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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sweeney Todd (2007)

"Sweeney's waiting. I want you bleeders."

Johnny Depp e Tim Burton, são uma dupla magnífica que trabalha junta desde 1990 (com "Edward Scissor Hands), cujos filmes resultam, na sua maioria, sempre bem. Temos como exemplos, a "Noiva Cadáver", "Charlie e a Fábrica de Chocolates", "Sleepy Hollow", entre outros. Com Sweeney Todd, a história é a mesma, pois este filme marca outra colaboração entre o actor e o realizador que se manisfestou bastante bem, resultando num grande sucesso nos cinemas. E não se esperava menos desta dupla! Eu falo por mim, quando digo que tenho sempre altas expectativas em relação a filmes do Tim Burton. Fiquei que nem doida quando anunciaram este filme! Constam também na minha lista de preferências. E actores como o Johnny Depp, há muito poucos. São raros os actores que têm tanta diversidade de personagens e que se adaptam tão bem como Depp.

Em Sweeney Todd, Depp interpreta o barbeiro Benjamin Barker, que é casado com Lucy, de quem tem uma filha, Johana. No entanto, o juíz Turpin (Alan Rickman), apaixona-se por Lucy, querendo ficar com ela. Assim, Turpin, manda prender Barker e condena-o ao exílio. 15 anos se passam, e Barker retorna a Londres, no entanto, mudado. Não só enquanto pessoa, mas também o seu nome, apresentando-se como Sweeney Todd. Aí conhece Mrs. Lovett (Helen Boham Carter) e fica instalado no piso superior da sua casa, abrindo novamente a sua barbearia, e juntos planeiam um esquema de vingança a todos que fizeram mal a Todd, e um esquema benéfico a ambos: enquanto Todd mata os seus clientes, L
ovett utiliza a sua carne para fazer as suas empadas. Sweeney Todd não descansa até pôr as suas mãos (ou a faca) em Juíz Turpin.

Sweeney Todd é um filme adaptado de um musical da Brodway, no entanto, Tim Burton confere-lhe, sem qualquer sombra de dúvida, o seu próprio estilo que é tão conhecido, aquela obscuridade, os ambientes góticos, o que torna este filme absolutamente único! Tim Burton conseguiu fazer desta história, um grande filme. A sua realização não deixa nínguem indiferente, e neste filme, apresenta-nos uma visão absolutamente sua, cenários sombrios, que contrastam com o tipo musical que este filme acaba por ter.
De realçar as performance
s dos actores, que fazem um excelente trabalho nas canções de Ed Wood (este filme é o 2º sem Danny Elfman), visto que nenhum tem formação musical. Para nem falar as actuações em si, que estão fantásticas. Fiquei deveras impressionada com o Johnny Depp: que magnífico actor! Neste filme conseguiu cantar, ser sério, ser cómico. É mesmo imensamente versátil. E a Helen Boham Carter também se portou muito bem. Gosto imenso de a ver trabalhar com Johnny Depp.

Na minha opinião, Sweeney To
dd é dos melhores filmes de 2007. É repleto de mistérios, obscuridades, tem a sua dose sangrenta, a sua dose de músicas (muito boas mesmo, tive que comprar a banda sonora), e tem um grande enredo (acaba por ser uma história de vingança, e um defender de principios). Não me vem á cabeça nenhuma falha, talvez o poder cansar os que não são amantes de musicais.. Mesmo assim, é um filme que todas as pessoas devem ver, porque está mesmo muito bom. Todas as pessoas neste filme fizeram o seu trabalho muito bem! Portanto, se são fãs das associações entre Tim Burton/Johnny Depp, este é um filme simplesmente obrigatório de se ver!

