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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Harry Potter Special - Coming Soon 2011

Harry Potter. É incrível como duas palavras conseguem definir o herói de uma geração. Os filmes de Harry Potter definiram a década de 2000 e marcaram a indústria cinematográfica, deixando um legado inegável.

Vi "Harry Potter e a Pedra Filosofal" com apenas 10 anos, e a nostalgia invade-me quando verifico que será no ano de eu completar 20 anos que verei o último, "Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte II". Tal como eu, há imensa gente que cresceu com os filmes de Harry Potter, e é com tristeza que vemos a saga chegar ao fim.

Como não podia deixar de ser, o Depois do Cinema decidiu fazer um post especial dedicado à saga Harry Potter, onde serão recordados todos os filmes, com fotos, poster e trailers, como também uma pequena crítica a cada um deles.

O Mega Post será feito quando a Parte II do Deathly Hallows estrear, no segundo semestre de 2011.

Shutter Island (2010)

"Someone is missing."

De Martin Scorsese podemos esperar tudo: tudo menos um mau filme. Este realizador habituou-nos bem a isso, isto porque não há nenhum filme dele que seja de má qualidade. Não é um filme típico do realizador, mas evidentemente que não foi com Shutter Island que Scorsese começou a surpreender-nos pela negativa (duvido que esse dia chegará). A verdade é que Martin Scorsese raramente desilude, e com este filme demonstra mais uma vez a sua genialidade e versatilidade.
Tal como outras colaborações entre Leonardo Dicaprio e Martin Scorsese, este filme é obrigatório de se ver. Receio já estar a ser conclusiva, mas a verdade é mesmo essa. Adianto já: este é dos melhores filmes de 2010.
Shutter Island é acima de tudo um filme inteligente, que nos permite puxar pela cabeça. É dos melhores thrillers psicológicos de sempre, pois tem uma estrutura complexa e é intelectualmente desafiante, sendo capaz de requerer mais visualizações para se perceber inteiramente. Aliás, é um filme que eu recomendo que se veja uma segunda vez. Digamos que a perspectiva será totalmente diferente, perceberão porquê.
Porém, não duvido que seja um filme capaz de dividir o público, na medida em que é um bocado particular e exige muita atenção, podendo por vezes até tornar-se confuso.

Fazer uma crítica deste filme é complicado, pois não quero revelar nada que vos roube a grande experiência cinematográfica que é a visualização deste filme. Vou tentar não revelar grandes pormenores.
Leonardo DiCaprio interpreta Teddy Daniels, um US Marshall que se desloca a um hospital psiquiátrico com o seu parceiro Chuck (Mark Ruffalo), para investigar o misterioso desaparecimento de Rachel Solando (Emily Mortimer), uma paciente de lá. Só que ninguém parece querer colaborar com a investigação, tanto os funcionários como o próprio director da instituição Dr. Cawley (Ben Kingsley), o que os deixa intrigados. Logo aí deparamo-nos com o mistério, intriga e paranóia caracterizadores do filme. Para piorar a situação, os agentes vêm-se totalmente presos na ilha com a chegada de um furacão, instalando-se o caos, vendo-se envoltos num ambiente psicótico e perigoso que os leva a questionar a sua própria sanidade. Seria imoral da minha parte debruçar-me mais sobre o argumento, mas posso garantir que é fantástico.

O interessante, intrigante, genial, e inovador argumento de Shutter Island consegue manter-nos presos de início ao fim, especialmente devido à sua imprevisibilidade e à atmosfera tensa e perturbadora que nos proporciona. Não é um filme de terror, mas posso adiantar que há algumas cenas assustadoras.
O espectador é testado intelectualmente com este filme; A história não é inteiramente concreta, e vemo-nos a tentar juntar as peças do puzzle durante o filme. É um torneio intelectual e um "resolver do mistério" criado por Scorsese da melhor maneira possível. Requer mesmo atenção e pode tornar-se complicado. O realizador foi simplesmente fenomenal na concretização do filme... Claro está que para o excelente resultado final de Shutter Island também contribuíram a fantástica banda sonora e fotografia. Estão verdadeiramente magníficas, criando um ambiente envolvente e cenários obscuros, que vão alimentando o argumento.

Outro elemento importantíssimo, é que o filme conta com um elenco fantástico. Leonardo DiCaprio é simplesmente dos melhores actores da actualidade. Creio que está na altura de ganhar um Óscar. 2010 foi o seu ano, sem dúvida. E neste filme superou tudo. Na altura em que vi o Shutter Island até me questionei se seria possível DiCaprio fazer melhor performance do que esta. Claro está que uns meses depois fui surpreendidíssima com o filme "Inception". Mas essas já são outras conversas. Mark Ruffalo surpreendeu-me muito pela positiva, não estava à espera que desempenhasse tão bem o seu papel.

