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TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror"

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sábado, 30 de abril de 2011

A Single Man (2009)

Ultimamente tenho andado a ver muitos dramas cinematográficos, e hoje, tive oportunidade de rever A Single Man. Tom Ford, mas que grande surpresa! Conhecia o nome vagamente, mas sabia que era um estilista de renome. Mas a sua estreia enquanto realizador é absolutamente arrebatadora, sendo a sua primeira longa-metragem, adaptada da obra literária de Christopher Isherwood, verdadeiramente fenomenal e dos melhores filmes de 2009.

George Falconer (Colin Firth) é um professor universitário, que se encontra absolutamente devastado, após a morte do seu companheiro dos últimos dezasseis anos, Jim (Matthew Goode). George mergulha numa depressão muito forte, e não consegue encontrar um sentido para a vida, o que o leva a considerar o suicídio. George é consolado pela sua grande
amiga Charlotte (Julianne Moore), também ela a lutar com as suas próprias questões acerca do futuro. No entanto, George continua a debater-se com as mesmas questões, e enquanto isso, um jovem estudante de George, Kenny (Nicholas Hoult), tenta aproximar-se dele, o que poderá dar a George uma nova perspectiva. Basicamente o argumento desta adaptação cinematográfica retrata a forma como se lida com o desgosto emocional de se perder alguém que se gosta, e a suposta aceitação subsequente que, no nosso filme, não chega. Como lidar com isso? Até que ponto a mente humana é frágil para considerar o suicídio como solução? O filme versa mesmo sobre essa escolha, e seguimos a personagem no seu último dia. Considero acima de tudo, uma história de amor. Devo dizer que nunca chorei tão rápido num filme. Logo com a cena inicial comecei a ver meio para o desfocado. É substancialmente muito forte, e de uma elevada sensibilidade, pois oferece-nos inúmeros momentos de reflexão. Sem dúvida que é um filme de detalhes; Tom Ford procura explorar ao máximo os pormenores, de modo a possibilitar-nos uma ligação muito maior com os dramas das personagens. A mensagem do filme é muito clara, e o realizador em cada sequência demonstra-nos as consequências dessa verdadeira tragédia emocional. A vida caracteriza-se pela imprevisibilidade em que tudo pode mudar por uma simples eventualidade. Então o final do filme, muito surpreendente, retrata exactamente isso, após um desenvolvimento da história absolutamente sublime. Ainda por cima é um filme envolto numa belíssima fotografia, chega a ser absurda a magnífica imagem com que nos deparamos, é uma pérola. Fantástica fotografia por Eduardo Grau, elegante e distintiva. Adoro a dicotomia entre o passado e presente, preto e branco e colorido respectivamente. É um dos pequenos pormenores que comprovam o nível de espectacularidade desta película.

Claro que quanto à
s interpretações muito há a dizer, mas as minhas palavras não irão, com certeza, fazer jus às performances. O elenco é o verdadeiro ponto forte deste filme. Colin Firth apresenta-se, como sempre, sublime e visceral. Deparamos-nos com uma interpretação digna de uma standing ovation, pois as emoções que transmite ao longo do filme são imensamente credíveis e é impossível não sentirmos uma ligação. Julianne Moore complementa o filme excelentemente, oferecendo-nos das melhores performances da sua carreira. Aqui vemos Moore absolutamente genuína.

Em suma, A Single Man é um filme de elevada carga dramática, belo e perfeito a todos os níveis, que sem dúvida se impõe quando comparado aos demais, pois não só se destaca no lado visual, mas também no seu conteúdo narrativo.

EXAME

Realização: 8/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média global: 8.3/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: Um Homem Singular
Título original: A Single Man
Ano: 2009
Realização: Tom Ford
Actores: Colin Firth, Julianne Moore, Nicholas Hoult, Matthew Goode

Trailer do filme:

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mother and Child (2009)

Mother and Child é, aparentemente, o típico filme para mulheres, e não duvido que haja quem categorize o filme dessa maneira. Mas não podiam estar mais enganados. Este filme de 2009 realizado por Rodrigo García, é uma película impecável, de um soberbo realismo e sensibilidade sobre o eterno vínculo que liga os pais aos seus filhos. Não obstante ser subtil e minimalista, não é necessariamente direccionado para mulheres, pois é um filme que, com certeza, todas as pessoas apreciarão, principalmente pela grande mensagem que transmite.

Rodrigo García, depois de ter realizado o grande flop "Passengers", redimiu-se, e apresenta-nos uma história que se centra na vida de três mulheres: Karen (Annette Benning), uma mulher de meia-idade que tenta conviver com o facto de ter dado o seu bebé para a adopção quando tinha 14 anos de idade; Elizabeth (Naomi Watts), a filha desconhecida de Karen, que é uma ambiciosa advogada que faz tudo para alcançar o que quer, mas emocionalmente apagada; E por fim Lucy (Kerry Washington), que por não poder ter filhos, inicia com o seu marido o processo para adoptar uma criança. Desnecessário será dizer que estas histórias estão interligadas e acabarão por se interligar. É difícil ser mais detalhada pois também não pretendo dar spoilers. Mas sem dúvida que é perceptível que o filme explora na totalidade a temática da adopção, nas suas várias perspectivas: o acto de dar a criança, a vontade de querer adoptar, e o sentimento de rejeição da pessoa que foi dada para a adopção. Acaba por problematizar todas as questões subjacentes, e é nessa medida que acho que o filme está bastante realista, pois não cai nos clichés e na previsibilidade. Outro facto é que é raro que o tema da adopção seja abordado com tanta compreensão, emoção e inteligência como Mother and Child aborda. É um filme de uma natureza muito própria, intimista e bastante direccionado para as personagens, o que é sempre uma boa característica, pois sentimos uma grande ligação com as mesmas e com as suas motivações. Apesar do brilhantismo da premissa, senti alguma dificuldade (não muito notória) por parte de García em nivelar as histórias, há uma falta de equilíbrio, pois chega a uma altura em que a história de Lucy torna-se um pouco enfadonha.