EXAME

Realização: 9/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Banda Sonora: 9/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 9/10

Média Global: 8.8/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: Sweeney Todd, O Terrível Barbeiro de Fleet Street
Título original: Sweeney Todd
Ano: 2008
Realização: Tim Burton
Actores: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen

Trailer do filme :

domingo, 28 de dezembro de 2008

The Woman - Mulheres! (2008)

Se viste e adoraste "O Sexo e a Cidade", "Mulheres!" é o próximo filme da tua lista. Protagonizado por Meg Ryan, Eva Mendes, Annette Bening e Debra Messing e escrito e realizado por Diane English, este filme conta a história de um grupo de amigas da alta sociedade cujo passatempo, principal preocupação e ocupação é, falar dos outros. No entanto, as atenções de todas elas voltam-se para si próprias quando as suas vidas anunciam uma grande mudança muito em breve: Mary (Meg Ryan) é traída frequentemente pelo marido e estás prestes a sabe-lo, pois todas as suas amigas o sabem e não aguentam estar caladas; Sylvie Fowler (Annette Bening) vai em busca da mulher que anda a captar a atenção do marido da sua melhor amiga Mary, e faz de tudo para que a vida de Crystal Allen (Eva Mendes) fique um desatino. No entanto, é a própria Sylvie que acaba por trair também Mary para manter o seu emprego.


São estas as duas histórias que encabeçam o enredo desta grande comédia. No mesmo grupo de amigas encontram-se outras personagens que me fizerem rir com as suas peripécias e dão bastante cor à história. Em termos de comparação com a realidade, o filme é bastante hiperbólico, mostrando situações extremas que desvanecem as principais qualidades e defeitos da mulher contemporânea. Ainda assim, consegue transparecer a futilidade de um grupo de mulheres quando se reúne, o fraco conteúdo das revistas de hoje em dia, o frequente tráfico de influências em qualquer negócio e o egoísmo presente na sociedade do actual século, especialmente na sociedade feminina.

Se realmente forem ver o filme, preparem-se para três coisas: o título do filme é cumprido "à risca", ou seja, neste filme não aparece um único homem; o filme tem uma duração normal, de duas horas, mas a mim pareceu-me bem mais longo, por vezes houve momentos menos interessantes e de maior monotonia no desenrolar da história; o filme quse não tem músicas, e sejamos honestos, para um filme deste tipo poderiam escolher-se facilmente grandes músicas que lhe dariam logo outro estilo!;

Ainda assim, se procuram rir, divertir-se e vocês meninas e mulheres, se procuram um filme que retrate bem aquilo que vocês todas juntas conseguem por vezes ser, então não hesitem e corram para uma das 19 salas nacionais em que o filme está a ser exibido.

EXAME

Realização: 6/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Banda Sonora: 1/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 9/10


Média Global: 6,2/10

Crítica feita por
Pedro Gonçalves

Informação


Título em português: Mulheres! O Sexo Forte
Título original: The Women
Ano: 2008
Realização: Diane English
Actores: Meg Ryan, Annette Bening, Eva Mendes, Debra Messing, Jada Pinkett Smith

Trailer do filme :


Cloverfield (2008)

"Some thing has found us."

É facilmente comparado com Blair Witch, devido à mesma técnica de câmara utilizada (vista de primeira pessoa), mas as comparações rapidamente são esquecidas mal vemos o filme. Cloverfield (produzido por J.J. Abrams) é um filme bastante diferente ao que normalmente é visto por aí. Apesar da técnica de câmara ser repetida em filmes como Blair Witch e Diary of The Dead, nenhum filme a faz com tanta competência como Cloverfield.

Para quem não sabe, o filme conta a história de um grupo de amigos que prepara uma festa de despedida ao seu amigo que está de partida. Sem nada que o previsse, um gigante monstro ataca Manhattan, e tudo é nos mostrado na perspectiva da personagem Hud, que filma os acontecimentos. Cloverfield consegue ser dos filmes mais intensos deste género, em que nos vemos a levar as mãos á cabeça de nervosismo em diversas ocasiões, pois é um filme essencialmente bem construído. Temos um bom desenvolvimento das personagens, e imensos momentos de tensão que só nos apetecerá dizer asneiras e atmosfera assustradora!

O filme peca na sua duração, é excessivamente curto (nao terá mais que 85 minutos, em que pelo menos 15 é de introdução ás personagens) e pelo facto de não chegarmos a saber as origens do monstro que ataca a cidade. No entanto, alguns veêm isso como um aspecto positivo, pois dá-nos liberdade para a especulação, e quem sabe, abre as portas para uma sequela. Os efeitos do filme estão de se lhe tirar o chapéu, muito bem conseguidos, tendo em conta o estilo "câmara a tremer". Esta técnica de câmara resulta bastante bem neste filme, pois faz com que
pareça mesmo que nós estamos lá, o que aumenta a credibilidade.Para os que não são fãs deste tipo de câmara ou deste tipo de filme, é capaz de ser bastante cansativo e chato a sua visualização.

