (mas hey, quem sou eu para decidir?). A última cena mesmo constitui a melhor ligação possível desta película à série Alien e leva-me a concluir (se tal já não se tinha percebido) que este filme é sobre evolução e com possíveis sequelas poderemos chegar ao ponto do «8º Passageiro».

Concluíndo, Prometheus é um filme visualmente bem conseguido, com bons actores e uma história (em geral, com o tal pensamento de se guardarem para sequelas) satisfatória, ainda que povoado com algumas personagens genéricas por quem não nos importamos muito. Para os fãs de sci-fi e de terror, é uma obra a ver. Para os seguidores fiéis dos dois primeiros Aliens (nem quero saber dos seguintes...) é um filme obrigatório! Para toda a gente que goste de histórias com mistério, é um visionamento a considerar.
 
EXAME

Realização: 8/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Banda Sonora: 6.5/10
Efeitos/Fotografia: 8.5/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 6.5/10

Média Global: 7.4/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão

Informação

Título em português: Prometheus
Título original: Prometheus
Ano: 2012
Realização: Ridley Scott
Actores: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Guy Pearce, Charlize Theron, Logan Marshall.Green, Idris Elba, Rafe Spall, Sean Harris

Trailer do filme:

sábado, 17 de novembro de 2012

The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 2 (2012)


O final épico que viverá para sempre.
Passaram quatro filmes e Bella Swan era uma personagem que não fazia (praticamente) nada. Amava/era amada e mordia constantemente os lábios. Agora Bella é uma mulher completa: esposa, mãe e finalmente vampira. Passou de donzela em perigo a extreme badass, com uma missão: proteger a filha Renesmee dos impediosos Volturi. Aleluia! Tendo sido espectadora assídua da saga e sabendo exactamente o nível que é expectável desta, fiquei satisfeita com o capítulo final- e agradará imenso os fãs da saga. Os restantes cinéfilos realmente irão reconhecer que é o melhorzinho da franquia mas que mesmo assim não constitui um bom filme.

O filme começa exactamente no momento em que o anterior findou. Esta parte 2 comprova que poderíamos ter tido um único, sólido e bom último filme. Não havia necessidade da divisão, pois nesta segunda parte pouca coisa acontece - acaba por ser como os outros: depois de quase duas horas de voz off da Bella e uma banda sonora familiar por Carter Burwell, há pouca progressão na história. Os filmes sempre sofreram imenso com a falta de acontecimentos que pudessem "engatar" o público mais exigente. Contudo, também compreendo a perspectiva dos fãs mais ávidos em concordarem com a divisão, para ser mesmo fiel às obras literárias. Pensei sobre isto e conclui que realmente poderíamos ter tido um único filme que reflectisse a saga - por exemplo, tanta coisa pelo ridículo triângulo amoroso para depois neste último filme finalmente ser como deveria ser. Mais valia terem condensado e resumido imenso a hesitação da Bella. É que neste último capítulo temos cenas que empolgarão o espectador e provocarão arritmias cardíacas aos fãs - o que me fez pensar que toda a saga tinha inerente o potencial de ter sido melhor. Este último capítulo realmente mostrou melhorias relativamente aos seus antecessores. Mas foi tarde.

O que é que esta parte dois trouxe de novo? Personagens novas são introduzidos, trazendo um novo conceito de vampiros x-men criado por Stephanie Meyer. Há de tudo: vampiros egípcios, índios, irlandeses e até os clássicos da transilvânia - infelizmente estes perdem com os sotaques forçados e a fraca caracterização. Acabam por não dar consistência nenhuma à trama, zero. Estão lá para encher chouriços e mostrar que os vampiros afinal também têm outros poderes engraçados.
Após uma primeira parte mais lenta, eis que começa uma segunda parte que começa finalmente a empolgar o público mais exigente: o preparo para a batalha final, que prometia ser épica. E foi de facto épico. A argumentista Melissa Rosenberg foi genial pois, sem modificar o desfecho, consegui amplificá-lo de modo a agradar as duas faces da moeda: os fãs e os demais. Acabamos por ser presenteados com um último acto competente, empolgante e muito corajoso. Bravo. No entanto, seria do meu agrado se os Volturi tivessem sido melhor explorados. Quando finalmente começam a ganhar tridimensionalidade, desaparecem.


Fiquei é estupefata com os efeitos especiais, que geralmente levavam sempre a melhor. O realizador Bill Condon teve a ideia de manter os traços da actriz de 12 anos Mackenzie Foy desde bebé. O crescimento rápido da pequena Renesmee acaba por ser bizarro e ridiculo, senão mesmo cómico. Ultrapassou o brilho e a maquilhagem ridículos do primeiro filme.
Relativamente a actores, mantenho o que tenho vindo a dizer ao longo das minhas críticas. Destaco Michael Sheen como o impedioso Aro - que mesmo assim não conseguiu elevar o filme a um outro nível - e Billy Burke. Relativamente a Kristen Stewart é impossível não dizer que finalmente deixou de ser akward e esteve bastante mais competente neste último capítulo. Tal como Aro disse a Bella, "immortality suits you"; e é caso para dizer que o ser vampira calhou bem a Kristen.

Em suma, é um expectável último capítulo que eleva ligeiramente a saga. De facto não é a melhor saga de todos os tempos e pode até ser considerado um retrocesso no cinema. É pena, pois poderia ser bem melhor, e talvez haja esperança nas séries que se avizinham.
As reacções são diversas, sim. Mas o que importa no fim do dia é o quanto a saga significou para os que a acompanharam.


EXAME

Realização: 6/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Efeitos/Fotografia: 6/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 6.2/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português : A Saga Twilight : Amanhecer Parte 2
Título Original: The Twilight saga: Breaking Dawn Part 2
Ano: 2012
Realização: Bill Condon
Argumento (baseado no livro de): Stephanie Meyer
Actores: Kristen Stewart, Taylor Lautner, Robert Pattinson , Dakota Fanning, Michael Sheen, Nikki Reed, Ashley Greene, Billy Burke

Trailer:




VER TAMBÉM:

Twilight (2008) , por Sarah Queiroz
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