Sem dúvida que o filme deve-se muito ao excelente elenco que tem, e sinceramente nem sei por onde começar, pois o nível de excelência é verdadeiramente grande e abrange a maior parte dos actores. Annette Benning, como seria de esperar, está absolutamente magistral, encarnando a personagem com um brilhantismo incrível. Naomi Watts apresenta-nos outra grande performance, a sua personagem está muito bem construída e só Watts é que conseguiria transmitir o tipo de emoção que aquele tipo de personagem requer. Na minha opinião são duas interpretações que deviam ter sido consideradas para qualquer dos prémios.

Em suma é um filme bastante satisfatório e é claro que não deixei de derramar a minha lagrimazita. Sinceramente surpreendi-me imenso, pois este não é de facto o meu género de filme. Recomendadíssimo! E para os cépticos... Acreditem no que vos digo.

EXAME

Realização: 7/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 9/10

Média global: 7.9/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: Mães e Filhas
Título original: Mother and Child
Ano: 2009
Realização: Rodrigo Gárcia
Actores: Naomi Watts, Annette Bening, Kerry Washington, Samuel L. Jackson

Trailer do filme:

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Estreias da Semana!


Estreia amanhã, quinta-feira, nos cinemas portugueses, Limitless - Sem Limites, um "tecnothriller" realizado por Neil Burger que conta com as interpretações de Bradley Cooper, Abbie Cornish e Robert De Niro. O filme é baseado na obra "The Dark Fields" escrita pelo irlandês Alan Glynn.

Sinopse (PÚBLICO): Eddie Morra (Bradley Cooper) é um escritor nova-iorquino a atravessar um momento de crise. Até que um amigo lhe dá a conhecer o NZT-48, um medicamento experimental que, aparentemente, aumenta dez vezes as faculdades intelectuais do cérebro humano. Tomando um comprimido por dia, ele torna-se não apenas mais inteligente mas também mais rápido, intuitivo e carismático, dando origem a uma versão quase perfeita de si mesmo. Porém, a droga depressa revelará efeitos secundários inesperados, pondo em risco a sua vida e a sua sanidade mental.

É o filme da semana que mais me suscita interesse de ver no cinema, adoro os actores e a premissa parece-me interessante. E vocês, que acham? Partilhem connosco a vossa opinião.

Trailer

Outras estreias



Artur 3 - A Guerra dos Dois Mundos

Título original: Arthur et la Guerre des Deux Mondes
De: Luc Besson
Com: Selena Gomez (Voz), Freddie Highmore (Voz), Jimmy Fallon (Voz)








Thor

Título original: Thor
De: Kenneth Branagh
Com: Chris Hemsworth, Anthony Hopkins, Natalie Portman









Mães e Filhas

Título original: Mother and Child
De: Rodrigo García
Com: Naomi Watts, Annette Bening, Kerry Washington, Samuel L. Jackson, Jimmy Smits


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Scream 4 (2011)

"New Decade. New Rules."

Passaram quinze anos desde que Wes Craven e o argumentista Ken Williamson nos trouxeram a primeira parte desta saga, que revolucionou completamente o género na altura. Na minha opinão, Scream 4 é uma verdadeira sequela, e compensa totalmente a horrorosidade que foi Scream 3. Wes Craven demonstra-nos mais uma vez a sua genialidade através das críticas inteligentes que faz, e a satirização ao género e aos seus próprios filmes. É errado categorizar este filme como "terror". Sim, sem dúvida que engloba o género, mas será mais correcto considerá-lo como comédia negra, ou terror de humor negro. Porque há cenas verdadeiramente engraçadas, em geral, fiquei surpreendidíssima com o filme.

A história volta a centrar-se em Sidney Prescott (Neve Campbell). Passaram alguns anos desde os eventos do último filme e Sidney está de volta a Woodsboro para promover seu livro de auto-ajuda. Reencontra os seus velhos amigos Gale (Courtney Cox) e Dewey (David Arquette), e a sua prima Jill (Emma Roberts). Porém o retorno de Sidney trás de volta o fantasma do passado Ghostface, que retoma os assassinatos. E é isto, uma premissa simples e familiar, mas suficiente para nos focarmos na resolução do mistério. É sempre um desafio! É formidável ter de volta o elenco principal, pois Scream não seria nada sem eles. Sem dúvida que a história de Scream 4 é pouco inovadora e está completamente recheada de clichés, mas Craven acentua tanto a vertente satírica do filme, que torna-o bastante mais interessante que outros filmes do género. É um script que entretém bastante e contém twists interessantes. Também considero que o filme está muito bem conseguido estruturalmente, penso que os eventos que antecedem a revelação da identidade do assassino estão muito bem construídos. Este último aspecto não penso que tenha sido previsível, eu fui apanhada de surpresa sinceramente... Achei é que as motivações do assassino são um bocado estúpidas.

Reparei igualmente que está ligeiramente mais violento e sanguinário comparado com os seus antecessores.
O que é sempre um aspecto positivo, sem querer parecer sádica . A essência satírica tão caracterizadora da saga Scream está mais acentuada que nunca. Pondo de parte a fant ástica realização de Wes Craven, os actores são o outro ponto de destaque, e como já referi, é óptimo ter de volta o elenco do filme original. Courtney Cox apresenta uma melhoria imensa relativamente a Scream 3, que sincer amente detestei no filme. Relativamente à "malta nova", gostei imenso das performances de Emma Roberts e Hayden Panettiere, imensamente credíveis e sólidas no desempenho dos seus papeís. Adorei a cameo de Kristin Bell e Anna Paquin, actualmente das minhas actrizes preferidas.