É um filme que marca um impacto enorme na primeira vez que se vê, mas que não se apanha numa segunda vez que se veja. Em suma, Cloverfield é uma boa escolha de filme, essencialmente se forem fãs do género.


EXAME

Realização: 8.5/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 8/10
Banda Sonora: 7/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 9/10


Média Global: 7.6/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação


Titulo em português: Nome de Código: Cloverfield
Titulo Original: Cloverfield
Ano: 2008
Realização: Matt Reeves
Actores: Lizzy Caplan, Jessica Lucas, TJ Miller, Michael Stahl-David

Trailer do filme :


Twilight (2008)


And so the lion fell in love with the lamb.

Twilight, filme baseado no romance de Stephenie Meyer, conta a história de Bella Swan (Kristen S
tewart), que se muda para a cidade de Folks para ir viver com pai, onde conhece o misterioso Edward Cullen (Robert Pattison), que esconde um fascinante segredo: é um vampiro. Os dois apaixonam-se, no entanto, vampiros rivais ameaçam a sua separação. Bella e Edward terão que fazer de tudo para poderem continuar juntos.

O livro que originou este filme, foi extremamente bem sucedido, sendo adorado por pessoas de diversas idades, por ter uma história (apesar de simples) de amor bonita. Qualquer filme que seja baseado em algum livro, é sempre criticado de alguma maneira, ou porque não incluiu uma cena que devia, ou porque o actor não é suficientemente bom para desempenhar o papel da personagem. Parece fulcral para os críticos encontrarem algum erro, o que aconteceu com este filme, ao qual os críticos não pouparam críticas em relação á fidelidade ao livro.
Porém, eu não li este livro
, portanto a minha crítica terá apenas em conta o filme, isto é, não farei comparações com o livro, pois não o posso fazer.

Twilight é um filme que pode não ser apreciado por todos, mas não é necessário ler-se os livros ou ser-se uma rapariga de 14 anos para se apreciar o filme. Dos pontos altos da película é a evidente química entre os actores Kristin Stewart e Robert Patt
inson; transmitem na perfeição a paixão vivida pelas personagens, é perfeitamente perceptível o amor entre eles, qualquer um fica completamente pregado ao ecrã. Ambos fazem um excelente trabalho neste filme.

Histórias sobre vampiros e humanos não é uma coisa inteiramente nova; No entanto, Twilight consegue inovar, sendo um filme original, que se destaca essencialmente por se concentrar mais em sentimentos e emoções dos protagonistas, do que
em showdowns e lutas de vampiros. Aí está a grande diferença. É um filme deveras apaixonante, com momentos engraçados e interessantes. O público-alvo, voltando a repetir, é mais as raparigas, que de certeza se deliciarão com este filme. De realçar a banda sonora de uma das cenas do filme, temos Muse, com "Supermassive black hole"!
Como pontos negativos do filme, temos a realização de Catherine Hardwicke, que apesar de ter conseguido captar a essência da história e conseguido transmiti-la, falhou em diversos níveis, como por exemplo na edição de algumas cenas e nos planos de câmara. Mas isso são erros que apontam os mais exigentes. A história pode tornar-se maçuda, para os que estão à espera de épicas batalhas entre os bons e os maus.

Concluindo, Twilight consegue ser uma obra mediana, mas interessante, que nos faz pensar no filme depois de o ter visto. E quem acaba de ver, deseja logo pela sequela. Pelo menos aos fãs da saga literária. Definitly worth a look!


EXAME:

Realização:
5/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Banda Sonora: 7/10
Duração/Conteúdo: 7.5/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10


Média Global: 6.9/10
Crítica feita por Sara Queiroz

Informação:

Titulo em português: Crepúsculo
Titulo Original: Twilight
Ano: 2008
Realização: Catherine Hardwicke
Argumento (baseado no livro de): Stephenie Meyer
Actores: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Michael Welch, Justin Chon

Trailer do filme:




sábado, 27 de dezembro de 2008

The Skeleton Key (2005)

"Fearing is believing."