Shutter Island está muito bem conseguido, Scorsese consegue mais uma vez demonstrar a sua visão de uma maneira brilhante. Recomendadíssimo!


EXAME

Realização:
9/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7.5/10

Média Global: 8.3/10

Crítica feita por Sara Queiroz



Informação

Título em português: Shutter Island
Título Original: Shutter Island
Ano: 2010
Realização: Martin Scorsese
Actores: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Emily Mortimer

Trailer do filme:



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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sarah

"20 anos, estudante de Direito da Universidade de Lisboa. Cinéfila irreversível, os seus géneros predilectos são o Terror e o Thriller, sendo as suas críticas maioritariamente desses géneros."

Nome: Sarah Queiroz
Data de Nascimento: 18/12/91
Idade: 20

Géneros: Terror e Thriller
Filmes favoritos:
The Matrix & Reservoir Dogs
Actrizes: Michelle Rodriguez e Helen Bonham Carter
Actores: Johnny Depp e Peter Saarsgard
Realizador: George A. Romero

Frase: "Shoot me in a dream, you better wake up and apologize.”


Clica aqui
para veres as Escolhas de Sarah (Top 20 de filmes)

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Estreia da Semana !


"Burlesque " estreou hoje, quinta-feira, nos cinemas portugueses, e conta com as imponentes divas Cher e Christina Aguilera. É da realização de Steven Antin e também conta com as performances de Cam Gigandet, Julianne Hough, Alan Cumming, Peter Gallagher, Stanley Tucci e Kristen Bell.

A sinopse é típica história americana da rapariga que vem de uma pequena cidade, e derepente vê o seu sonho tornado realidade: A jovem Ali (Christina Aguilera) é dona de uma extraordinária voz. Vive numa pequena cidade do Iowa, mas sonha com os palcos da grande cidade. Um dia decide deixar a sua vida para trás e partir para Los Angeles, onde percebe que as oportunidades de mostrar o seu talento são raras. Até que descobre o Burlesque, um cabaré em decadência gerido por Tess (Cher), para quem o espectáculo é a sua vida. Decidida a fazer parte de tudo aquilo, fica a trabalhar como empregada de mesa, conquistando a simpatia de Jack (Cam Gigandet), o alegre empregado do bar, e de Sean (Stanley Tucci), o talentoso director de cena e confidente de Tess. E não demorará muito até que Ali tenha a oportunidade da sua vida, ao demonstrar que, para além dos seus dotes físicos como dançarina, a sua voz singular é capaz de arrebatar o público e, com isso, resgatar o Burlesque da quase total falência.

Trailer:
(de notar que em 1:11 são capazes de ficar com arrepios.)

Black Swan (2010)

" I just want to be perfect. "

Black Swan= Filme de Ballet? Errado. O ballet é apenas um background no qual a história angustiante e de certo modo perturbadora se gere. Geralmente consigo ser bastante objectiva, contudo vou ser um bocadinho suspeita nesta crítica, pois admito que amei o filme. Nomeado para 5 Óscares da Academia, incluindo Melhor Filme, Black Swan recebeu uma ovação em pé. Não vou ser excepção.

Nina (Natalie Portman) é uma excelente bailarina que pertence a
uma Companhia de Bailado, e a sua vida é completamente preenchida com o ballet e a sua obsessão de atingir a perfeição a nível técnico. Nina vive com a sua mãe (Barbara Hershey), uma antiga bailarina, que exerce sobre ela um sufocante controlo.Quando o Director Artístico da Companhia (Vincent Cassel) decide substituir a prima ballerina Beth (Winona Ryder) no bailado Lago dos Cisnes, Nina é a primeira escolha. No entanto, este bailado requer uma bailarina que consiga personificar ambas as personagens de Cisne Branco (com inocência e graciosidade) e de Cisne Negro (com sensualidade e paixão); Nina personifica na perfeição o Cisne Branco, mas para personificar o Cisne Negro, Nina vai desenvolvendo ao longo do filme uma pertubação mental, que contrasta inteligentemente com a sua personalidade de Cisne Branco; Nina descobre o seu lado negro: lado esse que ameaça destruí-la.