Fui ver este filme na sessão da meia-noite na companhia da minha irmã, e diverti-me bastante. Wes Craven regressa em grande, voltando-nos a proporcionar um filme que entretém bastante! E não deve ser nada fácil fazer 4 filmes e manter o mesmo espírito... Adorei, e recomendo que o vejam, especialmente se são grandes fãs da saga como eu. Compensou esperar 11 anos pelo Scream 4. It's a blast!

EXAME

Realização: 8.5/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média global: 7.5/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: Gritos 4
Título original: Scream 4
Ano: 2011
Realização: Wes Craven
Actores: Neve Campbell, Courtney Cox, Hayden Panettiere, Emma Roberts, David Arquette

Trailer do filme:

The Hole (2009)

"What are you so afraid of?"

The Hole 3D estreou na passada quinta-feira nos cinemas portugueses. Para muita surpresa minha, vim a saber que este filme é de 2009. É realmente uma maravilha que tenha chegado a Portugal dois anos mais tarde... Penso que ocorreu este problema em vários outros sítios. O certo é que nunca tinha ouvido falar deste filme e o que me levou a vê-lo foi o pequenote Nathan Gamble (adorei-o em Babel e The Mist) e a curiosidade de saber o quão mau estaria o 3D nesta película. Sendo sincera, praticamente fui obrigada pela minha irmã a ver este filme com ela mais o meu pai. Não me arrependo da escolha, e devo realçar desde já, que foi um filme que me apanhou de surpresa, pois é um thriller que inesperadamente provoca alguns sustos.

The Hole conta-nos a história dos irmãos Dane (Chris Massoglia) e Lucas (Nathan Gamble) que, após se mudarem para uma nova residência e conhecerem a sua nova vizinha Julie (Haley Bennett), descobrem um buraco sem fundo na cave da sua casa. Rapidamente descobrem que aquele não é um buraco normal, mas sim um portal para o Mal, que revela os seus piores medos. À medida que os pesadelos começam a tornar-se reais, os três jovens são forçados a enfrentar os seus piores medos, para pôr um ponto final no mistério daquele buraco negro. A premissa é intrigante e está muito bem pensada, pois explora o medo a vários níveis. Realmente, o que é que nos pode assustar mais para além dos nossos maiores medos? É um filme que consegue fazer-nos questionar quais são os nossos medos mais sombrios. Foi mais do que uma vez que me passou pela cabeça o que eu encontraria naquele buraco se tivesse naquela situação e acreditem, horrorizou-me. É por isso que achei a interpretação de Haley Bennett muito pouco credível, porque ela nunca parece verdadeiramente apavorada nas cenas. Há uma parte do filme em que ela vê uma aparição completamente arrepiante a andar em sua direcção, e ela aparenta estar super normal. Não creio ter sido apenas impressão minha, pois vi isso acontecer mais do que uma vez. Os restantes actores estão competentes, principal destaque vai para Nathan Gamble que interpreta o irmão mais novo Lucas, que oferece-nos uma brilhante e credível interpretação. Que futuro promissor terá pela frente, não tenho dúvida alguma. Na minha opinião, as personagens estão muito bem construídas, o que permite-nos ganhar uma maior apatia por elas.

Claro que o enredo não está isento de falhas, achei que havia muitos buracos no argumento, especialmente nos diálogos. E faltava -lhe sobretudo a capacidade de explicação. Penso que o argumentista quis tanto pensar "fora da caixa" que acabou por esquecer-se da própria caixa, isto é, a explicação mais óbvia no filme (que para mim seria saber qual a natureza daquele buraco) passa completamente ao lado. Pormenor esse que acaba por não ser muito relevante, pois ficamos mais vidrados na questão da sobrevivência das personagens. Senti um grande vibe dos filmes dos ano 80 nesse aspecto. O filme tem um desenvolvimento rápido, e o realizador não falha na criação de um ambiente assustador e atmosfera de suspense onde reina a expectativa. São esses os factores-chave para criar um bom thriller. Os fantasmas são mesmo arrepiantes, e coadjuvados com bons efeitos sonoros, dá para apanhar aqueles mini sustos involuntários. Dei por mim a suster a respiração algumas vezes, especialmente nas cenas protagonizadas por Nathan Gamble. Joe Dante é extremamente competente, demonstra de facto que é um veterano no género.

The Hole, em geral, é um filme bastante razoável que sem dúvida entretém (tem a atmosfera certa, óptima fotografia, uma história aceitável, bons actores) mas tinha as potencialidades para fazer muito melhor. O objectivo do filme nem é aterrorizar... É mesmo sobre ultrapassar o próprio medo. Se não viram o filme, recomendo que o façam. Não criem elevadas expectativas, pois poderá surpreender-vos. É que apesar de ser previsível, está bastante acima da média.

EXAME

Realização: 8/10
Actores: 7.5/10
Argumento/Enredo: 6.5/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média global: 7.1/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação


Título em português: Medos
Título original: The Hole
Ano: 2009
Realização: Joe Dante
Actores: Chris Massoglia, Nathan Gamble, Haley Bennett, Teri Polo

Trailer do filme


sábado, 23 de abril de 2011

Resident Evil 1-5 (2002-2012)




A saga Resident Evil é, comercialmente, das mais bem sucedidas em todo o mundo, e é indiscutivelmente das minhas predilectas. Baseada nos videojogos da CAPCOM com o mesmo nome, esta saga teve início em 2002, quando Paul W.S. Anderson assumiu a liderança do projecto.
Apesar da continuidade da saga já ter sido assegurada, (visto que um sexto filme foi confirmado para estrear a 12 de Setembro de 2014) eu não podia deixar de fazer um post especial da quintologia Resident Evil, pois são filmes que prezo bastante. Tenho esta saga em grande consideração pois penso que contém todos os elementos que a elevam para o nível de verdadeira espectacularidade. Não, não são aqueles filmes de culto que todas as pessoas dizem ver, mas como costumo referir, há que sempre ter em conta que preferências e gostos são subjectivos. Neste post apresentarei sucintamente, a meu ver, as melhores qualidades dos filmes, juntamente com imagens e os trailers!


Resident Evil (2002)


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Se tivesse que escolher um filme preferido da saga, escolheria, sem hesitar, o primeiro, apesar de ser o mais fraco a nível técnico. Eu sei que não foi particularmente bem recebido pelas críticas (tudo caiu-lhe em cima por divergir da história do jogo), mas desde o primeiro momento que o vi, com os meus tenros 11 anos de idade, que este filme subiu em flecha na minha consideração. É um facto que pouco faz alusão aos elementos do jogo, mas isso não invalida a qualidade de Resident Evil, pois não só é um filme substancialmente rico, como também está muito bem conseguido estruturalmente, para além de estar envolto numa banda sonora soberba. De Marilyn Manson a Slipknot, várias são as bandas que contribuem para a grande sonoridade do filme.

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Outro grande destaque, como não poderia deixar de ser, é a própria Milla Jovovich. Não há dúvida alguma que a actriz nasceu para fazer este papel, não imagino ninguém melhor para interpretar a grande heroína da saga, Alice. Para além de ser belíssima, Milla dá vivacidade e força à personagem como nenhuma actriz daria. Lidera muito bem o elenco, e apesar de ser só nos outros filmes que se assiste a uma verdadeira transformação da personagem, penso que no primeiro a introdução desta está muito bem feita e consistente.

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Mas são vários os elementos do filme que o tornam fantástico, para além dos mencionados. Paul W.S. Anderson fez um grande trabalho na transmissão do ambiente underground e nas sequências de acção zombie... E claro, Michelle Rodriguez (na imagem em baixo) é outro elemento sonante. Foi com este filme que comecei a seguir a carreira dela e considerá-la a minha actriz favorita. Penso que nos proporciona uma excelente performance, e está tão bem quanto Milla, aliás, ambas são uma dupla fantástica. Resident Evil tem isso a seu favor, tem personagens bem construídas, que são likeable, interpretadas por grandes actores. Também adoro o facto de ser low-budget, pois acho que fizeram um trabalho fantástico tendo em conta os poucos recursos que tinham. Claro que a caracterização não é das melhores, mas dou mérito à mesma.

(Para uma crítica do filme mais completa clica aqui:)

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Trailer:




Resident Evil Apocalypse (2004)



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O final de Resident Evil (2002) está absolutamente perfeito. Acho que nunca antecipei tanto uma sequela na minha vida, e devo dizer que esperar dois anos custou-me imenso. Claro que fui logo assistir à estreia de Resident Evil Apocalypse. Numa palavra, podemos defini-lo por "mais". É que o filme tem mais de tudo: mais zombies, mais acção, mais cenários, mais variedade, "mais" efeitos visuais e especiais... Claro está que isso é muito devido à diferença de orçamento relativamente ao primeiro filme. Resident Evil foi extremametente bem sucedido no cinema e nas vendas de DVD, o que permitiu aos seus produtores voltarem com uma sequela bastante mais aprimorada.

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Desta vez não foi Paul W.S. Anderson que assumiu a realização, ficando-se apenas pelo papel de argumentista. A realização coube ao estreante Alexander Witt, que sem dúvida acabou por ser uma decisão acertada, na medida em que deparamo-nos com galopantes cenas de acção vertiginosas. Acho que se deu uma grande evolução, e temos sequências de acção verdadeiramente memoráveis.

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Apocalypse começa exactamente no ponto que o primeiro filme acabou. Alice consegue fugir do laboratório subterrâneo da Umbrella Corporation para se deparar com uma Raccoon City completamente devastada pelos zombies. O vírus-T chegou à superfície. Para evitar a contaminação, Umbrella fecha as portas da cidade, prendendo os seus habitantes com as temíveis criaturas e ordena a destruição nuclear de Raccoon City. Alice (Milla Jovovich), juntamente com um grupo de sobreviventes, começa a sua corrida contra o tempo para encontrar uma maneira de escapar. Isto tudo com a clara ameaça zombie à solta... E não só.

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Este filme agradará mais aos fãs dos videojogos, pois conta com vários elementos do mesmo. Temos as personagem clássicas dos jogos Jill Valentine, interpretada no filme por Sienna Guillory (na imagem acima), Carlos Olivera interpretado por Oded Fehr e o famoso boss licker Nemesis. Sienna Guillory foi uma excelente adição ao elenco, não só a personagem que interpreta é uma heroína incontestável dos jogos, como também é uma excelente actriz por si própria, e é sempre um gosto vê-la.

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Em termos de argumento é um filme bastante sólido, e nunca se torna cansativo. Uma grande qualidade dos dois primeiros filmes é mesmo essa, têm um enredo bastante seguro, envolvente e incansável. Sinceramente não percebo porque é alvo de inúmeras críticas... Quer dizer, criticar negativamente é sempre muito fácil. Neste caso, fácil para mim é enumerar os aspectos positivos. Mesmo que não seja totalmente fiel à história dos jogos, penso que Resident Evilconsegue, através da autonomização do seu enredo, criar uma grande história.
Contamos novamente com uma estupenda trilha sonora, mas isso já era de esperar.
Sinceramente penso que é uma sequela bastante boa, talvez peque ligeiramente na duração, mas pondo isso de parte, não creio que haja aspectos negativos gritantes.

Trailer:




Resident Evil Extinction (2007)
Resident Evil Extinção



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Esperar por um terceiro filme também me custou, isto porque inevitavelmente criei elevadas expectativas. Mas também surgiram medos. O meu principal receio era que o filme não fosse inovador ou que perdesse a sua essência por se extender demasiado. Felizmente, isso não aconteceu. Claro que não deixa de ser um filme previsível, aliás, até achei previsível demais, no entanto, mantém o ritmo e nível de acção do seu precedente e inova em relação a novos ambientes e cenários. Resident Evil Exctinction estreou em 2007, e é perceptível uma nova abordagem do realizador Russel Mulcahy, posso mesmo dizer que foi o primeiro que me assustou mesmo a sério, e que bons momentos são garantidos!

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Continuamos a seguir as aventuras de Alice: Passaram 5 anos desde a contaminação de Raccoon City pelo vírus que transforma humanos em zombies. O mundo está completamente infectado e a população mundial completamente destruída. Alice (Mila Jovovich) encontra-se escondida no deserto do Nevada onde reencontra Carlos Olivera (Oded Fehr) e L.J. (Mike Epps) e conhece novos sobreviventes como Claire (Ali Larter), K-Mart (Spencer Locke) e a enfermeira Betty (Ashanti). Juntos tentam passar o deserto a fim de chegarem ao Alasca, o único sitio não infectado pelo vírus. Enquanto isso, a Umbrella Corporation tenta capturar Alice com o intuito de descobrirem uma possível cura para o vírus. O enredo não é muito elaborado mas nem há essa necessidade, é a vantagem de ser uma sequela. É um filme muito fácil de ver e nunca aborrecido. A minha principal crítica relativamente a Extinction tem mesmo a ver com a personagem Claire Redfield, clássica dos videojogos, mas aqui introduzida duma maneira completamente inexplicável, em que não é explicado nenhum background. Condeno bastante isso, visto que é uma personagem fulcral e extremamente importante. A única semelhança é mesmo o nome, porque mesmo em termos de personalidade, difere bastante na adaptação ao filme. Fizeram um trabalho bastante melhor com Jill Valentine em Apocalypse.

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Dou especial relevo às cenas de acção, que estão mesmo muito bem coreografadas. É algo que ao longo dos filmes melhora cada vez mais, tal como a caracterização dos zombies, imensamente realista na terceira parte da saga. A fotografia do filme, árida e sombria, também é um ponto de destaque. Diverge bastante do estilo dos filmes anteriores, o que para mim, foi uma dicotomia: foi positivo porque é sempre bom haver mudança, no entanto, foi negativo porque acho que se perdeu um bocado do estilo e ambiente Resident Evil que estávamos habituados. Mesmo assim, a realização de Russell Mulcahy é dos pontos positivos do filme.

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O fim do filme deixa um pouco a desejar, e deparei-me com a inevitável sensação de que soube a pouco. Mesmo assim, é uma forte sequela, ligeiramente melhor que Apocalypse relativamente à realização. Milla Jovovich apresenta-se cada vez melhor, e a sua personagem cada vez mais badass.
Trailer:



Resident Evil: Afterlife (2010)

Resident Evil: Ressurreição


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Quando este filme foi anunciado fiquei em pulgas, por três razões: em primeiro, estava com imensa curiosidade para ver que continuidade iam dar à história, porque por mais que pensasse não fazia ideia nenhuma. Em segundo lugar, Paul W.S. Anderson, realizador do primeiro filme, voltaria a assumir comando na realização, e não sei até que ponto isso seria uma coisa boa. E em terceiro lugar, seria o primeiro filme da saga a estrear em 3D.

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Relativamente ao primeiro ponto, temos mais do mesmo. Alice a tentar sobreviver e destruir a Umbrella Corporation. Não é propriamente inovador mas em cada filme consigo sempre surpreender-me com as diferentes abordagens que são feitas. Considero que nesse aspecto conseguem ser sempre inovadores. Apesar de em termos de enredo este filme ter menos substância que os anteriores, as sequências de acção conseguem mesmo compensar, estão verdadeiramente espectaculares e intensas. Visualmente o filme está imensamente apelativo, é avassalador.

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Adoro a atmosfera do filme, é muito semelhante à dos jogos, penso que aqui Paul W.S. Anderson fez um bom trabalho e lá se redimiu. Uma das coisas que me agradou bastante foi ver o Resident Evil no seu "habitat" natural: grandes cidades, milhentos zombies, e muitos laboratórios e altas tecnologias. Isso sim é o Resident Evil. Tinha saudades desse aspecto, isto porque o terceiro filme foi demasiado "deserto" para mim. E, claro está, podemos sempre contar com uma banda sonora à altura. Receio estar a ser repetitiva, mas a banda sonora é realmente crucial nestes filmes, dão aquele vibe electrizante e contagiante! Milla Jovovich está sempre perfeita e intocável, é a verdadeira estrela do filme. Ver Resident Evil Afterlife no cinema foi uma experiência e tanto, o 3D está qualquer coisa de extraordinário. Sem dúvida que é o meu segundo preferido da saga.

(Para uma crítica mais completa clica aqui)

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Trailer:





Resident Evil: Retribution (2012)
Resident Evil: Retaliação




E em Setembro de 2012 estreou o tão antecipado quinto capítulo da saga. É claro que, as minhas expectativas eram elevadíssimas: já tinha tido a experiência  com os antecessores de ir ao cinema e adorar o filme enquanto muito boa gente odiava. Esta saga tem mesmo esse efeito em mim. Mas será que iria efectivamente corresponder a essas elevadas expectativas? Infelizmente, pela primeira vez, deparei-me com um grande senão... Paul W.S. Anderson falhou em manter uma consistência narrativa que quase deitou toda a trama por terra...


A história começa com Alice exactamente onde a vimos pela última vez ao final de Resident Evil: Afterlife (2010) - no convés do misterioso navio Arcadia, onde ela esperava encontrar mais sobreviventes da epidemia. Porém, na realidade, o que a aguarda é a batalha da sua vida, quando a sua ex-aliada, Jill Valentine (Sienna Guillory), e uma esquadrilha de terríveis helicópteros V-22 da Umbrella Corporation se aproximam com ordens de atirar para matar, e conseguem capturá-la. Alice, a última esperança da raça humana, tenta escapar para continuar na sua incansável busca por sobreviventes. Assim, percorrendo o Japão, Rússia ou os EUA, ela vai tentar descobrir um meio de eliminar o vírus que transforma os seres humanos em zombies, e fazer justiça por conta própria, contando com ajuda de novos amigos...




Mais uma vez o filme não desilude em termos visuais, pois é imensamente apelativo e as sequências de acção estão novamente avassaladoras. É a nível substancial que o filme falha, mas muito mesmo. Neste capítulo foi mais que evidente as falhas incontornáveis a nível de narrativa, na medida em que houve uma preocupação excessiva nas cenas de acção, em detrimento do argumento. Em termos cinematográficos não há razões de queixa, é um verdadeiro espectáculo visual em que a acção está garantida do início ao fim e com direito a pequenas surpresas visualmente alucinantes. Peca é mesmo a níveis estruturais.... Não obstante esse facto, continua a ser fonte de bom entretenimento.

(Para uma crítica mais completa clica aqui)


Trailer

 


Era possível perder-me em palavras para continuar a descrever estes filmes. São daqueles que defendo com unhas e dentes mesmo, tentando manter sempre que possível, um lado objectivo, não obstante por vezes isso tornar-se impossível.

São cinco filmes com pontos positivos e pontos negativos, mas gosto bastante do facto de haver sempre melhorias e nunca retrocessos quando um novo filme sai. (À excepção deste último capítulo, que teve mais falhas do que estava propriamente á espera) É nessa medida que acho que esta saga é bastante sólida, claro que nunca isenta de falhas, mas mesmo assim sólida, porque sabemos o que esperar mas conseguimos-nos surpreender à mesma (até pela negativa, como no último caso). 

E vocês? O que acham destes filmes? Partilhem connosco a vossa opinião!


por Sarah Queiroz

Felizmente Há Luar (2009)


Em Maio de 2009, no âmbito da disciplina de Português (estando nós no 12º ano na altura), fizemos uma peça de teatro, encenada pelo nosso caríssimo Pedro Gonçalves, uma adaptação da obra de Luís Sttau Monteiro, "Felizmente Há Luar". Foi uma excelente experiência, e sei que não falo apenas por mim. Éramos um grande grupo e agradeço a todos de coração. E especialmente ao Pedro Gonçalves pela elevada confiança que depositou em nós. Todo o esforço valeu a pena, e deu-nos um enorme gozo demonstrar o nosso trabalho naquela noite muito especial. Adorava ter oportunidade de repetir mais uma vez, ou até quem sabe, trabalhar noutra peça encenada pelo Pedro!

Sinopse:

Um grupo de populares manifesta o seu descontentamento, nas ruas de Lisboa, face à miséria em que vive. Um Antigo Soldado, que se encontra junto do grupo, refere a figura do General Gomes Freire de Andrade como homem generoso e amigo do povo. Vicente, embora seja um elemento do povo, discorda das palavras daquele e tece comentários desfavoráveis acerca do general. A chegada da polícia vem pôr termo a esta discussão, provocando a dispersão dos presentes. Vicente é levado pelos dois polícias à presença de D. Miguel Forjaz, um dos três governadores do reino. Vicente, tornando-se traidor da sua classe, aceita desempenhar o papel de delator e denunciar os nomes daqueles que conspiram contra o reino. Os governadores, D. Miguel, Principal Sousa e Beresford, tentam a todo o custo encontrar o nome de um responsável pela conspiração, responsabilidade que vai recair sobre Gomes Freire. O general, juntamente com outros conspiradores, é executado na praça pública, em S. Julião da Barra. A esposa do general, Matilde, e o seu grande amigo, Sousa Falcão, tentam por todos os meios ao seu alcance salvar Gomes Freire, pedindo ajuda a Beresford, aos populares, a D. Miguel e, por fim, a Principal Sousa, mas a morte de Gomes Freire de Andrade era um mal necessário às razões de estado.

Partilhamos com vocês, então, este nosso projecto (dividido em três partes):

EM BREVE



Lista de Actores:


Matilde - Sara Queiroz/Tânia Mano
William Beresford - Pedro Ferreira
Sousa Falcão - Otávio Franca
Principal Sousa - Joana Queiroz
D. Miguel Forjaz - Francisco Gonçalves
Vicente
- Nuno Magalhães
Dois Polícias - João Pisco e Zé
O Soldado - Cláudia Ribeiro
Manuel - Miguel Penetra e Francisco Tanoeiro
O Povo - Leandro Salgueiro, Ana Miranda, Carla Silva, Inês Moreira, Morino Neto, Pedro Miranda, Filipa Nunes


Battle : Los Angeles (2011)


"We cannot lose Los Angeles."


Battle: Los Angeles era um filme que, por mais que prometesse que não iria ter muita expectativas, era insuprível ter. Guerra e alienígenas? São dois elementos que simplesmente adoro num filme!
Resumindo a história, Battle:Los Angeles retrata a invasão em diversos pontos do globo por parte de alienígenas, incluindo a cidade de Los Angeles. Um grupo de Fuzileiros, liderados pelo Sargento Chege Nantz (Aaron Eckhart) são destacados para salvar um grupo de civis que parecem estar na esquadra de Santa Monica. Eles encontraram diversos obstáculos no caminho, e têm que encontrar um caminho de volta para a Base Operacional, antes que uma bomba seja lançada precisamente onde se encontram. Numa corrida contra o tempo, os sobreviventes têm que lutar contra as forças extraterrestres e tentar manter as suas vidas.

A fórmula de uma invasão de alienígenas está mais do que cozinhada, mas eu sempre adorei. A história do filme funcionará dependentemente da nossa disposição; é imensamente realista e dá-nos noção de profundidade, focando-se na acção dos Fuzileiros e sobreviventes, tanto fisicamente como psicologicamente. Porém, não esperem que na trama seja tudo explicado, podem sair desiludidos. A partir do momento em que detectei alguns plot holes num argumento super previsível e consequentes falhas na concretização, o filme tornou-se impossível. Realço alguns “erros” que detectei, e que demonstra que o argumentista Chris Bertolini realmente tem ar na cabeça: boa, os alienígenas usam água como combustível, smart. Então, porquê invadir as cidades? Se estão mesmo à procura da água, podem absorver a água toda dos oceanos. Outro erro fantástico que detectei foi o facto de ao início os humanos dizerem apriori que os alienígenas não tinham apoio aéreo. Uau, como é que eles chegaram à Terra, mesmo? Ah, e quando os Fuzileiros matam um inimigo param durante 5 minutos para dizerem o “Urra!”; sim, os alienígenas esperam.

Jonathan Liebesman é o visionário por detrás deste "poderia-ser-bem-melhor" filme. Há diversos pontos que devem ser destacados na realização: todo o filme parece que tem ataques epilépticos sucessivos; sim, 90% do trabalho da câmara são closer-shots em irritantes sequências de shaky camera. Eu gosto deste estilo “realista”, e realmente é absorvente estar dentro da acção, mas chega a ser demasiado! Se o realizador não sabe dosear a shaky camera, pergunte a quem sabe. Concordo que queira injectar intensidade, caos e realismo, mas deve ter atenção a isso, pois chega a uma altura em que os nossos olhos começam a desistir. Num lado mais positivo, devo dizer que esta perspectiva realista de estarmos do lado dos soldados ao invés de cientistas e políticos e as suas "decisões importantes" é a única lufada de ar fresco. As sequências de guerra em si estão muito nervosas mas óptimas, eficazes e com acção constante (mas longe de serem comparadas a um Saving Private Ryan), como também adorei as naves dos alienígenas (muito ao estilo de District 9).
Outro aspecto a ser apontado é que todo o filme mergulha num poço chamado “Cliché”, em que a falta de originalidade impera, começando com as personagens: temos uma rapariga Sargento toda bad-ass, um Sargento Chefe que se quer reformar mas é chamado para um "último trabalho", um Tenente acabado de sair da escola que acaba por não conseguir lidar com a acção, um
rapaz asiático, um Cabo que parece ser bastante noob mas depois torna-se o melhor, etc. Não reconhecem estas personagens de outros milhares de filmes? A sorte é que as personagens até eram divertidas. Outros clichés durante o filme é aquela típica "chuva de meteoritos", o “oh meu deus, um alien vem aí! Oops, afinal era um cão”, os momentos de sacrifício "eu não saio daqui sem ti!" e outros que nem vale a pena referir, ao ponto de conseguir delinear o filme todo antes de acontecer. O filme torna-se monótono e repetitivo, seguindo-se na linha de “acção, drama, acção, drama” até ao fim.

Relativamente a actores, vou dizer pouco. Competentes mas exagerados, cada um caído no seu respectivo cliché. Destaque a Aaron Eckhart, que mesmo preso no cliché de Sargento Veterano consegue mostrar o seu calibre.

Concluindo, o filme é excessivamente grande e carregado somente com clichés de filmes de guerra. Nem os efeitos especiais salvam o argumento e o trabalho de câmara. Digo tristemente que o filme é uma desilusão. Se houver alguém que nunca viu nenhum filme de guerra, pode ser que este filme constitua uma grande novidade. Basicamente, é apenas um filme de guerra em que por acaso os inimigos são aliens. Sedentos de acção, vão adorar… se entretanto os olhos não caírem. Hoo rah!




EXAME

Realização: 6/10 
Actores: 7/10 
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 4/10 
Efeitos/Fotografia: 7/10 
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média global: 5.9/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação 

Título em português: Invasão Mundial: Batalha Los Angeles
Título original: Battle: Los Angeles
Ano: 2011
Realização: Neill Blomkamp
Actores: Aaron Eckhart, Michelle Rodriguez

Trailer do filme:

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Red Riding Hood (2011)

"Believe the legend. Beware the wolf."