Neste creepy thriller psicológico, Kate Hudson interpreta uma enfermeira chamada Caroline que viaja até Louisiana para tomar conta do marido duma senhora que sofreu de uma misteriosa trombose (John Hurt), numa casa arrepiante. Após ser dada a chave mestra da casa que abre todas as portas, ela começa a explorar a casa, desvendando imensos segredos, incluindo diversos artifactos de hoodoo.

Kate é uma excelente actriz. Extremamente versátil, e este filme prova-o. Habituados a vê-la em comédias e outros géneros, vê-la num thriller psicológico foi algo inesperado, mas sem dúvida uma agradável surpresa.
The Skelenton Key é capaz de ser o filme mais subestimado de 2005. Não foi muito mediático, nem uma bomba no box office. Mas o seu enredo, principalmente o final, faz de Skelenton Key dos filmes com final mais chocante desde o Sexto Sentido, completamente imprevisível. O filme todo vale pelo seu final.
Talvez o facto de poder ser um pouco confuso, leve a que o filme seja um pouco deixado de lado. É necessário grande atenção ao visionar este filme, porque não é de fácil compreensão. Consegue mesmo tornar-se confuso. Felizmente, tem um enredo que prende, e o elenco de regalar os olhos.

A representação neste filme está simplesmente soberba. Os actores são magníficos, extremamente credíveis. Gena Rowlands fez um fantástico trabalho a interpretar Violet, até conseguiu fazer com que se sentisse medo da personagem.
Apesar de ser definido como filme de terror, Skeleton Key funciona mais como um filme de suspense, interessante, de atmosfera assustadora, muito bem escrito e com excelentes actores. É um filme inovador, uma lufada de ar fresco, um filme intelectual. É daquele tipo que puxa mesmo pela nossa cabeça.

Talvez o problema que consigo apontar ao filme é o demorar demasiad
o tempo até acontecer a acção. Tem um começo demorado (tem um bom desenvolvimento das personagens, mas é demorado), mas é compensado pela acção da parte final, que simplesmente põe qualquer pessoa de queixo no chão. Se todo o filme tivesse como está o seu final, teríamos como o melhor filme de 2005, o Skeleton Key, sem dúvida alguma!

É um filme perfeito para os amantes de thrillers com finais soberbos. É capaz de ser um problema para as pessoas que esperam um filme de terror, com muitos sustos e acção, porque simplesmente não acontece com Skeleton Key. Skelenton Key é um filme sobrenatural com final fantástico certamente recomendado.


EXAME

Realização:
7.5/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 8/10
Banda Sonora: 8/10
Duração/Conteúdo: 6.5/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10


Média Global: 7.6/10

Crítica feita por
Sara Queiroz

Informação:

Título em português: A Chave
Título original: The Skelenton Key
Ano: 2005
Realização: Iain Softley
Actores: Kate Hudson, Peter Sarsgaard, Gena Rowlands, John Hurt.

Trailer do filme



Diary of The Dead (2007)

"Shoot the dead."

Filmes de zombies são da minha eleição! É um subgénero de que sou verdadeiramente fã. É dificil fundamentar o porquê, simplesmente gosto bastante!Assim, obviamente que o nome, George A. Romero, é-me docemente familiar, e a sua "Dead series", filmes obrigatórios na minha estante.
"Diary of The Dead" marca o regresso de Romero aos filmes deste gé
nero, depois do sucesso de Land of The Dead (2005). No entanto, difere na medida em que é um filme independente, e destaca-se por ser um filme diferente do que tamos habituados. "Diary of The Dead" é uma história contada na perspectiva da primeira pessoa (ou seja, o tipo de câmara faz lembrar Blair Witch ou Cloverfield), que retrata um grupo de estudantes, aspirantes realizadores, que, na tentativa de realizarem o seu próprio filme independente, veêm-se presos na dura realidade: os mortos voltam a viver. Jason Creed decide filmar estes caóticos acontecimentos, decidido a fazê-lo, tudo por tudo.