O filme é realizado por Daren Aronofsky, realizador este que, pessoalmente, se tem tornado num dos meus realizadores favoritos. Realizou grandes filmes c
omo Requiem for a Dream,The Fountain e Pi. Ao verificar que Black Swan seria realizado por este visionário, consegui prever o pedaço de paraíso cinematográfico que estaria por abalar a História do Cinema. Aronofsky foi inteligente nas escolhas que fez, não consigo apontar nenhum ponto negativo na realização. É digno de todas as excelentes críticas que vai receber. Aronofsky simplesmente causa-nos sensações singulares através da sua câmara. Os ângulos, os closer shots, os enquadramentos,as sequências são deveras brilhantes, concebidos e realizados com muito detalhe. As cenas de ballet per se são muito bem filmadas, gostei bastante da atmosfera criada; cria-se uma tensão que não nos larga durante o filme.

O argumento está excelentemente bem desenhado. O realizador e argumentistas inspiraram-se no bailado alemão O Lago dos Cisnes cuja história gira em torno de uma rapariga sensível e pura, que se vê presa no corpo de um Cisne Branco. A liberdade só é atingida com o amor verdadeiro, que é de facto encontrado sob a forma de um príncipe; antes que eles possam consu
mar o amor, a irmã do Cisne Branco, o Cisne Negro, seduz o príncipe. Arrasada, o Cisne Branco salta de um precípicio, morrendo: na morte, encontra a liberdade.
Atenção que o argumento de Black Swan não é o mesmo que o Lago dos Cisnes, mas conseguimos encontrar paralelismos evidentes. Na minha opinião, todo o filme é uma metáfora, conseguimos perceber que como a Nina se concentra demasiado no papel e acaba por se tornar nele. Há medida que o filme vai decorrendo, a evolução é notória e fascinante. Existe uma metamorfose perfeita e que nos transcende: ao início, Nina é aquela rapariga boazinha, ou seja, um Cisne Branco, mas gradualmente, quando o dia do espectáculo se aproxima, o seu lado de Cisne Negro começa a ser exteriorizado,ficando mais agressiva. Tudo isto baseado no Lago dos Cisnes de uma maneira muito inteligente e bem encaixado, transmitindo muito bem a mensagem das consequências da busca pela perfeição. Ao longo do filme, adorei o recurso a símbolos, que representam a loucura de Nina e a metamorfose em Cisne Negro: a pele, as asas, os espinhos, os olhos vermelhos. A premissa é completamente concretizada no final, e que belíssimo final! É de facto épico, não há palavras. Os últimos 30 minutos do filme são de facto muitíssimo empolgantes.

Relativamente aos actores, tenho duas palavras: NATALIE PORTMAN. Esta actriz faz o filme, assombrosa, belíssima! É de facto a personagem da sua carreira, e tem que ter o Óscar. Encarnou as duas personagens de uma forma nunca antes vista, brilhante mesmo, consegue levar-nos mais além e faz com que nos identifiquemos com que o que ela passa durante o filme. Natalie Portman concretiza de facto a premissa, a loucura e esquizofrenia que a bailarina passa. Não há palavras. No entanto, o filme conta igualmente com um elenco de luxo que a acompanha, incluindo Vincent Cassel e Winona Ryder que, a meu ver, foram muitíssimo bons e credíveis. Mila Kunis e Barbara Hershey desempenharam um bom papel, surpreendentes.

A banda sonora é de facto majestosa, as peças de Tchaikovsky estão excelentemente bem conseguidas e tratadas por Clint Mansell. Este último é simplesmente brilhante, e é sempre a escolha número 1 para o realizador. Se repararem, Daren Aronofsky e Clint Mansell têm uma parceria duradoura.
Esta crítica não faz justiça ao filme, mas não me posso alongar muito mais. Aconselho que vejam o filme, é de facto uma experiência assombrosa. Poderão, depois do filme, nem saber o que pensar, pois é muita coisa para processar. No entanto, este filme marcar-vos-á.
Resta aplaudir assim, como todos os espectadores de grandes espectáculos, uma obra deliciosamente de cortar a respiração: evoca, de facto, qualquer emoção.

EXAME

Realização: 10/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 9/10
Banda Sonora: 10/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 9.2/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação


Título em português: Cisne Negro
Título original: Black Swan
Ano: 2010
Realização: Daren Aronofsky
Actores: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Winona Ryder, Barbara Hershey

Trailer do filme:

Happy New Year !

Após um hiatus de aproximadamente um mês, estamos de volta!
Esperamos que tenham tido um óptimo Natal e desejamos um Feliz Ano Novo para todos ! Que passem uma excelente passagem de ano, sempre com muita moderação e diversão ^^

Desejamos também que 2011 seja um ano ainda melhor que 2010 em termos da indústria cinematográfica :)

- Sarah e Jota