Red Riding Hood, realizado por Catherine Hardwicke, é a mais recente versão do conto infantil do Capuchinho Vermelho. Versão alternativa, devo salientar, pois só em poucos elementos se assemelham. Posso dizer que é uma miscelânea da fábula com elementos Twilight, entre outros inúmeros clichés. Geralmente não gosto de ser conclusiva logo de início, mas devo já realçar, em tom de aviso, que é um filme absolutamente terrível em que nada se aproveita, nem o enredo, nem os simples parâmetros técnicos. A palavra certa para o definir poderá ser mediocridade. Acho que a tagline devia ser: "Believe the legend. Beware this ridiculous version!" Passo a explicar.

O filme conta a história de Valerie (Amanda Seyfried), habitante de Daggerhon, uma aldeia atormentada à muitos anos por um lobisomem, que, no entanto, não atacava humanos à mais de uma década. Contudo, numa noite, mata a irmã de Valerie. Ansiando por vingança, os aldeões planeiam matar o lobo por eles próprios, até que chega o famoso caçador de lobisomens Padre Solomon (Gary Oldman), que avisa que o lobisomem é alguém da aldeia que assume a forma humana durante o dia. O mistério paira no ar, e a questão coloca-se: quem será o verdadeiro assassino? Deparamo-nos ainda com uma sub-história, de Valerie e as suas duas paixonetas. A Rapariga do Capuz Vermelho parte de uma premissa interessante, o que é inicialmente um aspecto positivo, mas a concretização da mesma falha miseravelmente. Neste caso não se pode dizer "o que conta é a intenção". Quando há a ideia, há que concretizá-la, e aqui não há ponta que se lhe pegue. Sequencialmente as cenas estão uma miséria, não há devidas transições, e fica a sensação que ao longo do filme não nos são dadas as devidas informações para supostamente resolvermos o enigma de modo coerente. O horror é mesmo esse, é o facto de nos darem falsas esperanças em relação a podermos esperar algo interessante no fim. Falha muito nesse aspecto, ficamos com a constante sensação de que falta alguma coisa. Para não dizer que há cenas completamente desnecessárias que estão só ali a ocupar a fita. É uma desilusão o enredo, está fraquíssimo, pois tenta fazer muita coisa mas acaba por ficar aquém das expectativas.

Tendo Catherine Hardwicke como realizadora, as comparações a Twilight são inevitáveis, não só devido à temática sobrenatural, mas também devido ao facto de se centrar num triângulo amoroso (vamos lá a passar à frente Senhora Hardwicke, decerto que consegues fazer melhor!). Outras similaridades que notei foi em relação à fotografia e edição, isto é, o estilo característico de Catherine Hardwicke é visível, chego a pensar que o objectivo foi mesmo chamar à atenção os fãs de Twilight. Sinceramente, eu não sou grande fã da saga Twilight, mas consigo preferi-lo a milhas de distância relativamente a Red Riding Hood, e não gosto de com parar. Na vertente técnica é um filme que deixa mesmo muito a desejar, achei caricato o fraco visual do lobisomem, de tal maneira, que não consegui controlar as gargalhadas no cinema. E não só, já com os cenários e vestiá rio, parecia que estava a assistir daquelas peças de teatro um bocado mázinhas em vez de uma longa-metragem, parecia tudo muito falso e forçado. É que com um orçamento de 40 milhões, exigia-se muito mais. Cá para mim devem ter gasto o dinheiro todo a contratar Gary Oldman, só se for. Para melhorar ainda mais, o filme é extremamente aborrecido. Para além de substancialmente ser uma nulidade, ainda arrastam durante duas horas esse problema, é extenso demais. Adoraria conseguir dar relevo a aspectos positivos, mas filmes destes complicam-me imenso, e simplesmente não me dão essa possibilidade. Talvez veja alguma "luz" na banda sonora, pelo menos era o que me impedia de adormecer. Mesmo assim, é esquecível.

Relativamente às performances dos actores, vá, não estão assim tão más. No entanto, senti que não faziam grande ideia do que estavam para ali a fazer, isto porque, senti zero ligação com as personagens, o que para além de ser problema do enredo, limitativo até dizer chega, é igualmente problema dos actores, pois falham na transmissão da emoção. Especialmente os dois "sex bombs" do elenco, Max Irons e Shiloh Fernandez. Não que os censure, pois com um argumento daqueles até eu não saberia o que fazer. Mas há que dar o merecido destaque a Julie Christie, que desempenha o papel da Avó de Valerie, na medida em que penso que tenha sido a actriz que pareceu mais enquadrada no meio daquilo tudo. Achei sublime a cena do filme que presta homenagem ao clássico diálogo do conto infantil original ("porque é que tens os olhos tão grandes?" etc.). Amanda Seyfried é lindíssima e penso que foi competente tendo em conta as limitações do papel. Em relação a Gary Oldman, está claramente fora do seu melhor, custou-me vê-lo envolvido nisto sinceramente.

Para não me extender mais (sim porque ainda podia ficar a falar muito mais do filme), irei concluir em seguida. Não é um filme que aconselhe, aliás, reforço a ideia: não gastem 6 euros com este filme. Mas para quem queira dar uma oportunidade, uma coisa vos garanto, sairão bastante desapontados da sala de cinema. Grande fiasco de Hardwicke na minha opinião. Valeu a pena pela companhia, apenas, pois sempre deu para soltar umas gargalhadas.

EXAME

Realização: 4/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 4/10
Duração/Conteúdo: 4/10
Banda Sonora: 6/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 4/10

Média global: 4.6/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: A Rapariga do Capuz Vermelho
Título original: Red Riding Hood
Ano: 2011
Realização: Catherine Hardwicke
Actores: Amanda Seyfried, Gary Oldman, Billy Burke, Shiloh Fernandez, Max Irons, Virginia Madsen

Trailer do filme