A técnica da câmara utilizada, apesar de não atrair a todos, não interfere no sucesso deste filme. Apesar de ter as suas falhas a nível de câmara, isto é, acaba por distraír e cansar um pouco, este filme consegue ser verdadadeiramente original, tendo Romero apresentado uma visão completamente nova, num género que muitos já consideravam excessivamente repetitivo.
O filme é bom, sim. Mas não agradará a todos. Não se deve ter as expectativas em alta quando se for ver o filme, pois não há efeitos espectaculares, excelentes edições.. A ideia é mesmo ver-se o que a pessoa que está a filmar vê. É como se fosse um home vídeo.Quem espera cenas com muito sangue, e zombies assustadores, também não se desiludirão (apesar de não ter o exagerado gore de Land of The Dead), pois este filme também tem os seus sustos, apesar de pouco frequentes. Claro que tem os seus pontos negativos.. acho que as personagens foram pouco exploradas, e a maioria dos actores são verdadeiramente maus. Mas em geral, são realistas. O argumento pode parecer repetitivo, um grupo de pessoas a tentar deixar a cidade devido aos zombies, mas a técnica da câmara e a visão de Romero contribuem para este filme ser devidamente bom.

Concluindo, os verdadeiros fãs de Terror, filmes de zombies e de Gorge A. Romero, devem ver este filme obrigatoriamente, pois não desiludará. Não é um filme clássico, mas é bom á sua maneira.

EXAME:

Realização:
8/10
Actores: 5/10
Argumento/Enredo: 7/10
Banda Sonora: 6/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 6.8/10

Crítica feita por Sara Queiroz

Informação:

Título em português: Diário dos Mortos
Título original: Diary of The Dead
Ano: 2007
Realizado por: George A. Romero
Actores:

Trailer do filme :

The Happening (2008)

"We've Sensed It. We've Seen The Signs. Now... It's Happening."

M. Night Shyamalan anuncia o seu regresso. A promessa de fazer a audiência tremer com o novo filme anunciado para maiores de 16 (pela primeira vez), contribui para a esperança miúdinha de que, Shyamalan, finalmente regressaria ao nível atingido com Sexto Sentido. No entanto, apesar de ter sido um filme com uma história muito bem pensada (a ideia de uma vingança da Mãe Natureza por ter sido abusada pelo Homem, podia ter tornado este filme fantástico) falha a diversos níveis.É perceptível a intenção de Shyamalan de fazer este filme resultar, e há, de facto, alturas do filme que nos prendem, ou seja, o queremos mesmo saber o que vai acontecer a seguir. Contudo, várias vezes nos desiludimos.O filme começa muito bem; com um grupo de pessoas a matarem-se sem razão aparente. Decerto desperta nos espectadores aquela intriga. Bem sabemos que Shyamalan é conhecido pelas reviravoltas ! Mas, no decorrer do filme, fica apenas a sensação de que a explicação não corresponde às nossas expectativas, e simplesmente acaba por desmoronar a concepção toda do filme. Não é o não saber o porquê do "acontecimento", é normal o filme girar em torno de algo; o que realmente é mau, é o facto de que Shyamalan, não nos apresentar explicações coerentes. Quando a suspeita para o "acontecimento" é apontada (que são as plantas, muito original. A vegetação simplesmente não assusta.), o filme entra num conjunto de sequências sem sentido, e fornece-nos imensas perguntas sem resposta (porque é que alguns são imunes à toxina? Nunca chegamos a saber). O que, de início parecia grandioso e intrigante, acabará por desiludir e ser desinteressante.

Em relação aos actores, sem dúvida de que são muito bons...Em outros filmes. Mark Wahlberg e Zooey Deschanel simplesmente falharam neste filme. Os diálogos não eram muito bons, e fica a ideia de que poderiam ter dado mais de si. John Leguizamo é o homem do filme, no entanto, o script não ajuda muito.

Concluindo com negativismos à parte.. O filme não é brilhante, e apesar de ter pontos negativos irreversíveis, vale a pena dar uma olhada. É um filme que se vê bem, decerto que apenas os mais exigentes é que vão o odiar, e é um filme que nos põem a pensar nos problemas ambientais de hoje em dia. Um filme que, inicialmente com imenso potencial, falha na sua concretização, ou seja, Shyamalan, não consegue expor da melhor forma a sua visão.


EXAME

Realização:
6/10
Argumento/Enredo: 6/10
Actores: 5/10
Banda Sonora: 6/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da ideia principal do filme para os espectadores: 7/10

Média Global: 6/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação:

Titulo Português: O Acontecimento
Titulo Original: The Happening
Ano: 2008
Realização e Argumento: M. Night Shyamalan
Actores: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo


Trailer do filme: